quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Super Entrevista Com Dr Lair Ribeiro (Agosto 2016)

Nesse vídeo o Dr Lair Ribeiro é entrevistado e fala sobre diversas coisas, entre elas fala sobre o Leite materno, ovo, magnésio, curry, açafrão, quinoa, coco, anticoncepcional, cálcio, e muito mais.

Controle e combate à verminose

Trecho do livro "Déficit de Atenção Tem Solução" de Carin Primavesi:
CONTROLE E COMBATE À VERMINOSE

Nos países tropicais, como o Brasil, surge mais um problema, que é menos comum em regiões de clima temperado. Mesmo sob condições rigorosas de higiene, crianças e também adultos têm uma capacidade surpreendente de pegar uma verminose, principalmente a Ascaris lumbricoides, a conhecida lombriga. [...]
Segundo o médico Ricardo Neder Silveira, por estarmos num país tropical, [...] as pessoas em geral devem ser medicadas com vermífugo a cada seis meses, uma vez que nem sempre os exames de fezes (por isso é melhor três amostragens) conseguem detectar os vermes. [...] Isso ocorre até em pessoas adultas da classe A. [...]
Os efeitos da verminose podem ser bastante devastadores para a concentração [...]. Alguns sintomas que a lombriga provoca: hiperatividade, sonolência, falta de concentração, até convulsões (essas, a pessoa pressente quando as terá, diferentemente em ataques de epilepsia em que não se pressente antes a convulsão). A verminose também rouba vitaminas e sais minerais do organismo.
Uma garotinha de 4 anos vinha apresentando fortes dores abdominais. Durante dois meses fez os mais diversos exames: de fezes e de sangue, ultrassom e outros, suspeitando-se até de distúrbio gástrico, e nada foi detectado. Mas pela clínica os sinais eram típicos da giardíase. Ela tomou um vermífugo específico e sarou.
Um alto executivo de uma multinacional foi ao médico e queixou-se de uma coceira na garganta que provocava tosse. "Isso é lombriga", disse o médico. "Ah, não, eu sou ultra-higiênico." No dia seguinte ele voltou e teve a confirmação. Numa dessas tossidas, eliminou uma lombriga de uns 15 centímetros pela boca. Fez o tratamento contra vermes e foram eliminadas mais de 100 lombrigas.
Há adolescentes e mulheres adultas que se livraram da dismenorreia (cólica menstrual e TPM) após a ingestão de um vermífugo. [...]
Assim, com infestação por vermes, a criança fica deficiente em nutrientes e debilitada, o que diminui sua capacidade de concentração. Para ela não existe mais dia organizado nem estudo ordenado ou mesmo obediência. E se não fazem suas vontades pode até ter ataques nervosos, porém, quando se dá a essa criança um vermífugo, depois vitaminas e sais minerais para fortalecê-la, seu comportamento melhora e ela torna-se outra vez boa aluna e obediente. [...]
Um garoto de 9 anos era bom aluno. Só que de repente não prestava mais atenção na aula, em casa não conseguia fazer as lições, tinha dificuldade de entender as matérias e começou a tirar notas ruins. O pai prendia-o no quarto para estudar e fazer as lições de casa, mas ele pulava a janela. Foi-lhe dado um vermífugo e ele voltou a ser como antes, concentrando-se e demonstrando gosto pelo estudo. Nessa família de três filhos, toda vez que o rendimento intelectual e a vontade de estudar diminuíam, os filhos não eram mais repreendidos; simplesmente lhe davam um vermífugo, vitaminas e sais minerais, e a paz voltava a reinar. [...]

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Hipersensibilidade Eletromagnética - Guia de Sobrevivência

Estamos vivendo em um ambiente elétrico cada vez mais complexo e somos irradiados diariamente com frequências eletromagnéticas que variam de menos de 20 Hz (elétrico trens) para mais de 1 bilhão de Hz (telecomunicações sem fio). A maioria destas freqüências são feitas pelo homem e não estavam presentes na terra até a invenção e posterior comercialização de energia elétrica (1900), rádio (1920), radar (1940), telefones, televisão (1950), computadores (1970) e celulares (1980).
Além de numerosos outros problemas de saúde, a poluição eletromagnética tem sido associada com um aumento no número de indivíduos que sofrem de uma condição conhecida como hipersensibilidade eletromagnética.
Na Suécia, ela é classificada como uma deficiência e serviços de saúde com baixos níveis de exposição a campos eletromagnéticos e à radiação de radiofreqüência estão disponíveis.

Radiestesia: sensibilidade às radiações

Radiestesia é uma palavra composta que significa sensibilidade à radiações.

A existência de raios e radiações é um fato real. Podemos pensar em raios de sol, raios de calor, raios x, raios infravermelhos e ultravioletas, radiações dos rádios e das televisões, raios de radares e raios cósmicos. Existe também uma “radiação do solo” ou telúrica* que tem origem no veios d’água subterrâneos. Como ela se produz, ainda não ficou totalmente esclarecido. Alguns pesquisadores acreditam que se trata de um reflexo de radiações cósmicas; outros acham que se trata de uma radiação difusa (desordenada) do interior da terra que se escoa pelos veios subterrâneos e sobe verticalmente à superfície terrestres.
É fato comprovado que não apenas muitos dos raios citados têm um efeito prejudicial sobre o homem, mas também que nós estamos cercados de vibrações, de ondas de todo tipo; esse fato não pode ser negado por nenhuma pessoa sensata. Essa influência nefasta também é exercida pela radiação telúrica.

A existência de uma percepção do homem para a radiação é uma realidade concreta, mesmo que não possamos vê-la. Essa percepção aos raios é denominada sensibilidade.

Apesar de trabalhar com a sensibilidade humana, existem muitas pesquisas científicas demonstrando a veracidade da radiestesia, como um livro escrito por uma pesquisadora da NASA, "Mãos de Luz" de Barbara Ann Brennan.
Radiestesia é uma palavra composta que significa sensibilidade à radiações.
Muitas vezes a pessoa sente desconforto, mas não consegue identificar o que é.
A radiestesia permite que através de técnicas a pessoa possa identificar o que está acontecendo, e que muitas vezes pode ser nocivo para a saúde.

A radiestesia é milenar, os nômades que pernoitavam nos desertos usavam os animais para escolher os locais para dormir. Onde os cachorros, os camelos, escolhiam o local para dormir, era o local mais saudável para montar o acampamento.
Os antigos romanos escolhiam a fundação de suas cidades deixando algumas ovelhas pastando no local durante um tempo; então, depois sacrificavam-nas e faziam análises do fígado delas para saber se estavam saudáveis ou não. Dependendo do resultado, eles escolhiam outro local para a fundação dessa cidade.
Desenhos de homens com forquilhas podem ser vistos até nas cavernas pré-históricas. Egípcios e chineses também já sabiam e consideravam a influência do solo e subsolo na qualidade energética da habitação.
Na Antiga China, nenhuma casa poderia ser construída antes que o solo fosse examinado com a “varinha mágica”.
Na Rússia, reconhece-se atualmente a radiestesia como um campo de estudos científicos.
Na Europa, radiestesistas às vezes ajudam a encontrar pessoas desaparecidas. Outro caso é quando o avião cai no mar, radiestesistas apontam em mapas o local provável para localizar o avião.
Os radiestesistas são profissionais muito requisitados na França, Espanha e Alemanha, principalmente. Acompanham engenheiros nas construções, verificam a qualidade energética do solo e subsolo e tratam de seus desequilíbrios de energia. Muitos deles procuram fundamentar os princípios radiestésicos com o conhecimento científico
Em certos países, como na Alemanha, a pessoa só consegue alvará para liberar a construção do imóvel após análise geobiológica em determinado terreno. Se a pessoa não neutralizar toda a energia nociva, ela não consegue construir o imóvel naquele terreno.

Outro ponto da radiestesia é a questão da energia dos ambientes. Acredita-se que a matéria tem memória, e nós imantamos a matéria com nossas energias. Um exemplo seria os "imóveis malditos" ou "mal-assombrados", que nunca alugam porque tem uma história triste, um assassinato etc.
Hoje em dia algumas imobiliárias contratam radiestesistas para estudarem o ambiente para ver se ainda tem uma história negativa, se está em cima de um veio d'água, esgoto etc. Geralmente fazem isso quando não conseguem entender por que não conseguem vender o imóvel (o preço está bom, o imóvel bem conservado etc). O radiestesista faz uma análise, identifica o que existe de desarmonia, neutraliza, e em seguida vende.
Geralmente são energias telúricas, remanência de antigos moradores, fatos que ocorreram no imóvel etc. Portanto é importante se preocupar com o histórico do imóvel (falência, conflitos, assalto etc). Essas energias ficam imantadas no ambiente. Às vezes só a pintura ou aeração do local resolve. Mas se isso não resolver, então precisa-se de uma pesquisa mais detalhada pra resolver.
É bom consultar um radiestesista antes comprar ou alugar um imóvel. É importante que a pessoa também note os sinais: como ela se sente ao adentrar o imóvel? se sente bem? se sente confortável? ou tem algum desconforto? a negociação flui normalmente? ou começa a surgir problemas, com documentos..?
Histórico de moradores anteriores, o motivo da venda, se por exemplo for um casal se separando e um quer e o outro não quer vender, tem apego ao imóvel..? Tudo isso influencia.
Às vezes pode ser o próprio morador a causa do problema, que não procura o seu bem-estar, sua harmonia, e não o imóvel. Isso acontece quando o radiestesista, após a análise, identifica que é energia consciente, significa que o problema está no próprio morador. É ele quem tem que mudar.

Os melhores radiestesistas são o cão e o gato, que só dormem em local onde a energia é harmônia, saudável. Se a pessoa constrói o canil num lugar que o ambiente seja problemático, o cão não vai conseguir dormir e vai adoecer. Já o gato consegue transmutar a energia e não faz mal pra ele.
Enxame/colméia de abelha é um indicativo de energia telúrica. As colméias costumam ser formadas sobre um cruzamento de veios.

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ENERGIAS TELÚRICAS

Energia ou radiação telúrica são energias irradiadas do centro da própria Terra, subindo perpendicularmente à superfície terrestre. Como toda energia, afeta os seres vivos - plantas, animais e os homens - de forma positiva, como o magnetismo, ou negativa, como veios d'água subterrâneos. Um ambiente doente e desequilibrado pode causar em seus frequentadores distúrbios emocionais e psíquicos, estresse, tensão, nervosismo, agitação, perdas, estagnação profissional, bloqueio financeiro, de criatividade ou de concentração, depressão, retenção de líquidos, dores de cabeça e no corpo, doenças etc. Se a pessoa por exemplo vai muito ao médico, faz tratamento e não melhora, vale a pena pesquisar, pois o local que ela está dormindo pode ser a causa. Às vezes dormir em quarto diferente ou apenas mudar a posição da cama no quarto pode resolver o problema com radiações de veios d'água contaminados, como insônia. No entanto certas pessoas podem ser totalmente imunes a isso.
Podemos dividir a Energia Telúrica em dois grupos distintos:
O primeiro grupo engloba pontos geopatogênicos, ou seja, pontos da terra doentes, que podem ser causados por: veios d’água, rios subterrâneos e cruzamentos destes rios, cavernas e galerias subterrâneas, tubulações e poços, veios de metais etc. Esses são os pontos problemáticos que nossos ancestrais conheciam e evitavam ao construir.
O segundo grupo engloba as radiações provenientes da tecnologia dos tempos atuais. Os aparelhos eletroeletrônicos emitem uma série de ondas eletromagnéticas que causam problemas ao homem quando exposto por muito tempo. Cuidado com: televisão, radio, radio relógio, celular· computador, fax, maquina xerox, ar condicionado microondas, geladeiras, vídeo· rede de alta tensão, antena parabólica, torre de celular, torre de radio e televisão.
Se observarmos bem nosso ambiente de trabalho e residência, vamos perceber que estamos cercados por estes aparelhos 24 horas por dia.

Em primeiro lugar, observemos que existem dois grupos, os assim denominados “sensíveis às radiações” e os “atraídos pelas radiações”. Os “sensíveis às radiações” são os seres vivos que não suportam a radiação da água subterrânea e, portanto a evitam ou fogem dela, caso contrário enfraquecem ou adoecem.

No ambiente natural das plantas, acontece que a semente, na maioria das vezes, só germina no local adequado; plantadas em local inadequado, evadem-se através de um crescimento para os lados (muitas vezes contra a direção do vento!) ou quando isso não for possível, adoecem (como por exemplo uma árvore cancerosa sobre um cruzamento de correntes aquáticas) ou murcham (por exemplo o lilás, sobre um cruzamento semelhante, ou alguns arbustos em cercas).
Os mais importantes “sensíveis às radiações” nos jardins são as macieiras e as pereiras, a mangueira, os lilases, o girassol; nos bosques, as faias e as tílias e, dentro de casa, as begônias, as azáleas e os cactos.

Os “atraídos pelas radiações” são aquelas plantas e animais que se sentem bem sobre correntes de água subterrâneas e ali se desenvolvem. São as cerejeiras, as ameixeiras, os pessegueiros, os sabugueiros e os viscos. (Um preparado de visco é utilizado na cura dos doentes por radiação). Nos bosques, os carvalhos, os pinheiros e as coníferas; nos ambientes fechados, o Aspargo , a Aralia e a Tília.

Macieira plantada sobre um veio d’água cresce torta.
Pereira num “local isento de radiações” cresce reta e forte e produz muitas frutas.
Macieira plantada sobre um cruzamento de dois veios d’água é retorcida e tem uma grande protuberância no tronco. Essa arvore raquítica não produz frutos.

Se uma arvore cresce torta ou fraca, deve-se plantar outro tipo de árvore nesse local. Em locais de radiações mais fracas, as batatas e outros produtos apodrecem nos porões, as geléias emboloram e o vinho azeda. As enfermidades mais graves das arvores, como a soltura total da casca através da invasão de besouros, crescimento de cancros etc aparecem nos locais de forte radiação telúrica. Os animais que vivem em liberdade procuram para si o local adequado; os animais criados em estábulos são prejudicados. Os “sensíveis às radiações” procuram, no entanto, evitar os veios d’água através de uma posição anormal; quando isso não é possível, eles adoecem.

Entre os “sensíveis aos raios” estão o cão, o cavalo, a vaca, o porco, as galinhas e os pássaros. O cão normalmente obediente torna-se arredio quando seu dono insiste em deixá-lo num local de radiações fortes. Quando tive a oportunidade de observar que uma casinha de cachorro estava localizada sobre um veio d’água, comentei: “O cachorro não se sentirá bem neste local!”. Ao que imediatamente a dona respondeu: “Ele nunca entra aí. Prefere deitar-se sobre o piso de pedra, ao lado da porta de entrada da casa!” Trocaram imediatamente o local da casinha para lá, um lugar isento de radiações, e desde então o cão também dorme com prazer dentro de sua casinha.

A esterilidade e os abortos de animais domésticos frequentemente estão relacionados com a radiação do local. Uma camponesa observou que há vinte anos, num determinado local de seu estábulo, as vacas vinham adoecendo com facilidade e muitas até morriam. Portanto, solicitou-me uma averiguação. O marido quis dar a sua opinião: “Não acredito que uma água correndo nas profundezas do solo possa prejudicar uma vaca. Não vou lhe dizer onde está o animal doente (todos os quinze animais estavam deitados). Estou curioso em saber se a senhora a encontrará com a sua forquilha!”
Quando a minha forquilha virou-se com força na segunda baia, ele disse: “Está certo: é aí que está a vaca doente! Eu não acreditava que fosse possível!”
Mais tarde, ele acrescentou: “Ali adiante, onde a senhora diz que o veio d’água continua, morreram recentemente um porco e três galinhas, sem causa aparente! Nas duas baias os porcos nunca adoeceram.”

As andorinhas trazem sorte às casas e A cegonha entrega as crianças, são antigos ditados populares, porque esses animais só constroem ninhos em locais isentos de radiações! Neles as pessoas também se sentem bem e saudáveis, e as mulheres podem trazer ao mundo crianças com saúde. As casinhas para o ninho dos pássaros devem ser colocadas em locais isentos de radiações, por exemplo, em macieiras e pereiras saudáveis. Entre os animais “atraídos por radiações” estão os gatos, as abelhas, as formigas, os insetos, os bacilos e os vermes. As formigas e também as abelhas selvagens sempre constroem suas casas sobre um cruzamento de veios d’água .

Um antigo costume da Bavária consistia em, antes de se construir uma casa, enterrar-se no terreno um formigueiro — provavelmente no local planejado para o quarto de dormir. Somente quando as formigas tivessem se mudado, o que indicava que o terreno estava isento de radiações, é que a casa poderia ser construída. Em outros casos , procurava-se o local ao acaso.

As abelhas domésticas dão uma produção maior de mel quando estão sobre um local de fortes radiações; as colméias costumam ser formadas sobre um cruzamento de veios. Os bacilos e os vermes atacam pessoas de preferência quando estas estão deitadas sobre um local de fortes radiações (isso acontece, por exemplo, com os bacilos da tuberculose) e se reproduzem rapidamente.

Algumas pessoas hipersensíveis conseguem descobrir água corrente subterrânea com a mão. Ao passar a palma da mão sobre a superfície do solo, sentem um formigamento, um arrepio, uma fisgada ou um sentimento de dor quando encontram água.
Manchas de umidade nas paredes, fendas nos muros, paredes ou asfalto das ruas, assim como o reboco quebradiço também podem ser indicio de veios d’água subterrâneos.

Para mais informações consulte as fontes, esse post é um resumo das fontes abaixo:

Nara Leão - Wave

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tantra

Principal objetivo do sexo tântrico não é chegar ao orgasmo, mas alcançar a evolução e trocar energias

O Tantra nada tem a ver com a forma ocidental de ver e lidar com o sexo. No Tantra, o sexo é transmitido como um ato sagrado, encontro entre o deus (masculino) e a deusa (feminino). O sexo, na Índia, é visto antes de tudo como uma prática de elevação espiritual, e no Tantra podemos encontrar também a prática do maithuna, que é uma técnica que "ensina" o domínio dos apetites sexuais.
              
Os homens aprenderam que o sexo é uma descarga de energia, conseguida por meio da manipulação rápida do pênis. Em geral, a descoberta do orgasmo se dá através da masturbação. O homem entendeu então que o procedimento padrão para um ato sexual é o mesmo: penetrar na vagina e copular rápido para obter a descarga ejaculatória do prazer.
Os filmes pornográficos, usual fonte de conteúdo de aprendizado para a maioria dos homens, mostram imagens e situações absurdamente impróprias para a realidade das relações. Ali, as mulheres são ofendidas, ultrajadas, difamadas e violentadas de todas as maneiras. As penetrações são vulgarizadas e em nenhum momento o homem é orientado a tratar adequadamente o corpo feminino, de forma a levá-la para situações reais de prazer e de orgasmo. O homem não compreende que as cenas ali construídas são falsas e atendem apenas aos interesses do mercado por produtos de consumo rápido.
A forma como o sexo é desenvolvido no meio social não permite incluir o afeto, o olhar, o cheiro, o contato físico de pele sem incluir a penetração dos genitais. Pelo contrário, homens e mulheres acreditam que sexo é penetração, conjunção dos genitais e ejaculação. Sem esses fatores, parece que o sexo não acontece.                         
o afeto, o cuidado, o respeito mútuo, a atenção, a dedicação, o olhar, todos os sentidos físicos estão integrados como uma forma de se fugir da influência primitiva, instintiva e animal que se apropria da energia sexual.
Aprendemos que é possível compartilhar dessa energia com muito mais intensidade, se usarmos os componentes afetivos e os sentidos, para promover os estados alterados de percepção e de consciência, potencializando as experiências de orgasmo, de prazer e de êxtase.
No sexo primitivo, o homem usa a ejaculação como uma forma de alívio de tensão e relaxamento. Por isso o homem experimenta a perda da vitalidade após o ato sexual, sentindo-se cansado e desvitalizado. No Tantra, o homem aprende a afetividade, a compartilhar, dar e receber, evoluir para outros limites além da compulsão obcecada e perversa da penetração.

Livro em PDF: Ana Primavesi - Manejo Ecológico de Pragas e Doenças (1987)

Livro raríssimo!
Em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças, a agrônoma austríaca levanta as razões para o aparecimento de moléstias nas plantações. 'São resultados da deficiência do solo', define sem titubear.
Dando um enfoque ecológico, Ana Primavesi apresenta, neste livro, como manejar pragas e doenças por meio de métodos de combate integrado, uma vez que elas têm se proliferado assustadoramente em nossas plantações, mesmo com o uso generalizado de defensivos agrícolas.
Se estiver com problemas no link de download me contate no e-mail valedodaniel@live.com
Abraços.

sábado, 20 de agosto de 2016

O papel nocivo dos açúcares e das farinhas refinadas

Trecho do livro "Déficit de Atenção Tem Solução" de Carin Primavesi:
O PAPEL NOCIVO DOS AÇÚCARES E DAS FARINHAS REFINADAS

Embora o açúcar seja atualmente um produto tradicional na mesa da maioria dos povos, ele é um inimigo da saúde. Os açúcares e os alimentos que se convertem rapidamente em açúcares, como, por exemplo, as farinhas refinadas, podem aderir permanentemente às proteínas do organismo e a outras partes do corpo por um processo conhecido como glicação. No momento da adesão, há um pequeno mecanismo que provoca uma inflamação. Essa inflamação produz enzimas que decompõem as proteínas. As moléculas de açúcar aderem também às artérias, às veias, aos ossos, aos ligamentos e ao cérebro! O açúcar, conforme a quantidade que ingerimos, destrói as proteínas de todas as partes do corpo e também o colágeno da nossa pele, provocando as rugas. A glicação, que causa uma "caramelização" da proteína e sua consequente degradação, destrói igualmente a hemoglobina, proteína transportadora de oxigênio ao corpo. A falta de oxigenação do cérebro pode levar a problemas de raciocínio e memória.
A ingestão excessiva de açúcares, tanto refinados como mascavos ou orgânicos, e farinhas brancas, presentes em bolachas, bolos, guloseimas e salgadinhos, prejudica a formação da camada de lipoproteína (gordura + proteína), a mielina, além de destruir a proteína da mielina já formada. Em crianças, falhas na mielina podem ser associadas a sintomas de falta de atenção, baixa concentração e hipoatividade. Também podem ser crianças do tipo "pavio curto", que explodem a qualquer contratempo. Já repararam como esse tipo de comportamento aumentou muito nos últimos tempos? Como consequência de problemas na formação da mielina, poderemos ter crianças, adolescentes e adultos candidatos à infelicidade e ao insucesso, devido à falta de controle dos nervos. O açúcar é um grande destruidor da mielina.
Do xarope inicial da extração do sumo da cana-de-açúcar são retiradas fibras, proteínas, sais minerais, vitaminas e impurezas. O produto final é sacarose pura e concentrada. Quando consumimos um produto extremamente concentrado, como o açúcar, é exigida do organismo uma compensação química: são sequestrados minerais e vitaminas do metabolismo e das reservas. "Quanto maior a ingestão de açúcar, maior é a carência de cálcio, magnésio, ferro, vitaminas B e outros. O açúcar age como descalcificante, desmineralizante, desvitaminizante e causador de desequilíbrios metabólicos", alerta Conceição Trucomi. Isso independe de se o açúcar ser orgânico, branco ou mascavo.
O açúcar necessita das vitaminas do complexo B para sua digestão, provocando muitas vezes sua deficiência no corpo e afeta diretamente o sistema nervoso, que também necessita desse complexo. Vitaminas do complexo B são fundamentais para a saúde cerebral, pois estão envolvidas na formação da dopamina e serotonina, importantíssimas na manutenção do humor e da acuidade mental. A deficiência da vitamina B12 pode causar lesões às células nervosas, perda de memória e baixa eficiência mental. A vitamina B12 é importante também na formação da mielina. A falta das vitaminas do complexo B também diminui muito a resistência do organismo, que fica mais suscetível a contrair doenças em geral. O açúcar enfraquece os sistemas de defesa do corpo contra vírus, bactérias, fungos e outros: "Duras horas depois da ingestão de 100 gramas de açúcar, a atividade dos neutrófilos, nossas armas contra as bactérias e afins, cai pela metade", alerta Yang.
Ao contrário do que se crê, açúcar refinado não gera energia nem tem nutrientes. O consumo de doces e bebidas adocicadas é prejudicial ao perfeito funcionamento do nosso metabolismo. Renato Amaral mostra o que acontece no organismo:

Após a ingestão de alimento pobre em fibras e rico em sacarose (açúcar refinado), uma grande quantidade de glicose chega ao sangue em pouco tempo. O nível de açúcar no sangue fica muito elevado. Sente-se um bem-estar momentâneo que dura de dez a quinze minutos. Esse pico de glicose superestimula o pâncreas, que libera insulina (hormônio que "queima" o açúcar) bem mais do que o necessário. O excesso de insulina causa hipoglicemia (o nível de açúcar no corpo fica muito abaixo do normal), o que faz nosso rendimento intelectual cair, pois a glicose é o único combustível do cérebro. O cérebro, assim privado de sua principal fonte de energia, entra num processo de depressão, que se manifesta como enxaqueca e um tipo específico de labirintite (distúrbio do ouvido interno que gera tonturas e náuseas).

Nossas avós já diziam, sem conhecimento científico, mas pela sua experiência, que com excesso de açúcar a pessoa se torna um bobo alegre. O cérebro assimila muito mais facilmente as moléculas simples da glicose do que as moléculas complexas do amido dos grãos integrais, por exemplo. Assim, o cérebro é alimentado rapidamente e produz o hormônio da alegria, a serotonina. Sente-se um bem-estar momentâneo, mas que logo acaba. É necessário ingerir açúcares complexos, os verdadeiramente benéficos, presentes nas verduras, nos legumes, nos cereais integrais e nas frutas. As fibras desses vegetais suprem o cérebro e os músculos lenta, constante e prolongadamente com glicose, sem os altos e baixos da dieta rica em açúcar refinado. Também protegem o pâncreas, os vasos sanguíneos e o cérebro.
Crianças que comem muitos doces acabam ficando com o sistema nervoso debilitado. Isso se vê facilmente, pois essas crianças choram por qualquer coisa, não conseguem se concentrar, ficar quietas, sentem-se fracas, acham-se pouco consideradas e acabam sendo consideradas hiperativas.
No século XVII reconheciam-se os ricos pelos dentes podres, porque somente os abonados tinham condições de adquirir o açúcar, preciosidade que era guardada num cofrinho de prata com fechadura e chave. O resto do povo vivia muito bem sem essa doçura. Nos Estados Unidos, em 1830 consumiam-se 5 quilos de açúcar por pessoa/ano; no ano 2000 o consumo anual per capita era de 70 quilos.

Cuidado com os alimentos tratados com agrotóxicos

Trecho do livro "Déficit de Atenção Tem Solução" de Carin Primavesi:
CUIDADO COM OS ALIMENTOS TRATADOS COM AGROTÓXICOS

Deve-se ter cuidados em ingerir alimentos que sabidamente contenham um excesso de agrotóxicos. Depois da proibição dos organoclorados, os organofosforados (como Malation, Paration, Clorpirifós, Diazinon) e os carbamatos (como o Carbaril) são os agentes mais utilizados em todo o mundo para o combate de insetos nocivos nas plantações. Frutas, verduras, legumes e grãos que foram pulverizados pesadamente com agrotóxicos atacam o sistema nervoso e podem até induzir demência. Especialmente cenoura, tomate, alface, batata, pimentão, morango e soja são pulverizados com uma carga elevada de defensivos. Atualmente a maioria dos produtos da terra é tratada com agrotóxicos e em todos são encontrados seus resíduos em menor ou maior quantidade, conforme a decadência dos solos em que foram cultivados e a frequência das pulverizações.
Em geral, o mecanismo de ação desses agrotóxicos no corpo humano está relacionado à inibição da acetil-colinesterase, enzima catalisadora do neurotransmissor acetilcolina, que tem um papel importante no desenvolvimento das conexões neurais. A acetilcolina controla as atividades de áreas cerebrais relacionadas com a atenção, concentração, aprendizagem e memória. Assim, pessoas que consomem de forma continuada alimentos com resíduos de agrotóxicos podem apresentar distúrbios comportamentais causados por danos neurológicos.
Verduras e frutas plantadas fora da época e do lugar apropriado para seu cultivo recebem muito mais defensivos do que quando cultivadas na época natural e no local ecológico. Por exemplo: a uva tem clima mais apropriado no Rio Grande do Sul do que no Nordeste. Assim, por safra, as uvas do Rio Grande do Sul recebem 30 pulverizações, enquanto que no Nordeste são necessárias 120. Lá, o coco é o ecótipo.
Até em alimentos orgânicos existem resíduos tóxicos, que evaporaram durante sua aplicação em culturas convencionais e caíram depois, com as chuvas, em culturas livres de agrotóxicos. Atualmente, até os ursos polares têm resíduos de agrotóxicos em sua gordura!
Mesmo assim, verduras, legumes, cereais e frutas da estação e da região são as mais saudáveis, porque recebem menos defensivos. Se uma verdura ou fruta teve de receber muitos defensivos, era porque estava muito deficiente em minerais nutritivos e, portanto, tem um valor biológico muito baixo.
A melhor opção ainda são os alimentos orgânicos oriundos de cultivos que implantaram o sistema ecológico de plantio. Esses são cultivados não só sem venenos, mas também em solos saudáveis, em que cada planta pode formar todas as substâncias que ela deveria produzir quando está sem deficiência: proteínas, hormônios, gorduras, enzimas e açúcares. O resultados são frutas, verduras, legumes e grãos bem formados, graúdos, bonitos e saborosos. [...]
Alimentos produzidos ecologicamente deveriam até ser mais baratos do que os com veneno, pois os agrotóxicos são muito caros e só são necessários em plantações oriundas de solos degradados, que precisam de muito investimento para produzir algo. [...]

Os elementos minerais e as vitaminas são interligados numa rede

Trecho do livro "Déficit de Atenção Tem Solução" de Carin Primavesi:

"Uma planta, para ser produtiva e sadia, necessita de 42 a 45 elementos químicos, segundo o Serviço de Pesquisa Agrícola americano. Nos homens e animais acredita-se que cerca de 90 substâncias químicas e vitaminas são necessárias para a saúde e o bem-estar.
Os elementos minerais e as vitaminas são interligados numa rede em que cada elemento químico depende de uma série de outros elementos para ser absorvido, dependendo ainda de proporções fixas entre eles. Essas relações valem tanto para a planta como para o ser humano. Por exemplo, a relação ferro-cobre-cobalto é 500-10-1, tanto na planta como no animal, e também no homem. Isso significa que, se faltar esse 1 átomo de cobalto, nem o cobre nem o ferro são absorvidos. A proporção potássio/boro é de 100-1, isto é, se faltar essa uma porção de boro, os 100 de potássio não são utilizados, mesmo estando disponíveis no organismo. Cada deficiência mineral ou vitamínia desequilibra a teia de nutrientes e causa problemas de saúde física e mental.
Se uma laranja ou uma maçã tiver polpa seca, está deficiente de fósforo e boro. Se uma fruta por fora está bem bonita, mas por dentro está podre, está com deficiência de cálcio. Se uma banana ou uma maçã estiver empedrada, falta boro. Se a casca de uma banana rachar, é porque tem deficiência de cobre. Se uma batata ou maçã ou banana oxidar, isto é, escurecer quando for cortada, é deficiente em boro. Se a casca de uma laranja ou outra fruta for muito grossa, é deficiente em fósforo. Muito fina é deficiência de potássio. Além disso, cada elemento químico está ligado a uma rede de outros minerais que acabam não podendo ser aproveitados.
As doenças e os parasitas vegetais são ligados, de alguma forma, à deficiência ou ao excesso de algum mineral na nutrição vegetal, isto é, a deficiência de um mineral equivale ao excesso de seu par. Cada substância vegetal incompleta atrai um determinado inseto ou fungo que consegue comer essa substância incompleta. Essa praga ou doença pode ser afastada se o mineral que falta for reposto, o que torna a planta saudável. Mas em lugar de corrigir-se a deficiência aplicam-se defensivos. Não se eliminam as causas, mas os sintomas. Matando-se os fungos, as bactérias ou os insetos, a cultura deficiente pode produzir. Porém, essas plantas continuam com baixo valor biológico, acrescido de resíduos tóxicos. Esse alimento que a população recebe não contribui para a saúde humana. Ao se consumir basicamente esse tipo de alimento pobre em nutrientes é aconselhável conversar com seu médico para suprir as carências nutricionais que essas plantas provocam com um suplemento vitamínico mineral. [...]
A deficiência de boro pode se manifestar como um nervosismo relacionado a ruídos, isto é, a pessoa fica muito sensível aos barulhos. Essa sensibilidade é para qualquer tipo de ruído, como tosse, estalos, gritos e barulho de jornal amassado. Certas disritmias cerebrais estão correlacionadas à carência de boro.
As gestantes que recebem menos cobre do que necessitam podem dar luz à crianças paralíticas. A necessidade de cobre em relação ao zinco na criança é três ezes maior do que no adulto.
Numa experiência na China, feita com 1,4 mil crianças com grave déficit de aprendizagem, após receberem suplementação continuada de zinco, responsável especialmente pela eliminação do CO2 dos hemacócitos e pela oxigenação do sangue, melhoraram a atenção, memória e raciocínio lógico, de acordo com os pesquisadores americanos Pfeifer, Lukashi, May, Penland e Matthys.
Numa região ao sul da Mata de Sâo João (BA), as plantações de legumes, verduras e frutas foram adubadas com muito fósforo, o que causou desequilíbrio e alta deficiência de zinco. Das crianças que foram alimentadas com esses produtos deficientes, 72% apresentaram sintomas de debilidade mental, que foram eliminados após receberem suplementação de zinco na dieta. [...]
Pessoas intoxicadas por chumbo podem sofrer com o problema do déficit de atenção. [...]
O excesso de alumínio - oriundo das panelas de alumínio, caixas do tipo longa vida, latinhas de refrigerante e outros - deteriora muito a capacidade de memorizar e aprender, porque interfere na produção de dopamina no cérebro. As pessoas com excesso de alumínio apresentam problemas para resumir as informações recebidas, de controlar seus impulsos, são impacientes, enjoam logo das coisas, não controlam o humor e têm déficit de atenção. O alumínio em excesso também é um forte desmineralizante. [...]"

*Importante salientar que também tem alumínio em antitranspirantes em geral.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Em 5 mil anos todo mundo se alimentou de orgânicos

“Antigamente só existia orgânico, em 5 mil anos todo mundo se alimentou de orgânicos. A Revolução Verde todo mundo sabia que foi feita pela indústria, e não pela agricultura. Porque os agricultores não se interessaram por isso. As indústrias é que se interessaram em vender seus produtos”, declara a dra. Ana.
"[...] as pessoas, em 1942, 1943, já reclamavam dos efeitos [dos adubos químicos], não queriam mais comer os produtos com adubos químicos porque não tinham gosto. Os alimentos eram muito bonitos, mas não tinham sabor. As firmas, nessa época, diziam que era imaginação das pessoas. Quem queria botava, quem não queria, não botava. Nos anos 60, começou a campanha da Revolução Verde, que aconteceu quando as firmas americanas estavam indo à falência e precisaram procurar desesperadamente uma solução. Então o mister Borlaug (Norman Borlaug, um dos precursores da Revolução Verde), disse que a solução era justamente abrir a agricultura para a indústria química e mecânica. Então, eles obrigaram as pessoas a fazer monocultura. No Brasil, não existia monocultura, a não ser de cana-de-açúcar. Com a monocultura, começaram os problemas das doenças e era preciso colocar veneno. Uma avalanche em que um arrastava o outro. O adubo químico, basicamente, é formado por três elementos e a planta necessita de 45. Aí está o grande problema. Com esses três elementos, a planta está mal nutrida, subalimentada. Com isso, começaram todas as doenças e o decorrente uso dos pesticidas. Como cada pesticida está baseado em algum mineral, induzia a uma deficiência de minerais que estavam em proporção com esse e então foi uma avalanche cada vez pior".

Ana Primavesi

Mudança de Plano



Um documentário que te instiga a pensar sobre você e suas atitudes além de estimular uma reflexão sobre o desenvolvimento do mundo.

Se em 50 anos conseguimos destruir tanto, será que a vida superior na Terra conseguirá sobreviver nos próximos 100 anos?

Trecho do livro "Pergunte ao Solo e às Raízes" de Ana Primavesi:

"A tecnologia avançada expulsou a população do campo. Dos 75% a 80% que viviam no campo em 1950, restaram 2% nos Estados Unidos, 6% na Europa, 20% no Brasil e 45% na Rússia e, provavelmente, também na China. O resto da população foi expulso pela mecanização e pelos herbicidas. No hemisfério Norte, foi a indústria que os recebeu de braços abertos. No hemisfério Sul, as favelas. Não que faltassem alimentos. Num mundo em que 75% dos cereais e 80% da soja vão para a alimentação animal, não se pode acreditar que falte comida. O que falta é poder aquisitivo ou, como se diz atualmente, faltam educação e empregos para ganhar esse poder aquisitivo.
A previsão oficial da FAO (2014) é que haverá sempre mais famintos, sempre mais pessoas em miséria absoluta, sempre mais destruição ambiental. É o fim da vida superior à vista. Se em 50 anos conseguimos destruir tanto, será que a vida superior na Terra conseguirá sobreviver nos próximos 100 anos? Certamente não com a atual política neocapitalista globalizada, nem com reforma agrária ou sem ela.
Existe um caminho, mas somente um. Recuperar os solos (com cobertura vegetal adequada) para que produzam alimentos sadios, com o mais alto valor biológico. E esse valor existe somente quando as culturas estiverem sadias. Não somente livres de parasitas, graças ao uso de defensivos químicos, orgânicos ou de inimigos naturais. Plantas defendidas permanecem doentes, com baixo valor biológico, não importando o grau de toxidez do defensivo. Plantas sadias não são atacadas por pragas e doenças/patógenos e não necessitam ser defendidas. Deste alimento com elevado valor biológico, não se necessitam 3.000 ou 4.000, ou até mesmo 6.000 quilocalorias por dia, mas somente 800 a 1.000 kcal/dia. Quer dizer, com ⅓ de calorias e do dinheiro, ficamos bem nutridos. Como provaram os alemães que, com uma ração de 800 kcal/dia que recebiam depois da 2ª Guerra Mundial, conseguiram reconstruir seu país e fazer dele a quarta economia do mundo".

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Chimarruts - Saber Voar 2003

Falta d'água - o homem é campeão em produzir solos compactados

[...] A natureza não é um amontoado de fatores e partículas de fatores isolados, mas um conjunto de sistemas, composto de ciclos. Tudo é dependente, interdependente e relativo.
[...] Por exemplo, aparecem erosões, enchentes e inundações e se constroem curvas de nível, caixas coletoras de água e murundus para evitar a erosão. Treinam-se especialistas nos Estados Unidos para combater as inundações. Retificam-se os rios, constroem-se enormes barragens e diques e, mesmo assim, o efeito é pequeno. Os rios e poços secam, e a água potável diminui perigosamente em nosso globo, embora esteja chovendo mais. Na Europa já se importa água potável da Finlândia, e nos Estados Unidos, do Canadá. Neste século, já se estão prevendo guerras por causa da luta acirrada pela água, tanto para o consumo humano como para a irrigação e a produção agrícola. Constroem-se milhares de açudes, abrem-se poços artesianos e montam-se fábricas para a dessalinização da água marinha. O mundo entra em pânico. Mas a causa da falta de água potável nada mais é do que a falta de poros, estáveis à ação da água, na superfície dos solos. Rompeu-se o ciclo da água. Com matéria orgânica na superfície do solo e a proteção do solo contra o impacto das gotas de chuva, consegue-se restaurar e conservar sua porosidade e garantir a infiltração da água para os níveis subterrâneos.

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O homem é campeão em produzir solos compactados, impermeáveis. Nas cidades para não sujar seus sapatos cada um impermeabiliza sua pequena área ao redor da casa, cimentando ou ladrilhando-a. Agora tem certeza que nenhuma água de chuva consegue mais entrar no solo, ela escorre. Assim, na cidade se criam enchentes e deslizamento de terrenos. Dizem que a culpa é da chuva ou do prefeito. Mas não é. A culpa é das pessoas que tornaram a superfície do solo impermeável. Na cidade, com as ruas asfaltadas e os quintais cimentados ou ladrilhados a água iria entrar onde e como. No campo o solo calcariado, arado e adubado com nitrogênio se compacta quase tão perfeitamente como o fazem o das cidades. A água da chuva em vez de entrar na terra para abastecer as culturas e os níveis subterrâneos de água escorre, causando a erosão com todos seus sulcos e voçorocas. Combate-se a erosão, a água que escorre com terraços, curvas de nível e microbacias. Entretanto não se combate a compactação dos solos. E a água escorrida que chega de avalanche aos rios causa enchentes, em vez de entrar no solo e abastecer as culturas e os depósitos subterrâneos de água, os níveis freáticos e aqüíferos. Porém foram exatamente estes que fomentaram as nascentes, rios e os poços semi-artesianos. Contudo como graças à atividade humana a água não chega mais lá, os rios diminuem cada vez mais e muitos até ficam secos. Os rios sem água não abastecem mais as represas hidrelétricas que começam a secar, como a de Paulo Afonso, cuja torre da igreja submersa apareceu outra vez ou a de Concórdia, no México, que secou até o fundo não tendo mais água nenhuma. Quando ocorre um Apagão todos xingam o Governo por não tê-lo previsto e tomado as devidas providências. Mas o Governo tem a obrigação de prever todas as asneiras que os cidadãos fazem como: cimentar os pátios de suas casas, jogar futebol nos gramados dos jardins públicos, compactando as terras agrícolas por lavrar, calcariar e adubá-las para colher mais, mesmo se os solos morrem, se compactam e finalmente desertificam?

Você acredita que a violência urbana tem suas origens na decadência do solo?

"Recebi um e-mail de uma Universidade da India em que um professor me pergunta "Você acredita que a violência urbana tem suas origens na decadência do solo? Por favor me responda” Que pergunta esquisita, pensei, Estes indianos meditam demais e chegam depois a conclusões meio estranhas. Mas depois comecei também a pensar: Solo decadente é doente, e solo doente somente pode criar plantas deficientes, ou seja doentes. E plantas doentes produzem produtos de um valor biológico muito baixo, por isso são atacados por tantas pragas e doenças precisando muitos defensivos. Em uvas, nos cultivos ao longo do Rio São Francisco, são normal 120 pulverizações com defensivos e tem fazendas onde sobem até 140 pulverizações; diariamente uma, às vezes duas. E plantas doentes somente fornecem alimentos incompletos e os homens que as consomem também são doentes, especialmente atacados dos nervos. E estas pessoas caem ou na depressão, como faz a maioria, ou no outro extremo que é a violência. Respondi com “sim”."

Parece que desta vez será exterminado sem dilúvio

Trecho do livro "A Convenção dos Ventos: Agroecologia em Contos" de Ana Primavesi:
"[...] Deus olhou a terra tão estragada e disse:
- Dei você aos homens. É o livre arbítrio deles. Não seria democrático se interviesse fazendo milagre. Não posso ferir a liberdade deles. Se o homem acha que tem a liberdade de destruir a terra, o meio ambiente, a si mesmo, tenho que deixá-lo. Parece que desta vez será exterminado sem dilúvio".

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Isso que é bom psicólogo

Fonte

Natureza inovadora - Leontino Balbo Jr.

"Foram necessários 12 anos para que Leontino Balbo Jr. provasse que um negócio aliado ao meio ambiente dá lucro. Ele criou uma nova forma de plantar cana e pôs o país no mercado global dos orgânicos. Sua Native está hoje em 67 países e vai faturar R$ 100 milhões em 2009"

Mas eu queria continuar aprendendo...

Fonte

Nitrogênio

Trecho do livro "A Convenção dos Ventos: Agroecologia em Contos" de Ana Primavesi:
"[...] Lá embaixo, neste caldeirão da morte, produzia-se o nitrogênio para as lavouras, tão indispensável para qualquer vida. Não era propriamente produzido, era captado do ar. E isso permitia nossa fartura e tantas comodidades. E os que lá viviam e trabalhavam eram sacrificados para que outros pudessem viver bem. Era o altar da tecnologia onde se sacrificavam homens, mulheres e crianças para que este deus sanguinolento concedesse bem estar a outros, que se podiam considerar os privilegiados. Isso era necessário? Diziam que sim, sem nitrogênio não haveria comida para produzir safras, precisava-se de adubo nitrogenado. Mas, como as plantas viveram antes da descoberta do petróleo, durante dezenas de milhões de anos? Petróleo se usava industrialmente somente desde uns 150 anos e adubo nitrogenado se sabe sintetizar há uns 70 anos. De onde vinha toda exuberância da mata virgem, da vegetação tropical, das pastagens e dos campos? De onde os animais tiraram suas proteínas durante milhões de anos? [...] Não existia outra maneira de captar nitrogênio? [...]"

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Liebig - pai da agricultura química

"Eu pequei contra a sabedoria do Criador e, justamente, tenho sido castigado. Eu quis melhorar o trabalho Dele porque, em minha cegueira, acreditei que um elo da surpreendente cadeia de leis que governam e constantemente renovam a vida na superfície da Terra havia sido esquecido. Pareceu-me que o fraco e insignificante homem devesse reparar esta omissão".
JUSTUS VON LIEBIG, inventor da agricultura química, em uma retrospectiva de sua vida e obra.
Liebig ficou conhecido pelas suas descobertas na química. Por muitos anos acreditou que o desenvolvimento daria-se somente através da ‘correção’ dos ‘defeitos’ da Natureza pelo homem. Seu fim: o suicídio.

Mais informações

Agroecologia: além do orgânico. - Entrevista Ana Primavesi

Revista - Lutzenberger falava em agricultura regenerativa. Outros falam em agricultura orgânica. A Sra. refere-se a agricultura ecológica. A Sra. poderia abordar essa escolha e relacionar as diferenças entre agricultura ecológica e orgânica?
Ana Maria - É completamente diferente. Na orgânica, você trabalha pelas normas e as normas não fazem nada mais do que trocar um agente químico por um orgânico. Em lugar de, por exemplo, pegar adubo químico, você usa agora composto e, obrigatoriamente, faz composto. Em lugar de algum defensivo químico você usa um caldinho. Mas os caldinhos também podem ser tóxicos, também podem ter efeitos colaterais. Sempre há minerais dentro. Eu não posso usar todos os dias. Então, o grande erro da agricultura orgânica é que, primeiro, continua com toda a visão factorial, fator por fator, continua combatendo em lugar de evitar. No final, a melhora que se consegue é muito pouca. Se produz mal porque não se sabe onde colocar a matéria orgânica, a produção, normalmente, é miserável. Então, eu não vejo muita vantagem com esse tipo de agricultura. A não ser que é muito mais trabalhoso e o agricultor é muito mais sacrificado.
Agora, na ecológica, eu vejo o inteiro. Então, eu vejo porque apareceu o sintoma. Eu não digo só “ah, tem um sintoma aqui, vamos combater”. Não, pergunto primeiro o por quê? Em minha propriedade, eu plantei milho e houve infestação da lagarta-do-cartucho. A lagarta-do-cartucho é muito difícil de combater porque, se não tem aviação agrícola, não é possível pulverizar com bomba normal, já que o defensivo tem que entrar por cima. Mas eu não pergunto como combater essa lagarta, mas por que apareceu essa lagarta. E a lagarta só ataca porque o milho está deficiente em boro, então eu coloco cinco, no máximo oito quilos de bórax por hectare e pronto. Não tem lagarta-docartucho porque quando tem boro, não aparece mais, não consegue comer o broto.

Revitalizador de ecossistemas - Leontino Balbo Jr.

“A academia, a ciência agronômica não quer aceitar que a planta tem um sistema imunológico muito mais avançado que o nosso. A planta muda a constituição do seu tecido”, diz. “Fungos, bactérias e insetos são um exército da natureza para eliminar quem está fora da ordem natural. O pessoal não entendeu ainda que quem atrai pragas e doenças são os adubos químicos usados para tentar afastar essas pragas e doenças. Temos 21 mil hectares desse manejo, se você achar uma cana comida de formiga eu desço do meu carro e te dou ele na hora.”

Agroecologia pode ser mais lucrativa e melhor para o meio ambiente - Sítio Duas Cachoeiras



Pitágoras... nerd!

Fonte

Hoje em dia, acham que a cidade é o máximo e o cidadão urbano fala com desprezo do camponês

Trecho da biografia de Ana Primavesi (de Virgínia M. Knabben):
"A maioria das pessoas, hoje em dia, vive na cidade e praticamente não convivem com o campo. Mas a vida na cidade depende da vida no campo. Abraham Lincoln, um dos maiores presidentes norte-americanos, disse: 'Destruam as cidades e elas ressuscitarão. Destruam os campos, e as cidades desaparecerão'. Por quê? Porque o campo fornece água e comida. A cidade apenas aproveita o que o campo produz, e se o campo vira deserto, não há mais possibilidade de vida humana. Com o solo, vive e morre o homem.
Hoje em dia, acham que a cidade é o máximo e o cidadão urbano fala com desprezo do camponês. A cidade pode ser rica e produzir mais riquezas, mas alimentos e água ela não pode produzir, mesmo com todo o seu dinheiro. E as cidades crescem e ocupam os campos, na vã ideia de que são autossuficientes. Dizem que podem produzir alimentos industrialmente, em larga escala. Não podem, o que podem é somente enlatar e beneficiar alimentos, mas produzir NUNCA. As pessoas das cidades não sabem mais lidar com a terra. Se o agricultor usa muito veneno, porque seu solo está decaído e duro, ele produz apenas muitas doenças, e a população urbana não tem escolha: apesar de poder comprar um produto grande e bonito, ele não possui mais os nutrientes necessários para uma boa saúde, é somente um invólucro. Mesmo tentando uma alimentação saudável, as pessoas ficam doentes, porque se a planta está deficiente, o solo também está. E quem se alimentar das plantas doentes terá uma nutrição deficiente.
Os animais e homens que se nutrem das plantas com doenças não podem ter saúde porque não recebem mais nem os minerais que necessitam, nem as substâncias básicas para o funcionamento do seu metabolismo. Esses venenos são cada vez mais tóxicos para matar os insetos resistentes aos defensivos em uso. Trata-se de uma guerra cada vez mais desesperada na qual os insetos, aparentemente, irão vencer os homens. E aparecem também cada vez mais doenças vegetais, animais e humanas, especialmente viroses, antes praticamente desconhecidas e outras doenças novas.
Finalmente, vida e morte, saúde e doença dependem do campo, do solo, e não do serviço médico, dos hospitais, dos remédios, da indústria farmacêutica. Estes somente existem porque o campo decaiu, e a alimentação não é mais o "remédio natural". O habitante urbano nem sabe mais que o alimento vem do campo. Muitos acham que nasce nas prateleiras dos supermercados, já ensacados, ou que a água brota nas torneiras. Podem negar ou ignorar o campo, mas é de lá que ele vem de qualquer jeito. Isso, nossa ignorância não muda.
Quem vive nas cidades acredita que o mundo inteiro é igual, porque uma cidade não se distingue muito de outra cidade do ponto de vista do estilo de vida. Mas o trabalho do campo é diferente, conforme a região e o clima, as possibilidades que oferece e as estações do ano... [...]"

LS Jack - Amanhã Não Se Sabe 2003

Vivo aqui neste momento
Hoje aqui, amanhã não se sabe


Sexo tântrico

Principal objetivo do sexo tântrico não é chegar ao orgasmo, mas alcançar a evolução e trocar energias

Raciocínio...

O sol é caloria - não se pode comer açúcar e coisas geladas

Trecho da biografia de Ana Primavesi (de Virgínia M. Knabben):
"[...] A viagem estava marcada para Roraima. Tudo estava mais ou menos programado, mas o telefonema do governador quase cancela tudo: "Não precisam mandar ninguém pra cá, vocês não aguentam o clima daqui e por isso o pessoal não acredita que vocês possam fazer qualquer trabalho." "Então, eu vou estudar como se aguenta o clima tropical, mesmo", resolveu Ana.
Ela procurou e encontrou um livro do general inglês Montgomery, que comandou as tropas inglesas no deserto do Saara, na II Guerra Mundial, e que Ana tinha conhecido pessoalmente quando da ocupação em Pichlhofen. "Então, logicamente, o homem tinha que saber como manter as tropas sempre em prontidão, porque se eles comem uma coisa errada e depois estão liquidados e não podem mais lutar, os inimigos vão atacá-los e pronto, acabam com tudo."
No livro, o general mostra como nutriu seu Exército nessa difícil campanha. "Ele explica que não se podia comer açúcar e coisas geladas, justamente o que a maioria das pessoas faz, todos tomando enormes quantidades de refrigerantes gelados cheios de açúcar... e assim produzem calor, num círculo vicioso: a pessoa sente calor, toma o açúcar gelado, o corpo esquenta e ela sente mais calor. O doce, por ser muito calórico, é calor que se ingere. O sol é caloria, se você tem calor nesses dois meios, externo e interno, você está rachando por dentro", explica.
"No Exército do general inglês, dava-se, apesar do calor, dois copos de chá quente pela manhã. Ao meio dia, um copo de água com sal e cada soldado tinha uma latinha com comprimidos de sal, cada comprimido era para um copo. À noite podiam beber quanta água quisessem, mas nada gelado." Dessa forma, ela iniciou seu regime, parando principalmente de ingerir açúcar: "É duro de fazer no início, barbaridade! Mas quando consegui, fui para Roraima. E aguentei. Quando os outros de lá já não podiam mais continuar, eu estava bem disposta. Aguentei até mais do que os que eram de lá."
[...] O calor era violento. Vai até mais que 40 graus [...].
Desde então, Ana cortou o açúcar. "Já me acostumei e é muito difícil parar, então não quero mais passar por isso." E não bebe muita água, contrariando todos os conselhos médicos, porque diz que muita água causa desequilíbrio nos sais minerais por diluição, e que provoca também problema nos rins.
Ana nunca fica doente. Aos 95 anos, a não ser pelo problema da perna, que quebrou em uma queda, não vai ao médico e nem toma remédios. Mas "aduba-se" com vitaminas e alimenta-se muito bem, com pouca carne vermelha, muito peixe, legumes, verduras e frutas, que come em quantidade, seja de manhã, depois do almoço ou ao final da tarde. E reitera: devemos comer preferencialmente o alimento produzido na região onde moramos, não aquele trazido da China, a milhares de quilômetros. Uma maneira "ecológica" de explicar, mais uma vez, que cada ser se adapta a um lugar, e com ele interage e se integra.
Em tempo: o exército do general Montgomery conseguiu vencer os alemães, não apenas pelas armas, mas também porque recebia uma alimentação correta para o clima local."

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Ministério da Doença e não da Saúde - Lair Ribeiro

A chave para a humanidade superar o machismo está no entendimento profundo e arquetípico do feminino

A chave para a humanidade superar o machismo está no entendimento profundo e arquetípico do feminino. Masculino e feminino não são características exclusivas de homens e mulheres respectivamente. Todo homem guarda uma mulher dentro de si e toda mulher possui um homem dentro dela. Isto vai muito além da sexualidade e do papel social historicamente estabelecido para os gêneros. Os antigos chineses explicaram este profundo entendimento pelo Tao, mostrando que o yang tem o yin dentro dele e o yin tem o yang em seu interior, mas ambos se abraçam. Os indianos nos legaram os mistérios do tantra, entendendo a energia masculina como Shiva e a feminina como Shakit e ambas se interpenetram no processo de despertar da kundalini. Os egípcios entendiam que as forças da natureza sempre tinham dois pólos: feminino e masculino, um conhecimento que os gregos herdaram e simbolizaram graficamente pelo caduceu de Hermes, no qual as duas serpentes se cruzam para em seu nível mais elevado unificarem-se e ganharem asas. Na cabala, os pilares da severidade e misericórdia também simbolizam essa dualidade e no hermetismo, os princípios da polaridade, gênero e dualidade representam em última instância a ideia de que a unidade subdivide-se no binário para se completar no ternário. Tudo isto pode parecer excessivamente abstrato, mas quando aplicamos estes princípios na vida, os resultados são fascinantes. Equilibrando os opostos, obtemos relações mais harmoniosas e tudo na vida flui melhor. Ocorre que, por motivos de natureza histórica, econômica, política e teológica, o feminino foi massacrado, reprimido e rechaçado. As religiões monoteístas reafirmaram o sagrado masculino, mas relegaram ao feminino um papel de subordinação à autoridade do homem, ficando ao "deus único" características puramente masculinas. Do ponto de vista político, as mulheres foram tiradas do centro, pois as decisões estatais deveriam obedecer ao patriarcado no qual o homem lega a propriedade da herança a seu sucessor homem. Essa distropia desequilibrada faz com que a sociedade capitalista consiga erguer arranha-céus, mas sofra para compreender a importância da preservação da natureza. Quando tal contradição posta atinge o nível pessoal, a situação fica ainda mais complexa. O homem acha que para ser "homem" ele precisa ser o que a sociedade interpreta como "macho" e a mulher acha que para vencer a opressão, ela deve ser "macha". Resultado: o desequilíbrio permanece e o próprio feminino se confunde, se oculta e se auto-reprime por imposições externas. Ou seja, sem querer apresentar uma fórmula simples para um assunto complexo, creio que o caminho seja recuperar aquilo que os antigos nos legaram e colocá-los em prática: a harmonia entre polaridades e gênero. O homem, antes de buscar uma mulher fora de si, deve harmonizar-se com a mulher dentro de si e a mulher deve fazer o mesmo com seu homem interior. Talvez assim fique mais fácil de entender que o machismo socialmente estabelecido e o feminismo sectário são extremismos que clamam por um ponto de equilíbrio. Tal equilíbrio alcançado interiormente manifestar-se-á socialmente num amplo e coletivo aprendizado, que devolverá aos homens e mulheres os mistérios da terra, da água, da lua e da mãe-natureza.

Thomas de Toledo

As digitais de Israel e dos Estados Unidos no golpe brasileiro

Poucos se atentaram ao fato de que Israel passou a controlar com seus sionistas três setores-chave do governo golpista: a Defesa (Raul Jugmann), a Inteligência (Sergio Etchegoyen) e o Banco Central (Ilan Goldfajn).

Nos últimos anos, Israel passou a controlar os principais ministérios e a influir na eleição de praticamente todos os deputados e senadores dos Estados Unidos. Agora avançam sobre os principais países latino-americanos com Macri na Argentina e como Temer no Brasil. Para quem achava que a luta palestina era um distante conflito no Oriente Médio, ele bateu às portas e chegou ao poder.

Um banqueiro sionista dos Estados Unidos dizia: "entreguem-me o controle das finanças de um país e pouco importo-me com o que fazem com as leis". Pois bem, Temer nomeou um sionista representante dos banqueiros como presidente do Banco Central do Brasil. Agora, um país minúsculo e arrogante chamado Israel controla as finanças de um gigante adormecido chamado Brasil.

A cura da humanidade passa pela cura do sexo e da sexualidade

A cura da humanidade passa pela cura do sexo e da sexualidade. A forma como as pessoas lidam com o sexo na atualidade não é apenas Freud quem explica, mas também as teorias de Karl Marx e Max Weber.
Como ensinou Marx, tudo no capitalismo torna-se uma mercadoria, inclusive o sexo. Assim, quanto mais ele é reprimido pela religião, mais ele somatiza-se como pornografia vulgar, resultando em visões distorcidas da realidade e de como as pessoas lidam com o próprio poder pessoal.
Weber mostrou que o mundo capitalista rompeu o encantamento, a visão mágica, e no seu lugar surgiu um mundo mecânico, lógico e racional. Aliás, é exatamente o que o funk faz: reproduz este padrão por uma música que não tem harmonia nem melodia, mas que se resume a um ritmo repetitivo, industrial, no qual os jovens que vão aos bailes simulam a colocação de um parafuso em várias porcas, como se estivessem numa linha de montagem de uma fábrica.
Sexo é a energia da vida, da liberdade, do autoconhecimento e o que as religiões patriarcais fizeram foi condená-lo por uma moral criada para controlar as pessoas. Controlando os desejos, as vontades e as projeções de poder, domina-se as massas. Em especial quando se reprime qualquer manifestação do sagrado feminino.
Ciente disto, o capitalismo o padronizou de forma falocêntrica, baseado na penetração mecânica de acordo com o script: beijo-penetração-ejaculação, eliminando a sedução, a beleza e o encantamento, os toques, a descoberta dos pontos, etc. Mas nem tudo é perdido: resgatar a magia e o encantamento nos ensinamentos milenares do Tantra e do Paganismo são formas de reconciliar a espiritualidade com a animalidade humana.
A energia sexual quando bem usada é uma poderosa fonte de autoconhecimento e evolução espiritual. Mas não só isto: é a forma mais deliciosa de se experimentar e vivenciar o poder ;)

Thomas de Toledo

A agricultura é a base de toda a vida, como também de toda a economia

Constata-se que os países que investiram primeiro na agricultura e somente depois na indústria têm povos bem alimentados, com aprendizado rápido e ideias geniais, inventores da atual tecnologia. Os países que nem sequer investiram, mas “atraíram” indústrias de fora para ter o que os outros tinham, permaneceram “subdesenvolvidos” ou, para não desanimar, permanecem no eterno “em desenvolvimento”, vivendo de investimentos estrangeiros, e são só consumidores das tecnologias. Por isso estão profundamente endividados e tudo o que fazem é fornecer mão de obra barata e trabalhar duro para poder pagar os juros das dívidas externas, eternos “escravos dos juros” presos a um ciclo de colonialismo e escravidão moderna, exportando especialmente matéria-prima ou produtos primários. Não compreendem que a agricultura é a base de toda a vida, como também de toda a economia.