sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tim, Vivo e Coca-Cola são multadas por propaganda enganosa

Coca chamou néctar de suco, e Vivo e TIM não deixaram claros detalhes de promoções de Natal e Dia dos Namorados
Coca-Cola, Vivo e TIM são multadas por publicidade enganosa. Cabem recursos às multas aplicadas pelo DPDC, órgão do Ministério da Justiça

As empresas Coca-Cola, Vivo e TIM foram multadas neste terça-feira pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão ligado ao Ministério da Justiça, por veiculação de publicidade enganosa. Integrante do grupo Coca-Cola, o Sistema de Alimentos e Bebidas do Brasil (Saab) foi condenado a pagar uma multa de R$ 1,158 milhão por ter veiculado propaganda na qual dizia que o produto Laranja Caseira seria suco, e não néctar.
“Néctar é suco acrescido de outras substâncias”, justificou o diretor do DPDC, Amaury de Oliva. “A informação é um dos direitos do consumidor, porque é por meio dela que ele saberá o que consume. Sem a informação plena, ele pode não exercer sua liberdade de escolha. Causa também problema para o mercado, pois acaba sendo desleal com as outras empresas que não usam de má-fé e informam corretamente seu consumidor”.
A Vivo foi multada em R$ 2,26 milhões pela forma “enganosa” como veiculou a campanha Vivo de Natal. “Durante a promoção de bônus, não ficavam claras para o consumidor as condições e as restrições da promoção. Eles prometiam que os consumidores ganhariam R$ 500 em ligações mais 500 torpedos. Só que as ligações estavam restritas a ligações locais e os torpedos eram restritos a um prazo de 30 dias”, informou Oliva.
A TIM foi multada em R$ 1,654 milhão pela campanha publicitária Namoro a Mil. “As limitações e condições da promoção não eram apresentadas de forma clara. Não informava que os mil minutos eram divididos em 12 meses, o que daria apenas 84 minutos por mês. Depois desse limite o consumidor era cobrado, frustrando a expectativa gerada pela promoção. Também não havia informação de que a promoção de [envio de] torpedos era limitado a 500. Dizia apenas que o consumidor ganharia também torpedos”, disse o diretor.
Oliva lamentou o fato de as empresas multadas tenderem a protelar, via Justiça, o pagamento das multas. “O recolhimento é muito baixo. Menos de 5% das multas aplicadas são pagas”, disse. “Não pagam porque é garantido a elas o direito de recorrer ao Poder Judiciário, o que acaba virando regra, mas temos observado uma tendência importante de os juízes exigirem das empresas caução dessas multas quando elas recorrem ao Judiciário. E quando dói no bolso, as ações ficam mais caras e acabam desestimulando-as”.
As empresas têm o prazo de dez dias após a publicação no Diário Oficial da União ou do recebimento da intimação formal da multa. “Deve estar para vencer, porque isso foi feito na semana passada”, informou o diretor. “Alguns advogados inclusive nos procuraram para saber detalhes sobre como apresentar os recursos”.

Fonte

Rússia adota máquinas de escrever para evitar espionagem

Os russos realmente sabem ser bem espertos quando se trata de espionagem. Após as denúncias do ex-técnico da CIA, Edward Snowden, sobre os EUA estarem espionando informações confidencias via eletrônica – inclusive um dos principais alvos foi o Brasil -, o governo russo resolveu tomar uma medida de precaução: trocar os computadores pelas velhas e boas máquinas de escrever.

Não foi explicitado oficialmente que esse seja realmente o motivo da compra de mais de 486,540 rublos (cerca de R$ 30 mil) em máquinas de escrever elétricas, mas uma fonte da agência do Serviço Federal de Proteção da Rússia disse ao jornal Izvestiya que o propósito seria o de evitar o vazamento de informações pelos computadores. A encomenda foi divulgada no website de compras do Estado russo.

“Depois dos escândalos com a distribuição de documentos secretos pelo WikiLeaks, do que expôs Edward Snowden e de relatórios do primeiro-ministro Dmitry Medvedev serem espionados durante sua visita à reunião do G20 em Londres (em 2009), foi decidido que seria necessário expandir a prática de criar documentos em papel”, disse a fonte.

Acrescentou que as máquinas de escrever já estavam sendo usadas nos Ministérios da Defesa e de Emergência da Rússia para rascunhos e notas secretas e em relatórios preparados para o presidente, Vladimir Putin.

O plano é inteligente: além do conteúdo dos documentos digitados pelas máquinas não poderem ser acessados pela internet, cada máquina encomendada possui um tipo de grafia diferente, sendo possível assim identificar em qual delas cada documento foi datilografado.

Seria realmente uma medida interessante para ser adotada pelo Brasil – e por todos os outros países -, afinal, sendo os arquivos confidenciais, não há necessidade de veiculá-los pelo computador. Há poucos dias, o Brasil, em conjunto com outros países da América Latina, como Colômbia, México, Equador e Argentina assinaram uma declaração conjunta de repúdio aos atos de espionagem estadounidenses. É, estaremos todos nós voltando aos tempos dos filmes de espionagem da Guerra Fria?

Fonte

Câmara paga R$ 28,4 mil por jantar do PMDB

A presidência da Câmara dos Deputados desembolsou R$ 28,4 mil para bancar jantar da bancada do PMDB, na noite da última terça-feira (16). O evento aconteceu na residência oficial do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A nota de empenho emitida pela Câmara especifica que o jantar seria servido para 80 pessoas – exatamente o número de integrantes da bancada do partido -, o que corresponde a R$ 355,00 por cabeça.

Segundo a assessoria do presidente da Câmara, também participaram do jantar ministros de Estado do partido e o vice-presidente da República, Michel Temer, presidente da agremiação. A assessoria explicou ainda que a nota de empenho diz respeito aos orçamentos mais baixos recebidos para locação de mesas, cadeiras, decoração e serviço de buffet, e que não há custos com bebidas alcoólicas. (veja nota de empenho)

A nota, obtida pelo Contas Abertas, mostra que o dinheiro foi gasto a título de “Suprimentos de Fundos”, rubrica destinada a despesas urgentes, quando não há tempo hábil para efetuar concorrências públicas. Os recursos foram liberados para que a administradora da residência oficial efetuasse os pagamentos dos serviços e, posteriormente, faça a prestação de contas, que é analisada pelos diversos órgãos técnicos da Câmara dos Deputados.

A responsável pela despesa foi Bernadette Maria França Amaral Soares, funcionária da presidência da Câmara e administradora da residência oficial de Alves. O salário dela é de cerca de R$ 23 mil mensais. O registro do pagamento exibe a seguinte justificativa: “Concessão de suprimento de fundos para atender despesas relativas à contratação de serviços destinados à realização de jantar no dia 16.07.2013, na residência oficial da Câmara dos Deputados, para um público estimado de oitenta pessoas, a pedido do gabinete do presidente”.

“Foi um jantar social de fim de semestre”, disse o líder da bancada, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o evento partidário – que poderia, nesse caso, ter sido custeado pelo partido.

Conforme divulgado pelo site Veja.com, o cardápio incluiu camarão e queijo brie ao molho de caramelo, além de champanhe. Segundo relatos de deputados que foram ao jantar, na confraternização de fim de semestre foram discutidos temas políticos, como a reforma política e a proposta do partido de redução no número de ministérios.

À reportagem do portal, a assessoria de Henrique Alves informou que ele dispõe de cozinheiros na residência oficial, mas que, em eventos maiores, a administração do local recorre ao serviço de terceiros. Ainda segundo a presidência da Casa, os R$ 28,4 mil foram pagos a Bernadette como adiantamento para a funcionária bancar as despesas com o jantar.

A equipe do peemedebista disse ainda que o valor pago inclui decoração e o aluguel de mesas e cadeiras, e que fez uma cotação de preços antes de contratar a empresa que executou o serviço – cujo nome não foi divulgado. Segundo a assessoria, o jantar foi um evento para “avaliação” das atividades da bancada.

Outro jantar

A realização de jantares nas residências oficiais do Congresso Nacional não é novidade. Em 2011, o então presidente do Senado Federal, José Sarney, ofereceu jantar em homenagem ao ministro César Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A recepção, para 60 convidados, aconteceu na residência oficial do Senado. O custo total foi de R$ 23,9 mil, com preço de R$ 400,00 por pessoa. Em comunicado oficial, o senador Sarney informou que iria devolver aos cofres públicos o gasto total da recepção ocorrida no dia 28 de abril.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Extra! Extra! Notícias são prejudiciais a você, e cortá-las de sua vida o fará mais feliz, diz escritor

O quão mal informado você seria se parasse definitivamente de ler notícias? Nada de tevês, rádios e jornais. Inclusive notícias como esta, que você lê agora. Segundo o escritor suíço, Rolf Dobelli, pouca coisa mudaria em sua vida. Na verdade, ela seria melhor. Dobelli, que recentemente lançou o best-seller A Arte de Pensar Claramente (Objetiva, 210 páginas, R$ 29,90, tradução de Karina Janini), acredita que a leitura de notícias pode ser prejudicial à sua saúde mental, à sua produtividade e à sua capacidade de aprendizado, dentre outras coisas. Há três anos sem ler notícias, o autor do livro afirma: está muito bem informado com livros, algumas revistas especializadas e as notícias trazidas pessoalmente por amigos.

Num ensaio publicado no site do escritor e que dá base para seu argumento no livro, são enumeradas 15 razões pelas quais, segundo ele, você deve abandonar imediatamente o consumo de notícias. Em dado momento somos convidados a um exercício de memória: “quais são os dez principais tópicos do mês passado que já não estão mais no noticiário?”. Nossas vidas são saturadas de informação, o que pode, segundo Dobelli, causar uma falsa sensação de que estamos bem informados. Pelo contrário.

A notícia é um produto da cultura de massa, cuja característica “rasa” ou “irrelevante” apontada pelo escritor é o que marcou a produção das empresas jornalísticas no crescimento da sociedade urbano-industrial. Abandonou-se o caráter complexo – literário, como se diz – das produções jornalísticas e adotou-se uma racionalidade técnica e uma noção de objetividade que não correspondem verdadeiramente às nossas necessidades de aprendizado. Faltam humanização, pluralidade e profundidade, Na verdade, Dobelli afirma que notícias são produzidas de modo a explorar os pontos fracos em nossas mentes, como a necessidade por emoções intensas, pela simplificação de fenômenos complexos e pelo fluxo incessante de novidades.

Há outras observações que merecem atenção, como a que diz respeito aos possíveis prejuízos que o hábito de consumir notícias pode trazer à memória: há um período de transição entre a memória recente e a memória de longo prazo. O excesso de informações desordenadas ocupa espaço na memória, prejudica a concentração e impede o desenvolvimento de outros aprendizados a longo prazo. O aprendizado depende das conexões e significados que criamos entre as informações que captamos, e nem sempre as notícias são capazes de auxiliar numa compreensão global, aprofundada e complexa.
A narrativa da notícia, constituída de um recorte, dificilmente faz uma visão total e aprofundada do que ocorre à nossa volta

Por outro lado, há um tom de determinismo e paranoia em alguns dos argumentos do escritor a respeito da mídia, a exemplo de trechos como “a mídia nos alimenta com pequenos pedaços de assuntos triviais, rumores que não interessam às nossas vidas e não exigem reflexão”, ou “o consumo de notícias é irrelevante para as forças que realmente importam na sua vida”. Na melhor das hipóteses, é divertido, mas ainda é irrelevante”. E, apesar de alguns enunciados do ensaio partirem de abstrações sensatas (“Notícias nos tornam passivos”, “Notícias nos dão a ilusão de que nos importamos”), ainda carecem de argumentos igualmente enfáticos para justificá-los. Ao livro parece faltar um pouco da complexidade que ele cobra das notícias.

Será que realmente estamos bem informados ao cortar as notícias de nossas vidas? Negar a existência de um modo de produção de conhecimento também implica em negar histórias, pontos de vista e ideias que talvez não conhecêssemos de outras maneiras. E, no caso de negar a existência da notícia como fenômeno da comunicação de massa, não estaríamos também abrindo mão de um canal de comunicação com a esfera pública e criando… um conceito maniqueísta de relevância? O “relevante para mim”?

Dobelli admite ler revistas como a Science e a The Economist, e ouvir notícias através de seus amigos, que muito possivelmente são consumidores de notícias. Pois bem, então o autor admite ler uma forma de jornalismo. Na verdade a crítica não deveria ser dirigida às notícias em geral, e sim a uma modalidade patológica das mesmas.

Nas palavras de Dobelli, “as notícias são para a mente o que o açúcar é para o corpo: apetitosas, fáceis de digerir – e muito destrutivas a longo prazo”. Assim como às vezes é necessário cortarmos o açúcar para não prejudicarmos o nosso corpo, é também necessário cortar as notícias para manter a sanidade mental. Mas, também, talvez seja sensato acreditar que hábitos alimentares saudáveis são, muitas vezes, mais benéficos que dietas radicais.

Segue abaixo uma tradução resumida dos 15 tópicos levantados por Rolf Dobelli. E você, leitor, como seria sua vida sem notícias? Deixe sua opinião aí nos comentários!

1. Notícias nos desinformam sistematicamente

Nosso cérebro está programado para prestar atenção a estímulos “escandalosos, chocantes, relacionados a pessoas, com forma de histórias, rapidamente mutáveis, gritantes e gráficos”. Não estamos programados para processar formas mais sutis de informação com muita atenção, e os noticiários exploram este fato. Ignora-se os fatos importantes para criar-se sensacionalismo. Não se sabe diferenciar riscos imaginários de riscos reais. É citado o exemplo de uma ponte que desmorona quando um carro está passando sobre ela. A mídia se foca, então, no carro, no drama da pessoa no carro, e desvia a atenção do verdadeiro perigo: a construção mal feita das pontes.

2. Notícias são irrelevantes

O autor faz o seguinte convite: das aproximadas 10.000 notícias que você leu nos últimos 12 meses, nomeie uma que – por você tê-la consumido – permitiu a você fazer uma decisão melhor acerca de algum assunto sério envolvendo sua vida, carreira, negócios – comparado ao que você saberia se não tivesse engolido um monte de notícias aleatórias. O noticiário não é capaz de dizer-lhe o que é relevante (Dobelli comenta como o surgimento do primeiro navegador de internet, em 1995, mal foi noticiado por ser considerado irrelevante).

3. Notícias limitam o entendimento

As notícias não têm poder de explicação. Muitas pessoas confundem saber uma miscelânea de fatos com compreender o mundo. Apenas a novidade não é relevante, e sim os processos complexos por detrás do que acontece. Por serem incapazes de explicar coisas complexas, as notícias buscam, geralmente, o mais apelativo, que é fácil de se produzir. “As histórias mais importantes são não-histórias: movimentos lentos e poderosos que se desenvolvem abaixo do radar jornalístico, mas têm um potencial transformador”.

4. Notícias são tóxicas para o corpo

Notícias frequentemente acionam o sistema límbico. Histórias estressantes nos fazem produzir grandes quantidades de cortisol, que desregula nosso sistema imunológico e inibe hormônios do crescimento. Além disso, esse estresse pode levar a desenvolver medo e agressividade.

5. Notícias aumentam erros cognitivos

As notícias nos induzem à mãe de todos os erros cognitivos: a tendência à confirmação de crenças. Aparentemente, diante da grande quantidade de informação à deriva, filtramos aquilo que nos interessa e descartamos o que vai em direção contrária. Outro defeito cognitivo é a tendência de narrativas, histórias que deem sentidos aos fatos. Isso resulta numa análise geralmente incorreta sobre causas e consequências de fenômenos: “qualquer jornalista que escreva, ‘o mercado aumentou por causa de X’, ou ‘a companhia faliu por causa de Y’ é um idiota”.

6. Notícias inibem o pensamento

Ao estar vulnerável ao fluxo caótico de informações, você atrapalha sua capacidade de concentração, de pensar temas com clareza. Além disso, sua memória de curto prazo é seriamente afetada. Gerar concentração requer ao menos 10 minutos de leitura, e, em períodos menores, o cérebro processa superficialmente a informação, mal sendo capaz de guardá-la. O autor propõe o seguinte exercício: quais eram os dez principais tópicos das notícias um mês atrás (que já não estão hoje no jornal)?

7. Notícias mudam a estrutura do seu cérebro

Num processo semelhante ao de outros vícios, o cérebro pode desenvolver hábitos e padrões em relação ao consumo de notícias. Segundo o autor, a tendência é de que, quanto mais lemos, de mais notícias precisamos. Ele também diz que o cérebro não tem um mapeamento fixo e se adapta a novos fenômenos culturais, como é o caso das notícias. Quanto mais notícias lemos, menos treinamos nossas funções voltadas a leituras e pensamentos aprofundados, e mais dificuldade teremos quando nos engajarmos a ler um grande livro, por exemplo.

8. Notícias custam caro

As notícias custam caro por reduzir nossa produtividade significativamente. Perde-se, primeiramente, o tempo com que consumimos notícias. Em segundo lugar, levamos tempo para focar em outras coisas depois de ler notícias. Em terceiro, as notícias têm o potencial de nos distrair mesmo quando já abandonamos os noticiários, voltando esporadicamente às nossas mentes.

9. Notícias rompem a relação entre reputação e mérito

Reputação afeta como as pessoas cooperam em sociedade. Em nosso passado ancestral, éramos premiados por nossos méritos, em pequenas comunidades. Foi a comunicação de massa que trouxe a ideia de “fama” às nossas vidas. A fama é enganadora, pois as pessoas famosas têm pouca ou nenhuma relevância em nossas vidas. Enquanto isso, as pessoas realmente merecedoras de crédito não encontram canais de difusão.

10. Notícias são produzidas por jornalistas

Assim como qualquer profissão, o jornalismo possui profissionais incompetentes que não possuem o tempo – ou a capacidade – para análises aprofundadas. Na estimativa de Dobelli, menos de 10% das histórias são originais. Menos de 1% são realmente investigativas e, apenas uma vez a cada 50 anos, jornalistas são capazes de desvendar um Watergate. Soma-se a isso o fato de repórteres copiarem uns aos outros e multiplicarem informações nem sempre bem investigadas.

11. Fatos noticiados às vezes estão errados; previsões sempre estão

Atualmente, com equipes enxutas e baixo orçamento para a produção de matérias de qualidade, a checagem dos fatos pode ser uma espécie em extinção. Além disso, jornalistas que tentam prever eventos complexos do cotidiano (assim como especialistas de diversas áreas) estão fadados ao fracasso. Os jornais não previram a Primeira Guerra Mundial, a Grande Depressão, a revolução sexual, a queda do império soviético, a ascensão da Internet, apenas para citar alguns eventos. É uma aposta perigosa.

12. Notícias são manipuladoras

As notícias são geralmente selecionadas de modo a agradar patrocinadores, corporações de mídia, e também de reportar o que é consenso de outros jornais. Há diversos interesses em jogo e, se a indústria de Relações Públicas é tão grande quanto a indústria de notícias, isso é um indício de que jornalistas e organizações de notícias podem ser enganados, assim como o público em geral.

13. Notícias nos tornam passivos

O noticiário está repleto de eventos sobre os quais não temos a menor influência, o que nos induz a uma visão fatalista do mundo. Ao contrário de nossos ancestrais, que tinham domínio sobre os acontecimentos ao redor, nós somos obrigados a adotar uma visão pessimista e dessensibilizada das coisas que não podemos mudar.

14. Notícias nos dão a ilusão de que nos importamos

O bombardeio de imagens trágicas contrastando com os resultados da NBA e o mercado de ações pode dar a ideia de que estamos nos importando com o que acontece, mas o fato é que temos a sensibilidade reduzida. Num trecho deste tópico, Dobelli diz: “as notícias nos envolvem no calor de um sentimento global. Somos todos cidadãos do mundo. Estamos todos conectados. O planeta é apenas uma vila global. Nós cantamos ‘We Are the World’ e acenamos as chamas de nossos isqueiros em perfeita harmonia com milhares de outros. Isso nos dá um sentimento brilhante e confortável que traz a ilusão de preocupação, mas não nos leva a lugar algum. A alusão de qualquer coisa falando sobre uma irmandade global me parece uma grande quimera. O fato é que consumir notícias não nos faz mais conectados uns aos outros. Nós estamos conectados, porque interagimos e fazemos trocas”.

15. Notícias matam a criatividade

Aquilo que já sabemos limita nossa criatividade. É por essa razão que matemáticos, escritores, compositores e intérpretes costumam produzir seus trabalhos mais criativos ainda jovens. Dobelli afirma não conhecer uma única mente verdadeiramente criativa que seja um “news junkie”, ou viciado em notícias. Os padrões do noticiário, assim como sua distração característica, inibem pensamentos novos.

Fonte

terça-feira, 9 de julho de 2013

Edward Snowden, PRISM e a internet vigiada

A internet se tornou a principal maneira de comunicação do mundo. Um lugar onde qualquer pessoa pode ter acesso a todo o tipo de informação. Além disso, a grande rede mundial de computadores permite a troca de conhecimentos e o planejamento de diversas coisas, tudo com uma liberdade sem igual, por isso muitos governos parecem não gostar muito dessa liberdade da internet.
Edward Snowden

Talvez você não tenha ouvido falar dele, mas Edward Snowden é o mais novo herói da internet mundial, pois ele simplesmente abriu mão de sua vida para mostrar ao mundo algumas coisas que o governo americano estava fazendo, sem que ninguém soubesse.

Edward Snowden abriu mão de um ótimo emprego, de sua namorada, de sua família e até mesmo da segurança da sua vida para revelar ao planeta um dos mais chocantes programas de espionagem da história, onde os EUA monitoravam milhões de pessoas e tudo que elas faziam e falavam na internet.
 
PRISM

PRISM é um programa da NSA (Agência Nacional de Segurança Americana) que tem como objetivo monitorar as pessoas na internet, com a desculpa de evitar terrorismo e qualquer tipo de ato contra a segurança do povo.

Esse programa de monitoria é uma das principais fontes de informação do governo

americano e, aparentemente, ele envolve juntos algumas das maiores empresas de internet, tais como: Google, Facebook, Microsoft, Yahoo! entre outras. Todas elas, quando indagadas sobre sua participação no programa espião, falaram que revelam apenas os fatos que são obrigadas a revelar por lei.

Só que não é isso que Edward Snowden contou, pois ele afirmou, trazendo ao público uma quantidade enorme de documentos oficiais, que o governo dos EUA espia a todos, ou seja, ele não precisa de uma suspeita em você para vigia-lo, pois ele vigia todos que pode:

“O governo espiona todos os cidadãos. E ele também tem um grande medo de que as pessoas saibam que ele espiona. Por isso usa tudo que pode para que essa informação não vaze. Até mesmo intimidações diplomáticas são usadas para impedir que esses dados acabem vazando para o mundo”, contou Snowden.

Edward Snowden, que fugiu da sua casa no Havaí, agora está em Hong Kong, tentando escapar da extradição, pois está sendo acusado de traição e espionagem nos EUA, onde ele pode pegar até mesmo uma pena de morte por tais crimes. Felizmente existe uma grande mobilização mundial a seu favor, pois ele mostrou a verdadeira cara do governo americano e suas falcatruas.

Só nos resta aplaudir esse homem e sua coragem de mostrar o que realmente está acontecendo na internet e como o governo americano usa seu poder para manipular e espiar nossa vidas! Queremos uma internet livre, pois sem liberdade a internet vai ficar igual a TV, manipulada por poucos.

domingo, 7 de julho de 2013

Criança prodígio de dois anos tem um dos QIs mais altos da Inglaterra e já aprende 3 idiomas

“Eles estão começando cada vez mais cedo” é o discurso de vários adultos. E de fato, a tecnologia acelera – e muito – o desenvolvimento. Em 2009 houve a exposição “Cérebro: O mundo dentro da sua cabeça” em São Paulo, a qual, aliás, foi um grande sucesso, e nela aprendi um detalhe interessante sobre o nosso corpo: nosso cérebro é movido por estímulos, ou seja, toda a ligação de neurônios que delimitarão habilidades depende da necessidade, de um impulso àquela área, e quanto mais cedo realizamos esses “estímulos”, mais habilidades serão desenvolvidas. Não é preciso comentar sobre o quanto as informações que absorvemos diariamente agem sobre nossa cabeça.

Nessa linha, os pais de Adam Kirby, Dean (33) e Kerry-Ann (31), decidiram aproveitar a facilidade do filho para estimular sua inteligência. Com um ano de idade, o menino já usava o banheiro sozinho, após seguir as instruções de um livro.

“As habilidades de Adam são excelentes. Tentamos desenvolver a inteligência dele desde que tinha 10 semanas. Enquanto a maioria das crianças na idade dele estão aprendendo a andar, Adam já foi para a leitura de livros. O desenvolvimento dele é surpreendente”, afirmam os progenitores.

Livros mudam as pessoas, mas esse realmente é um caso excepcional. O garoto já é capaz de escrever, sozinho, 100 palavras, sabe quase toda a tabuada até o dez e tem estudado a tabela periódica. O irmão mais novo, Ethan, trilha o mesmo caminho e os pais já criaram expectativas sobre a criança que tem pouco mais de um mês.

O mais velho foi convidado a integrar o Mensa Britânico, um centro especializado em lidar com crianças superdotadas, após ele ter atingido 141 pontos no teste de QI, o que é simplesmente acima do presidente estadunidense Barack Obama. Além desse “pequeno” feito, o garoto ocupa seu tempo livre lendo Shakespeare e aprendendo espanhol, japonês e francês.

Claramente são dados chocantes quando comparamos à notícia de que no Brasil os estudantes de ensino fundamental apresentam dificuldade com tarefas simples como ler e escrever ou realizar operações básicas de cálculo. Como na matéria publicada aqui no próprio literatortura: aqui

Todavia estamos lidando, obviamente, com um menino prodígio. O que fazer nessas situações? Há vários casos de pequenos que possuem habilidades extremas em determinada matéria, ou que já dão aulas em universidades, ou que tocam muito bem piano. Lembro-me de um vídeo no qual uma garota de apenas seis anos, a qual possui um talento para a música, relata:

“Eu sou apenas uma criança normal que gosta de tocar piano, mas, acima de tudo, gosto de inspirar outras crianças”
Sendo assim, parece que o fato de Adam ser somente um bebê foi minimizado e esquecido quando seu talento é levado à tona. Seria mesmo o correto? Afinal, evoluções são feitas em parábolas; em algum momento o pequeno Kirby vai atingir seu ápice e cair, ou se manter estável naquele estágio, e esse possivelmente será um momento perigoso, o momento da crise e da frustração.

Quem garante que ele prefere estudar símbolos químicos a brincar de LEGO? Quais são os limites da nossa imposição do “seja normal” e do respeito ao outro? O orgulho pode cegar os pais, mas isso não pode deixar com que os filhos sofram as consequências.

Um gênio que não consegue criar quaisquer relações com pessoas da sua idade? Uma pessoa propensa a tornar-se um ser isolado da sociedade, provavelmente porque será influenciado a acreditar que somente uma minoria está ao seu nível.

As crianças são o nosso futuro, prodígios ou não, mas ainda cabe a nós auxiliar no caminho dessa semente que transformará o mundo. Limites, tudo é uma questão de limites.
Família de Adam (Dean, Adam, Kerry-Ann e Ethan)


Senado corta 53% dos royalties que iam para educação e faz o Brasil parecer idiota

O que o Senado fez? Por que fez? Por que isso deixou o povo brasileiro tão irritado?

[...]
Com isso, o repasse cai de R$ 279,08 bilhões para R$ 108,18 bilhões. No caso da educação, o porcentual diminui 53,43%: de R$ 209,31 bilhões para R$ 97,48 bilhões. Na saúde, com a redução de 84,7%, o valor despenca de R$ 69,77 bilhões para R$ 10,7 bilhões. A estimativa é da Consultoria Legislativa de Recursos Minerais, Hídricos e Energéticos da Câmara, com dados da Agência Nacional do Petróleo.
[...]

EUA espionaram milhões de e-mails e ligações de brasileiros

Link

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dalai Lama surpreende plateia e diz que se considera Comunista

“Eu me considero um marxista”, foi assim que Dalai Lama ganhou o destaque em vários noticiários do mundo – não tantos quanto deveria, na verdade.

O líder estava perante 150 estudantes, num tipo de conversa/palestra na Universidade americana de Minnesota, quando surpreendeu a todos: “Em relação às questões sócio-políticas, eu me considero um marxista. Mas não sou leninista”

Certo burburinho na plateia foi notado, pois líderes espirituais geralmente se omitem de questões políticas, ou não são politizados a ponto de declarar até qual vertente dentro da vertente maior, eles participam. Ainda mais se tratando do marxismo e, principalmente, do país onde ele cedeu tal declaração, o rei maior do capitalismo, a terra do Tio Sam.

Logo a conversa foi praticamente só redirecionada para esse assunto. Perguntaram, então, se ele não via certa contradição e incoerência na sua posição, por ser um ícone do budismo:  ”Marx não era contra a religião ou filosofia religiosa em si, mas contra as instituições religiosas aliadas a classe dirigente européia”.

Dalai ainda lembrou um fato curioso, quando ele encontrou o icônico ex-presidente chinês Mao Tsé-Tung, num reunião em Pequim. O líder político teria dito que a mente do líder espiritual é científica. Isso logo depois da célebre frase “a religião é veneno” – que lembra, inclusive, a afirmação de Marx ao dizer que a religião é o ópio do povo.

Fato é que  estou ao lado do budista, neste ponto. Marx era contra as instituições religiosas e sua frase não é uma singela crítica às crenças pessoais, mas sim ao que é feito a partir/para essa fé.

Em suma, curioso é pensar em, a partir das antigas propagandas políticas nos Eua e no Brasil, quantas criancinhas Dalai Lama já comeu.

Nós temos, inclusive, um super especial que analisa O Manifesto Comunista. Para acessar:
O Manifesto Comunista. Cap. 03 [final]. Literatura socialista e comunista – Karl Marx e Friedrich Engels.
O Manifesto Comunista. Cap. 02. Proletários e Comunistas. – Karl Marx e Friedrich Engels.
O Manifesto Comunista. Cap. 01. Burgueses e Proletários. – Karl Marx e Friedrich Engels.

Fonte

terça-feira, 2 de julho de 2013

Argentinos fazem piada com a mídia mentirosa da Globo

Para apresentador do programa Bajada de Línea, do "Canal Nueve", a Globo mente e merece a repulsa dos telespectadores.
Mídia internacional ataca mídia tupiniquim. (Foto: Divulgação)


A mídia internacional deu grande destaque aos protestos ocorridos nas últimas semanas no Brasil. Inclusive, entendeu a revolta popular contra a Rede Globo de Televisão. O país, que está no olho do furacão por causa das copas e da Olimpíada, vive um momento único de revolta popular, onde o "povo cordial" parece ter despertado para as mazelas frequentes no dia-a-dia das grandes, médias e pequenas cidades do territorio nacional.

O Canal Nueve, emissora agentina, exibiu, com direitos à imagens da Globo e da Globo News, um editorial, onde critíca veementemente a mídia brasileira, e principalmente a Globo, chamada de Red O Globo. Um dos vídeos mais criticados foi o de Arnaldo Jabor, dentro de um bloco de comentários do Jornal da Globo, onde o âncora argentino Victor Hugo Morales, do "Bajada de Línea", expõe a mudança repetina de opinião sobre os protestos. 

Um dos maiores alvos de protestos foi a Rede Globo, onde manifestantes obrigaram a emissora a realizar reportagens em todo o país sem canoplas no microfones, em cima de prédios e com links via Globocop, o helicóptero global.

Confira o vídeo completo abaixo (sem legendas):

Noel Rosa - Arranjei Um Fraseado 1933 1920s 1930s

Arranjei um fraseado
Que já trago decorado
Para quando lhe encontrar:
"Como é que você se chama"?
Onde é que vamos morar?

Como eu vou indagar
Quando é que eu posso lhe encontrar
Para conseguir combinar
Onde é o lugar
Em que você quer morar?

Como vou saber ao certo
Quando é que você vem ficar perto
E que já designou
Onde é o lugar
Do nosso lindo château?

"Como é que você se chama"?
Quando é que você me ama?
Onde é que eu vou lhe falar?
Como é que você não me diz
Quando é que você me faz feliz?
Onde é que vamos morar?