domingo, 20 de agosto de 2017

Ana Primavesi: um exemplo para o Brasil e para o mundo

Aos 96 anos de idade, esbanjando simpatia e uma saúde de dar inveja, pegou na pá e no regador e plantou uma Jequitibá Rosa, com composto e mulching, no Parque do Ibirapuera, perpetuando simbolicamente os seus ensinamentos sobre a importãncia do solo e o respeito à natureza !!! Nós agradecemos, o Parque Ibirapuera agradece, São Paulo agradece, e por que não o Brasil e o mundo? Gratidão Professora e Dra Ana Maria Primavesi, Carin Primavesi Silveira e Virgínia Knabben

A pobreza espiritual predominante no Brasil... (Thomas de Toledo)

A pobreza espiritual predominante no Brasil fica evidente quando vemos as referências religiosas que fazem fortuna com a ignorância social. Nada novidade em um país que se consagrou como o maior exportador de fé enganosa do mundo, onde sua maior multinacional é a Igreja Universal e seu maior expoente literário é Paulo Coelho. Por aqui tem INRI Cristo que fala que é Jesus. Tem Gideon que fala ser Lakota. Tem Hélio Couto que fala que é Akhenaton e que vende CD onde diz gravar "quanticamente" tudo o que pessoa pedir. Tem bispo Valdemiro vendendo vassoura pra limpar a casa do demônio. Tem Toninho do Diabo vendendo pacto com o capeta e saindo candidato pelo PSDB. Agora tem até "menino do Acre" falando que é Giordano Bruno e vendendo diários de adolescente como se fosse filosofia. Enquanto isso, as universidades federais e estaduais estão indo à falência com cortes de orçamento, as particulares virando loja de diplomas, a profissão de professor sendo transformada em bico e os cientistas brasileiros tendo que sair do país pra não virarem motorista de Uber. Como se não bastasse, escolhem o ator pornô Alexandre Frota e o pastor Silas Malafaia para promoverem a reforma educacional do ensino médio. Para quem acreditava que o iluminismo tinha vindo pra ficar, eis que voltamos à idade das trevas do obscurantismo na qual as religiões neopentecostais, o satanismo e o esquisoterismo encontram terreno fértil para imbelicizar as massas e ganhar dinheiro à custa da ignorância.

Quanto mais os estudos arqueológicos avançam, mais a bíblia se mostra obsoleta como referência histórica. O Êxodo foi escrito por hebreus na Babilônia no século VI aEC. Ele refere-se a um evento supostamente ocorrido 7 séculos antes e transmitido oralmente. Isso já o limita para ser reconhecido como histórico. Contudo, com a arqueologia, seu conteúdo fica ainda mais distante da realidade. A saga de Moisés não bate com o que a ciência descobriu. Os hebreus não poderiam ter sido escravos no Egito por que a escravidão só viria a ser implantada no país cerca de mil anos depois, já sob domínio grego. Geograficamente, seria deletério supor que os hebreus saíram de Per-Ramesse (no Norte), atravessarem o Mar Vermelho (no Sudeste) e chegarem na Palestina (no Nordeste). Também cai por terra o mito de que o primogênito de Ramsés II foi morto pela 10a praga, uma vez que sua ossada foi encontrada na tumba KV5 do Vale dos Reis pela equipe do Dr. Weeks. Ele faleceu com um ferimento de batalha (não por uma doença causada por uma anjo), já em idade adulta (não era um bebê). Entender o Êxodo como um livro religioso, simbólico ou mítico faz sentido para os seguidores de sua crença, mas tratá-lo como fato não bate com as evidências históricas. Hoje, a maior parte dos historiadores críticos tem clareza de que essa narrativa foi contada para se inventar um mito fundador e um passado glorioso para um povo que criava uma identidade e precisava justificar suas raízes como muito antigas. O Egito era a mais próspera e duradoura civilização do mundo antigo, logo, construir um mito a partir de lá fazia todo o sentido no contexto.

Thomas de Toledo

sábado, 19 de agosto de 2017

Alan Watts - Yin & Yang

Gravações raras de Alan Watts explicando brilhantemente a filosofia do Yin & Yang e os conceitos do Budismo.

''Aquela coisa externa que você vê, e a coisa interna que você é, são polos do mesmo ímã, lados da mesma moeda... sem um não haveria o outro.''

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O ex-executivo do Facebook que largou tudo e prepara refúgio em ilha para sobreviver a 'apocalipse tecnológico'

Basicamente as mesmas coisas que Yuval Harari está falando ...
Antonio Garcia Martínez, de 40 anos, vivia no epicentro da revolução digital, mais precisamente no Vale do Silício, região próxima de San Francisco, nos Estados Unidos, onde estão as sedes de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Mas desde 2015 ele mudou radicalmente de vida ao chegar à conclusão que estaríamos prestes a enfrentar um "apocalipse tecnológico".
Martínez afirma que o avanço da tecnologia - em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial - mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.
"Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho." [...]
Ele estima que 35% dos empregos no Reino Unido corram risco de desaparecer nos próximos 20 anos com a criação de robôs capazes de realizar as mesmas funções. Esse índice é ainda maior nos Estados Unidos, onde chega a 47% - e ultrapassa 50% em países em desenvolvimento. [...]
"Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está - e tem a forma de um caminhão que dispensa motorista."

A propaganda antifascista dos EUA dos anos 1940 que viralizou após confrontos em Charlottesville


domingo, 13 de agosto de 2017

Agricultura Convencional x Orgânica (Ana Primavesi)

Trechos do livro "Pergunte ao Solo e às Raízes".

Os defensores da agricultura convencional (que é a química) estão absolutamente convencidos de que o mundo iria morrer de fome se não houvesse a adubação química e
 os defensivos que protegem as culturas de parasitas, especialmente insetos e fungos. E os da agricultura orgânica são igualmente convencidos que sem matéria orgânica não há produção saudável. [...] 
Quem tem razão? A agricultura existe somente para contribuir aos lucros ou para alimentar a população hoje, amanhã e sempre, quer dizer, de maneira sustentável? [...]
Para terminar com toda discussão os estudantes da ESALQ em Piracicaba arranjaram um encontro entre os exponentes das duas correntes:

- Podemos produzir mais e melhor com adubos quimicos. A matéria orgânica é somente adubo químico em forma orgânica e portanto mais diluido, menos eficiente.

Revolviam: - não
 podem produzir sem matéria orgânica porque esta é um condicionador do solo. E sem agregados e poros não entra nem água nem ar no condicionador do solo.

- Podemos irrigar. E querem ver um café adubado e irrigado como produz? - E mostraram fotografias.

- Mas com um trato orgânico adequado, as raízes se desenvolvem melhor, exploram um volume maior de solo, recebendo mais água e mais nutrientes, portanto são melhor nutridas. A selva tropical neste sistema, produz em solos paupérrimos 5 vezes mais biomassa por ano e hectare que uma floresta em clima temperado. As plantas são bem nutridas, apesar dos solos pobres. Portanto somente precisamos um trato adequadodo solo. [...]

- E as colheitas recorde do agrobusiness, estas vocês não consideram com seu lucro fantástico.

- E como as consideramos. Não são sustentáveis, mas somente por um curto prazo de tempo. Destroem os solos, fazem os rios secar e a água potável diminuir, quebram os ciclos naturais e usam plantas geneticamente modificadas, das quais ninguém ainda sabe o efeito sobre a natureza e especialmente sobre a formação de proteínas e outras substâncias estranhas nas plantas e seu efeito sobre o homem. O transplante de genes não é ainda muito esmerado. Arrancam mais ou menos 8% dos cromossomos de uma planta - e cada par de cromossomos pode ter milhares e milhares de genes - e implantam em seu lugar frações de cromossomos de outros seres, como por exemplo de Agrobacter na soja, para torná-la resistente ao Roundup.

Ana Primavesi