quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Saboreie a vida. (Flávio Passos)

Saboreie a vida.

Não apenas os prazeres usuais... saboreie tudo, saboreie a todos.

A pessoa que está te servindo, ou a pessoa a quem você está servindo. A brisa que acaricia sua pele enquanto você caminha. A quietude da manhã. Seu tempo com a pessoa amada. Seu tempo sozinho. Sua respiração enquanto você medita. Saboreie. Desfrute.

Ocupe-se mais em ouvir do que em falar. Saboreie a perspectiva do outro.

Saboreie sua alegria. Saboreie suas dores. Sinta-as. Não fuja daquilo que você precisa aprender. Saborear o desconforto é o que transforma chumbo em ouro.

A vida passa rápido demais para você não prestar atenção nela.

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O que é Tantra?

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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O que é Tantra - Otávio Leal

Tantra não é somente sexo, não é Kama-Sutra, nem um místico prometendo orgasmo cósmico ou uma suposta “casa de massagens” ou grupos de sexo grupal. Não é tara ou desvios sexuais. Talvez somente algo em torno de 5% de todos os textos e ensinamentos tântricos é de contexto sexual. Neste livro é abordado o maithuna – ato sexual tântrico, mas que fique bem claro: o Tantra não é somente sexo. O tantrismo não é seita ou religião, apesar de estreitar as relações entre o homem e os aspectos sutis do Universo. Não é magia, apesar de possuir rituais mágicos, e não possui nenhuma prática de sacramentos maléficos.
 É uma prática que não apresenta nenhuma contra-indicação apesar de alguns livros escritos por leigos afirmarem isso. Pelo contrário, Tantra visa muita saúde, bem-estar, alegria consciência e muito amor-próprio.
Como filosofia de vida prática e não especulativa não há energia gasta no “por quê” e sim no “como”; um exemplo é em vez de se preocupar com o “por quê” do sofrimento, se busca o “como” ser feliz, daí o Tantra é conhecido como uma filosofia comportamental que o estimula a saber quem você é, como ser feliz, livre, energético e, dentro do possível, auto-suficiente.
O Tantra aponta em direção a tudo que é natural no ser humano, o contato com a natureza, a descoberta do seu ser por meio do amor e do respeito ao próximo, a exaltação do companheiro em nível de deus/deusa tudo com a maior naturalidade e desprendimento, sem tabus ou regras retrógradas e anti-libertárias.
O Tantra estuda várias áreas da vida, sendo assim, ele estuda a própria vida. É uma maneira integral, holística de vivenciar e sentir a origem e o desenvolvimento dos seres. Dentro das práticas tântricas, temos acesso a centenas de itens, como a Alquimia, a Psicologia dos Budas, o Yoga em suas múltiplas divisões, a Astrologia, a Matemática, a Geometria, as mais diferentes técnicas de Meditações, a Magia, a Massagem, a Gemoterapia, a Medicina Sagrada, o Maithuna (ato sexual sagrado), a Aromaterapia, o conhecimento das divindades, das egrégoras e muito mais. Tudo para alcançar uma vida mais consciente e feliz. O Tantra recorre à verdade da experiência, à sensação, à certeza obtida a partir daquilo que é palpável. Suas técnicas funcionam há milhares de anos porque seus praticantes sentem o caminho da Transcendência, da ruptura do ciclo de Reencarnação (Samsara). O praticante tântrico é prático, não tem dogmas, ele busca o real; percebe que é parte integrante de toda a forma de vida no Universo. Não há separação nem a dualidade de certo/errado, bom/mal, moral/imoral etc. [...]

Otávio Leal

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tantra

Principal objetivo do sexo tântrico não é chegar ao orgasmo, mas alcançar a evolução e trocar energias

O Tantra nada tem a ver com a forma ocidental de ver e lidar com o sexo. No Tantra, o sexo é transmitido como um ato sagrado, encontro entre o deus (masculino) e a deusa (feminino). O sexo, na Índia, é visto antes de tudo como uma prática de elevação espiritual, e no Tantra podemos encontrar também a prática do maithuna, que é uma técnica que "ensina" o domínio dos apetites sexuais.
              
Os homens aprenderam que o sexo é uma descarga de energia, conseguida por meio da manipulação rápida do pênis. Em geral, a descoberta do orgasmo se dá através da masturbação. O homem entendeu então que o procedimento padrão para um ato sexual é o mesmo: penetrar na vagina e copular rápido para obter a descarga ejaculatória do prazer.
Os filmes pornográficos, usual fonte de conteúdo de aprendizado para a maioria dos homens, mostram imagens e situações absurdamente impróprias para a realidade das relações. Ali, as mulheres são ofendidas, ultrajadas, difamadas e violentadas de todas as maneiras. As penetrações são vulgarizadas e em nenhum momento o homem é orientado a tratar adequadamente o corpo feminino, de forma a levá-la para situações reais de prazer e de orgasmo. O homem não compreende que as cenas ali construídas são falsas e atendem apenas aos interesses do mercado por produtos de consumo rápido.
A forma como o sexo é desenvolvido no meio social não permite incluir o afeto, o olhar, o cheiro, o contato físico de pele sem incluir a penetração dos genitais. Pelo contrário, homens e mulheres acreditam que sexo é penetração, conjunção dos genitais e ejaculação. Sem esses fatores, parece que o sexo não acontece.                         
o afeto, o cuidado, o respeito mútuo, a atenção, a dedicação, o olhar, todos os sentidos físicos estão integrados como uma forma de se fugir da influência primitiva, instintiva e animal que se apropria da energia sexual.
Aprendemos que é possível compartilhar dessa energia com muito mais intensidade, se usarmos os componentes afetivos e os sentidos, para promover os estados alterados de percepção e de consciência, potencializando as experiências de orgasmo, de prazer e de êxtase.
No sexo primitivo, o homem usa a ejaculação como uma forma de alívio de tensão e relaxamento. Por isso o homem experimenta a perda da vitalidade após o ato sexual, sentindo-se cansado e desvitalizado. No Tantra, o homem aprende a afetividade, a compartilhar, dar e receber, evoluir para outros limites além da compulsão obcecada e perversa da penetração.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sexo tântrico

Principal objetivo do sexo tântrico não é chegar ao orgasmo, mas alcançar a evolução e trocar energias

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