terça-feira, 23 de agosto de 2016

Livro em PDF: Ana Primavesi - Manejo Ecológico de Pragas e Doenças (1987)

Livro raríssimo!
Em Manejo Ecológico de Pragas e Doenças, a agrônoma austríaca levanta as razões para o aparecimento de moléstias nas plantações. 'São resultados da deficiência do solo', define sem titubear.
Dando um enfoque ecológico, Ana Primavesi apresenta, neste livro, como manejar pragas e doenças por meio de métodos de combate integrado, uma vez que elas têm se proliferado assustadoramente em nossas plantações, mesmo com o uso generalizado de defensivos agrícolas.
Se estiver com problemas no link de download me contate no e-mail valedodaniel@live.com

Clique aqui para acessar a pasta no Drive com vários materiais sobre agroecologia
Abraços.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

Rei da Grande Luz

Houve, certa vez, um rei que governou seu reino com notável êxito. Por causa de sua sabedoria ele era chamado Rei da Grande Luz. A todos explicava os princípios de sua bem sucedida administração. Ei-los:
A melhor maneira para um governante administrar o seu país é, antes de tudo, governar-se a si próprio. Um governante deve apresentar-se perante o seu povo, com o coração compassivo, deve ensinar e conduzi-lo a remover todas as impurezas de suas mentes. A felicidade que advém dos bons ensinamentos em muito excede a alegria que as coisas materiais do mundo podem oferecer. Portanto, ele deveria dar a seu povo um bom ensinamento e manter suas mentes e corpos tranqüilos. [...]
Cada um tem diferente visão das coisas, de acordo com o estado de sua mente. Alguns consideram a cidade em que moram como boa e bonita, outros a consideram como suja e arruinada. Tudo depende do estado de suas mentes.
Aqueles que respeitam os bons ensinamentos podem ver, nas vulgares árvores e pedras, todas as belas luzes e cores da lazulita, enquanto os gananciosos, que não sabem como controlar sua próprias mentes, são cegos mesmo aos esplendores de um palácio de ouro.
Assim se passa com tudo, na vida cotidiana de uma nação. A mente é a fonte de tudo, e, consequentemente, o governante deve primeiro levar o povo a disciplinar as suas próprias mentes.
3. O princípio fundamental para uma sábia administração é como aquele do Rei da Grande Luz: levar o povo a disciplinar suas mentes.
Treinar a mente significa buscar a Iluminação e, assim, o sábio governante deve, primeiro, dirigir sua atenção ao ensinamento de Buda.
Se um governante tiver fé em Buda, for devotado a Seus ensinamentos, apreciar e respeitar os homens virtuosos e compassivos, então, não haverá favoritismo ou parcialidade para com amigos ou inimigos, e seu país continuará sempre próspero.
Se um país for próspero, não lhe será necessário atacar outro país e não precisará de armas de ataque.
Quando o povo está feliz e satisfeito, as diferenças de classe desaparecem, as boas ações são promovidas, as virtudes aumentadas, e os homens passam a se respeitar uns aos outros. Nesse clima, todos prosperarão; o tempo e a temperatura se tronarão normais; o sol, a lua e as estrelas brilharão naturalmente; a chuvas e os ventos virão regularmente; e as calamidades da natureza desaparecerão.

Fonte: livro "A Doutrina de Buda".

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Venda de Livros

Olá pessoal, caso estejam a procura de algum livro (seja os anunciados neste blog ou não), contatem-me pelo e-mail: valedodaniel@live.com. Posso conseguir o que você procura! Abraços. :)

Daniel

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O que é religião - O ideal de uma religião universal - Swami Vivekananda

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O Desequilíbrio dos Elementos - Regina Braga Nascimento

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sábado, 30 de novembro de 2013

Voltaire - Zadig ou O Destino - Vale a pena!!!

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Evite o leite... pela sua Saúde!

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"O leite só é recomendado para as crianças, durante a fase de crescimento.  Depois de adulto, quanto menos leite beber, melhor"
Fonte: Livro "A Dieta Gracie".

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domingo, 24 de novembro de 2013

412 livros de Chico Xavier para download gratuito

Lista de livros em ordem cronológica
Lista de livros em ordem alfabética
Lista de livros por autor espiritual
Bônus: Mensagens na voz de Chico Xavier

Fonte: recebi por e-mail.

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sábado, 19 de outubro de 2013

História de um Brâmane - Voltaire

Durante as minhas viagens encontrei um velho brâmane – homem muito sábio, cheio de espírito e erudição; além do mais, era rico, e portanto mais sábio ainda, já que, como não lhe faltava nada, não precisava enganar ninguém. Sua casa era otimamente governada por três lindas mulheres que faziam de tudo para agradá-lo; e quando não se divertia com elas, sua ocupação era filosofar.

Perto de sua moradia, que era bonita, bem decorada e cercada de encantadores jardins, morava uma velha hindu, muito devota, imbecil e extremamente pobre.

– Quem me dera não ter nascido! – disse-me um dia o brâmane. Perguntei-lhe por quê. – Faz quarenta anos que eu estudo – respondeu-me –, e foram quarenta anos perdidos: ensino os outros, e ignoro tudo; esse estado me enche a alma de tanta humilhação e desgosto que faz com que minha vida seja insuportável. Nasci, vivo no tempo, e não sei o que é o tempo; encontro-me num ponto no meio das duas eternidades, como dizem os nossos sábios, e não tenho a mínima idéia do que seja a eternidade. Sou feito de matéria, penso, e nunca pude saber o que é que produz o pensamento; ignoro se o meu entendimento é em mim uma simples faculdade, como a de caminhar, de digerir, e se penso com a minha cabeça como seguro com as minhas mãos. Não apenas o princípio de meu pensamento me é desconhecido, mas também o princípio dos meus movimentos: não sei por que existo. Não obstante, cada dia me fazem perguntas sobre todos esses pontos; é preciso responder; nada tenho que preste para lhes comunicar; falo bastante, e fico confuso e envergonhado de mim mesmo depois de haver falado. O pior é quando me perguntam se Brama foi produzido por Vixnu, ou se ambos são eternos. Deus é testemunha de que nada sei a respeito, o que bem se vê pelas minhas respostas. “Ah! Meu reverendo”, implorou-me, “dizei-me como é que o mal inunda toda a Terra.” Sinto-me nas mesmas dificuldades que aqueles que me fazem tal pergunta: digo-lhes algumas vezes que tudo vai o melhor possível; mas aqueles que foram arruinados ou mutilados na guerra não acreditam nisso, nem eu tampouco; retiro-me abatido pela curiosidade e pela minha ignorância. Vou consultar meus companheiros: respondem-me alguns que o essencial é gozar a vida e zombar dos homens; outros acreditam saber alguma coisa, e perdem-se em divagações; tudo contribui para aumentar o doloroso sentimento que me domina. Às vezes me sinto à beira do desespero, não sei nem de onde venho nem para onde vou nem no que me transformarei.

O estado desse excelente homem me causou verdadeira compaixão: ninguém tinha mais senso e boa-fé. Compreendi que, quanto mais luzes havia no seu entendimento e mais sensibilidade no seu coração, mais infeliz era ele.

Vi no mesmo dia a velha sua vizinha: perguntei-lhe se alguma vez havia ficado aflita por querer saber como era a sua alma. Ela nem entendeu a minha pergunta: jamais em sua vida refletira um instante sobre um só dos pontos que atormentavam o brâmane; acreditava de todo o coração nas metamorfoses de Vixnu e, desde que algumas vezes pudesse conseguir água do Ganges para se lavar, considerava-se a mais feliz das mulheres.

Impressionado com a felicidade daquela criatura, voltei ao meu filósofo e lhe disse:

– Não te envergonhes de ser infeliz, quando mora à tua porta um velho autômato que não pensa em nada e vive feliz?

– Tens razão – respondeu-me ele. – Mil vezes eu disse a mim mesmo que seria feliz se não fosse tão tolo como a minha vizinha, contudo não desejaria tal felicidade.

Essa resposta me impressionou mais que todo o resto; consultei minha consciência e vi que na verdade também não desejaria ser feliz sob a condição de ser imbecil.

Apresentei a questão a filósofos, e eles concordaram com a minha opinião. “Contudo”, dizia eu, “existe uma terrível contradição nessa maneira de pensar”. Pois de que se trata, afinal? De ser feliz. Que importa, então, ter espírito ou ser tolo? Mais ainda: aqueles que estão contentes consigo mesmos estão bem certos de estar contentes; mas aqueles que raciocinam não têm tanta certeza de raciocinar bem. “É claro”, dizia eu, “que se deveria preferir não ter senso comum, desde que este contribua, o mínimo que seja, para o nosso mal-estar.” Todos concordaram comigo, porém não encontrei ninguém que aceitasse se tornar imbecil para se sentir contente. Daí concluí que, se damos muito valor à felicidade, damos mais ainda à razão.

Contudo, pensando bem, parece uma insensatez preferir a razão à felicidade. Como explicar, então, tal contradição? E também todas as outras. Há muito a discutir a respeito disso.

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Raymond Bernard - Encontros Com O Insólito - RosaCruz

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Carlos Castaneda - A erva do diabo - Os ensinamentos de Dom Juan 1968 The Teachings of Don Juan

Sábado, 08 de abril de 1962

Em nossas conversas, Dom Juan sempre usava a expressão “homem de conhecimento” ou referia-se a ela, mas nunca explicava o que queria dizer com isso. Perguntei-lhe a respeito.
- Um homem de conhecimento é aquele que seguiu honestamente as dificuldades da aprendizagem – disse ele. – Um homem que, sem se precipitar nem hesitar, foi tão longe quanto pode para desvendar os segredos do poder e da sabedoria.
- Qualquer pessoa pode ser homem de conhecimento?
- Não; não qualquer pessoa.
- Então o que é preciso fazer para se tornar um homem de conhecimento?
- O homem tem de desafiar e vencer seus quatro inimigos naturais.
- Ele será um homem de conhecimento depois de vencer esses quatro inimigos?
- Sim. Um homem pode chamar-se um homem de conhecimento somente se for capaz de vencer os quatro.
- Então, qualquer pessoa que conseguir vencer inimigos pode ser um homem de conhecimento?
- Qualquer pessoa que os vencer torna-se um homem de conhecimento.
- Mas há algum requisito especial que o homem tenha de atender antes de lutar contra esses inimigos?
- Não. Qualquer pessoa pode tentar torna-se um homem de conhecimento; muito poucos homens o conseguem, realmente, mas isso é natural. Os inimigos que um indivíduo encontra no caminho do saber para tornar-se um homem de conhecimento são realmente formidáveis; a maioria dos homens sucumbe a eles.
- Que tipos de inimigos são, Dom Juan?

Recusou-se a falar sobre os inimigos. Disse que se passaria muito tempo até que o assunto fizesse sentido para mim. Procurei manter a conversa e perguntei-lhe se ele achava que eu poderia tornar-me um homem de conhecimento. Respondeu que ninguém poderia dizer isso ao certo. Mas eu insisti para saber se havia algum indício que ele pudesse usar para saber se eu tinha ou não possibilidade de me tornar um homem de conhecimento. Falou que dependia da minha luta contra os quatro inimigos – se eu conseguiria derrotá-los ou ser derrotado por eles - , mas que era impossível prever o resultado dessa luta.
Perguntei-lhe se ele podia usar feitiços ou adivinhação para ver o resultado da luta. Declarou claramente que os resultados da luta não poderiam ser previstos por meio algum, porque tornar-se um homem de conhecimento era uma coisa temporária. Quando pedi que ele explicasse isso, respondeu:
- Ser um homem de conhecimento não tem permanência. Nunca se é um homem de conhecimento, não de verdade. Ou antes, a pessoa se torna um homem de conhecimento por um instante muito breve, depois de derrotar os quatro inimigos naturais.
- Você tem de me dizer, Dom Juan, que tipo de inimigos são esses.
Não respondeu. Tornei a insistir, mas ele mudou de assunto e começou a falar sobre outra coisa.

Domingo, 15 de abril de 1962

Quando eu estava me preparando para partir, tornei a lhe perguntar acerca dos inimigos do homem de conhecimento. Argumentei que ia passar algum tempo sem voltar, e que seria uma boa idéia escrever as coisas que ele tivesse a dizer e pensar a respeito enquanto estivesse fora. Hesitou um pouco, mas depois começou a falar:
- Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais são seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga. Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem.

“Devagar, ele começa a aprender ... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes. E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder. Seu propósito torna-se um campo de batalha.”

“E assim, ele se depara com o primeiro de seus inimigos naturais: o medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rodando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença, foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca”. 
- O que acontece com o homem se ele fugir com o medo?
- Nada lhe acontece, a não ser que nunca aprenderá. Nunca se tornará um homem de conhecimento. Talvez se torne um tirano, ou um pobre homem apavorado e inofensivo; de qualquer forma, será um homem vencido. Seu primeiro inimigo terá posto fim a seus desejos.
- E o que pode ele fazer para vencer o medo?
- A resposta é muito simples. Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais um tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.
- Isso acontece de uma vez, Dom Juan, ou aos poucos?
- Acontece aos poucos, e no entanto o medo é vencido de repente e depressa.
- Mas o homem não terá medo outra vez, se lhe acontecer alguma coisa nova?
- Não. Uma vez que o homem venceu o medo, fica livre dele o resto da vida, porque em vez do medo, ele adquiriu a clareza... uma clareza de espírito que apaga o medo. Então, o homem já conhece seus desejos; sabe como satisfazê-los. Pode antecipar os novos passos na aprendizagem e uma clareza viva cerca tudo. O homem sente que nada se lhe oculta.

“E assim ele encontra seu segundo inimigo: a clareza! Essa clareza de espírito, que é tão difícil de obter, elimina o medo, mas também cega.

“Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso, porque é claro; e não pára diante de nada, porque é claro. Mas tudo isso é um engano; é como uma coisa incompleta. Se o homem sucumbir a esse poder de faz-de-conta, terá sucumbido a seu segundo inimigo e tateará com a aprendizagem. Vai precipitar-se quando devia ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. E tateará com a aprendizagem até acabar incapaz de aprender qualquer coisa mais”.
- O que acontece com um homem que é derrotado assim, Dom Juan? Ele morre por isso?
- Não, não morre. Seu inimigo acaba de impedi-lo de se tornar um homem de conhecimento; em vez disso, o homem pode tornar-se um guerreiro valente, ou um palhaço. No entanto, a clareza, pela qual ele pagou tão caro, nunca mais se transformará de novo em trevas ou medo. Será claro enquanto viver, mas não aprenderá nem desejará nada.
- Mas o que tem de fazer para não ser vencido?
- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante da vista. Será o verdadeiro poder.

“Ele saberá a essa altura que o poder que vem buscando há tanto tempo, é seu por fim. Pode fazer o que quiser com ele. Seu aliado está às suas ordens. Seu desejo é ordem. Vê tudo o que está em volta. Mas também encontra seu terceiro inimigo: o poder!

“O poder é o mais forte de todos os inimigos. E naturalmente, a coisa mais fácil é ceder; afinal de contas, o homem é realmente invencível. Ele comanda; começa correndo riscos calculados e termina estabelecendo regras, porque é um senhor.

“Um homem nesse estágio quase nem nota que seu terceiro inimigo se aproxima. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso.”
- E ele perderá o poder?
- Não, ele nunca perderá sua clareza nem seu poder.
- Então o que distinguirá de um homem de conhecimento?
- Um homem que é derrotado pelo poder morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desses não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como usar seu poder.
- A derrota por algum desses inimigos é um derrota final?
- Claro que é final. Uma vez que esses inimigos dominem o homem, não há nada que ele possa fazer.
- Será possível, por exemplo, que o homem derrotado pelo poder veja seu erro e se emende?
- Não. Uma vez que o homem cede, está liquidado.
- Mas e se ele estiver temporariamente cego pelo poder, e depois o recusar?
- Isso significa que a batalha continua. Isso significa que ele ainda está tentando ser um homem de conhecimento. O indivíduo é derrotado quando não tenta mais e se abandona.
- Mas então, Dom Juan, é possível a um homem se entregar ao medo durante anos, mas no fim vencê-lo.
- Não, isso não é verdade. Se ele ceder ao medo, nunca o vencerá, porque se desviará do conhecimento e nunca mais tentará. Mas se procurar aprender durante anos no meio de seu medo, acabará dominando-o, porque nunca se entregou realmente a ele.
- E como o homem pode vencer seu terceiro inimigo, Dom Juan?
- Também tem de desafiá-lo, propositalmente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem controle, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo está controlado. Então saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo.
“O homem está, então, no fim de sua jornada do saber, e quase sem perceber encontrará seu último inimigo: a velhice! Este inimigo é o mais cruel de todos, o único que ele não conseguirá derrotar completamente, mas apenas afastar.

“É o momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espírito... um momento em que todo o seu poder está controlado, mas também o momento em que ele sente um desejo irresistível de descansar. Se ele ceder completamente seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido a última batalha, e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda a sua clareza, seu poder e sabedoria.

“Mas se o homem sacode sua fadiga e vive seu destino completamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra o seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente.”

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Rebecca Brown - Prepare-se Para A Guerra 1998 Prepare For War

O mal alastra-se abertamente perante o mundo com uma intensidade tal que causaria um total espanto e horror ao cristão comum que abrisse os olhos para ver. Estamos tão ocupados, escondidos em nossa casa pequena mas confortável, e no pequeno templo de nossa igreja, e na multidão de nossos projetos; não podemos correr com velocidade suficiente para esconder os nossos olhos e ouvidos do que está acontecendo por aí. Através de todo meio de comunicação e pelas ações de milhões de pessoas, as proposições de Satanás chegam até nós de toda parte em voz bem audível e clara: " Sirvam-me, ou morram!"

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A Coragem de Confiar - O Medo é o seu pior inimigo - Roberto Shinyashiki 2009

Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus!
Um velho sábio, depois de uma vida inteira servindo a Deus e orientando seus irmãos em suas agruras pela Terra, um dia teve um sonho. Sonhou que encontrava Deus, assim, frente a frente, como dois bons amigos.
Deus o recebeu feliz e sorridente, do mesmo jeito que o sábio tinha a imagem Dele em seu coração. Abraçou-o e disse estar feliz por aquele encontro. Depois, colocou a mão direita sobre o ombro do homem e começaram a caminhar, enquanto falava com ele sobre a vida eterna e tirava suas dúvidas quanto aos Seus ensinamentos.
O encontro foi tão agradável que somente na hora de se despedir o sábio se deu conta de que estar pessoalmente com Deus era um privilégio único. Algo tão precioso que ele jamais havia pensado que seria digno de tal presente. Mas Deus estava ali, recebendo-o e atendendo-o em todas as suas dúvidas.
Respeitosamente, o homem dirigiu-se a Ele e disse, emocionado:
— Senhor, sou grato por ter-me recebido!
Foi quando o Pai, olhando-o nos olhos e sorrindo, respondeu:
— Sou eu que tenho de lhe dizer: “Sou grato por ter-me recebido!”
Foi então que o velho homem compreendeu o que Ele quis dizer com essas palavras: normalmente, nos afastamos tanto de Deus que não percebemos que Ele está sempre à porta da nossa casa, do nosso coração, esperando apenas que lhe digamos: “Entre e seja bem-vindo”.

Um homem havia perdido o emprego e estava totalmente endividado. Precisava arrumar trabalho urgente ou passaria fome com a família. Ligou para diversas empresas que conhecida, e nada. Em uma delas, a pessoa que o atendeu ao telefone disse: "Infelizmente não temos essa vaga que o senhor procura, mas...". Ele agradeceu e desligou, sem ao menos ouvir que a atendente iria completar a frase dizendo: "...mas temos outra vaga que talvez lhe sirva".
O homem visitou todas as empresas do ramo que conhecia. No seu desespero, mal conversava com as recepcionistas e já amaldiçoava sua falta de sorte. Sem nem mesmo ouvir o que as pessoas lhe diziam. Por duas vezes, virou as costas e saiu, no momento exato em que a pessoa lhe dizia que "Sim, temos uma vaga...".
No meio de seu desespero, ele imaginou que todas as portas estavam fechadas e não enxergou as portas que estavam abertas, apenas esperando que ele entrasse.

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sábado, 15 de junho de 2013

Charles Bukowski - Misto-Quente 1982 Ham On Rye

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Sidney Sheldon - A Herdeira 1977 Bloodline

 

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Maria Teodora Ribeiro Guimarães - Tempo de Amar - A trajetória de uma alma - Relatos de Terapia de Vida Passada 2000

Com ligeiras variantes, a trajetória dos humanos é tão similar! Lá estivemos nós, como o Leo dessa história, como magos da sombra, querendo impor-nos a todo custo; enganamos, matamos, torturamos, reinamos, servimos, fomos egoístas e indiferentes, orgulhosos e tirânicos. Afundamos com a Atlântida, cavalgamos nas estepes, tomamos o sol do Nilo, fomos vencidos e vencedores, singramos todos os mares, sacrificamos a muitos deuses; fomos nobres e mendigos, andarilhos e guerreiros, sacerdotes e ladrões; eventualmente salvamos vidas, mas muito mais vezes as tiramos; sofremos bastante, mas muito mais fizemos sofrer. E, se estamos lendo este relato, muito provavelmente já conseguimos chegar ao ponto de mutação em que a casca mais dura de nosso orgulho/inconsciência foi substituída pela membrana semipermeável à fraternidade. Em histórias como a de Leo, nosso espírito vence junto, mais uma vez; e se delicia com a riqueza das narrativas, que cobrem milhares de anos e cenários de vários continentes.

Esta não é apenas a história verídica e fascinante das existências de um paciente de Terapia de Vida Passada.
A história de Leo — que se desdobra ao longo de mais de 100 séculos — é a história da humanidade neste planeta. De civilizações perdidas no tempo, que os personagens de Leo ajudaram a soterrar, aos tempos atuais, conhecemos de tudo: homens cruéis, mulheres tolas e fúteis, bárbaros e bruxos de todos os tipos. Da Atlântida à Europa, passando pelo Oriente e pelas Américas, ricos representantes da história da humanidade compuseram o quadro dessa vida.
A fantástica vida de um espírito e seus maravilhosos personagens, todos cheios de verdades, de emoções, de defeitos, de paixões e tudo o mais que compõe a vida do homem sobre a Terra. E entre cada vida, ele nos leva em percursos pelo mundo espiritual — um mundo de fantásticas surpresas mas de uma lógica irretocável, onde cada personagem construía para si o lugar onde ia habitar após a morte.
É a própria evolução das civilizações, na dança do espírito pelos diversos corpos e situações, em seu aprendizado no caminho do amor, única forma de encontrar a felicidade.
A drª. Maria Teodora Guimarães, psiquiatra que trabalha há mais de vinte anos com terapia de vida passada, e um dos expoentes dessa especialidade no Brasil, relata com precisão e riqueza de detalhes, em estilo cativante, essa história que é um dos mais impressionantes depoimentos de TVP já publicados. E que é, sobretudo, uma história para prender o leitor da primeira à última página.

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Contatos Musicais - Grandes Mestres Compõem do Além - Rosemary Brown 1971 - Liszt Beethoven Mozart Schubert Schumann Debussy Brahms Chopin Greig +! / Unfinished Symphonies: Voices from the Beyond

Ela também tem alguns discos gravados, um deles vocês podem baixar aqui (não sei até quando o link vai continuar on).

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Duas Vidas - Antonieta V. Meyer / Virgínia (espírito)

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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Bruno J. Gimenes - Sintonia de Luz - A Consciência Espiritual no Século XXI 2011


Somos obrigados a espiritualizar-nos?
Claro que não! Vivemos no planeta do livre-arbítrio. Essa lei universal, que é irmã da lei da ação e reação, também conhecida como lei do carma. Não somos obrigados a nos espiritualizarmos, mas somos necessariamente conduzidos no rumo da evolução, somos empurrados. A decisão de não nos espiritualizarmos gera uma consequência (reação), que é a ignorância, o grande mal da humanidade. Dessa forma, a pessoa que não busca elevar a sua consciência, acerca de sua existência, também padece com a ignorância e miopia espiritual. Espiritualizarmo-nos é algo tão natural que está embutido na nossa jornada evolutiva. Imagine um aluno na escola: ele pode não querer estudar para passar de ano, certo? Sim, mas, se ele quiser avançar nos seus estudos e um dia se formar, vai precisar estudar e passar em todos os exames. Ainda assim, se essa não for sua vontade, tudo bem, ele tem livre-arbítrio. Só quero dizer que parece sensato o fato de estudar sempre, para seguir evoluindo e tornando-se alguém melhor a cada dia.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

NEAL CASSADY!!


Entrevistas de Jack Keroucac legendadas:

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