terça-feira, 10 de setembro de 2013

As pessoas loucas o bastante para acreditarem que podem mudar o mundo são as únicas capazes de realmente fazê-lo.

Fonte

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

NEAL CASSADY!!


Entrevistas de Jack Keroucac legendadas:

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Jack Kerouac, On The Road O Manuscrito Original (Pé Na Estrada) 1957

Recomendo!




Foi em 1947 que Jack Kerouac começou a pensar pela primeira vez no romance que viria a ser On the Road. Nos três anos seguintes, ele cruzou os Estados Unidos na companhia de Neal Cassady e de outros amigos. Essas viagens se tornaram a experiência formadora de Kerouac e o material bruto que seria utilizado na sua mais famosa obra. Nesses três anos, o aspirante a escritor encheu diários e cadernos com anotações e esboços nos quais experimentava possíveis protagonistas e situações ficcionais. Depois de ficar enfeitiçado pelas cartas explosivas, exuberantes e cheias de incentivo que Cassady lhe enviara entre o final de 1950 e o início de 1951, Kerouac finalmente decidiu que a melhor maneira de escrever o romance seria contar a história da sua vida – e contá-la 'como aconteceu'. Durante três semanas do mês de abril de 1951, em um apartamento da rua 20 Oeste de Manhattan, ele trabalhou frenética e incessantemente em sua máquina de escrever, e o resultado foi uma versão que considerou satisfatória. Ela foi datilografada em um só longo parágrafo, com entrelinha simples, em folhas de papel vegetal mais tarde coladas umas às outras, formando um rolo de quase 37 metros de comprimento. Somente em 5 de setembro de 1957 – seis anos e várias versões e correções depois – a editora norte-americana Viking publicou o livro tal qual é conhecido por nós, e tal qual foi traduzido em todo o mundo.
Eis aqui, pela primeiríssima vez, a versão do manuscrito original de 1951 de On the Road. Este texto representa a expressão inicial, em toda sua força, da revolucionária estética de Kerouac, o ponto identificável no qual sua percepção temática e sua voz narrativa se uniram em uma explosão de energia criativa. Esta versão de On the Road é mais crua, mais selvagem e mais sexualmente explícita do que o romance conhecido por todos. Além disso, na versão do manuscrito original, Kerouac apresenta os personagens (inspirados nele próprio e nos seus amigos) com os nomes reais: Neal Cassady, Allen Ginsberg, William S. Burroughs e Jack, o que só reforça o poderoso e íntimo imediatismo do texto.
A edição americana do manuscrito original – que serviu de base a esta edição brasileira – foi editada por Howard Cunnell, estudioso da obra de Kerouac e professor da Universidade de Kingston, na Inglaterra. Este volume traz também quatro ensaios críticos, de Cunnell e de outros três especialistas, que abordam o universo do autor. Cunnell retraça a história do manuscrito e sua transformação em texto publicado; Penny Vlagopoulos coloca o romance em seu contexto político e histórico; George Mouratidis discute a permanente busca pela verdade e pela vida autêntica que está presente no romance; e Joshua Kupetz analisa a técnica narrativa de Kerouac, mostrando como o escritor serviu de ponte entre as sensibilidades literárias americanas da primeira e da segunda metades do século XX.
On the Road: o manuscrito original é sem dúvida um dos mais significativos, celebrados e provocativos documentos da história literária contemporânea.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pé Na Estrada, Jack Kerouac 1957

Recomendo.


Responsável por uma das maiores revoluções culturais do século XX, “On the Road”, traduzido por Eduardo Bueno, mantém intacta sua aura de transgressão, lirismo e loucura.
Como o gemido lancinante e dolorido de “Uivo”, de Allen Ginsberg, o brado irreverente e drogado de “Almoço Nu”, de William Burroughs, ou a lírica emocionada e emocionante de Lawrence Ferlinghetti, “On the Road” escancarou ao mundo o lado sombrio do sonho americano. A partir da trip de dois jovens – Sal Paradise e Dean Moriarty –, de Paterson, New Jersey, até a costa oeste dos Estados Unidos, atravessando literalmente o país inteiro a partir da lendária Rota 66, Jack Kerouac inaugurou uma nova forma de narrar.
Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café, inspirado pelo jazz, Kerouac escreveu em três semanas a primeira versão do que viria a ser “On the Road”. Uma prosa espontânea, como ele mesmo chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. Mas o manuscrito foi rejeitado por diversos editores e o livro foi publicado somente em 1957, após alterações exigidas pelos editores.
A obra-prima de Kerouac foi escrita fundindo ação, emoção, sonho, reflexão e ambiente. Nesta nova literatura, o autor procurou captar a sonoridade das ruas, das planícies e das estradas americanas para criar um livro que transformaria milhares de cabeças, influenciando definitivamente todos os movimentos de vanguarda, do be bop ao rock, o pop, os hippies, o movimento punk e tudo o mais que sacudiu a arte e o comportamento da juventude na segunda metade do século XX.

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Os Vagabundos Iluminados, Jack Kerouac 1958

Recomendo.

"A vida é linda, e poucos conseguem colocar no papel todo seu sabor e maravilhamento e tristeza e humor de um jeito mais interessante que Kerouac" 

Luther Nichols, San Francisco Examiner 

Considerado por muitos especialistas e fãs da literatura beat como o melhor romance de Jack "On the road" Kerouac, Os vagabundos iluminados (The dharma bums) conta a história de uma busca pela verdade e pela iluminação. O protagonista, Ray Smith, é um aspirante a escritor de San Francisco que anseia por algo mais na vida. Esse algo mais será apresentado a ele por Japhy Rider – um jovem zen-budista adepto do montanhismo que vive com um mínimo de dinheiro, alheio à sociedade de consumo norte-americana. 

Em meio a festas, bebedeiras, garotas, jam sessions, saraus poéticos, orgias zen-budistas e viagens, Os vagabundos iluminados – lançado nos Estados Unidos em 1958, apenas um ano após o estouro de On the road, e somente agora publicado no Brasil – é, sem dúvida alguma, uma obra à altura da sua irmã mais famosa. O estilo turbinado, superadjetivado e livre de Kerouac exala doses nunca vistas de humor, sabedoria e contagiante gosto pela vida. Temos aqui uma geração beat mais beatífica, mais otimista e mais tranqüila. Em suma: mais iluminada.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Voltaire e Nietzsche e Jack Kerouac (citação)

"O fato de não crermos numa coisa não elimina absolutamente a existência dessa coisa". Voltaire
"O interesse que tenho em acreditar numa coisa não é a prova da existência dessa coisa". Voltaire
"Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro". Nietzsche
"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez". Nietzsche
"Os homens são tão malucos, querem a essência, a mulher é a essência, lá está ela bem na mão deles mas eles saem correndo construindo grandes estruturas abstratas". Jack Kerouac (Alene Lee)

"Se quer ser verdadeiramente vitorioso, vença-se a si próprio".

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domingo, 27 de maio de 2012

Os Subterrâneos, Jack Kerouac 1950s 1953 1958

os homens são tão malucos querem a essência a mulher é a essência lá está ela bem na mão deles mas eles saem correndo construindo grandes estruturas abstratas

Escrito durante três dias e três noites, Os subterrâneos possui contornos autobiográficos. Leo Percepied é Kerouac e Mardou Fox é Alene Lee, a moça pela qual o escritor se apaixona em New York em 1953. No livro, a pedido do editor, a história se transfere para San Francisco, mas o ambiente underground e boêmio é o mesmo.
O texto de Kerouac – publicado em 1958, um ano após o lançamento de On the Road –, é uma prosa de um só fôlego, com poucas pausas para novos parágrafos. Após concluir o livro, o próprio autor afirmou que a obra tinha adquirido um estilo quase jazzístico, ritmado, como o bebop que serve de trilha sonora para a história.
Os subterrâneos são um grupo de hipsters, aspirantes a artistas, outsiders, homens e mulheres que vivem de bar em bar pelas ruas da cidade. Os subterrâneos é a história do encontro de duas almas perdidas. Mardou é uma moça metade cherokee (índia) metade negra , que cresceu em meio à pobreza. Passou a juventude pulando de amante em amante, até conhecer Leo. Ele, por sua vez, se apaixona verdadeiramente por Mardou, mas a forte ligação com a mãe e o preconceito racial fazem com que Percepied não consiga levar o romance adiante. Ao romper essa ligação, Leo/Kerouac se vê completamente perdido, atitude que é justificada pelas últimas linhas do texto: – E vou para casa tendo perdido o amor dela. E escrevo esse livro.

Eu saí de casa e fui andando sem saber pra onde minha cabeça ficava pensando pra que lado eu ia mas meu corpo andava sempre para a frente pela columbus avenue embora eu tivesse a sensação de cada direção que eu tomava mental e emocionalmente espantada com todas as direções que a pessoa pode tomar dependendo dos objetivos que pintam quer dizer você pode virar uma pessoa diferente eu penso muito nisso desde pequena de por exemplo em vez de subir a columbus como eu fazia sempre se eu entrar na filbert será que aconteceria uma coisa bem insignificante na hora mas que depois ia influenciar todo o resto de minha vida?o que aconteceria se eu tivesse seguido na direção que eu não segui?
a solidão que eu encarava de tantas maneiras diferentes quanto possível
tendências subterrâneas hip ao silêncio mistério boêmio drogas barbas semi-santidade e como eu vim descobrir depois mau-caratismo extremo (como george sanders em 'a lua e dois vinténs')
estava nua havia levantado dos lençóis satisfeitos dele para se entregar aos cinzentos pensamentos do que fazer, aonde ir
e olhei para ela e me perguntava se ela estava dizendo a verdade
ela estava no beco querendo saber quem ela era noite garoa fina neblina silêncio de san francisco adormecida os barcos na baía o véu sobre a baía de grandes neblinas ávidas a auréola de luz soturna saindo por entre os pilares do templo de alcatraz o coração dela batendo no silêncio na paz escura e fria sentada numa cerca de madeira esperando - esperando que alguma idéia de fora viesse ter com ela para dizer o que fazer e cheia de significado e premonição porque tinha de estar certa e só uma vez - 'um escorregão na direção errada' de que lado pular da cerca o espaço infinito se espalhava  nas quatro direções

os homens são tão malucos querem a essência a mulher é a essência lá está ela bem na mão deles mas eles saem correndo construindo grandes estruturas abstratas

como o mundo é frio é só você arranjar essas moedinhas simbólicas e eles deixam você entrar pra se aquecer e comer até não poder mais
ela sentada lá olhando pra todo mundo os tarados de sempre com medo de encará-la porque o olhar dela é louco eles sentem algum perigo vivo no apocalipse do pescoço tenso ávido daquela moça naquelas mãos magras e trêmulas - 'aquilo não é mulher não' - 'essa índia maluca vai matar alguém'
enquanto a gente falava uma grande corrente elétrica de compreensão verdadeira corria entre nós e eu sentia os outros níveis um número infinito de níveis de toda entonação da fala dele e da minha e o mundo de significados que havia em cada palavra - e eu nunca tinha percebido antes quanta coisa está acontecendo ao mesmo tempo e as pessoas sabem
o sol gostoso as flores e eu descendo a rua e pensando 'como que eu me permitia ficar entediada antigamente e pra compensar ficava muito louca ou de porre ou com acesso de alguma coisa de raiva ou qualquer outra maneira de reagir quando sequer alguma coisa em vez da compreensão das coisas que existem que afinal de contas são tantas e ficar pensando em lances sociais grilantes - sabe esse lances grilos sabe problemas sociais e meu problema racial um negócio tão sem importância e eu senti que aquela grande confiança e o ouro da manhã iam desaparecer um dia aliás já estava começando eu podia ter transformado toda a compreensão e vontade de viver e seguir em frente meu deus foi o negócio mais bonito que já aconteceu comigo do jeito que foi - mas agora foi uma coisa tão sinistra'
agora na casa de madeira onde ela foi criada no terror Mardou de cócoras encostada na parede olhando para os fios na penumbra e ela ouve a própria voz falando e não entende por que está falando aquilo só sabe que é preciso falar botar pra fora porque antes naquele dia quando em suas perambulações ela finalmente chegou à third street entre as filas de bêbados cambaleantes e os índios completamente de porre com curativos caindo nos becos e o cinema poeira com programa triplo e as criancinhas dos hotéis vagabundos correndo na calçada e as lojas de penhoras e os botequins de negros com vitrolas e ela parada no sol sonolento de repente ouvindo bop como se pela primeira vez a intenção dos músicos e os metais e instrumentos de repente uma unidade mística se exprimindo em ondas sinistras e de novo eletricidade porém gritando cheia de vida palpável a palavra direta vinda da vibração as trocas de informações os níveis de insinuações sinuosas o sorriso sonoro a mesma insinuação viva do modo como a irmã dela instalara aqueles fios enrolados enredados e cheios de intenções aparentemente inocentes mas na verdade por trás da máscara da vida cotidiana completamente em acordo com a boca sentimental serpentes quase sarcásticas de eletricidade colocadas ali de propósito que ela passara o dia todo vendo e ouvindo na música e via agora nos fios - aí as irmãs viram que realmente havia algum problema sério a mais nova das irmãs Fox que era alcoólatra e aprontava na rua e volta e meia era presa pela delegacia de entorpecentes algum problema inominável terrível medonho 'ela queima fumo e vive às voltas com aqueles caras barbudos estranhíssimos de san francisco'
para o bom entendedor meia palavra basta 'esperto demais pirou' escreveu ginsberg
estou sentido tantas sensações estranhas revivendo e reformulando Muitas coisas velhas
Deus quer que nossa vida não seja tão cruel quanto nossos sonhos
é digo eu triste mas eu devia ter prestado mais atenção àquele velho viciado que disse que tem uma amante em cada esquina - são todas iguais garoto por isso não se amarre em nenhuma delas

Jack Kerouac

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