quinta-feira, 21 de junho de 2018

Nos libertando da prisão da auto-imagem.

Olá,

Muito da nossa vida é gasta tentando se viver das auto-imagens, e raramente nós temos a disposição de olhar para elas honestamente. Na verdade, é muito difícil sermos honestos com nós mesmos, especialmente quando temos simultaneamente auto-imagens positivas e negativas e não conseguimos perceber nossas inconsistências. De acordo com Ezra Bayda, em seu texto “Nos libertando da prisão da auto-imagem”, isso acontece porque todos nós usamos o que ele chama de “viseiras” – uma defesa psicológica que não deixa uma parte de nós enxergar a outra parte. Por exemplo, se queremos nos enxergar como bons vamos ignorar todas os nossos atos egoístas ou danosos. Ou, se começamos a nos enxergar como indignos ignoramos todas as nossas atitudes positivas. Isso é mais comum do que pensamos.

Nossas auto-imagens e identidades se tornam parte e parcela das histórias que tecemos sobre nós mesmos. Quase sempre essas histórias são versões distorcidas da realidade sobre quem realmente somos ou de como estamos nos sentindo – nossa história, nossas vitimizações, o porquê de estarmos zangados e por ai vai… Nós percebemos que estamos presos a uma historinha quando falamos para nós mesmos: “Eu sou inútil”, ou “Eu estou deprimido”, ou “As pessoas deveriam gostar de mim”. Estamos claramente presos a histórias quando falamos “Eu sou assim porque….” e colocamos a culpa em alguém – nossos pais, por exemplo ou em alguma coisa que aconteceu conosco . Nós também podemos perceber que estamos envoltos em uma de nossas histórias quando pensamos “Eu sou o tipo de pessoa que…” ou “Eu não sou o tipo de gente que…”. Por exemplo, “Eu sou o tipo de pessoa que tem que ficar sozinho” ou “Eu não sou o tipo de pessoa que pode ser disciplinada”. O ponto é, que de acordo com o autor, a maioria das nossas histórias são auto-enganos que foram gerados só com um lado da verdade – só com o lado que nos vimos e nos sentimos naquele determinado momento. E viver dessas histórias e acontecimentos só nos afasta de vivermos uma vida mais autêntica.

Leia o texto completo no site e veja a sugestão do autor de como podemos ir além das nossas auto-imagens e das nossas histórias.

Marcadores: ,

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Tempo de Espera, Tempo de Vipassana

Documentário sobre a prática da meditação vipassana em um presídio da Índia. Depois que a diretora do presídio adota a meditação vipassana como prática regular,os presos se transformam de forma surpreendente.



Fonte

Marcadores: , ,

Dhamma Brothers - Vipassana

Na prisão de Segurança máxima de Donaldson, no Alabama, onde tem um população carcerária de mais de mil homens, todos cumprindo prisão perpétua ou pena de morte. É uma prisão que registra o maior índice de violência entre detentos  dos Estados Unidos.

É conhecida como “A Casa do Sofrimento” no sistema prisional de lá.

O psicólogo Dr. Ron Cavanaugh resolveu introduzir meditação vipassana nesta prisão. Ele se espelhou em um exemplo que leu na Índia e resolveu testá-lo.

O resultado você vê neste fantástico documentário que exibe às histórias de 36 detentos que passam pela experiência e suas mudanças.

Marcadores: , ,

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Como andar reto por uma rua cheia de curvas? (Monja Coen)

Marcadores: ,

O caminho do meio dentre a diversidade de conteúdos (Monge Genshô)

Marcadores: ,

sábado, 7 de outubro de 2017

O Poder da Meditação: 7 Benefícios Extraordinários

Marcadores: , ,

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O que realmente é meditar? Como a mente humana funciona? (Monja Coen)

Marcadores: , ,

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Como lidar com perdas e mudanças que causam sofrimento? (Monja Coen)

Marcadores: ,

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Vegetarianismo (Monge Genshô)

Marcadores: , , ,

sábado, 19 de agosto de 2017

Alan Watts - Yin & Yang

Gravações raras de Alan Watts explicando brilhantemente a filosofia do Yin & Yang e os conceitos do Budismo.

''Aquela coisa externa que você vê, e a coisa interna que você é, são polos do mesmo ímã, lados da mesma moeda... sem um não haveria o outro.''

Marcadores: , ,

sábado, 24 de junho de 2017

Os profanos geralmente imaginam que os budistas acreditam em reencarnação

[...] "Os profanos geralmente imaginam que os budistas acreditam na reencarnação da alma e mesmo na metempsicose. Este conceito é errôneo. O budismo ensina que a energia produzida pelas atividades mental e física de um ser produz o aparecimento de novos fenômenos físicos e mentais, quando este é atingido pela morte. [...]
"Aquele que sabe como tratar o assunto, pode viver confortavelmente até mesmo no inferno", - é um dito muito popular no Tibete. E isto explica mais claramente do que qualquer definição ou descrição, tudo o que os Lamas entendem por "thabs", isto é, "método".
Portanto, enquanto a maioria dos seus correligionários acredita que o destino de um morto é fixado matematicamente de acordo com o seu caráter, com a sua moral, os lamaístas declaram que, aquele que conhecer o "método" apropriado, é capaz de modificar para melhor a sua vida "post-mortem". Em outras palavras, poderá provocar o próprio renascimento nas condições mais agradáveis possíveis.
Dizem eles, "as mais agradáveis possíveis" porque, a despeito da sagacidade, o peso das ações passadas tem considerável força. Na verdade, com frequência é tão poderoso, que todos os esforços do morto ou de um iniciado preocupado com o seu bem-estar são incapazes de impedir o "espírito" de precipitar-se em um renascimento miserável". [...]

Alexandra David-Néel

Marcadores: , ,

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Eu tenho uma revelação a fazer: “Talvez você nunca tenha amado”

"E se eu disser que a maioria das pessoas sofre por amor simplesmente porque não ama. Há uma grande e fundamental diferença entre o amor e o apego e creio que no mundo ainda sejam raras as pessoas que são realmente capazes de amar." Josie Conti


Fonte

Marcadores: , , ,

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Karma: nossa defesa é a ética.

"Na vida espiritual, a nossa defesa é a ética. Se soubermos que vivemos eticamente, dando o nosso melhor, a nossa mente torna-se mais tranquila. Atrairemos o mesmo tipo de pessoas. Se a nossa mente está perturbada, atrairemos perturbação para as nossas vidas. Portanto, temos de purificar o nosso estado mental, pois tudo o que está no interior se projeta no exterior. Atraímos pessoas pela nossa prática e pelo nosso karma." Tenzin Palmo

Marcadores: , ,

Eu sou o resultado de meus próprios atos - Buda

Fonte

Marcadores: , ,

domingo, 11 de junho de 2017

Shaka conversando com Buda (Cavaleiros do Zodíaco)

"As flores brotam e morrem, as estrelas brilham mas um dia se apagarão. Tudo morre. A terra, o Sol, a via Láctea e até mesmo TODO esse Universo não é excessão.
Comparado a isso, a vida do homem é tão breve e fugidia quanto o piscar de um olho. Nesse curto instante os homens nascem, riem, choram, lutam, sofrem, festejam, lamentam, odeiam pessoas e amam outras. 
Tudo é transitório. 
E em seguida, todos caem no sono eterno chamado morte."



Fonte

Marcadores: , ,

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O que podemos aprender com os que estão morrendo? - 12 lições de vida de um homem que já viu 12.000 mortes

O que podemos aprender com os que estão morrendo?

Kashi Labh Mukti Bhawan em Varanasi é uma das três pousadas na cidade onde as pessoas fazem check in para morrer. [...] Fundada em 1908, Mukti Bhawan é muito conhecida dentro e fora da cidade.

Bhairav Nath Shukla é o gerente do Mukti Bhawan há 44 anos. Ele já viu ricos e pobres refugiarem-se na pousada em seus últimos dias, enquanto esperam a morte e anseiam encontrar paz. Shukla anseia com e por eles. Ele senta-se em um banco de madeira no quintal, contra um muro de tijolos, e compartilha comigo 12 lições de vida recorrentes das 12.000 mortes que ele testemunhou em sua experiência como gerente do Mukti Bhawan.

Marcadores: , ,

A Ciência e o Budismo estão de acordo: não existe nenhum “Eu” dentro da gente.

Embora o Buda não tenha ensinado anatta para as pessoas leigas – achando que poderia ser confuso demais – o conceito está centrado na ideia de que não existe um “Eu” independente. A ideia de que somos a mesma pessoa de um momento para o outro, de um ano para o outro, é uma ilusão. Thompson afirma que “o cérebro e o corpo estão em um constante fluxo. Não há nada que corresponda à sensação de que há um “Eu” que não muda”.

A ideia de que somos a mesma pessoa de um momento para o outro, de um ano para o outro, é uma ilusão.

É válido assistir um vídeo seu do passado ou ler algo que você tenha escrito alguns anos atrás. Seus interesses, pontos de vista, crenças, apegos, relacionamentos, etc., tudo mudou em algum sentido. Anatta não significa que você não existe; significa apenas que você está constantemente mudando, constantemente evoluindo, e tomando formas diferentes. Por que isso é importante? O que importa se não há um “Você” ou um “Eu” sólido?

Marcadores: ,

quarta-feira, 24 de maio de 2017

5 segredos da felicidade, segundo o 'homem mais feliz do mundo'

"Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez", resume o monge budista Matthieu Ricard.


O monge budista Matthieu Ricard é a "pessoa mais feliz do mundo".
Esse título foi dado por cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, que estudaram seu cérebro.
Eles descobriram que Ricard produz um nível de ondas cerebrais de gama sem precedentes na literatura científica.
Essas ondas estão ligadas à capacidade de atenção, consciência, aprendizado e memória.
Além disso, Ricard manifesta um nível de atividade no seu córtex pré-frontal esquerdo bem acima do direito, o que reduz sua propensão à negatividade, explicaram os pesquisadores.
“Felicidade não é a busca infinita por uma série de experiências prazerosas. Isso é uma receita para a exaustão”, diz o monge tibetano.
Mas qual é, na visão dele, o segredo para tanta felicidade? Aos 70 anos, Ricard dá cinco conselhos.

1. Defina o que é felicidade
“Felicidade é um jeito de ser. É um estado mental ótimo, excepcionalmente saudável, que dá a você os recursos para lidar com os altos e baixos da vida.”

2. Seja paciente
“Não seja como uma criança que faz pirraça. ‘Eu quero ser feliz agora’, isso não funciona. A fruta amadurece com paciência e vira uma fruta e uma geleia deliciosas. Você não pode fazer isso com uma fruta verde. Leva tempo cultivar todas aquelas qualidades humanas fundamentais que geram bem-estar.”

3. Saiba que você pode treinar sua mente
“O que você fizer vai mudar seu cérebro. Se você aprender malabarismo, a mergulhar ou a esquiar, seu cérebro vai mudar. Da mesma forma, se você treinar sua concentração, se você treinar para ter mais compaixão, se você treinar para ser mais altruísta, seu cérebro vai mudar, você será uma pessoa diferente. Todas essas habilidades podem ser aprendidas, assim como tocar piano ou jogar xadrez.”

4. Pratique pouco e com frequência
“É como quando você rega as plantas no seu apartamento. Você precisa regar um pouco todos os dias. Se você derramar um balde uma vez por mês, a planta vai morrer. É melhor fazer sessões curtas de meditação com frequência do que uma muito longa de tempos em tempos, porque o processo de neuroplasticidade não será ativado ou mantido.”

5. Não deixe o tédio desencorajá-lo
“Devemos perseverar, porque, às vezes, quando está chato é que uma mudança de verdade ocorre. A regularidade é uma das grandes dicas de meditação e treinamento mental para se tornar uma pessoa melhor, mais feliz e mais altruísta.”

Marcadores: , ,

domingo, 8 de janeiro de 2017

Samsara e Nirvana são modos de ver as coisas

Aluno - Parte do caminho de ver as coisas como realmente são, também passa pelo fato de compreender este ciclo, do samsara de vida e morte. Eu me pergunto, esta insatisfação seria uma desistência da vida como ela é aqui? 

Monge Genshô - Não sei se entendi bem onde você quer chegar, mas é bom nós compreendermos que samsara e nirvana são modos de ver as coisas, aqui no nosso mundo diário, samsara é o mundo da perambulação onde você procura a felicidade em coisas diferentes, você vai procurar uma coisa e depois outra e depois outra e nunca está satisfeito, nós procuramos novos amores, novos empregos, procuramos trocar de carro por que eu vou ficar feliz se eu trocar de carro. Isso eu ouço muito.

Eu tenho um amigo que cujo objetivo é ser bilionário. Ele acha que vai ficar feliz quando for bilionário, porque a mãe dizia a ele que um homem sem dinheiro não é nada, então ele só pensa em ganhar dinheiro e acha que quando alcançar este número, quando tiver um bilhão, ele será um homem feliz e realizado, isto é típico do mundo do samsara, mas, quando alcançar, vai ter um outro problema porque na lista da Forbes, quem tem um bilhão é um bilionário fraco, porque tem gente com 100 bilhões. Ele será pobrezinho no meio dos bilionários. Uma vez eu fui a Mônaco, um lugar onde moram  pessoas muito ricas diferentes de um viajante economizando, no porto havia um iate de 20 metros. Aqui, um iate de 20 metros é de um milionário, o sujeito tem um iate sensacional, mas ali em Mônaco não é nada porque do lado tem um de 100 metros,  tem quase transatlânticos de Sheiks Árabes, alguém gastou uma fortuna enorme para mostrar para os outros bilionários. Então para ser mais sensacional que o outro, manda colocar torneiras de ouro nos banheiros ou qualquer coisa assim. [...]

Marcadores: , ,

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Impermanência - Chagdud Rinpoche

IMPERMANÊNCIA
[...] “Então”, você poderia pensar, “o universo muda continuamente, e da mesma forma os relacionamentos; no entanto, ‘eu’ sou sempre o mesmo.” Mas quem sou “eu”? Sou o corpo? No momento da concepção, o corpo humano começa como uma única célula, então se multiplica em uma massa de células que se diferenciam para formar vários sistemas orgânicos. Depois de virmos ao mundo como um bebê plenamente formado, começamos a crescer a cada momento, para nos tornamos adultos. Esse processo físico ocorre semana a semana, mês a mês, até que chega um tempo em que percebemos que as coisas estão ficando um pouco piores, e não um pouco melhores. Não estamos mais crescendo; estamos envelhecendo. Inexoravelmente, perdemos certas capacidades: nossa vista se enfraquece, nossa audição falha, nosso raciocínio se embaralha. É a impermanência cobrando seu preço.
Se vivermos a duração normal de uma vida e tivermos uma morte natural, ficaremos mais e mais enfraquecidos, até que, um dia, não conseguiremos mais sair da cama. Talvez não seremos capazes de nos alimentar, de evacuar ou de reconhecer as pessoas à nossa volta. Em um dado momento, morreremos, nosso corpo uma casca vazia, nossa mente vagando pela experiência do pós-morte. Este corpo, que foi tão importante por tanto tempo, será queimado ou enterrado. Pode mesmo vir a ser devorado por animais selvagens ou pássaros. Em um dado momento, nada restará para fazer lembrar aos outros que um dia estivemos aqui. Nós nos tornaremos nada mais do que uma lembrança. “Bem”, você poderia pensar, “o corpo é impermanente, mas o ‘meu eu real’, a minha mente, não é.” No entanto, se você olhar para sua mente, verá que não é a mesma de quando você era um bebê. Naquele tempo, tudo o que você queria era o leite da sua mãe e um lugar aquecido para dormir. Um pouco mais tarde, alguns brinquedos deixavam você contente. Mais tarde, foi um namorado ou uma namorada, e depois um certo emprego ou casamento ou casa. Suas necessidades, desejos e valores mudaram; não todos de uma só vez, mas segundo a segundo. Mesmo ao longo de um único dia a mente experimenta felicidade e tristeza, pensamentos virtuosos e não-virtuosos, repetidas vezes. Se tentamos segurar um determinado momento, mesmo enquanto pensamos em fazê-lo ele já desapareceu. Como o corpo e a mente, nossa fala está constantemente mudando: cada palavra que enunciamos se perde; uma outra se apressa para substituí-la. Não há nada que possamos apontar que seja imutável, estável, permanente. [...]

Marcadores: , ,