segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

23 escritores que foram rejeitados antes do 1º livro publicado

Walt Disney foi demitido de um jornal por não ser criativo e nem ter boas ideias. The Beatles não teve chance com a Decca Records, por não ter futuro no show business. Einstein foi expulso da escola por ser mentalmente lento. Enfim, uma infinidade de grandes personalidades não recebeu a chance esperada no início da carreira e, após certo tempo de sofrimento, acabaram como celebridades internacionais.

Na literatura não é diferente. Vários autores, hoje conhecidos e consagrados, não receberam atenção de editoras e firam rejeitados. Alguns deles várias vezes por várias editoras diferentes. Abaixo, 20 casos das mais conhecidas celebridades literárias que começaram a carreira recebendo um doloroso não de seus editores.

Lolita, de Vladmir Nabokov
Uma editora, nem um pouco visionária, recebeu Nabokov com as seguintes palavras sobre “Lolita”: “Esmagadoramente nauseante, mesmo para uma freudiana iluminada. A coisa toda é um cruzamento de incerteza entre a realidade hedionda e a fantasia improvável. Muitas vezes torna-se um devaneio neurótico selvagem. Eu recomendo que ele seja enterrado sob uma pedra durante mil anos”.
O Senhor das Moscas, de William Golding
O livro, que narra a vida de um grupo de crianças preso numa ilha deserta, sem nenhum adulto por perto, foi rejeitado 20 vezes antes de ser publicado.
O Espião que saiu do frio, de John Le Carré
O autor de clássicos como “O Espião que sabia demais” e “O Jardineiro Fiel” recebeu uma negativa ao tentar publicar sua primeira obra. O editor alegou que Le Carré não tinha futuro.
E o vento levou, de Margaret Mitchell
O livro que deu origem ao clássico filme homônimo foi rejeitado 38 vezes antes de ser aceito por uma editora e publicado.
O Diário da Princesa, de Meg Cabot
O livro passou por 17 editoras distintas antes de ser finalmente publicado.
Santuário, de William Faulkner
Considerado por Mario Vargas Llosa como um livro irresistível, “Santuário” foi chamado de impublicável.
Gertrude Stein
Gertrude apenas apresentava seus poemas às pessoas mais intimas por não ser aceita por nenhuma editora. Teve o 1º deles publicado apenas 20 anos após ter começado a escrever.
O Diário de Anne Frank
A comovente história da garota judia foi rejeitada 15 vezes antes de ser finalmente publicada e virar um dos maiores best-sellers da história.
The Tale of Peter Rabbit, de Beatrix Potter
A escritora inglesa teve que publicar a história infantil por conta própria ao não ser aceita por nenhuma editora.
Carrie, a Estranha, de Stephen King
Antes mesmo de tentar publicar a história, King jogou o esboço de Carrie no lixo. Sua esposa remexeu a lixeira e leu a história. Gostou e incentivou King. Após isso, o escritor norte-americano foi rejeitado 30 vezes antes de tê-la publicada.
Louisa May Alcott
Ao tentar se tornar escritora, Louisa, autora de obras renomadas como “Mulherzinhas”, foi recomendada a continuar apenas na área do ensino.
Marcel Proust
O autor francês, dono do clássico “Em Busca do Tempo Perdido”, teve que pagar pela publicação de sua primeira obra.
Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas, de Robert M. Pirsing
A belíssima obra de Pirsing foi rejeitada 121 vezes antes de ter sua publicação aceita por uma editora. Depois de tantas negativas, a obra acabou entrando até mesmo no Guinness, como o sucesso de vendas mais rejeitado.
On the Road, de Jack Kerouac
A famosa obra de Kerouac foi recebida pelas seguintes palavras de um editor: “Sua prosa frenética e embaralhada expressa perfeitamente as viagens febris da Geração Beat. Mas isso é suficiente? Acho que não”.
E. E. Cummings
Após receber várias negativas de diversas editoras, Cummings escreveu o livro “Não, obrigado”, nomeando todos os editores que lhe negaram publicação.
Rudyard Kipling
O autor de “O Livro da Selva” não recebeu uma simples negativa em suas tentativas de publicação. O editor alegou que Kipling não sabia usar o inglês corretamente.
A Wrinkle in Time, de Madeleine L’Engle
Este clássico livro de ficção científica foi rejeitado 26 vezes antes de receber inúmeros renomados prêmios norte-americanos.
A Revolução dos Bichos, de George Orwell
“A Revolução dos Bichos” não foi publicada de imediato. O editor alegou que não havia mercado para histórias de animais nos EUA.
Duna, de Frank Herbert
Uma das maiores obras de ficção científica de todos os tempos foi rejeitada 23 vezes antes de ser publicada.
O Misterioso Caso de Styles, de Agatha Christie
Após ser rejeitada por seis editoras, a Rainha do Crime teve que esperar mais quatro anos para ter seu primeiro livro publicado. Hoje, é a vendedora mais traduzida da história.
James Joyce
O autor de “Ulisses” foi rejeitado 22 vezes antes de ser publicado.
Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J. K. Rowling
Rowling foi rejeitada 12 vezes e ainda recebeu um insulto de um dos editores, ao recomendar que a escritora “não perdesse mais nem um dia de trabalho”.
Ardil 22, de Joseph Hellen
Apesar de não ter tido grandes dificuldades para ser publicado, recebeu uma dura crítica do The New York Times: “Nem parece ser escrito, em vez disso, ele dá a impressão de ter sido gritou para o papel. O que resta é um entulho de piadas ácidas”.
Enfim, a relação destes 20 escritores é uma ótima motivação para centenas de escritores espalhados pelo mundo para não desistirem. Assim, acredite no seu trabalho sempre que em breve, provavelmente, alguém acreditará no seu e publicará sua obra.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Os ignorantes que acham que sabem tudo privam-se de aprender

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sábado, 19 de outubro de 2013

História de um Brâmane - Voltaire

Durante as minhas viagens encontrei um velho brâmane – homem muito sábio, cheio de espírito e erudição; além do mais, era rico, e portanto mais sábio ainda, já que, como não lhe faltava nada, não precisava enganar ninguém. Sua casa era otimamente governada por três lindas mulheres que faziam de tudo para agradá-lo; e quando não se divertia com elas, sua ocupação era filosofar.

Perto de sua moradia, que era bonita, bem decorada e cercada de encantadores jardins, morava uma velha hindu, muito devota, imbecil e extremamente pobre.

– Quem me dera não ter nascido! – disse-me um dia o brâmane. Perguntei-lhe por quê. – Faz quarenta anos que eu estudo – respondeu-me –, e foram quarenta anos perdidos: ensino os outros, e ignoro tudo; esse estado me enche a alma de tanta humilhação e desgosto que faz com que minha vida seja insuportável. Nasci, vivo no tempo, e não sei o que é o tempo; encontro-me num ponto no meio das duas eternidades, como dizem os nossos sábios, e não tenho a mínima idéia do que seja a eternidade. Sou feito de matéria, penso, e nunca pude saber o que é que produz o pensamento; ignoro se o meu entendimento é em mim uma simples faculdade, como a de caminhar, de digerir, e se penso com a minha cabeça como seguro com as minhas mãos. Não apenas o princípio de meu pensamento me é desconhecido, mas também o princípio dos meus movimentos: não sei por que existo. Não obstante, cada dia me fazem perguntas sobre todos esses pontos; é preciso responder; nada tenho que preste para lhes comunicar; falo bastante, e fico confuso e envergonhado de mim mesmo depois de haver falado. O pior é quando me perguntam se Brama foi produzido por Vixnu, ou se ambos são eternos. Deus é testemunha de que nada sei a respeito, o que bem se vê pelas minhas respostas. “Ah! Meu reverendo”, implorou-me, “dizei-me como é que o mal inunda toda a Terra.” Sinto-me nas mesmas dificuldades que aqueles que me fazem tal pergunta: digo-lhes algumas vezes que tudo vai o melhor possível; mas aqueles que foram arruinados ou mutilados na guerra não acreditam nisso, nem eu tampouco; retiro-me abatido pela curiosidade e pela minha ignorância. Vou consultar meus companheiros: respondem-me alguns que o essencial é gozar a vida e zombar dos homens; outros acreditam saber alguma coisa, e perdem-se em divagações; tudo contribui para aumentar o doloroso sentimento que me domina. Às vezes me sinto à beira do desespero, não sei nem de onde venho nem para onde vou nem no que me transformarei.

O estado desse excelente homem me causou verdadeira compaixão: ninguém tinha mais senso e boa-fé. Compreendi que, quanto mais luzes havia no seu entendimento e mais sensibilidade no seu coração, mais infeliz era ele.

Vi no mesmo dia a velha sua vizinha: perguntei-lhe se alguma vez havia ficado aflita por querer saber como era a sua alma. Ela nem entendeu a minha pergunta: jamais em sua vida refletira um instante sobre um só dos pontos que atormentavam o brâmane; acreditava de todo o coração nas metamorfoses de Vixnu e, desde que algumas vezes pudesse conseguir água do Ganges para se lavar, considerava-se a mais feliz das mulheres.

Impressionado com a felicidade daquela criatura, voltei ao meu filósofo e lhe disse:

– Não te envergonhes de ser infeliz, quando mora à tua porta um velho autômato que não pensa em nada e vive feliz?

– Tens razão – respondeu-me ele. – Mil vezes eu disse a mim mesmo que seria feliz se não fosse tão tolo como a minha vizinha, contudo não desejaria tal felicidade.

Essa resposta me impressionou mais que todo o resto; consultei minha consciência e vi que na verdade também não desejaria ser feliz sob a condição de ser imbecil.

Apresentei a questão a filósofos, e eles concordaram com a minha opinião. “Contudo”, dizia eu, “existe uma terrível contradição nessa maneira de pensar”. Pois de que se trata, afinal? De ser feliz. Que importa, então, ter espírito ou ser tolo? Mais ainda: aqueles que estão contentes consigo mesmos estão bem certos de estar contentes; mas aqueles que raciocinam não têm tanta certeza de raciocinar bem. “É claro”, dizia eu, “que se deveria preferir não ter senso comum, desde que este contribua, o mínimo que seja, para o nosso mal-estar.” Todos concordaram comigo, porém não encontrei ninguém que aceitasse se tornar imbecil para se sentir contente. Daí concluí que, se damos muito valor à felicidade, damos mais ainda à razão.

Contudo, pensando bem, parece uma insensatez preferir a razão à felicidade. Como explicar, então, tal contradição? E também todas as outras. Há muito a discutir a respeito disso.

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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Poesia de Fernando Pessoa está disponível para download gratuito no Domínio Público

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As 12 mais belas casas de escritores famosos

Stephen King
Autor de clássicos como ‘O Iluminado’, ‘Carrie, a Estranha’ e a série ‘A Torre Negra’, King vive nesta belíssima casa em Bangor, no Maine, com a esposa Tabitha e seus três filhos.

Dan Brown
Odiado por um e amado por outros, Dan Brown é autor de best-sellers como ‘O Código da Vinci’, ‘Anjos e Demônios’ e ‘O Símbolo Perdido’. O fruto de todo esse sucesso é essa belíssima casa de praia.

James Patterson
Autor de 105 livros, dentre eles a série Alex Cross e o último sucesso ‘Bruxos e Bruxas’, Patterson é um dos autores que mais vende livros na atualidade. Vive em Palm Beach, na Flórida, com a sua esposa Susan e seu filho Jack.

J. K. Rowling
A autora de Harry Potter não vive no castelo de Hogwarts, mas em algo muito próximo disso. A mansão é do século XVII e tem 31 quartos!

Neil Gaiman
O versátil escritor Neil Gaiman, autor de ‘O Oceano no Fim do Caminho’ e ‘Stardust’, vive em Minneapolis, EUA, com a esposa Amanda Palmer, integrante da banda Dresden Dolls.

Nicholas Sparks
O autor de “A Última Música”, “Um Amor para Recordar” e “Querido John” mora na Carolina do Norte com a família nesta ‘pequena’ casa.

Jonathan Kellerman
Apesar de não muito conhecido no Brasil, Jonathan Kellerman, autor de vários sucessos, como ‘Legítima Defesa’ e ‘Amor Fatal’,  e especializado em psicopatologia, vende muito no exterior. O bastante para comprar esta casa gigantesca. Sinceramente, achei meio sinistra. Mas não se pode negar que é gigantesca.

Agatha Christie
Chamada de casa Greenway, localizada em Devon, na Inglaterra, começou a ser restaurada em 2005 e aberta ao público em 2009. Após a intensa restauração, orçada em quase 20 milhões de reais, a casa também está servindo como museu da escritora. Possui dezenas de pertences de Agatha.

Patricia Cornwell
Fiquei extremamente chocado com essa casa. Sou um grande fã dos livros dela, mas achava que não era muito conhecida. Ledo engano. Cornwell ganhou os principais prêmios de literatura policial, figura frequentemente na lista de mais vendidos nos EUA e, claro, possui esta casa fantástica.

Anne Rice
Escritora de terror e de fantasia, Anne Rice fez sucesso com seus livros que falam frequentemente sobre vampiros.

Ernest Hemingway
Um dos meus escritores favoritos, Hemingway também tinha a casa mais bonita, em minha opinião, dentre os escritores desta lista. É simples, mas muito harmoniosa.

Vladimir Nabokov
A suntuosa casa de Nabokov, autor do polêmico ‘Lolita’, foi projetada por Rastrelli, famoso arquiteto do Império Russo da década de XVIII. Foi herdada pelo escritor russo em 1916.

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