quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A sociedade quer predefinir o que é certo. - Roberto Shinyashiki

Resposta dada pelo médico psiquiatra Roberto Shinyashiki, à revista "Isto É", quando o entrevistador Camilo Vannuchi perguntou-lhe:
- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki responde:
- A sociedade quer definir o que é certo. São quatro as Loucuras da Sociedade.
A primeira é:
- Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é:
-Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é:
-Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
-Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
‘Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional’.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Coragem de Confiar - O Medo é o seu pior inimigo - Roberto Shinyashiki 2009

Devemos orar sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que possamos ouvir a Deus!
Um velho sábio, depois de uma vida inteira servindo a Deus e orientando seus irmãos em suas agruras pela Terra, um dia teve um sonho. Sonhou que encontrava Deus, assim, frente a frente, como dois bons amigos.
Deus o recebeu feliz e sorridente, do mesmo jeito que o sábio tinha a imagem Dele em seu coração. Abraçou-o e disse estar feliz por aquele encontro. Depois, colocou a mão direita sobre o ombro do homem e começaram a caminhar, enquanto falava com ele sobre a vida eterna e tirava suas dúvidas quanto aos Seus ensinamentos.
O encontro foi tão agradável que somente na hora de se despedir o sábio se deu conta de que estar pessoalmente com Deus era um privilégio único. Algo tão precioso que ele jamais havia pensado que seria digno de tal presente. Mas Deus estava ali, recebendo-o e atendendo-o em todas as suas dúvidas.
Respeitosamente, o homem dirigiu-se a Ele e disse, emocionado:
— Senhor, sou grato por ter-me recebido!
Foi quando o Pai, olhando-o nos olhos e sorrindo, respondeu:
— Sou eu que tenho de lhe dizer: “Sou grato por ter-me recebido!”
Foi então que o velho homem compreendeu o que Ele quis dizer com essas palavras: normalmente, nos afastamos tanto de Deus que não percebemos que Ele está sempre à porta da nossa casa, do nosso coração, esperando apenas que lhe digamos: “Entre e seja bem-vindo”.

Um homem havia perdido o emprego e estava totalmente endividado. Precisava arrumar trabalho urgente ou passaria fome com a família. Ligou para diversas empresas que conhecida, e nada. Em uma delas, a pessoa que o atendeu ao telefone disse: "Infelizmente não temos essa vaga que o senhor procura, mas...". Ele agradeceu e desligou, sem ao menos ouvir que a atendente iria completar a frase dizendo: "...mas temos outra vaga que talvez lhe sirva".
O homem visitou todas as empresas do ramo que conhecia. No seu desespero, mal conversava com as recepcionistas e já amaldiçoava sua falta de sorte. Sem nem mesmo ouvir o que as pessoas lhe diziam. Por duas vezes, virou as costas e saiu, no momento exato em que a pessoa lhe dizia que "Sim, temos uma vaga...".
No meio de seu desespero, ele imaginou que todas as portas estavam fechadas e não enxergou as portas que estavam abertas, apenas esperando que ele entrasse.

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