terça-feira, 5 de setembro de 2017

A importância de se parar de comer carne vermelha (ou ao menos diminuir bastante o seu consumo)

ATENÇÃO - LEIA AQUI
Amigos, queria pedir a atenção de todos nesse momento para falar da importância de se parar de comer carne vermelha, ou ao menos diminuir bastante o seu consumo.
Em primeiro lugar, a carne bovina e suína são responsáveis por boa parte dos problemas de saúde da população mundial. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.
Em segundo lugar, o consumo de carne é o principal responsável pela destruição da Amazônia e de outras áreas de preservação ambiental. É responsável pela morte de milhões de animais silvestres que perdem seu ecossistema de origem que depois se torna pasto.
Em terceiro lugar, a crueldade que se faz com os animais, bois, porcos e galinhas é algo absurdamente violento e lamentável. Cada vez mais essa crueldade aumenta e o sofrimento dos animais não tem fim. É um holocausto animal que se faz por dia.
Mesmo que não consigamos parar completamente com o consumo de carne vermelha, vamos ao menos diminuir esse consumo para no máximo 2 refeições com carne por semana. É possível também substituí-las por peixe ou mesmo iniciar uma dieta vegetariana. Não há nenhuma evidência científica de que o ser humano precise consumir carne vermelha para sobreviver. Essa crença é produto de um lobby das indústrias de carne que desejam convencer a população a consumir mais e mais carne, a fim de lucrarem mais e mais.
Portanto, vamos refletir sobre isso e tentar diminuir cada vez mais o consumo de carne vermelha. Eu já reduzi muito.... e quero reduzir mais até parar completamente de comer.

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domingo, 13 de agosto de 2017

Transição Planetária (Hugo Lapa)

 Uma nova humanidade está nascendo…

Vamos fazer algumas considerações gerais dos principais pontos a serem conhecidos para a transição. O objetivo é determinar qual o papel do ser humano nesta transição e o que ela representa dentro de um panorama geral:

Os Ciclos Cósmicos

Toda a vida humana, planetária e cósmica é composta por ciclos e ritmos. Os ciclos são expressões de uma lei natural, que existe em todo o universo. Como diz o Caibalion: “Tudo tem fluxo e refluxo. Tudo tem suas marés. Tudo sobe e desce. Tudo se manifesta por oscilações compensadas. A medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda. O ritmo é a compensação”. Os ciclos e ritmos do universo são uma lei natural, e existem desde o microcosmos ao macrocosmos. No nível micro, tudo parece seguir uma sequência cíclica ou rítmica de acontecimentos. As células nascem e morrem, assim como todos os seres; os mundos são criados e destruídos, as nações ascendem e caem, as marés sobem e baixam, no universo existe a atração e a repulsão, o dia segue a noite e a noite segue o dia; andamos com uma perna depois da outra, nascemos, crescemos e morremos, passando por fases que se repetem: na infância somos dependentes, na velhice voltamos a essa mesma dependência, mas de uma outra forma, a crise da adolescência parece similar a crise da meia idade, o nascimento parece uma repetição da morte; as águas seguem o ciclo da chuva, sobem em forma de vapor e voltam a descer em forma de líquido, num evento que se repete indefinidamente. Todas as coisas são regidas por um ritmo definido, e esse ritmo sempre implica num movimento sucessivo e contínuo. Enfim, milhares de exemplos poderiam ser dados da lei dos ciclos e ritmos em nosso mundo. E no nível macro parece ocorrer o mesmo: a Terra gira em torno do sol em ciclos constantes; a Terra gira em torno de si mesma, as estações se repetem a cada ano, o sol possui um ciclo de intensificação das manchas solares a cada 11 anos, enfim, tudo parece responder a uma lei de ciclos e ritmos. Tudo o que ocorreu um dia volta a acontecer depois, conservando os mesmos padrões, mas de uma forma diferente. O molde se repete, mas a forma é variável. Assim segue a natureza e tudo o que nela está contido. Esse é o incessante movimento da existência, e quanto mais os seres se adaptam a essa lei, mais estarão harmonizados e bem integrados ao universo. Na época atual estamos num momento de intenso movimento, cada vez a vida humana está mais rápida e caótica; o tempo parece estar mais acelerado do que nunca e não conseguimos mais encontrar a equilíbrio que sempre buscamos. Tudo isso faz parte de um movimento de aceleração, próprio deste momento da transição; é como um “chacoalhão” que estamos tomando que nos força a despertar e ver a existência a partir uma perspectiva maior. A inteligência do universo está nos obrigando a deixar o passado de lado, olhar para frente e abrir os olhos a nova conjuntura planetária que esta começando a nascer. O mundo não vai acabar, o que vai encerrar-se é o mundo tal qual nós o conhecemos.

A Porta Estreita

Esta é a “porta estreita” da qual falou Jesus. “Muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”. É também o “dia do juízo final”, mas quem nos avalia não será um juiz externo, mas nossa própria consciência em revisão ao nosso karma passado. A fim de atravessar o portal cósmico que dará acesso a nova era, é preciso estar puro o suficiente para se juntar a estes novos padrões planetários. Estamos em um momento de maior emergência do nosso karma passado, quando a alma deverá julgar a si mesma e verificar se tem méritos para seguir em frente; se seu peso kármico permitirá esta travessia no barco do seu destino, ou se nosso peso é demasiadamente denso e nos fará afundar. Caso não seja possível o passamento nessa ocasião, a alma terá que aguardar um novo aeon, e refazer todo esse caminho durante toda uma nova era, em que deverá recomeçar desde o início, ou será exilada a mundos de sintonia semelhante e de sua afinidade, como já vem ocorrendo aos poucos.

A Purificação da Terra

Caso o nosso mundo estivesse bem harmonizado, essas frequências adentrariam na Terra e nenhum mal resultaria delas. A humanidade iria sentir algum desconforto, mas nada muito forte ou catastrófico. Porém, o estado atual da Terra é de vibrações muito baixas, negras, pesadas, e por conta disso, tudo deverá ser purificado, e essa purificação terá que ser bastante severa e sofrida. É como fazer uma desintoxicação num viciado em cocaína. Até toda aquela substância ser drenada de seu corpo, ele sofrerá muito, sentir-se-á mal, tonto, angustiado, agressivo, etc. É semelhante também a pessoa que faz jejum e limpa seu organismo de todas as impurezas. Quanto mais essa pessoa estiver intoxicada, maiores serão os sintomas de mal estar da abstinência de comida. Assim também é Gaia, a Terra viva: quanto mais impurezas existem para serem retiradas, mais árduo, duro e penoso será esse processo de purificação. Podemos fazer uma analogia para explicitar melhor este ponto: imagine que estamos passando por uma mudança de uma estação quente para uma estação fria. O que ocorre com as pessoas? Ao sentir essa mudança rápida de temperatura, muitos indivíduos podem ficar resfriados, gripados, doentes; seu organismo sentirá os efeitos dessa mudança do calor para o frio e responderá com enfermidades diversas. Pessoas que possuem uma resistência física menor serão mais afetadas pela passagem de estação. Outras que gozam de mais saúde sentirão menos as influências do ambiente. Podemos dizer que já está ocorrendo com a Terra é algo parecido com isto, mas em escala bem maior. Pessoas imorais, intoxicadas, arrogantes, violentas, degeneradas já estão sentindo essa mudança de vibração do planeta e isso se repercutirá como doenças, mal estar, incômodos, confusão mental, irritação, dores etc. Por outro lado, indivíduos mais equilibrados, puros, harmonizados, amorosos, benevolentes, conscientes , serenos, vão sentir bem menos essa onda de transformação, pois já estão se afinando com as energias de uma nova humanidade que está nascendo. Outra analogia é bastante procedente: o momento atual é parecido com uma febre. É como se a Terra estivesse ficando com febre. O que faz a febre? A febre é uma reação de defesa do organismo contra os agentes patogênicos. O aumento da temperatura do corpo acima do limite normal ajuda na eliminação de micro-organismos invasores e permite sua expulsão do corpo. Quando o organismo é invadido por infecções, inflamações etc, a febre pode ser a solução para o retorno da homeostase de todo o sistema. Uma analogia com a Terra é bastante procedente: o planeta está sendo destruído pelos seres humanos, e essa “febre”, com o aumento da temperatura de Gaia, nada mais é do que uma reação do organismo planetário em busca de sua cura. A retirada ou o exílio daqueles que destroem o planeta é essencial para a sua perpetuação. Da mesma forma que muitos espíritos vieram exilados de outros orbes ao planeta Terra, a Terra deverá expurgar os seres que não mais se afinam com os novos padrões da Terra para o ciclo que emerge. Mais uma vez citamos Jesus quando ele falou sobre a “porta estreita”.

Era de Aquário

Há uma antiga lei mística que diz o seguinte: tudo o que acontece nas esferas celestes se repercute na Terra. Esse é o princípio da astrologia e tem tudo a ver com a transição planetária. A Terra possui um movimento cíclico com base nos movimentos cíclicos solares. Assim, cada ano solar remonta, segundo estimativas, aproximadamente 25.920 anos da Terra. Há mais ou menos 12.000 anos, a Atlântida submergiu por conta de um destes ciclos. É verdade que o afundamento deste continente ocorreu por conta do mau uso da energia vrill, como muitos sabem. Mas os atlantes sentiram essas fortes vibrações que chegavam a Terra; vibrações cósmicas que afetam a consciência dos seres de formas variadas. Como o poder dos atlantes era muito maior do que o poder psíquico de outros povos da Terra, eles tinham um potencial suficiente para destruir até mesmo um continente, e foi o que acabou acontecendo. A metade de 25.920 seria dá 12.960 anos, o tempo que representa metade do grande ciclo de 25.920 anos. Para que fique mais claro: cada era zodiacal se calcula com um valor aproximado de 2160 anos. A era de peixes iniciou com a vinda do Cristo à Terra, há mais de 2000 anos. Jesus veio abrir o portal da era de peixes, e alguns defendem que outro avatar virá agora no início da era de aquário. Alguns afirmam que ele já nasceu, outros afirmam que ainda vai nascer. Este seria o Buddha Maitreya, que viria após o Buddha Sakyamuni. De qualquer forma, o período de 160 anos no qual estamos marca uma época de transição entre uma era e outra, e alguns afirmam que essa transição começou no ano de 1961, quando teve também início toda a revolução da contracultura, o movimento hippie, as manifestações sociais pela paz, expressões artísticas inovadoras, a crítica ao modelo ocidental de mundo baseado em instituições rígidas, moralistas, repressoras, a aproximação entre ocidente e oriente, etc. Esse período de 50 anos marcou, sem dúvida alguma, a maior parte de todas as transformações dramáticas e aceleradas que o mundo vive até hoje. Nos últimos 50 anos, transformações ocorreram mais rapidamente do que em qualquer outro período da história, e muita coisa mudou no mundo numa velocidade alucinante. Temos ainda 100 anos de transição até o início consolidado da era de aquário, que deverá ancorar em definitivo suas energias até o ano de 2110.

Os Ciclos Solares

Como acabamos de ver, tudo no universo possui um ritmo e um ciclo. O nosso sol, a estrela de quinta grandeza, não poderia ser diferente. Também o sol possui seus ciclos, e quando há uma passagem de um ciclo a outro, essa transição solar afeta tudo o que está a sua volta; todos os globos que giram ao redor do sol são também afetados por essa passagem de ciclo. Por ser o sol uma estrela, seu período cíclico é muito mais extenso do que os ciclos, por exemplo, dos planetas e esferas que giram em seu entorno e dele dependem. Assim como a lua gira ao redor da Terra e a Terra gira ao redor do sol, o nosso sol gira ao redor de outra estrela, Sirius, que é a estrela mais brilhante do céu noturno. Sirius, por sua vez, gira em torno de Alcione, e consequentemente, o nosso sol também gira em torno de Alcione. O sol percorre esse período ao redor de Sirius, pois a massa de Sirius cria um campo gravitacional que atrai todos os corpos em seu raio de extensão, assim como o sol faz com a Terra. Sirius, o sol e outros sóis giram ao redor de Alcione, que é a estrela mais brilhante do conglomerado das plêiades. Na verdade, poucos sabem disso, mas todos os corpos celestes sempre giram ao redor de outros corpos celestes maiores, mas como se processo se desenrola em um período que para nós extremamente extenso, não conseguimos nota-lo. Tendo isso em vista, o período de 25.920 anos é o período em que o sol gira ao redor de Alcione. Este é o tempo de duração de um ano solar, onde a Terra passa por todas as doze eras zodiacais, cada uma perfazendo um período de 2.160 anos. Dessa forma, há quase 26.000 anos passamos pelo ano solar anterior, e agora, na era de aquário, estamos chegando num período de transição que nos levará aos portais do próximo ano solar. Toda a passagem do ano solar é um período de mudanças radicais, pois a Terra começa a ser bombardeada com irradiações de outro nível, uma qualidade de energia diferente da atual, que nos impulsionará a quarta dimensão, como já vem ocorrendo gradualmente: um grau acima da tonalidade vibrátil que vivemos na terceira dimensão. Uma informação importante: muitos sensitivos sabem que os extraterrestres que vem das plêiades ajudam muito na evolução dos habitantes da Terra, mas o que a maioria desconhece é que isso ocorre por conta do nosso sol girar em torno do sol de Alcíone, que fica no conglomerado das Plêiades. Dizem inclusive que esse povo tem uma ligação espiritual com os terráqueos e também um karma passado que hoje em dia eles procuram transmutar contribuindo com nosso desenvolvimento.

Civilizações Cósmicas

Uma das maiores transformações que vão se passar na Terra é o contato que a humanidade passará a ter com os extraterrestres. Essas raças cósmicas nos visitam há séculos e nos auxiliam nos momentos mais difíceis. O passado da humanidade está lotado de referências indiretas a seres extraterrestres, assim como de indícios da presença desses seres em nosso orbe. Cada vez mais eles estão atuando em nosso mundo, seja em aparições luminosas, seja enviando mensagens, seja emanando vibrações de paz e fraternidade ou seja com sua intervenção direta (principalmente contra os arsenais atômicos de todo o mundo, muitas vezes desativando-os). A aparição generalizada destes seres do espaço na Terra ampliará radicalmente os horizontes da humanidade, por motivos óbvios, e após sua aparição aberta a todos, nosso mundo nunca mais será o mesmo. Haverá uma expansão em nossa consciência, uma abertura de horizontes, e nada mais será como antes. Tomaremos consciência de que vivemos numa grande irmandade universal, e que não estamos e nunca estivemos sozinhos no universo. O momento do grande contato parece estar se aproximando cada vez mais.

Buscando Refúgio

Hoje em dia ainda é grande o número de pessoas que buscam salvar-se das condições catastróficas que vão ocorrer. É preciso dizer que essas catástrofes vão ocorrer de forma gradual, e não serão tão graves como se acredita. Tendo isso em vista, algumas pessoas estão se refugiando em áreas de maior altitude, fugindo para locais inóspitos, procurando abrigo em cavernas ou em construções subterrâneas, muitos estão estocando grandes quantidades de alimento, tudo isso para que no ápice da grande confusão eles saibam que estarão “salvos”. A verdade é que por mais que se pretenda a salvação da própria vida, isso não nos dará qualquer garantia de obtê-la. Há uma frase de Jesus que cabe perfeitamente nessa questão. Jesus disse: “Aqueles que tentarem salvar a sua vida a perderão”. Nessa frase vemos um resumo de toda esta verdade que estamos abordando. Qualquer tentativa de salvar-se materialmente implicará necessariamente numa concentração excessiva num nível que não é o mais importante no momento da transição. Cada pessoa deve, isso sim, buscar sua harmonização com as energias da nova era; energias de amor, paz, tranquilidade, compaixão, pureza, naturalidade,etc. O tempo perdido na tentativa de salvar nosso corpo físico poderá colocar em cheque as energias que deveriam ser canalizadas em nossa transformação íntima, e com isso, inviabilizar nossa passagem pelo portal da nova conjuntura planetária. Até porque a transição ocorrerá num período bem longo, e não em poucos meses ou alguns anos, mas sim em décadas. Portanto, ninguém deve buscar refúgio material, mas sim refúgio espiritual, dentro de nós mesmos, e procurar realizar as transformações necessárias para que possamos cruzar os portais da nova era.

Resgate dos Extraterrestres

Uma das ideias mais difundidas dos crentes numa nova era de paz pós transformação cataclísmica é a de que haverá um resgate coletivo dos extraterrestres positivos. Muitas pessoas admitem que, no momento de maior gravidade da transição, os irmãos cósmicos aparecerão para livra-los da dor, da morte e “salva-los” das catástrofes anunciadas. Essas pessoas salvas seriam “os escolhidos”, que estariam aptos a viver a nova era, pois sua alma se encontra mais adiantada espiritualmente. Assim, os extraterrestres elevados escolheriam alguns indivíduos capacitados a construir a nova humanidade, e lhes dariam o auxílio na grande hora. Há livros escritos que apoiam essa tese, e não é pequeno o número de pessoas que acredita neste resgate. Apesar de ser uma ideia sedutora, ela obviamente não tem nenhum sentido. Imaginemos que no pior momento da transição, na crucial hora de grandes tribulações, alguns extraterrestres se farão visíveis no céu, pousarão na Terra, ou mesmo atrairão para dentro das naves “os escolhidos”, deixando na Terra aqueles que não se autoconvocaram para o trabalho evolutivo da nova humanidade. Isso seria um total contrassenso dos nossos irmãos cósmicos, demonstrando uma insensibilidade tamanha com aqueles que aqui ficariam. É certo que as inteligências cósmicas aqui estarão no momento da transição nos auxiliando, mas não nos retirando das provas e tribulações que necessitamos experimentar. Eles estarão nos amparando mais do que poderemos ver com nossos olhos físicos, mas essa ajuda será mais espiritual do que material; ela será mais um incentivo, uma inspiração para se passar bem pelo grande teste do que um resgate coletivo dos “eleitos”. Ninguém será retirado desse ponto de mutação por mérito; o mérito estará em passar por todas as turbulências em estado de paz, serenidade e fé. A fé será um fator imprescindível, sem o qual tudo parecerá um caos generalizado e fará brotar uma ânsia pela falsa salvação corpórea. Todos deverão fixar em suas mentes que todas as catástrofes serão passageiras, e um mecanismo de purificação da Terra e dos seus habitantes. Nenhum extraterrestre poderá nos retirar fisicamente dos conflitos; mas cada um, recolhido no mais profundo do seu ser, poderá criar uma fortaleza interior que o protegerá de toda a ilusão de caos e destruição. Não se trata de uma destruição, mas de uma  transição, um passagem para um outro estado de coisas, um outro padrão, uma nova conjuntura planetária. Assim, podemos dizer que sim, eles aparecerão fisicamente, isso é certo. Mas eles aparecerão para nos ajudar a implantar a nova humanidade, e provavelmente logo após a transição. Por outro lado, eles só virão se forem solicitados. Há uma lei cósmica que os impede de interferir em qualquer mundo a menos que os seres deste planeta peçam a sua presença. Aparecer antes da hora seria como intervir em nosso livre arbítrio e antecipar algo que deverá ocorrer naturalmente, com o despertar individual e coletivo.

Reconstrução da nova humanidade

É grande o número de pessoas que acredita na passagem rápida de uma condição doentia para uma condição de bem aventurança, paz, justiça, etc. Algumas pessoas acreditam que logo após o pico da transição já será implantada uma nova era de paz, e viveremos felizes para sempre. Isso é obviamente uma distorção do significado que esses eventos terão como impacto na Terra. Um novo mundo não será implantado repentinamente, sem esforço, como num passe de mágica. Só poderemos viver plenamente a nova era após cada um de nós a construir. Em primeiro lugar, é importante ressaltar que já há indivíduos encarnados na Terra que estão vivendo essa nova era. Essa informação pode surpreender alguns, mas isso é a mais pura verdade. A nova era não é necessariamente uma condição coletiva, mas sim uma qualidade especial de vibração que deverá se generalizar para todo o planeta. Já existem pessoas vivendo essa vibração do novo ciclo. Indivíduos como Jesus, Buda, Gandhi, Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Yogananda, dentre outros, já pertencem a nova era, pois já experimentam em si mesmos todas as condições que futuramente serão comuns a toda a humanidade. Pois bem, todos estes indivíduos puros e sábios que já vieram a Terra começaram a plantar as sementes da nova era; muitos estão regando essas sementes e as fazendo germinar; outros estão já colhendo estes frutos e se beneficiando deles. Isso significa que as sementes da nova era estão sendo aos poucos plantadas, regadas e colhidas, e essa semeadura deverá continuar pelos próximos anos, décadas e séculos. Muita “mão de obra” será necessária até se consolidar a chegada da nova humanidade de paz, e as sementes que trarão os novos padrões ainda estão sendo cultivadas. Para tanto, a humanidade assistirá uma encarnação coletiva de espíritos muito adiantados em seu desenvolvimento espiritual. Essas almas, algumas vezes chamadas de mestres, crianças cristal, espíritos de luz, avatares, ou como se queira chamar, trazem em seus arquivos uma experiência imensa de numerosas encarnações, e progrediram espiritualmente. Esses seres, juntamente com os seres humanos comuns, estarão incumbidos de implantar o novo mundo, a nova Terra, para todos nós e para as gerações futuras. Como já dissemos, isso deverá durar um período de mais de 100 anos. Depois disso, aí sim viveremos com maior plenitude a era de paz e justiça tão sonhada por centenas de gerações que nos precederam.

Autor: Hugo Lapa

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Visão espiritual da vida - Hugo Lapa

Quando vemos alguém em sofrimento, nossa primeira reação é sempre de dar conselhos que reforcem o lado mundano da vida. 
Seu pai está doente? Calma, ele vai se curar. 
Sua mãe está quase morrendo: fica tranquilo, vai dar tudo certo. 
Quando alguém está triste, nossa primeira reação é: não fica assim não. 
Quando alguém está chorando, dizemos: não chora... 
Quando tudo está mal, dizemos: não se preocupe, vai dar tudo certo.
As pessoas deveriam inverter isso com base nos princípios espirituais dizendo: 
Uma doença? Não se preocupe… Ela vem para te curar. Alguém vai morrer? Ninguém morre… Quando alguém morre na matéria, ela renasce no plano espiritual. 
Você perdeu algo? A perda no mundo abre espaço para o ganho espiritual. 
Tudo está dando errado? Não… Tudo já está dando certo, mas às vezes é preciso dar errado para aprendermos a ver o certo… 
É preciso chegar o mal para o transformarmos em bem.
É necessário que venha a crise para surgir a oportunidade e a abertura de um novo caminho.
Devemos atravessar a escuridão da madrugada para que o áureo alvorecer floresça no dia seguinte.
Uma porta deve ser fechada para que outras possam ser abertas.
A vida humana deve chegar ao fim... 
Para que a vida espiritual possa começar.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Nosso apoio no outro - Hugo Lapa

O ser humano costuma criar muitos apoios em sua vida para se sustentar emocionalmente
O apoio mais comum é aquele relacionado a pessoas. É muito comum uma mãe fazer de um filho sua razão de viver e apegar-se tanto a ele que, caso o filho desencarne, ela não consegue seguir em frente, não consegue mais viver, não consegue mais ser ela mesma... Isso pode ocorrer com outro tipo de parentesco, pai, mãe, irmão, marido, esposa, etc.
O erro do ser humano é fazer do outro a sua vida; é passar a depender emocionalmente do outro; é desistir de si mesmo para cuidar do outro e esquecer de si mesmo; é fazer do outro o sentido ou o propósito de nossa existência. Quando fazemos isso, perdemos a nós mesmos, pois quando o outro vai embora, fica um vazio em nosso peito que nada pode preencher.
A única coisa que pode preencher esse vazio que ficou é um resgate de nós mesmos e da essência divina que somos.
Por isso, vamos atuar de forma preventiva. Ao invés de precisar se desapegar do outro quando ele vai embora, é melhor não se apegar a ele quando ele está conosco.
Assim, por mais que você ame a pessoa, não faça do outro a sua vida.
Não tente se preencher com outra pessoa.
Não crie um sentido da sua vida a partir de alguém.
Não se apoie no outro, não use o outro como apoio psicológico, não fique dependente do outro.
Essa é a única forma de você não se perder quando o outro vai embora. Dizemos isso porque há uma grande verdade nessa vida:
O outro sempre vai embora em algum momento.
Há sempre uma separação, um abandono, uma decepção, uma morte que virá. O outro sempre terá que se afastar de nós em alguma época de nossa existência. Por isso, jamais faça do outro a sua vida. Não coloque sua essência vital em ninguém. Fique você mesmo com ela.
Caso contrário, você deixa de existir.

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Sobre a 'Lei da Atração" - Hugo Lapa

SOBRE A LEI DA ATRAÇÃO
A chamada lei da atração é sem dúvida um dos maiores fenômenos do universo holístico e espiritual dos últimos tempos. Há um sem-número de cursos, workshops, palestras, treinamentos e orientações sobre como se usar devidamente a lei da atração e como fazer o universo nos dar aquilo que desejamos. Não vamos perder tempo explicando o que é a lei da atração pois é algo que a maioria das pessoas já têm conhecimento. Nessa oportunidade vamos explicar alguns pontos relacionados à lei da atração e demonstrar como essa técnica tem sido usada de modo materialista e contrário a nossa evolução.
O primeiro ponto da teoria sobre a lei da atração é, como já mencionamos, seu caráter materialista e mundano. Aqueles que observarem atentamente os cursos e treinamentos ministrados nessa área poderão facilmente perceber toda a ênfase dada à conquista de coisas materiais do mundo e a realização pessoal por meio de ganhos mundanos. O objetivo da lei da atração nesse enfoque não é a paz, a felicidade, a alegria, a harmonia, o respeito, a reciprocidade, a liberdade, a equanimidade, etc. Os defensores da teoria da lei da atração sempre nos dizem que com ela podemos conquistar cada vez mais e mais coisas no mundo. A meta é conquistar o emprego dos sonhos, é ganhar dinheiro, é adquirir uma casa, é comprar o carro do ano, é conquistar estabilidade financeira, enfim, a finalidade da lei da atração é a aquisição de todos os benefícios que o mundo pode nos proporcionar, nos gerando prazer, conforto e riquezas materiais. Desse ponto de vista, a chamada lei da atração não é uma doutrina espiritualista, mas sim materialista. Ela ensina uma pessoa a aquisição de bens mundanos, a aprender a ganhar, a ter, a conquistar, a acumular, a juntar dinheiro, a aproveitar a vida e seus prazeres. Se formos comparar esses objetivos com os objetivos de pessoas abertamente materialistas, veremos que não há muita diferença.
O segundo ponto é que a lei da atração não exige apenas se criar mentalmente uma coisa, ou se querer, ou desejar, ou sintonizar com algo, mas é preciso que muito trabalho seja empreendido antes que a realização nos chegue. Nada nesse mundo cai do céu. Tudo o que existe vem através do esforço. Se uma pessoa quer uma casa, ela deve trabalhar para conseguir a sua casa. Não adianta acreditar que sem nenhum dinheiro no bolso a casa dos nossos sonhos vai aparecer milagrosamente. Sim, é verdade que para se receber algo é importante se criar mentalmente e vibrar naquela mesma frequência, pois assim atraímos aquilo que guarde correspondência com nossa vibração. Mas o trabalho, o esforço, o suor, a superação de limites, também fazem parte dessa criação. Não basta apenas criar no nível mental. É preciso também criar no nível emocional e material. Dessa forma, uma boa dose de prática é essencial para a concretização de algo.
Outro ponto é que alguns dos defensores da lei da atração não possuem tudo o que desejam em sua vida. Alguns não têm sequer o básico. Muitos estão desempregados e passando por dificuldades. Muitos ainda são pessoas deprimidas, insatisfeitas e que não tem paz. Já vi vários casos como esse. Conheci recentemente um palestrante da lei da atração que estava vivendo muitas dificuldades em sua vida, inclusive materiais e estava com depressão e tomando medicamentos. Se a lei da atração funcionasse mesmo da forma infalível como ele prega, não haveria qualquer contratempo em sua vida; bastaria apenas criar mentalmente seu desejo para que logo após ele se realizasse. Todos os problemas do mundo estariam resolvidos, mas obviamente não é assim que funciona.
Muitas pessoas que praticam a lei da atração não obtém sucesso. Os defensores da lei da atração explicam que nesse caso a pessoa não está realizando as técnicas corretamente, mas isso não é verdade em todos os casos. A verdade é que, na maioria das vezes, nem sempre aquilo que queremos e desejamos é o melhor para nós. Um bom exemplo é a criança que deseja um doce. O doce é algo positivo para a criança? Do ponto de vista da criança que ainda não compreende sobre as toxinas dos alimentos, o doce é algo maravilhoso e é a melhor coisa que ela poderia receber naquele momento. No entanto, a ingestão de açúcar pode criar uma série de problemas futuros para ela, como diabetes e outras doenças. Por isso, nem sempre aquilo que desejamos é o melhor para nós. Na maioria das vezes aquilo que desejamos pode nos prejudicar muito futuramente.
O ser humano deseja sempre aquilo que lhe gera prazer, conforto e estabilidade. Ele confunde o bom com o bem. Nem sempre o que ele julga bom, é o que lhe faz bem verdadeiramente. Já dissemos isso em outras oportunidades, mas nunca é demais repetir. Perder pode ser mais proveitoso para o seu crescimento pessoal do que ganhar. Sentir dor pode ensina-o muito mais do que ter prazer. A derrota pode muitas vezes nos ensinar virtudes de extremo valor, como a humildade, que em ocasiões futuras salvam nossas vidas. Por isso, o que queremos, o que o ser humano deseja não é necessariamente aquilo que ele precisa. Quando oramos a Deus é preciso pedir o que precisamos e não o que desejamos. Da mesma forma que os pais prejudicam uma criança quando a mimam e fazem todas as suas vontades, transformando-a num adulto imaturo e dependente, Deus estaria nos prejudicando caso sempre nos concedesse aquilo que desejamos. Isso é muito simples de se verificar. Muitos dos melhores seres humanos foram aqueles que enfrentaram grandes provações na vida e as venceram. É preciso questionar: é melhor viver uma vida de luxo exterior ou uma vida de dificuldades com o consequente despertar das virtudes interiores? Para o nosso espírito, as provas difíceis trazem muito mais frutos para nossa felicidade do que as facilidades e comodidades desse mundo.
É importante mencionar também que nosso espírito possui um arquivo imenso e profundo de uma história multimilenar. Ninguém que vive nesse planeta atualmente começou agora a sua evolução. Todos os espíritos encarnados possuem dezenas de milhares de anos de história em sua alma. Ao longo dos milênios acumulamos uma intensa carga de emoções e atitudes. Quando uma pessoa criar em sua mente um desejo, ela faz isso num espaço extremamente curto de tempo. O que conta para a realização do seu desejo é uma criação mental de alguns dias, ou a imensa trajetória de sua alma ao longo dos milênios? Obviamente nosso karma milenar vai influenciar muito mais os acontecimentos atuais do que tão somente nosso pensamento focado e nossa sintonia por alguns dias. Imagine que uma pessoa ficou vibrando numa faixa y durante centenas de anos. Num dado momento, ela passa a vibrar na faixa z. O que terá mais influência em seu futuro? A faixa y ou a faixa z? Nada se modifica de um dia pro outro. Não existe mágica em nossa trajetória. É preciso caminhar passo a passo para chegar ao nosso objetivo. Se a pessoa está andando devagar há 5 horas e percebe que está atrasada, o fato de andar o dobro da velocidade só compensará às 5 horas perdidas após 2 horas e meia de caminhada. Não adianta querer que tudo seja diferente de uma hora para outra em nossa vida se estamos há anos, séculos ou milênios pensando, sentindo e fazendo coisas iguais. A semente não se torna árvore em 1 dia, assim como a criança não se torna adulta em 1 ano. Da mesma forma, tudo precisa de tempo, esforço e uma longa caminhada para frutificar. E quando digo isso não estou me referindo apenas a ganhos no mundo, mas sim ao nosso crescimento interior.
Os defensores da lei da atração sempre enfatizam que nós podemos criar com nosso pensamento todas as nossas realizações. No entanto, é preciso esclarecer que aquele que cria não é o ser humano preso e limitado a este mundo. Aquele que cria não é outro senão o espírito. Esse ponto é importante. Primeiro, o espírito cria a vida humana e todos os seus acontecimentos antes de vir ao mundo. Ele programa sua existência de acordo com seu karma individual. O espírito escolhe as provas que são necessárias para seu adiantamento e sua elevação. O ser humano nesse mundo nada mais é do que um epifenômeno do espírito. Ele é apenas uma sombra, um conjunto de supostas verdades e memórias, um efeito de experiências passageiras. Sua personalidade é limitada. Por isso, essa persona cheia de limites não poderia escolher seu próprio destino. Tanto é assim que a maioria das coisas que ocorrem em nossas vidas não está sob o nosso controle. Controlamos muito pouco o que nos vai acontecer. Aqueles que desejarem mais informações sobre isso podem se reportar ao texto “O que controlamos nessa vida” no blog de Hugo Lapa.
É importante compreender que o ser humano é um efeito e não a causa de tudo. O ser humano é como o quadro pintado pelo pintor. O pintor é o espírito, o quadro é o ser humano. Pode o quadro pintar a si mesmo? Não, apenas o pintor pode criar uma bela obra. Assim, por debaixo da camada mais superficial de nossa personalidade, há camadas mais profundas do nosso ser que, essas sim, estão mais próximas da causa de tudo o que nos ocorre. Um bom exemplo é o inconsciente humano. O ser humano na maioria das vezes age sob o impulso dos seus conteúdos inconscientes. O inconsciente, seus desejos reprimidos, suas culpas, suas mágoas, seus traumas, e todo o material inconsciente acumulado define suas ações e reações muito mais do que ele imagina. Terá mesmo a personalidade todo esse protagonismo que lhe é atribuído pelos defensores da lei da atração? Há profundidades em nosso ser que nossa mente desconhece e que sequer pode ter o mínimo fragmento de consciência. É essa instância mais profunda do ser que cria o cenário de nossa existência, muito mais do que nossa personalidade fútil e superficial. A personalidade morre ao final de cada existência, mas o espírito sobrevive. Quem cria então, a personalidade ou o espírito? Todos devem compreender que quem cria é o espírito… e se alguém conseguiu criar e realizar algo, isso não tem como objetivo satisfazer nossos vãos desejos, mas realização tem como finalidade ajudar de alguma forma em nosso adiantamento espiritual. Por isso que se diz que quem cria de verdade é nosso ser mais profundo, e não nossa personalidade passageira, pois a persona nada mais é do que uma máscara, um reflexo, uma imagem, que nada mais é do que uma criação desse ser essencial chamado de espírito.
A maior parte das doutrinas espirituais se baseia nos ensinamentos originais dos mestres, como Jesus, Buda, Krishna, Lao Tsé e outros. É certo que nenhum desses mestres ensinou a humanidade a possuir, mas sim, pelo contrário, ensinou a despossuir, a soltar nossos apegos às coisas e às pessoas e a viver num estado de consciência de liberdade, paz e felicidade. Jesus, por exemplo, disse: “Não ajunteis tesouros na terra”. Disse também que não podemos servir a Deus e ao dinheiro, mas que devemos escolher um dos dois, pois ou se serve um ou o outro. Deixou claro ao jovem rico que ele precisava vender tudo o que tinha e dar todo o dinheiro aos pobres, pois somente assim ele poderia encontrar o reino dos céus. Jesus também afirmou que “qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo”. Em várias passagens Jesus ensinou claramente sobre o despossuir, sobre o valor do desapego para se chegar ao Reino de Deus. Nas clássicas tentações de Jesus, o diabo o ofereceu todos os reinos do mundo caso Jesus passasse a adorar o Senhor das Trevas. Jesus recusou e viveu sua vida sem nada possuir. Ou será que Jesus tinha um casa? Tinha um palácio? Tinha ouro, pedras preciosas? Tinha carruagens, cavalos e muitas terras? Não… ele nada possuía. Muitos não sabem, mas Buda era um príncipe que abandonou todas as riquezas de seu palácio para viver uma vida de renúncia, e assim pôde atingir a iluminação espiritual. Krishna também ensinou em vários momentos a sabedoria do desapego e da renúncia. O que ocorre hoje em muitos movimentos religiosos, esotéricos e espiritualistas é uma inversão desses princípios ensinados pelos mestres. Isso se torna mais claro e patente ainda na lei da atração, na teologia da prosperidade das igrejas evangélicas, na riqueza e opulência que vive o Vaticano, e em outras manifestações religiosas e espirituais que pregam o valor das posses para se atingir a felicidade. Jesus não disse “Vamos acumular bens terrenos”. Ele disse: “Não acumuleis bens terrenos”. Para mais informações sobre esse ponto, todos podem buscar o texto “Mestres espirituais e bens materiais” no blog de Hugo Lapa.
O que o espiritualismo ensina não é a felicidade que vem com o possuir, com o ter, com o conquistar, mas sim a felicidade mesmo sem nada possuir. É importante ser feliz mesmo tendo pouco ou nada. Aquele que consegue viver em paz mesmo sem ter coisa alguma é alguém que encontrou a verdadeira paz. Para entender melhor esse ponto, todos podem se reportar ao texto “Felicidade e paz” no blog de Hugo Lapa.
(Hugo Lapa)

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sábado, 25 de março de 2017

Aperfeiçoamento do Espírito - Hugo Lapa

APERFEIÇOAMENTO DO ESPÍRITO

Tudo que existe na vida humana é uma prova,
Um teste para nos fazer avançar nas veredas do espírito.
Toda provação sempre tem como objetivo nosso crescimento, desenvolvimento e despertar espiritual.
As crises têm como única finalidade nossa transformação íntima.
As dificuldades sempre visam a superação dos obstáculos.
Os bloqueios tem como objetivo a libertação dos limites humanos.
Os fardos que carregamos são constantes exercícios para aumentar nossa força interior.
A solidão avassaladora nos permite o encontro conosco mesmos.
Os buracos que desviamos nos ajudam a reencontrar o caminho certo.
As quedas da vida são sempre uma descida do castelo de cartas da ilusão…
Para o chão estável, firme, seguro e permanente da realidade universal.
Não reclame da dor do tombo na terra, pois é ela que te confere a noção do real…
E te mostra a dimensão do teu afastamento anterior da verdade.
Tudo na existência tem um significado,
E este sentido supremo é sempre o aperfeiçoamento do espírito
Em sua constante peregrinação rumo a Deus.

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Viver e morrer - Hugo Lapa

VIVER E MORRER

Tudo o que vive, morre… e tudo o que morre, renasce.

O nascimento também é uma morte: a morte da condição do útero. A infância é a morte do bebe. A adolescência é a morte da criança… É quando chega a puberdade e outras transformações. A idade adulta é a morte da juventude, seus prazeres, sua revolta, seus sonhos, seu despojamento. A velhice é a morte da idade adulta. A morte do corpo físico é o fim da vida e o início de uma outra forma de vida ainda incompreensível para nós.

A morte não é um fim, mas sempre uma transição, seja no sentido orgânico, seja no sentido emocional, seja no sentido da ascese. Deixar o passado morrer é essencial para que o nascimento possa ocorrer no presente. Há sempre uma morte e um nascimento ocorrendo a todo momento. Cada expiração é uma morte e cada inspiração é um nascimento que consolida a continuidade da vida no corpo físico. Nossas células morrem a cada segundo, fazendo outras nascerem e garantindo a perpetuação do existir orgânico. Em sete anos todas as células do nosso organismo já morreram e renasceram. Você já é completamente outro, apesar de ser a mesma pessoa.

A semente morre para deixar que a plantinha nasça. A lagarta morre para fazer nascer a borboleta. Os idosos morrem para dar lugar aos mais jovens. A primavera morre para dar lugar ao verão; o verão dá lugar ao outono e o outono morre e logo vem o frio do inverno. O inverno também morre, para abrir espaço a uma nova primavera. A fruta morre e cai da árvore, para que suas sementes façam brotar uma nova árvore. Tudo morre para dar lugar a outra coisa. Tudo acaba para que algo possa não acabar. O fim chega para que um novo início possa acontecer. A vida se perpetua num constante morrer e renascer, finalizar e recomeçar, esgotar e renovar, perecer e novamente brotar.

A morte de um ente querido ou alguém que muito amamos pode também provocar uma morte interior, uma morte emocional, bastante difícil de superar. Essa morte nos obriga a rever nossa vida e a renascer, caso se queira manter nossa saúde mental e psíquica. A morte de um relacionamento também pode nos fazer morrer um pouco por dentro. A separação é uma morte terrível para muitos. A saída de um filho de casa é outra forma de morrer. Essa morte interna pode ser mais ou menos devastadora dependendo do grau de afeto, valor ou vitalidade que doamos ao outro, ao relacionamento ou a algum desejo, sonho ou situação. Vivemos 30 anos com o outro, e quando ele parte, não conseguimos mais viver. Nossa vida estava tão atrelada a vida do outro que morremos um pouco quando nosso relacionamento morre. O abandono é outra forma de morte, quando somos rejeitados por outra pessoa. A expectativa e a frustração é outra forma de morrer. É preciso entender que toda morte traz sempre uma possibilidade de vida nova… e não um fim, um encerramento de algo.

Morrer é terminar uma coisa e iniciar outra. Morrer é deixar o passado e fazer nascer o presente, o agora, em nossa existência. Morrer é decretar o fim de uma fase de nossa vida e abrir o coração para o surgimento do diferente, da novidade, da renovação, da revisão, da vida em um outro nível de sentir, pensar e existir.

Se você vai morrer ou renascer depende sempre para que lado você vai olhar. Você pode lançar os holofotes para o que foi, para o que já morreu… e morrer junto com o que não existe mais. Ou então você pode deixar o sol bater sobre o novo, sobre o espaço aberto pela morte; lançar o olhar sobre o que vem, sobre o que se abre, sobre o inédito, sobre o desconhecido que tanto tememos, sobre a regeneração de nós mesmos.

Você já morreu muitas vezes e renasceu em todas elas. Morre apenas quem fica preso ao que passou. Morre quem não quer largar o antigo… E vive aquele que sabe deixar passar o que, em verdade, já foi. Morre aquele que não quer largar o que tem que acabar… Morre quem não admite perder o que já não mais se possui, ou talvez nunca tenha possuído.

Dessa forma, morra e deixe morrer… No entanto, siga o fluxo da vida, desapegue-se, desprenda-se, solte o que já foi… E deixe sua vida renascer.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Jardineiro Cósmico - Hugo Lapa

Era uma vez uma plantinha muito bela, que vivia num suntuoso e vasto jardim muito florido. Ela estava sempre feliz, pois o jardineiro dedicava muita atenção a ela, cultivando, regando e cuidando de várias formas.
Certo dia, uma grande tempestade se abateu sobre o jardim. A plantinha foi arrastada pelo vento, seus galhos ficaram como trapos e quase que seu tronco foi quebrado.
No dia seguinte, o jardineiro começou a cuidar do jardim, como costumava fazer. Assim que ele chegou na plantinha, ao invés de cuidar dela, como sempre fazia, ele começou a cortar seus galhos. A plantinha tomou um susto, e sentiu todo seu corpo vegetal doer muito. Perdeu várias partes de si mesma, e ficou muito triste com tudo isso.
Ela pensou: “Mas como o jardineiro pôde fazer isso comigo? Eu que sou uma das plantas mais belas e vigorosas do imenso jardim. Ele me abandonou depois dessa terrível tempestade e agora quer se livrar de nós.”
O tempo passou, e novos galhos começaram a nascer no lugar dos que foram cortados. Ela cresceu mais, ficou mais robusta e estava até mais bonita.
Passados alguns meses, outra feroz tempestade desabou sobre o jardim, trazendo ventos fortíssimos, parecidos com a outra vez. No entanto, dessa vez a plantinha pouco se vergou. Sentiu a intensidade do vento, mas parecia que estava mais forte, e manteve-se firme enraizada no chão resistindo bravamente à fúria da tormenta. Após o susto, ela ficou bem.
Uma árvore, que residia próximo ao jardim, disse a plantinha:
– Minha querida, o jardineiro não cortou seus galhos por que te abandonou, ou por que não se importava com você. Há uma lição que nós, árvores mais antigas, aprendemos após tantas tormentas. Toda planta, quando é podada, se torna mais forte e mais resistente. Por esse motivo o jardineiro podou várias de vocês, retirando os galhos já envelhecidos e usados, permitindo nascer novos galhos, renovados e resistentes.
A plantinha chorou, e agradeceu muito ao jardineiro pela ajuda…
Assim também ocorre com Deus e os seres humanos. Deus, o Jardineiro Cósmico, poda nosso emocional, retirando dele os pedaços envelhecidos das lembranças acumuladas, obrigando o homem a se desprender do lixo emocional do seu passado. O homem, assim como a plantinha, ao ser podado por Deus, se renova e se torna mais forte e mais experiente. Assim ele não sofre tanto quando as mais terríveis intempéries o atingem. É preciso entender bem essa verdade: não existem erros nos planos de Deus.

Autor: Hugo Lapa

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nosso jardim interior

Era uma vez um menino de 10 anos que morava numa casa com um belo jardim. No entanto, com o passar do tempo, o menino começou a cultivar o hábito de jogar tudo que é tipo de lixo, descarte e sobras de alimento em seu quintal. Ele consumia seu leite de caixinha, e logo jogava a caixinha no quintal.
Com o passar do tempo, o lixo foi acumulando, acumulando e isso foi atraindo para a residência todo tipo de moscas, baratas, ratos e outros insetos. O lixo também começou a exalar um odor fétido que empesteava todo ar e invadia a casa e as redondezas, fazendo as pessoas se afastarem da propriedade. Ratos, baratas e moscas começaram então a penetrar no interior da casa gerando muitos infortúnios e contragostos.
Do outro lado da cidade, havia outra casa com quintal onde morava outro menino de 10 anos. Ao contrário do primeiro, esse outro garoto não jogava seu lixo no quintal. Ao invés disso, semeava e plantava flores de diversos tipos. Com o tempo, todos viram florescer um jardim muito bem cuidado, com muito verde e beleza estonteante. O jardim exalava um perfume de flores que fazia as pessoas pararem em frente à residência e sentirem o agradável aroma que impregnava todo o ar. Ao contrário do outro menino, o jardim verde e colorido atraía beija-flores, borboletas, canários e outros tipos de pássaros, muito belos e cantantes. Nessa casa todos estavam mais felizes, tranquilos e leves.
A mãe do menino que cultivava o belo jardim florido sempre lhe dizia:
– Meu filho, se você quer atrair os pássaros, as borboletas e um aroma suave e perfumado para sua casa, não pode jamais traze-los à força. Você deve simplesmente cuidar do seu jardim, fazer brotar nele o verde da beleza, da alegria e da paz. Assim, naturalmente, eles virão a você, sem qualquer esforço de tua parte.
Essa estória tem muito a ver com a nossa vida interior. Muitas pessoas reclamam das pessoas indesejáveis que chegam às suas vidas e das situações negativas que as acometem: pessoas que nos fazem mal e situações que nos oprimem e nos fazem sofrer. É preciso entender que não adianta deixar lixo no quintal de sua vida e esperar que não cheire mal. Não adianta acumular todo tipo de podridão em nosso jardim interior e esperar que as borboletas, os pássaros e um suave perfume venham ao seu encontro.
Comece a cultivar o bem em seu interior… Deixe-o puro, leve e pacífico; plante as sementes da pureza, da leveza, da harmonia e da alegria. Passe a regar e adubar as flores da virtude, do amor e da paz. Assim, da mesma forma que os pássaros, as borboletas e o perfume vêm naturalmente a um jardim puro e verde… A beleza, a leveza, a harmonia e a alegria virão natural e espontaneamente ao seu encontro.
(Hugo Lapa)

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Tudo vem e vai embora

Era uma vez um menino de 6 anos que vivia numa zona rural, um lugar muito bonito e com natureza. Seus pais trabalhavam no campo, e por isso, ele tinha muito tempo livre.
Certo dia, caminhando pelos campos, ele notou uma flor muito bonita. Seu primor e sua formosura o encantaram. Todos os dias o menino retornava ao mesmo local e ficava contemplando a flor. Certo dia, ele decidiu que levaria a flor para casa, assim poderia observa-la sempre que quisesse, sem precisar ir embora e vê-la apenas no dia seguinte. Retirou-a do solo e levou para casa. Dois dias depois ela murchou e logo depois morreu. O menino chorou e ficou muito triste.
O menino agora estava com 10 anos. Quando passeava pelo campo, começou a avistar sempre um pássaro muito belo. Esse pássaro ficava diariamente numa mesma árvore. Ele pousava num de seus galhos, ficava uns 25 minutos e depois ia embora. O menino começou a achar aquele passarinho fascinante, além de ter um gracioso canto. Decidiu então que queria obter ele para si, para que não mais fosse embora e pudesse ficar sempre com ele. Conseguiu uma rede e jogou na direção do pássaro, capturando-o em suas mãos. O menino olhou o pássaro e este lhe deu uma boa bicada. Ele gritou e soltou o pássaro, que voou rapidamente. O menino caiu em prantos e ficou muito triste com tudo.
O menino, agora um rapaz, estava com 14 anos. Começou a ajudar seu pai na fazenda. Em seus passeios à tardinha, ele encontrou-se com um cachorro de rua. Um animal muito dócil e alegre. Ele passou a brincar todos os dias com ele, que acabou se tornando seu melhor amigo. O animal ficava um pouco com ele e logo depois ia embora, caminhar pelo campo, como sempre fazia. O menino ficava triste, pois queria permanecer mais tempo com seu amigo. Certo dia, o menino decidiu que era melhor levar o cachorro para casa, assim ele não poderia mais ir embora e ficaria com ele em definitivo. Chegando em casa, prendeu-o pelo pescoço e o deixou lá, parado, com um olhar de triste de quem perdeu sua liberdade. Passado algum tempo, o menino se aproximou do cachorro e este o mordeu. O menino começou a chorar e o cachorro fugiu. O animal ficou nervoso de ficar tanto tempo preso, pois estava acostumado com a liberdade. O menino ficou bem triste com o ocorrido.
O menino cresceu e agora estava com 18 anos. Em seus passeios conheceu uma menina, filha de um fazendeiro local que acabara de comprar uma fazenda próxima. O rapaz ficou deslumbrado com a beleza da moça e decidiu conversar com ela. Eles conversaram e logo estavam namorando. O tempo foi passando e, certo dia, ela revelou que não queria mais um compromisso sério, pois ainda era jovem. O rapaz ficou atordoado com aquela notícia e começou a discutir com a moça. Não aceitava o fato de que ela poderia terminar tudo. O rapaz então agarrou a moça e disse que ela não iria embora, que ficaria com ele custe o que custar. A moça se desesperou, pegou seu canivete no bolso e cortou o braço do rapaz. Este gritou de dor e soltou a moça, que correu desesperada para bem longe.
O rapaz caiu no chão, chorando muito e sentindo uma imensa dor no peito. Parou por um tempo e fez uma revisão de sua vida até aquele momento. Em várias situações, ele havia se negado a aceitar o término de algo e, por conta de seu apego, queria possuir esse algo para impedir que fosse embora. Após muita reflexão, levantou-se ainda sangrando, e decidiu que, a partir daquele momento, tudo de bom que chegasse em sua vida ele passaria a sempre aceitar que em algum momento aquilo iria embora. Após essa decisão, sentiu-se muito mais leve e livre de tudo…
Cada coisa que nos chega faz sentido apenas num dado momento de nossas vidas e tem sempre um tempo de permanência conosco. Muitas vezes desejamos prolongar esse período quando algo já acabou ou precisa ir embora. O apego a algo ou alguém impede que aceitemos a ida do antigo e a chegada do novo. Tudo na vida humana vem, passa um tempo conosco, e tão logo cumpre sua missão, deve ir embora. Todas as coisas vem e vão… Se não permitimos que algo que veio possa ir embora, ficamos presos, submetidos àquilo, enlaçados, apegados, fixados e aprisionados. Dessa forma, podemos não conseguir continuar nossas vidas e seguir em frente. Ficamos parados no tempo e morremos um pouco dentro de nós.
Quando for o momento, deixe que algo se vá… É certo que nada fica conosco para sempre. Tudo sempre vem e vai embora… Por isso, desapegue-se. Viva sempre com total desprendimento. Aceite o eterno fluxo da vida, e somente assim, você será mais livre e feliz.
(Hugo Lapa)

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Como transmutar nosso karma

Todas as pessoas, em algum momento de sua vida, já ouviram falar do karma ou da lei do karma. No entanto, são poucas aquelas que sabem o que fazer para transformar seu karma negativo e se libertar dele. Nessa oportunidade vamos dar algumas orientações de como cada pessoa, em sua vivência diária, pode se libertar de seu próprio karma.
Karma é a lei de causa e efeito. Tudo aquilo que você faz, sente ou pensa você atrai para você mesmo. Aquilo que realizamos como obra no mundo retorna para nós como destino, criando acontecimentos e o cenário de nossa vida futura. Como disse Jesus: “Quem vive pela espada, perece pela espada” (mateus 26, 52). Como disse Buda: “Os seres têm como patrimônio seu karma; são os herdeiros, os descendentes, os pais, os vassalos do seu karma. É o karma que divide os homens em superiores e inferiores”. Quem cria uma teia acaba caindo e se prendendo a ela. Vivemos no mundo que nós mesmos criamos, experimentamos o céu ou o inferno que formamos em nossa vida. Quem joga pedras pelo caminho, tropeça nessas mesmas pedras. Quem joga uma bola na parede, ve a bola retornar a si com a mesma força com a qual foi lançada. Por outro lado, quem vive pelo bem, recebe as consequências do bem que produziu. Colhemos aquilo que semeamos. Ou como diz a máxima: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Tornamo-nos escravos das consequências de nossas ações. Criamos no presente aquilo que nos sucederá no futuro. Essa é a lei do karma, ou lei de ação e reação. O karma vem tanto de nossas ações presentes quanto das ações realizadas em nossas vidas passadas. Esse é um pequeno resumo da lei do karma.
Mas o que cada pessoa pode fazer para transmutar seu próprio karma? Essa pergunta obviamente não é simples de ser respondida, pois as implicações e a complexidade da lei do karma são imensas e quase insondáveis pela nossa mente objetiva. No entanto, existem alguns caminhos que podem ser trilhados que nos ajudam a amenizar ou mesmo transmutar nosso karma. Vamos enumerar alguns desses caminhos:
Em primeiro lugar, uma atitude que contribui para a transmutação de uma parcela considerável do nosso karma é o arrependimento. Quem bem compreendia o valor do arrependimento era, como ele mesmo se definiu, “a voz que clama no deserto”, ou seja, João Batista. Antes do ministério de Jesus, João Batista convidava o povo a se arrepender de seus pecados. Ele gritava: “Arrependei-vos, pois que é chegado o Reino dos céus” (Mateus 3, 2). As pessoas que procuravam João Batista confessavam a ele seus pecados e depois eram orientadas a se arrependerem desses mesmos pecados, e logo depois eram banhadas nas águas do rio Jordão no ritual que ficou conhecido como “batismo”. Esse ritual seguia três passos importantes: a confissão do pecado, o arrependimento e o ato de ser banhado nas águas do rio Jordão. A confissão dos pecados e o arrependimento eram uma forma da pessoa lembrar dos seus pecados, dos atos reprováveis que havia cometido e depois ser chamada a arrepender-se deles. O ato de ser banhado nas águas representava uma purificação das emoções que impregnavam o pecado. Dessa forma, no ritual, a pessoa se arrependia do mal que havia feito, e esse arrependimento gerava uma libertação desse mal. Alguns místicos ensinam que o arrependimento pode transmutar uma parte do nosso karma, mas não todo o karma. Dessa forma, a primeira atitude a ser tomada para aqueles que desejam purificar seu karma é o arrependimento do mal criado por si mesmos. Há algumas passagens na Bíblia que parecem confirmar esse ponto, em (Marcos 1:4), que diz: “E apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados”. Vemos a mesma ideia em (Lucas 3:3): “E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados”. Nos Atos dos Apóstolos, há uma associação entre arrependimento e remissão dos pecados: “Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados” (Atos 5:31). Portanto, aqueles que quiserem seguir por esse caminho, devem fazer o seguinte: em primeiro lugar, pense em qualquer atitude negativa que você haja feito. Em segundo lugar, arrependa-se dessa atitude, admitindo o erro e aprendendo com ele. Depois, entregue tudo isso a Deus e pratique o autoperdão, ou seja, o perdão perante você mesmo e remova qualquer resquício de culpa que você ainda possa ter. Aceite que o erro faz parte do nosso desenvolvimento espiritual e entregue seus pecados para serem transmutados pelo plano divino. Esse é o primeiro ponto a ser buscado.
O segundo ponto é provavelmente o mais importante de todos e se refere a “não reação” diante do karma que nos chega. Quando os efeitos do nosso karma se abatem sobre nós, eles não devem ser alimentados,e precisam apenas ser observados em sua passagem. Esse princípio da transmutação do karma foi claramente ensinado por Jesus, no Sermão da Montanha, quando disse: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus 5:39) e “se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (mateus 5, 41). Isso significa que, quando o karma nos chega, devemos aceita-lo de bom grado, abençoa-lo e não reagir ao malfeitor ou a situação que nos oprime, pois tudo isso nada mais é do que a ação do nosso karma sobre nós mesmos.
Isso significa que, quando uma pessoa te agredir, não a agrida de volta; quando uma pessoa te ofender, não devolva a ofensa; quando uma pessoa te fizer qualquer mal, não devolva esse mal a ela, pois assim você estará permitindo que seu karma passe por você e se esgote ali mesmo, sem ser alimentado. Mas se a pessoa ofendida devolve a ofensa, o karma se mantém; se a pessoa agredida agride de volta, o karma é alimentado e continua conosco (podendo até mesmo se tornar mais forte e intenso).
Tudo isso está expresso com clareza no Sermão da Montanha, que é um guia muito eficaz para a transmutação de nosso karma. Jesus, que obviamente conhecia a lei do karma e de reencarnação, ensinou um modo eficiente para qualquer pessoa, em sua vida diária, transmutar seu próprio karma. É como atirar uma bola na parede. Se uma pessoa joga a bola na parede, essa bola retorna a ela. No momento do retorno, se ela bater de novo nessa bola com a mesma força que ela vem a nós, a bola novamente atingirá a parede e retornará com a mesma intensidade, ou talvez com intensidade ainda maior. O mesmo ocorre quando uma pessoa reage diante de uma circunstância que lhe parece negativa. Quando a força do karma vem e reagimos, nós estamos, mesmo sem querer, alimentando o karma, dando força para ele, e aquela energia karmática retornará novamente mais cedo ou mais tarde no futuro. Ao reagir de forma emocional podemos até mesmo estar criando um novo karma.
Vamos agora imaginar a energia do karma como uma correnteza que nos arrasta. Quando uma pessoa vai de encontro a uma corrente lutando contra ela, sofrerá seus efeitos e permanecerá parada, ou será arrastada ainda mais. Por outro lado, quando essa pessoa se deixa levar sem nada fazer, talvez pelo medo que a paralisa, a corrente a arrastará e ela será conduzida rio abaixo. Mas se, de outro modo, ela se colocar acima da correnteza, estará fora de seu raio de influência e o arraste das águas não terá qualquer poder sobre ela. O mesmo ocorre com a força do nosso próprio karma. No entanto, é preciso dizer que não basta apenas não reagir ao mal que é feito: é necessário não se deixar levar pelas emoções que eles nos suscitam. De nada adianta não reagir e permanecer com raiva do nosso agressor, daquele que nos ofendeu, ou preocupado, com medo, magoado, etc. É preciso deixar que a força do karma venha e passe por nós, sem que haja qualquer reação de nossa parte, seja física ou emocional. É como deixar que a bola que atiramos na parede venha a nós e nos atinja, sem que isso nos afete internamente. Ou tão somente nos desviarmos da bola sem qualquer emoção, apenas nos esquivando. Ao invés de bater novamente na bola, deixe que ela venha e simplesmente cumpra aquilo que a ela está destinada. Se a pessoa deixa acontecer e não reage emocionalmente, não se deixa abalar, não se permite atingir pelo mal que lhe acomete, o karma vem e vai embora, sem qualquer efeito sobre nós e acaba sendo neutralizado: a energia se perde e deixa de existir. Aqui entra o princípio da equanimidade, tal como ensinado pela tradição Hindu. Esse princípio implica em agirmos e sentirmos da mesma forma tanto na tempestade quanto na bonança. O sábio não se deixa entristecer nos tempos de crise e não se regozija nos tempos de abundância. Ele permanece tranquilo diante do bem e do mal que o atinge. Os acontecimentos simplesmente passam por ele sem que fiquem nele, sem que ele os guarde dentro de si, sofrendo ou se alegrando. Alguns podem acreditar que isso implica numa frieza profunda, mas isso não é verdade: a equanimidade nos conduz além das alegrias e gozos mundanos, para alcançar uma alegria espiritual que não depende de nada que existe nesse mundo. Ao contrário dos gozos do mundo, esta é uma felicidade muito mais pura e real.
Quem soube usar muito bem esse princípio da transmutação do karma foi Gandhi. O Mahatma conseguiu a libertação da Índia convidando o povo indiano ao famoso método da não-violência, em Sânscrito “ahimsa”, ou seja, a não reagir à violência dos ingleses, mas também a não cooperar com eles, não obedece-los, não fazer o que eles mandavam. Quando os ingleses agrediam o povo, Gandhi orientava as pessoas a não revidar a agressão com outra agressão, e assim deixar o mal apenas com os ingleses. É como aquela parábola do presente: se você aceita o presente que te dão, ele fica com você, mas se você não aceita o presente, ele fica com a outra pessoa. Aquele que aceita uma agressão e não revida, deixa a agressividade, a raiva, etc, com o outro. Assim, se os indianos reagissem à agressão, o mal permaneceria com eles, e não apenas com os ingleses. Com esse método tão simples, Gandhi pôde conduzir a Índia a sua libertação, graças a transmutação de uma parcela do karma de toda a nação.
O terceiro ponto que nos ajuda a transmutar todo o nosso karma de uma ou várias vidas passadas é a reparação do erro cometido. Essa é a forma de transmutação mais conhecida e compreendida pelo público em geral. Vamos imaginar uma pessoa que ao longo de várias vidas tenha sido um guerreiro que matou, estuprou e torturou milhares de pessoas. Numa vida futura a providência divina pode lhe conceder um instrumento de transmutação desse karma, que pode ser, por exemplo, uma profissão na área de saúde, como a medicina, a enfermagem, a farmácia, a psicologia, etc. Uma enfermeira pode atender milhares de pessoas durante a sua vida, e estas podem ser as mesmas pessoas que ela, em vidas passadas, cometeu várias crueldades. Outras pessoas podem participar de campanhas beneficentes visando reparar o mal que fizeram no passado; outras podem realizar trabalhos em sua comunidade; podem ajudar animais de rua; podem se engajar em campanhas de diversos tipos; há muitos instrumentos que a inteligência cósmica nos oferece para que possamos consertar o mal pretérito. Alguns dizem que a mediunidade é também um instrumento de transmutação do karma passado. Muitos médiuns vêm ao mundo com a missão de ajudar milhares de pessoas a fim de diminuir um pouco, ou mesmo esgotar, uma dívida que foi gerada ao longo de várias vidas passadas.
Uma pergunta que as pessoas podem fazer é: como posso fazer o bem? Que ações devo iniciar? A resposta a essa pergunta varia de pessoa para pessoa, mas há uma resposta geral que é bem simples: faça aquilo que você acredita que seja o bem, dentro do seu nível de consciência. Tornar-se uma pessoa boa dentro do seu trabalho, de sua família, em suas relações sociais e diante de sua comunidade, expressando em atos e sentimentos todo o bem que lhe for possível, já é um grande feito. No entanto, é preciso que esse bem realizado seja total e plenamente isento de qualquer resquício de interesse pessoal. Tudo o que fizer, faça pensando no bem estar do outro e não na sua recompensa kármica. Isso inclusive tem a ver com o quarto ponto a ser abordado.
O quarto ponto é muito bem conhecido pela tradição hindu. Nos textos sagrados da tradição do “Sanatana Dharma” (Hinduísmo), em especial num livro sagrado conhecido como “Bhagavad Gitá” (Canção do Senhor), dos diálogos de Krishna com Arjuna, em muitos momentos o avatar (Krisna) vai desenvolvendo a seguinte ideia: não espere qualquer resultado de seus próprios atos. A expectativa de resultados é, sem engano, um grande gerador de novos karmas e, no Hinduísmo, ao longo dos milênios, esse princípio foi muito bem compreendido. Numa passagem lemos: “Faze as tuas obras sem procurardes recompensa, sem te preocupardes com teu sucesso ou insucesso, com teu ganho ou com teu prejuízo pessoal”. Em outra passagem está escrito “Quem atingiu a consciência do yogui é capaz de elevar-se acima dos resultados bons e maus”. A expectativa em relação aos resultados de nossas ações é o substrato da formação dos karmas em nossa vida. A não expectativa dos frutos de nossa ações é mais uma atitude preventiva para a criação de novos karmas do que propriamente transmutadora, embora também ajude nessa transmutação dos karmas já contidos em nosso ser. Todo aquele que realiza uma ação esperando uma recompensa está direcionando sua consciência para o futuro, onde se espera algo que supostamente virá. No entanto, aquele que nada espera e passa a viver apenas o presente, feliz com o que é no presente, vive melhor e não cria qualquer fruto a partir de suas ações, além de ir aos poucos transmutando o karma que ainda se tem. A vivência plena do momento presente, sem esperar algo no futuro, nos ajudará a transmutar uma parcela considerável do nosso karma. Esperar frutos de nossas ações é o mesmo que criar um sofrimento futuro, pois esses frutos nunca saem como nós os imaginamos, e sempre geram angústia, frustração e infelicidade.
O quinto ponto, e não menos importante para a transmutação de uma boa quantidade de nossa dívida kármica, se refere a entrega consciente e abnegada de nossa vida nas mãos da consciência divina, sem qualquer restrição, aceitando plenamente a vontade do cosmos sobre nós. Esse ponto é muito importante, pois ele afirma ou reafirma nossa fé numa inteligência superior que guia todos os acontecimentos humanos, e assim nos liberta de karmas pesados. Essa máxima pode ser expressa em quatro palavras chave: “confio, entrego, aceito e agradeço”. Quem confia em Deus, deve se entregar totalmente a Ele; quem se entrega, aceita tudo o que nos ocorre com total confiança nos planos divinos; e quem aceita toda a obra cósmica em nossa vida, agradece a oportunidade de desenvolvimento de nossa alma que Deus nos concede nesse mundo, a fim de purificar integralmente nosso espírito. Se tenho uma doença grave, não importa, não sofra com isso, não duvide, não se abale, apenas se entregue a Deus e diga “Que seja feita a Sua vontade, e não a minha”. Quem está desempregado, sem dinheiro, pronto para perder sua casa e ser despejado, não se preocupe, não se deixe abater, apenas entregue sua vida nas mãos de Deus, tendo consciência que os planos do cosmos são melhores que nossos planos humanos. Aquele que está deprimido, sem rumo, sem ânimo, que apenas vê os dias passarem, sem qualquer esperança, apenas se entregue ao divino e acredite, do fundo de sua alma, que tudo concorre a um bem maior, a um propósito divino, a uma harmonia universal, que um dia será nossa realidade, e que precisamos apenas entregar a Deus e esperar que sua vontade seja realizada. Quem consegue fazer isso de forma pura e plena, consegue uma libertação dos karmas. No entanto, aquele que mentaliza se entregar, mas não o faz com fé irrestrita, e age movido pelo interesse de benefícios humanos e mundanos, não conseguirá a libertação do karma. É preciso que essa entrega seja completa e sem restrições, sem nada esperar, apenas se colocando nas mãos de Deus. Aqueles que pensam que é muito difícil seguir estas instruções, devem entender que é muito mais difícil viverem suas vidas entregues a severa e implacável trama do karma.
Algumas pessoas dizem: “Fiz todas essas coisas, mas nada mudou em minha vida”. A quem profere tais palavras devemos adiantar que elas estão violando o quarto ponto explicado da transmutação dos karmas, que prega a não expectativa dos frutos de nossas ações. Aquele que faz esperando melhorar de vida, nada consegue, pois ainda semeia esperando uma abundante colheita, e quem pensa dessa forma, ainda permanece com sua consciência presa na expectativa dessa colheita, aprisionada aos frutos de suas ações, enjaulada nas tramas da lei do karma e na roda do samsara. É preciso deixar claro que esse trabalho pode nem mesmo vir a se concretizar na vida atual. É possível que um contexto mais favorável venha a se expressar apenas em nossas vidas futuras, ou como se diz nas tradições orientais, que a alma venha a renascer em zonas cósmicas que são consideradas paraísos celestiais, onde um nível de karma mais denso não pode alcançar. Aqui devemos lembrar um ditado popular que diz “Estrada de mil léguas começa nos primeiros passos”. Em algum momento devemos iniciar nossa jornada. Então, que esse momento seja agora e não no futuro, pois tudo na vida só pode ter seu início no presente, e nunca no futuro, pelo simples motivo de que o futuro não existe.
Procure também não se preocupar com o karma alheio dizendo “Mas tal pessoa fez o mal a vida inteira e ela parece estar numa condição muito boa”. A resposta a essa questão é bem simples: ela se encontra apenas temporaiamente numa condição favorável e confortável, e essa condição pode até mesmo durar sua vida inteira. Isso ocorre porque Deus sempre permite que os seres vivam a plenitude de suas escolhas, mesmo aqueles que fazem o mal. Essas almas precisam fazer o mal para depois sentirem em si mesmos todo o mal que foi realizado a outros, e só assim vão se libertar do mal que há em seu próprios corações. No entanto, nas próximas encarnações, ela deverá sentir em si mesma toda a carga da semeadura que acumulou ao longo dessa vida, renascendo em situações sofridas, com escassez de recursos, muitas vezes em estado de miséria, infortúnios e calamidades. Lembrando sempre que a lei do karma jamais pode ser considerada punitiva, mas educativa, pedagógica. Ela serve para ajudar a alma em seu adiantamento, desenvolvimento e libertação do jugo da matéria, e não para puni-la pelos maus feitos praticados, posto que não existe algo que podemos caracterizar como “punição” em toda a criação de Deus.
(Hugo Lapa)

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Conspiração mundial

Falar sobre a teoria da conspiração, dominação global, sistema financeiro mundial e governo oculto do mundo é sempre um tema muito polêmico. Esse tema desperta paixões, medos, incertezas, surpresa e até mesmo uma certa aparência de ficção científica. Muitas coisas do que vamos revelar aqui lembram os mais imaginativos filmes e contos hollywoodianos, que nada devem aos melhores romances de fantasia e realismo fantástico do passado. No entanto, pesquisas consistentes empreendidas nessa área nos mostram que muitos desses fatos são inquestionáveis e podem nos levar a uma certa concepção de um governo mundial oculto, que atua na estrutura de poder mundial, mas que é invisível aos olhos de quase toda a humanidade.

Esse governo oculto, se é que ele realmente existe, age de forma a assegurar os maiores interesses dos grandes poderosos do mundo e a manter toda a população mundial numa condição de carência financeira, pobreza de espírito, consumismo, alienação, intoxicação, robotização, vazio interior e obediência ao sistema vigente. Obviamente que nesse quadro não existem vítimas e algozes, posto que se existe mesmo um dominador, existe também um dominado que de certa forma está conformado com esse estado de coisas e permite toda a dominação ocorrer. Para entender melhor esse ponto, o leitor pode ver o texto “Dominadores e Dominados” no blog de Hugo Lapa.

De qualquer forma, vamos passar rapidamente por alguns dos pontos mais importantes do chamado “governo oculto”, entender como ele funciona, quais seus principais aspectos e o que cada pessoa pode fazer para aos poucos ir desconstruindo essa megaestrutura de dominação montada em nosso mundo.

O que entendemos por conspiração?

A palavra conspiração muitas vezes desperta aversão e desconfiança logo que é citada numa conversa, num texto ou na mídia. Muito esforço foi empreendido para que a palavra “conspiração” estivesse associada à pessoas lunáticas, confusas, ingênuas, que acreditam em coisas impossíveis e desejam encontrar culpados para nossa situação individual e coletiva de miséria e caos. Devemos dizer que, de fato, existem muitos exageros, informações falsas, alienação, alegações inverificáveis e fantasias em boa parte dessas teorias, provavelmente a maioria delas. No entanto, uma pequena parte dessas ideias sobre a conspiração global é clara, bem fundamentada e pode ser verificada por qualquer pessoa, em alguns casos, mesmo com uma pesquisa não tão aprofundada. Vamos apresentar esse texto apenas as teorias que estejam de uma forma ou de outra amparadas por uma base de pesquisa.

Estamos aqui usando a palavra conspiração com o significado de uma rede de influências onde um grupo pequeno de indivíduos articula ações e toma decisões que geram impactos em muitos aspectos de nossa vida: na economia, na saúde, na alimentação mundial, nas leis e política de diversos países, e em outras nuances de nossas vidas. Alguns grupos de pessoas muito poderosas e influentes se encontram e planejam um programa global de dominação, a fim de manter seus privilégios, seus interesses, aumentar seus lucros, sua influência e tornar o sistema intacto a mudanças profundas. Muitas vezes esses grupos não se comunicam entre si, mas já sabem mais ou menos o que fazer em diversas situações.

Bill Clinton certa vez disse a uma jornalista que existia um “governo dentro de um governo” e que esse governo ele não tinha acesso. John Kennedy chegou a denunciar as sociedades secretas que se infiltravam na política para se beneficiar de sua estrutura de poder, e prometeu fazer o possível para fazer quebrar essa influência. Pouco tempo depois foi assassinado. Quando o presidente Obama foi questionado, num talk show, sobre a existência de ufos e extraterrestres, ele não afirmou nem negou sua existência, mas disse apenas que não poderia falar sobre esse assunto. O jornalista disse que, caso ele fosse presidente, divulgaria todos os arquivos ocultados desse tema. Obama, em tom de brincadeira, riu e disse “É por isso que você não é presidente”. O jornalista disse que Bill Clinton investigou sobre esses segredos e não encontrou nada, Obama, rindo, disse que ele foi instruído a dizer exatamente isso. Mas quem instruiu ou coagiu o presidente a dizer algo? O presidente não seria a autoridade máxima do país? Por outro lado, quem decide quem pode ou quem não pode ser presidente além do povo? E por que existe essa política de acobertamento de certos fatos sobre supostos alienígenas e outros temas, como a cura de doenças, invenções que teriam sido suprimidas, e outros acontecimentos? Isso pode ter relação com uma estrutura de poder montada onde poucas famílias e grupos controlam muitas coisas em nossa sociedade. Nos dias de hoje existem 62 pessoas no mundo com fortuna equivalente a metade da população mundial. Só este fato já nos mostra o poder que essas pessoas têm e o quanto elas estão destacadas da sociedade em geral.

A pirâmide do poder

A estrutura de poder montada possui uma certa hierarquia e pode ser representada numa pirâmide. No ponto mais baixo, na base da pirâmide, está a sociedade em geral, todas as pessoas que vivem suas vidas normais, acordam, trabalham, consumem ou não, e vivem sob a influência da mídia, do sistema financeiro, das leis e normas da sociedade, das religiões etc.

Acima da base, estão os governos, os militares, as leis e toda a estrutura governamental. Para muitos pesquisadores, os governos são uma estrutura que serve a dois propósitos: o primeiro é controlar as massas através da força policial e militar, da burocracia, dos impostos e das leis. É preciso dizer que nem todos estes aspectos são negativos em si mesmos, pelo contrário: toda sociedade precisa se organizar com esses itens, caso contrário, haveria um caos social. O problema se inicia no momento em que estes aspectos citados são criados de forma a extorquir a quase totalidade das pessoas a fim de beneficiar apenas uma elite. O segundo propósito seria teatralizar o poder, dotando os governos com uma aparência de poder decisório, quando na realidade os governos apenas reproduzem interesses que estão acima deles. O público precisa ter a impressão de que está elegendo seus líderes e que eles representam as aspirações populares de uma democracia. No entanto, na prática isso quase nunca ocorre. Sabemos que os governos são controlados por forças externas, que lhes ditam as decisões de acordo com outros interesses que não os interesses do povo. Essa elite, controlando os governos, consegue se manter no poder, manipular as massas e formatar a estrutura do poder de modo que nenhum governo popular consiga inverter essa lógica e criar um governo que beneficie a maioria das pessoas, com programas sociais, com distribuição de renda, reforma agrária, reforma tributária etc. Muitas pessoas podem estranhar o fato de que os governos não se encontram no topo dessa cadeia de dominação global. Certamente eles têm muita influência em nossa vida, mas os governos são controlados por grupos que se encontram acima deles, como descreveremos a seguir.

Logo acima dos governos vêm a estrutura de poder que os controla, que nada mas são do que as grandes corporações, mega empresas nacionais ou internacionais. Essas corporações são do ramo de Petróleo, como a Chevron, a BP, a Shell, a Exxon, dentre outras. No ramo do agronegócio, as grandes corporações são a Monsanto (Estados Unidos), Syngenta (Suíça), Dupont (EUA), Basf (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA). São as grandes produtoras de transgênicos e agrotóxicos, que poluem nosso organismo com químicos fortíssimos e detonam a saúde da população mundial. As principais corporações farmacêuticas, que produzem a química para a saúde, são a Essas corporações financiam as campanhas de muitos dos políticos que são eleitos e depois lhes pedem uma retribuição. Essa retribuição pode ocorrer com uma votação no congresso do país em que, por exemplo, se aumenta a isenção tributária sobre certas atividades econômicas, no ramo em que certas empresas atuam.

Assim, as corporações que financiam campanhas e elegem seus representantes nas instâncias de poder estão sempre presentes nas decisões sobre a criação de novas legislações, e com isso elas aumentam ainda mais seus lucros e sua área de influência. Há empresas que financiam as campanhas de dois ou três dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas, pois dessa forma, não importa quem vença as eleições, a empresa sempre estará no poder cobrando seus investimentos de campanha e recebendo seus dividendos posteriores. Nos Estados Unidos alguns judeus muitos ricos financiam campanhas dos presidenciáveis e assim, os presidentes que se elegem vão favorece-los em qualquer aspecto de seus interesses em manter um estado sionista. É preciso que se diga que é apenas uma minoria de judeus sionistas que fazem isso. O povo judeu de uma forma geral não participa dessas medidas. No plano internacional, existem certas corporações que estão presentes em diversos países, como as empresas petrolíferas, as indústrias alimentícias, as indústrias farmacêuticas, as empresas agrícolas que vendem agrotóxicos, as corporações midiáticas, dentre outros. Mas as megacorporações ainda não estão no topo dessa pirâmide. Há ainda um poder maior, que explicaremos a seguir.

Acima das mega corporações, existe todo o sistema financeiro mundial que é controlado pelos grandes bancos do mundo. Os maiores bancos privados são o Wells Fargo, o City Bank, o Bank of América, o HSBC, o Chase, dentre outros. Aqui entra também o chamado Federal Reserve, que é um banco privado considerado de atuação pública nos Estados Unidos. Falaremos sobre o Federal Reserve mais a frente, pois este banco merece um capítulo à parte em nossa explanação. Os bancos têm maior influência que as mega corporações, pois é o sistema bancário que controla o capital destinado a essas corporações, através de empréstimos e financiamentos à empresas privadas.

O Vaticano também possui seu próprio banco, que já foi acusado de lavar o dinheiro da máfia italiana, assim como realizar outras atividades suspeitas. Isso não é por acaso, pois o Vaticano sabe que para manter sua supremacia e poder, é imprescindível ter seu próprio banco e movimentar quantias expressivas de dinheiro. Inclusive, em 1978 o Papa João Paulo I foi assassinado alguns dias após a revelação bombástica de que o banco do Vaticano estaria lavando dinheiro da máfia. O principal suspeito de lavagem de dinheiro e do assassinato do papa foi o próprio presidente do banco do vaticano, o padre Paul Marcinkus. Logo depois o padre fugiu para os Estados e ficou por lá. Apesar de tudo isso, nada aconteceu com ele. O filme O Poderoso Chefão III mostrou um pouco sobre esse episódio. Marcikus chegou a dizer, inclusive, que nem só de ave marias vive o vaticano. Mas se não vive de orações e fé, vive de que? De grandes movimentações financeiras para se obter poder econômico? É surpreendente como o Vaticano, assim como outras instituições cristãs, se afastaram completamente da mensagem original de Jesus quando este advertiu sobre o acúmulo de bens terrenos e que o melhor seria a acumulação de bens celestes. Por outro lado, muitas vezes bancos e corporações atuam conjuntamente visando seus próprios interesses, mas os bancos são ainda mais poderosos, pois as corporações precisam do dinheiro para a realização de seus projetos e empreendimentos, e para isso, dependem do sistema bancário. Dessa forma, os bancos estão acima das corporações e também dos governos. Esse fato ficou bastante claro quando o governo americano se curvou as exigências dos bancos e aprovou um aporte financeiro bilionário aos bancos, tal como fizeram governos de outros países. Em vez de destinar o dinheiro ao povo, as pessoas que estavam sofrendo com a maior crise da história, os governos decidiram salvar os bancos e justificaram essa medida alegando que “os bancos são importantes demais para quebrarem”.

Mas os bancos ainda não estariam no topo de toda essa estrutura de poder. Acima dos bancos alguns afirmam a existência de determinadas organizações ocultas, que estariam no cerne da dominação global. Isso pode parecer artigo de ficção científica, mas infelizmente não é. E quem faz essa afirmação não são pessoas bitoladas, lunáticas ou alienadas da realidade, mas o próprio presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Kennedy estava bem por dentro dos meandros do poder nos Estados Unidos e pôde detectar a forma como essas sociedades secretas atuam na estrutura de poder americano e mundial. Num discurso antológico, Kennedy fala abertamente a esse respeito: “Existe uma conspiração monolítica e impiedosa ao redor do mundo, à qual nós nos opomos, que conta com meios secretos de convertermos à sua causa, para assim, aumentar sua esfera de influência, como a infiltração ao invés da invasão, a subversão ao invés das eleições, a intimidação ao invés da livre escolha, guerrilhas noturnas ao invés de exércitos de dia. É um sistema que conseguiu recrutar uma vasta fonte de recursos humanos e materiais, dentro de uma máquina de alta eficiência, que combina operações militares, diplomáticas, de serviços de inteligência, econômicas, científicas e políticas. Seus planos e a execução dos mesmos não vêm a público, não são publicados; os seus erros se enterram e não aparecem em primeira página; seus dissidentes são silenciados e não abalados; nenhum gasto é questionado; nenhum rumo é inspecionado; nenhum segredo é revelado”.

Essa frase ‘nenhum segredo é revelado’ define bem a atuação dessas sociedades secretas e como elas atuam no mundo. Elas se utilizam do segredo e do encobrimento. No início desse discurso, Kennedy cita abertamente essas sociedades secretas, sem cita-las nominalmente, quando diz: “A palavra secreto é repugnante em uma sociedade livre e somos um povo intrínseca e historicamente avesso às sociedades secretas. Decidimos, há muito tempo atrás que os perigos de ocultar excessivos e injustificáveis atos pertinentes foram muito mais perigosos do que o perigo que citaram para justificá-los. Ainda hoje não há muita oposição à ameaça que são as sociedades secretas e das restrições arbitrárias dessas. Ainda hoje há reduzidos valores garantindo a sobrevivência da nossa nação. Se as nossas tradições não sobrevivem com tudo isso, existe um perigo muito grave de uma necessidade anunciada de se aumentar a segurança, que será aproveitada por aqueles que estão ansiosos por expandir seu significado, chegando até os limites da censura e encobrimento, e eu farei tudo que tiver ao meu alcance para impedi-los”. Nessa parte do discurso, Kennedy não só fala das sociedades secretas, mencionando as palavras “segredo”, “censura” e “encobrimento” como diz que pretende lutar contra elas e esse estado de coisas, contra essa estrutura de poder que se estabeleceu e que domina a sociedade. Dessa forma, os membros dessas sociedades secretas se infiltram no poder, e assim, conseguem altos cargos em governos e instituições governamentais, assim como conseguem participar de decisões que mudam os rumos de uma nação.

Não há apenas uma sociedade secreta apenas que controla os bancos, megacorporações e governos, mas há algumas delas, como certas sociedades secretas maçônicas, cristãs, sionísticas e ocultistas. O exemplo mais conhecido é a maçonaria. No entanto, é preciso diferenciar a maçonaria em si do uso que alguns maçons mal intencionados fazem dela. Com toda a estrutura de poder que a maçonaria conquistou ao longo dos séculos, os homens que adentram em seus postos de comando passam a deter um grande poder, e como todos sabem, o poder corrompe, ou tão somente mostra como as pessoas são lá no fundo. Outro exemplo é a Ordem dos Illuminatis, que também teria muita influência sobre corporações, governos e bancos. A Skull and Bones seria outro exemplo de ordem secreta com influência sobre políticos, banqueiros e grande empresários. A Opus Dei é uma organização cristã que atua no interior do vaticano. O jornalista canadense Robert Hutchinson afirma que a Opus Dei acumulou uma fortuna de 400 bilhões de dólares, e obviamente esse montante é crucial para sua imensa influência no Vaticano.

O Federal Reserve

O Federal Reserve merece um capítulo à parte, pela sua importância na dominação americana e mundial, assim como pelo seu simbolismo da origem do dinheiro dos bancos. O Federal Reserve é o sistema de reserva federal dos Estados Unidos, e é um banco privado, porém é considerado por alguns como função pública. Por ser um banco privado com atuação pública, vemos uma nítida sobreposição do privado em relação ao público. No caso do Federal Reserve, toda a economia americana depende dele, mas curiosamente, ele não é um banco de todos, da sociedade americana, mas de apenas algumas poucas pessoas. O título de “federal”, nesse caso, é apenas fachada, pois de federal ele não tem nada. Algumas autoridades afirmam que o Federal Reserve seria um banco público e privado, mas isso não é bem verdade. Para demonstrar que o Federal Reserve é um banco privado e que ele faz parte do plano da estrutura oculta de poder mundial, basta a informação de que ninguém pode ter acesso ao que se encontra dentro dele, nem a população, nem um congressista, nem a Suprema Corte, nem a CIA, nem o FBI, nem qualquer agência, órgão ou instituição americana. O Fed, como é chamado, não precisa ter suas decisões ratificadas por ninguém, nem pelo presidente e nem pelo congresso. Em tese, o FED estaria sujeito a supervisão parlamentar, mas na prática isso raramente ocorre. Mas como pode um banco ser considerado público e não haver sobre ele qualquer forma de controle institucional do próprio poder público? É verdade que o presidente escolhe alguns dos seus representantes, e outra parte deles é formada por banqueiros privados. Como quase sempre ocorre, quando o público e o privado se misturam dessa forma, sempre há o domínio do privado sobre o público, que passa a servi-lo em seus interesses.

O Fed, por ser o banco central dos Estados Unidos, é a principal fonte de recursos do país e realiza empréstimos de dinheiro aos bancos privados. Os bancos privados, por sua vez, emprestam dinheiro a empresas e pessoas comuns. Mas quando um banco pede um empréstimo ao Fed e este não possui os recursos necessários (por ter realizado muitos empréstimos), o que ele faz? Por conta do monopólio da impressão da moeda americana, o Fed requisita a impressão de certa quantidade de dólares, por exemplo 50 milhões de dólares. Esse valor é injetado em um ou outro banco e permite que o sistema bancário continue emprestando mais e mais dinheiro. Da mesma forma que os bancos privados ganham dinheiro dos acionistas através de juros sobre dívidas, o Fed ganha dinheiro com os juros cobrados dos bancos. No final das contas, quando o Fed imprime mais dinheiro para poder emprestar aos bancos, esse dinheiro é virtual, não existe de fato, pois não está associado a qualquer meio de produção e bens. O resultado desse processo, como sabem os economistas, é a inflação. Ou seja, quanto mais dinheiro é impresso, mais inflação ocorre, pelo simples fato de que quanto mais notas existirem em circulação, menos essas notas passam a valer. Portanto, quando o Fed realiza, de forma arbitrária e independente, a impressão de mais dólares à título de empréstimo ao sistema financeiro, menos dinheiro sobra na economia, e toda a sociedade americana perde seu montante de capital acumulado, assim como seu força de trabalho.

O próprio governo brasileiro não realiza mais operações de impressão de sua moeda, pois sabe que essas notas, quando injetadas na economia, podem dar a impressão de mais dinheiro existente e de economia aquecida, mas em pouco tempo os preços dos produtos começam a aumentar, posto que a demanda aumenta e com isso os produtos se encarecem, gerando inflação que corrói o bolso de todos. Esse processo descrito de impressão de moedas, realizado pelo Fed, é considerado por alguns como um roubo claro e cruel à economia americana. Essa queda do valor do dólar que afeta a todos os cidadãos americanos existe apenas para aumentar cada vez mais o lucro dos bancos privados.

Assim, a economia americana vai sendo sugada na medida em que os bancos, recebendo os empréstimos do Fed em impressão de dólares, vão cobrando suas dívidas e recolhendo juros e mais juros dos cidadãos. Em economia bancária há outro princípio muito importante que diz: quanto maior a dívida, maior o lucro dos bancos. Ou seja, para o sistema bancário, quanto mais as pessoas estiverem endividadas melhor, pois isso representa sempre uma margem maior de lucro. O mais incrível dessa história é saber que o governo americano participa direta ou indiretamente desse roubo descarado à economia, e nada é feito para que isso termine. Se os bancos formam o ápice da dominação global através do dinheiro, o Federal reserve representa essa dominação global unificada, institucionalizada, consentida, protegida e incrivelmente impune. Andrew Jackson, o sétimo presidente da História americana, quando perguntado sobre sua maior realização em seu leito de morte, disse as seguintes palavras “Eu matei o banco”. Jackson sabia que “matar o banco” era a melhor coisa a ser feita para ajudar o povo americano.

(CONTINUA…)

(Hugo Lapa)

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