quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Mutação...

Eu discordo de muita coisa que está escrita neste blog. Estou em constante transformação.

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sábado, 23 de março de 2013

Desalojado a 12km da cidade, a pé no escuro!!

18/3/2013 13:37
Escrevendo com o intuito de driblar a melancolia e o vazio que insiste em se apoderar de minh'alma, meu ser.
Era aproximadamente 17h30 quando fomos (Eu e o Pablo!) até a fazenda do meu avô Cristóvão "nas torre" para caminhar no meio do mato. Estávamos chapados? Não lembro. Não sei dizer com precisão pois já tem uns 6 meses. Tínhamos que estar de volta até as 19h30 no máximo pois iríamos ao Centro tomar passe.
Chegamos. Descemos da moto e pegamos a trilha. O sol se estendia no oeste, lentamente se retirando para ceder lugar à noite e se apresentar no hemisfério norte do planeta.
Lembro que estávamos com o iPad, o que significa que foi por volta de agosto ou setembro de 2012.
Eu tomei a dianteira e decidi seguir sempre para a frente sem me preocupar com nada além de seguir para a frente. Ele estava muito inquieto e preocupado. Diversas vezes me disse "já passamos por aqui", "já subimos esta "montanha" antes", "estamos andando em círculos", "vamos voltar", "estamos perdidos". Até que "estamos perdidos" começou a se repetir incessantemente de seus lábios desesperados. Sempre que ele dizia alguma das sentenças acima mencionadas, eu me irritava (porque não foram poucas vezes) e dizia pra ele aquietar a mente e focar em algo agradável. Até que como eu disse ele repetia que estávamos perdidos. Acho que caminhamos uma meia hora ali. Então decidi voltar para casa. Começamos a procurar pela saída da mata e encontrar a moto. Foi em vão. Andamos uns quinze ou vinte minutos procurando pela saída e nada. E foi então que pousei do meu vôo (sol em gêmeos + ascendente em aquário = ar²) de consciência e ao pôr os pés no chão me deparei com a seriedade da situação. Estávamos, de fato, perdidos. Comecei a me desesperar. Então ele sugeriu que abandonássemos a trilha e tentássemos a sorte através do mato, algum tipo de atalho. Concordei. Em vão. Chegamos à beira de uma baixada, um barranco escuro e pensei "um lugar perfeito para um ninho de cobras" e viramos para a esquerda. Eu estava ficando desesperado pois o sol em poucos minutos nos deixaria na mais absoluta escuridão. Clamei ao Senhor Jesus em busca de orientação. Uma voz me disse pra seguir para oeste (rumo ao sol). Obedeci. Demorou um pouco, mais uns 5 minutos então saímos da mata. O sol já se tinha ido. Restava o mínimo de claridade. As estrelas já se estendiam no céu. Saímos da mata um tanto distantes de onde deixamos a moto. Seguimos até ela. A encontramos. Agora veio o susto maior: a chave não estava no meu bolso. Bem, ali estávamos nós a uns 700 ou 800 metros distante da estrada (da saída da fazenda) na mais absoluta escuridão, e os celulares não pegavam sinal (se bem que se não me engano o meu estava no banco da moto). Eu pensei "deve ter sido quando corremos na trilha, a chave deve ter pulado do meu bolso".
14:08
Enfim, optamos pela única alternativa disponível: pegar a estrada caminhando. Estávamos a 12km da cidade.
*continua...
* Ganhei uma máquina de escrever do meu vô materno, chega amanhã!!! Agora sim vou poder escrever pra valer, e acabar os textos de uma vez!!! Como podem ver (por causa das horas), escrever a mão é muito demorado, alguns textos eu chego a demorar 3 horas pra escrever e nem ficam tão grandes assim!
Sendo assim, obrigado Senhor Jesus pela máquina de escrever e até a próxima, depois eu publico o resto da história! Só pra resumir, a gente caminhou aproximadamente 8km quando um caminhão com 2 leiteiros parou e deu carona pra gente. A gente tava com o iPad daí ele ia iluminando a estrada... mas não dava pra ver nada além de 5 metros adiante de nós.

Continuação:
24/3/2013 16:45
continuando o relato de agosto ou setembro de 2012 com o Pablo, a 12km da cidade:
optamos pela única alternativa disponível: pegar a estrada caminhando.
eu continuava de bom humor e ele continuava agitado, e a passos largos seguíamos para o leste, para casa. passou uma caminhonete daquelas grandes. iluminei-me com o iPad e estendi-lhe o meu polegar requestando por uma carona. ela passa direto. berro: "ei carona compreensão estamos a pé no meio do nada, leva a gente na carroceria!" e o motorista pisa mais fundo e dali a poucos segundos faz uma curva à esquerda e desaparece para nunca mais ser visto. caminhamos mais uns quinze minutos, olhamos para trás: é um carro, ei, mais uma esperança! ilumino-nos com o iPad e acenamos e estendemos o dedão requestando uma carona. ele reduz a velocidade... está parando... bum, do nada pisa fundo e desaparece para nunca mais ser visto. enfim, seguimos assim, passamos da Porteira Preta caminhando, passam algumas motos e mais carros, enfim, já perdemos a Esperança de pegar carona com algum carro,... daí quando menos esperávamos um caminhão pára. entramos no caminhão. temos um curto diálogo e cumprimento. relatamos sucintosamente a nossa - má sorte? azar? AVENTURA, eu adorei! - o iPad continuava tocando blues baixinho, o Pablo insinuou pra mim pausar mas tava tocando uma música muito boa da Janis Joplin e eu tava quase tendo um orgasmo e simplesmente não - CONSEGUI parar. Os leiteiros não reclamaram nenhuma vez e assim seguimos até a cidade. eles nos oferecem água, eu particularmente tava com muita sede até porque a gente deve ter caminhado uns 2,5 ou 3km na trilha, daí começamos a caçar a saída, mais 700 metros em média, achamos a moto, caminhamos até a saída da fazenda, mais 700 metros, mais 7km até que os leiteiros pararam, e tudo isso sem um gole sequer de água então eu estava com sede realmente. era numa caneca? ou num copo, não lembro. só lembro que estavam tomando café antes e eu odeio café, nessa encarnação eu só tomei um gole de café uma única vez quando eu tinha 4 anos, me lembro bem, foi meu tio Beto quem levou pra mim e o meu primo, Danilo. eu sempre senti aversão por café e nunca senti o mínimo interesse em tomar mas os dois insistiram tanto que eu resolvi dar um gole... argh, que merda. enfim, como eu tava com sede, eu tava com tanta sede que nem lembrava que tava com sede, acho que quando eles ofereceram água eu até recusei e o Pablo aceitou daí eu transfigurei e aceitei também, enfim, fui obrigado a tomar água com aquele café misturado... daí seguimos o resto da "viagem" com o iPad tocando música-ambiente blues, bem baixinho tipo canção de ninar, tava no aleatório, Willie Dixon, John Hammond, Elmore James, Nina Simone, Bessie Smith, sim... ah, que vida. muitos em meu lugar estariam chorando desesperados quando se depararam que a chave da moto não tava no bolso, outros talvez ficassem sem reação e entrariam em estado de choque, quer dizer, isso seria bem difícil pra começar porque - o que esse tipo de pessoa estaria fazendo caminhando no meio do mato? quer dizer, eles provavelmente estariam assistindo tv ou qualquer coisa banal e contracultural.
enfim, eu acordo cedo no outro dia LOUCO pra pegar a moto o quanto antes, vai que alguém sequestra ela ou algo assim? quer dizer, ela tava com o guidão trancado mas aquela trilha é bem popular por motoqueiros e nunca se sabe o que se encontrará quando abrimos a porta de um quarto escuro e desconhecido, -
eu ligo pro chaveiro umas quinze vezes. ele sempre diz que já tá quase chegando. ele demora cerca de 2h30 pra chegar. daí a gente vai na moto dele e ele demora uns quinze minutos "descodificando" a fechadura e finalmente consegue ligar a moto. mas não adianta muito porque o meu capacete tá trancado no banco o que significa que não dá pra mim dirigir assim, enfim, ele começa a investir em abrir o banco e -
SURPRESA a chave tá lá dentro, quer dizer, a meu ver foi uma coisa muito boa a gente ter trancado a chave dentro do banco, melhor do que se ela tivesse caído do meu bolso no meio do mato: se ela tivesse caído no meio do mato ainda ia ter que esperar mais uns vinte minutos em média pro chaveiro, Washington, conseguir fazer outra cópia. Enfim, a gente vai embora até o "consultório" dele daí ele faz uma cópia da minha chave (essa era a única, a outra eu nem lembro o que aconteceu, acho que meu pai perdeu e nunca tive a chave reserva, ou talvez eu a tenha tido e perdi) e ele cobra 70 reais e eu pago e vou embora feliz com uma aventura muito empolgante no currículo anímico.

Daniel Do Vale com Pablo Inácio!

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Comprar livros online

Sou um autônomo vendedor de livros!
Caso estejam procurando por algum específico entrem em contato através do email valedodaniel@live.com que negociamos os preços!

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Meu blog é neutro em CO2! - Faça parte dessa campanha!

Neutralizei a emissão de carbono do meu blog!
Vocês sabiam que um blog produz quase 3,6 kg de dióxido de carbono por ano? A maioria dos blogueiros e blogueiras não sabe, eu não sabia!

O objetivo da Guiato é plantar 500 árvores nativas no Brasil, e para isso precisamos da participação de 500 blogueiros. 
Participe agora, e garanta o plantio de uma árvore para que seu blog seja neutro em CO2. Quanto mais blogueiros como você (e como eu) participam, mais árvores são plantadas.

Colocando o selo “O meu blog é neutro em CO2″, você colabora com a restauração da biodiversidade brasileira e neutralize a emissão de carbono do seu blog. Para cada blog que coloca o nosso selo, uma árvore é plantada. 
Em parceira com o Programa Plante Árvore do Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), o objetivo do Guiato é restaurar áreas desmatadas através do plantio de mudas nativas na região de Apucarana, no Paraná. Além disso, a Gesto Verde faz parte de uma rede internacional de iniciativas baseadas no mesmo modelo, as quais já plantaram mais de 3 mil árvores na Europa.

A sua ação virtual de neutralizar as emissões de CO2 do seu blog representa um gesto real na direção certa. A preservação ao meio ambiente é uma atitude não só necessária, mas também possível - e sem muito esforço.
Fonte: Dona Maricota Feliz

Quanto CO2 é produzido pelo meu blog?
De acordo com um estudo realizado pelo ambientalista e físico da Harvard University, Dr. Alexander Wissner-Gross, um internauta produz, em média, cerca de0,02 gramas de CO2 por exibição de página. Considerando que um blog geralmente recebe em torno de 15 000 visitas por mês, isso resulta em 3,6 kg de CO2 emitidos por ano. Este total é gerado principalmente pelo grande consumo de energia, devido à refrigeração necessária para o funcionamento de computadores e servidores.

Qual é a quantidade de CO2 absorvida por uma árvore?
Infelizmente não é possível dar uma resposta exata à essa pergunta . A absorção de CO2 varia muito. A quantidade de CO2 que uma árvore pode absorver depende da sua espécie, da sua exposição à luz, do tempo necessário para o seu crescimento, e de características locais, tais como o solo, recursos hídricos disponíveis e a latitude onde a árvore se encontra.

Existem várias maneiras de calcular o total de CO2 que uma árvore é capaz de absorver. Totais aceitos pela comunidade científica variam entre 10 a 30kg de absorção de CO2 por árvore por ano. O que se sabe com certeza é que a absorção de CO2 é relativamente baixa durante os primeiros dois a três anos de vida de uma árvore. Depois essa fase, a taxa de absorção aumenta significativamente, e a árvore absorve uma porção considerável de CO2. A taxa de absorção começa a cair uma vez que a árvore atinge 18 anos de  idade.

Conhecido como a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), o tratado ambiental internacional das Nações Unidas calcula que uma árvore absorve cerca de 10kg de CO2. Com a sua campanha “Meu blog é neutro em CO2″, o Guiato supõe que uma árvore absorve 5 kg de CO2 por ano, o que é uma estimativa muito conservadora.

Uma árvore neutraliza as emissões de CO2 do seu blog
Como mostra a declaração acima, o plantio de uma árvore absorve uma média média de 5 kg de CO2 lançados na atmosfera por ano. Um blog normal emite anualmente cerca de 3,6 kg de CO2. Uam árvore é então capaz de neutralizar as emissões de CO2 de um blog. Já que uma árvore vive cerca de 50 anos, as emissões de CO2 do seu blog são totalmente neutralizadas durante este período.

Venha participar também?
Acesse e confira:

Como uma árvore pode neutralizar as emissões de CO2 do seu blog?
Ao participar da campanha “Meu blog é neutro em CO2,” você estará contribuindo para aliviar os impactos das mudanças climáticas, já que uma árvore é capaz de neutralizar as emissões de CO2 do seu blog. Faça a sua parte!
tree-co2-blog

Como as árvores são plantadas?
As árvores são plantadas na Floresta Guiato, em Apucarana, Paraná, em parceria com o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF).
CO2-neutral

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Pegando o controle do meu vô, 2011

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Danilo e Will - Fight na casa do Will - 6/3/2011

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Gatinhos almoçando ao som de Danilo do Vale, 2011

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sábado, 17 de novembro de 2012

A nova geração: Aventuras na estrada / Viajando de carona

(eu sempre faço uma oração antes perguntando se é seguro, talvez por isso nunca me aconteceu nada de ruim)
o percurso.
Fotos
Vídeo
17/11/2012 20:28
[...] Portanto, vou tomar mais cuidado com o que eu ensino a outras pessoas. Eu contei a ela algumas de minhas aventuras, como um caminhoneiro racista - "eu odeio pretos e acredito que é uma raça que deve ser eliminada" - que morou 18 anos em New York e também algumas informações que impulsiona/acentua a fé e a iniciativa das pessoas a fazer o que eu faço, e são: eu nunca fiquei mais do que 1h30 min pedindo carona (mas como eu explicarei mais adiante, já tive alguns sofrimentos em minha curta jornada de estrada) e também a minha tática usada: a tática clássica do polegar estendido, mas reforçado com um caderno ou uma folha de caderno solitária, escrito o nome da cidade para onde vou. Também é importante e sábio fazer escalas, por exemplo, eu costumo ir de Uberlândia até Morrinhos, e o que eu faço, eu peço pra Itumbiara, que é a divisa de Goiás, e de lá para Goiatuba e então Morrinhos. Mas eu também já peguei outras caronas que não chegava até Itumbiara, se não me engano Campos Altos ou Montes Claros ou algo parecido (MONTE ALEGRE), uma cidade mineira antes de Itumbiara. Em outra situação, o carona me deixou no meio do nada, literalmente, na entrada de uma fazenda que ele estava indo. Eu caminhei uns 2 ou 3km e "acampei" em determinado lugar e dentro de uns 25 minutos consegui a minha carona. Se não me engano o máximo que eu peguei foram 5 caronas nessa trajetória de Morrinhos a Uberlândia e vice-versa, e o mínimo foram 2 caronas. É preciso realmente muita sorte para realizar o trajeto, de 220km ou 250km (não sei ao certo) com apenas uma carona.
E outro fator tortuoso, os senhores devem pensar que o tempo máximo de espera como 1h30min não traz dificuldades, estão enganados.
Muita, muita coisa pode acontecer em 90 minutos.

E aqui vai uma de minhas aventuras, o caminhoneiro estava indo para Bom Jesus. Isso significa que antes de entrar em Itumbiara ele seguiria para oeste, me deixando no primeiro trevo de Itumbiara, o que significa que eu estava 4 ou 5km distante da divisa de Minas Gerais. Sim, a única alternativa disponível era caminhar para o sul, rumo a divisa de Goiás e Minas Gerais, para só então seguir para o leste rumo ao meu destino, Uberlândia.

de vermelho, onde o trevo para Bom Jesus; de azul, o posto fiscal (a divisa).

Certo, aqui estou eu exatamente ao meio-dia (quando o sol está mais quente) deixado a 4 ou 5km da divisa de MG, com aproximadamente 30 reais no bolso, se não me engano, carregando duas mochilas um tanto pesadas mas não tanto e a minha guitarra, e a única alternativa é caminhar para o sul. Certo, os senhores devem ter a noção de que caminhar 4km a uma velocidade relativamente média demora no mínimo 40 minutos. E como não sou avarento imediatamente investi em um moto táxi. Mais uns 5 minutos de caminhada e encontrei um posto com o que eu buscava: um orelhão com o número de algum moto táxi. Tem vários números, mas curiosamente um único atende e diz que cobra 30 reais para me levar até a divisa de MG, o que deve provar aos senhores que eu estava um tanto distante da divisa. (em outra ocasião aconteceu o contrário, a minha carona me deixou poucos metros distante da divisa de MG e me deu 10 reais, que eu comprei um refrigerante, se não me engano por 1,20 ou 1,50 e o moto-táxi cobrou apenas 7 reais para me levar até o trevo da saída para Goiatuba (representado pela mancha vermelha na imagem acima)).
Bem voltando ao orelhão eu desliguei na cara dele quando ele disse 30 reais e segui esperançosamente a minha caminhada rumo a divisa de MG. Certo, os senhores acertaram, eu caminhava com o polegar estendido e também o meu caderno escrito "Uberlândia" o que significa que havia a possibilidade, a esperança de algum motorista (não digo caminhoneiro porque também já peguei carona de carro) caridoso me dar carona antes de que eu atingisse o trevo por conta própria, sem ter de caminhar os 4 ou 5 km.
Mas infelizmente nem um motorista parou. Na verdade, quando atingi o posto fiscal (graças a Deus não sou/fui estúpido o suficiente a ponto de não levar água) uns 40 ou 50 minutos depois eu estabeleci o meu acampamento por ali e miraculosa e mirabolantemente aconteceu.
Um casal caridoso parou. No banco de trás eles levavam se não me engano uma tv ou um aparelho de som, enfim, uma caixa de papelão pesada que mal sobrava espaço para me acomodar, com essa caixa por cima das pernas (mas não estou dizendo que a carona foi ruim mas apenas descrevendo os detalhes), eles me deixaram em Centralina. (os senhores devem der notado que se aventurar a viajar de carona não é tão fácil quanto parece).
Ah miraculosamente havia sombra e água de côco, o que eu tomei e me nutri também da castanha. Prosseguindo a minha jornada, eu caminhei mais ou menos 1km e acampei no meio-fio (até o momento eu tinha pego 3 caronas, um até Goiatuba (eu saí de Morrinhos), outra até o primeiro trevo de Itumbiara de onde eu caminhei entre 45 a 60 minutos até conseguir a minha carona no posto fiscal de Itumbiara e agora estou em Centralina sentado no meio fio com o polegar e a folha de caderno estendida) quando vejam só: uma Hilux com um advogado paulista é quem me oferece uma carona. Nesse ponto eu tinha é claro mudado a minha tática e o meu caderno exibia "Trevão" ao invés de "Uberlândia".

de laranja, o "Trevão" (uma rotatória com um posto de gasolina).

Enfim, o motorista estava indo para se não me engano Sampa (SP) e parou decidido a me deixar no Trevão (ele seguiria pro sul, por Prata (MG) enquanto eu teria de seguir pra o leste, Uberlândia, me deixando no Trevão) mas depois complacentemente resolveu alterar sua rota, atrasar a sua viagem seguindo para o leste, Uberlândia, para que segundo suas próprias palavras "eu pudesse chegar mais cedo em casa".

E aqui termina uma de minhas jornadas na estrada.
Mas os senhores desconhecem o que é vivenciar caminhar ao meio dia com duas mochilas e uma guitarra com o braço estendido (com os ombros doendo) por uma hora.
Em outra situação a minha carona me deixou muito próximo do posto fiscal, ou melhor uns 1,5 km de distância ou uns 15-20 minutos de distância caminhando. E eu por não conseguir carona cruzei a divisa a pé e caminhei mais 1,5 km +-, atingindo precisamente o terminal rodoviário de Araporã (não mostra na imagem acima mas fica exatamente ao lado de Itumbiara (depois da divisa), se der um pouco mais de zoom Araporã poderá ser vista pelo Google Maps) - quando consegui a minha carona.

Também teve outra circunstância, foi a minha primeira viagem de carona sozinho (a primeira foi de Rio Verde a Morrinhos com o William, meu primo, já acostumado a fazer esse trajeto praticamente todo fds pra visitar sua até então namorada, Wanessa). Foi exatamente no dia 1/6/2012, sexta-feira, dia da marcha da maconha em Goiânia. Tudo começou com uma ligação de um amigo, Jhonathan ou  "Todd" me convidando "vem pra marcha da maconha e dorme lá em casa". Era mais ou menos 14h30 e eu estava exatamente planejando como eu gastaria o meu tempo no fim de semana o que foi a resposta aos meus pensamentos, essa ligação.
Certo, aqui estou eu obstinado a ir para Goiânia e economizar o preço da passagem do ônibus (quase 50 reais) com a minha munição adquirida com o William: o polegar e a folha de caderno.
Certo, eu pego um moto-táxi até o viaduto de Morrinhos por 5 ou 6 reais e passo a subida rumo a Goiânia (um caminhoneiro dificilmente pararia antes da subida, primeiro porque ele está embalado, o que os caminhoneiros mais adoram: embalo, e segundo porque dependendo da sua carga o caminhão não subiria), e fico cerca de 30 minutos até que um Honda Civic com duas mulheres param. O seu comentário-cumprimento: "deu sorte porque hoje estou boazinha e fiquei com dó".
Mas enfim foi uma viagem tranquila, eu é claro não disse que ia pra marcha da maconha e sim "passar o fds na casa de um amigo", e como a sorte me prevalecia elas me deixaram uns 20 minutos do local da marcha, na Praça da Bíblia.
Teve diversas outras viagens mas já foi o suficiente para que o leitor, A NOVA GERAÇÃO DE AVENTUREIROS E VAGABUNDOS BRASILEIROS desperte e vivencie nos seus mínimos detalhes A VIDA NA ESTRADA.

Daniel do Vale, 22:19
1/6/2012

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Entre áspas

(Resumo: Você vive de acordo com suas idéias ou se vende ao poder como uma prostituta de posto?)
Tudo que peço a você é que pense por si só. Jogue fora tudo que ja lhe contaram, tudo que foi aprendido na escola, o que você ouviu no rádio, viu na televisão, o que os políticos disseram, etc. Só por um momento, vamos começar a pensar por nós. Afinal, não é sempre que temos oportunidade de fazer isso. Somos constantemente bombardeados por propaganda, noticias ruins, opiniões, mentiras e toneladas de segredos não contados.


Certo, aqui vai uma lição útil pra você: Desista. Porque nessa vida, você não pode vencer. Sim, você pode tentar, mas no fim, você vai perder feio. Porque o mundo é comandado pelo Homem. Ele está em toda parte: na Casa Branca, no fim do corredor... E o Homem destrói a camada de ozônio, está queimando a Amazônia... Há um jeito de se rebelar contra o Homem. Chama-se Rock n' Roll. Mas adivinhe: oh, não! O Homem também arruinou isso com uma coisinha chamada MTV. Então não perca seu tempo tentando fazer algo legal, puro ou incrível, porque o Homem vai te chamar de gordo, louco, perdedor e esmagar sua alma. Então faça um favor à si mesmo e desista.

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sábado, 28 de agosto de 2010

Tempo

Tempo é o que manda na gente. É o que mostra o final da história. O começo. E nós não podemos fazer nada pra mudar isso. Somos todos prisioneiros do tempo. Enquanto você lê isso ele tá passando. Ele tá te controlando e você num sabe. Enquanto vc tivé aqui, será prisioneiro dele. É questão de tempo, é questão de tempo... Tudo 'questão de tempo'. Todas as perguntas são feitas pelo tempo, e também respondidas por ele.
Ele pode ser bom pra você, ou mau, muito mau. E adivinhe quando ele se revelará? (entre vilão ou mocinho) Com o tempo! É outra 'questão de tempo'.
Tempo... Esse pode ser outro nome pra se referir à Deus, quem sabe?
Tudo o que você fizer, sentir, tudo nessa vida, será propriedade dele, só dele e de mais ninguém.
Aí ele passa. (a parte ruim) - Chega a parte boa. Você pensa que está livre, já esperou seu tempo e que agora é a parte boa. Errado, assim como a parte ruim é temporária, a parte boa também é. É como um ciclo que se repete a vida toda, entende? É porque o tempo enjoa. Enjoa das mesmas coisas, pessoas, objetos, construções... Tudo. Egocêntrico! Deixa tudo pra trás, sem se preocupar com ninguém! Mas isso não quer dizer que não tenha arrependimentos: às vezes, traz algo de volta, inexplicavelmente. Tempo é o grande imperador dessa vida. Não queira ser inimigo dele. É claro que você acabou de pensar 'claro que não', 'como assim?', 'como eu me tornaria inimigo do TEMPO?!'. Reflita. Dica: ato.

Daniel Do Vale, 2010

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