terça-feira, 26 de novembro de 2013

James Petras: “Os 400 mais ricos nos Estados Unidos têm mais riqueza do que 160 milhões de pessoas”

O Diário - Efrain Chury Iribarne: Benvindo James Petras aos microfones de CX36, Radio Centenario. Como está?

James Petras: Estamos muito bem. Prontos para começar.

EChI: Bem, comecemos. Foi aqui dada muita difusão à questão da espionagem estado-unidense contra a França e contra o governo de México. ¿Isto é notícia velha ou é apenas agora que se produzem reacções?

JP: É as duas coisas. Primeiro o facto de que a notícia actual sobre a espionagem foi publicada nos mais importantes meios de comunicação, e isso teve impacto, forçando governos bastante servis a denunciá-la.

Por exemplo no México, a posição do governo mexicano era de que o governo estado-unidense pode praticar a espionagem, porque Felipe Calderón é muito servil em relação a Washington e não se atreve a criticar nada. Agora, com o Der Spiegel, que tem um milhão de leitores em cada semana, estão obrigados a responder, porque é uma grande vergonha submeter-se a este colonialismo e não responder.

Por sua parte, que França esteja criticando a espionagem, é porque saiu em Le Monde e outros diários, pelo que o governo de François Hollande não pode continuar a ocultar o facto de que está submetido ao controlo dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo é necessário acrescentar que a espionagem se verifica a todos los níveis do governo, é como ter bufos em cada Ministério, em cada reunião de gabinete, em toda a decisão económica.
Este é o caso de México e Brasil, por exemplo, a espionagem está tomando a Economia, tomando em conta qualquer leilão de locais de exploração de petróleo, estão metidos em qualquer decisão sobre a protecção de fronteiras.

Portanto, que a espionagem norte-americana tenha penetrado todos os níveis de governo; quer dizer, registando o que o governo está pensando e planificando, dando aos Estados Unidos acesso a essa informação. Obviamente pode utilizá-la para melhorar as suas condições económicas e particularmente as suas agências de penetração e também as empresas multinacionais. Todos estes factores estão a influir neste protesto.

Agora, a França tem o seu próprio sistema de penetração na cidadania. O facto é que os Estados Unidos também estão penetrando o sistema de espionagem francês, e isto faz com que haja dois níveis: o governo francês espiando os seus cidadãos e o governo estado-unidense espiando os espiões franceses. É uma multiplicação da espionagem e cada governo procura aproveitá-la para fortalecer as sus posições.

Independentemente disso, que a espionagem tenha surgido na imprensa, os governantes não mudaram, os Estados Unidos não renunciaram a espiar, a infiltrar-se e a penetrar noutros governos, mais ainda, continuam a fazê-lo. Enquanto estamos aqui falando estão a fazê-lo, continuam a espiar a França, Brasil, México, não param. Então os governos têm que pensar em como terminar ou bloquear estas operações, mas até agora os Estados Unidos prosseguem com esta agressão e violando a soberania dos países, a tal ponto que talvez os forcem, de algum modo, a uma mudança nas relações.

EChI: Estas operações de espionagem fundamentam-se no combate al terrorismo, mas qual é a sua finalidade?

JP: Mais do que contra o terrorismo, a espionagem afecta todo o tipo de decisões económicas e políticas, de políticos aliados – supostamente – dos Estados Unidos. Esse é o facto que mais incomoda a grande imprensa, e é essa a razão por que a imprensa burguesa, inclusivamente a pró-imperialista, tem dado difusão ao tema. Uma coisa é ser servil ao imperialismo e outra é submeter-se como adversário e não ter autonomia de acção, nenhuma possibilidade de articular uma ideia sem que os Estados Unidos o saibam. É uma posição que deve ser compreendida. Por exemplo no Uruguai o semanário Búsqueda ou o diário La República servem os interesses do grande capital mas querem uma margem de autonomia para funcionar, não querem ser absolutamente submetidos.
A denúncia ou a publicidade surgem como repúdio à subordinação total. Eles querem servir o imperialismo pelas suas próprias razões e no tempo que decidam, e não simplesmente submeter-se cem por cento em cada momento, em cada assunto, a Washington.

EChI: As Nações Unidas solicitaram aos Estados Unidos que esclareçam o número de mortos resultantes da utilização dos drones, esses aviões não tripulados.

JP: Washington não vai a publicar esses dados porque os números que os peritos nos fornecem dizem que 25% dos mortos por drones são civis, sobretudo mulheres, crianças, trabalhadores, que não têm nada que ver com nenhum combate nem conflito militar. Portanto poderíamos calcular, com essa base, que se trata de milhares de vítimas. E Washington não o pode confessar porque isso significaria ir ao Tribunal Internacional por crimes contra a humanidade. São assassínios em muitos países, isso implicaria aceitar que são um governo criminoso e eles não estão dispostos a submeter-se a um julgamento internacional por crimes contra a humanidade.

EChI: Obama, no seu programa semanal na rádio, disse no sábado que as crises geradas nas últimas semanas prejudicaram gravemente o emprego e a economia numa altura em que o país necessita de “maior crescimento económico”.

JP: Obviamente estamos economicamente estagnados, obviamente a política económica, tanto de Barack Obama como do Congresso, nem melhorou as taxas reais de desemprego nem reduziu as desigualdades. Por exemplo, os últimos números que temos indicam que nos Estados Unidos os 400 mais ricos possuem mais riqueza do que 160 milhões de personas. Quer dizer, menos de 1% possuem mais riqueza do que metade da população. A situação não poderia ser mais grave.
Agora, esto vem de longe, não resulta do problema fiscal nem da paralisação do governo, vem de antes. Mas Obama tem que arranjar um acordo – o que eles chamam o ‘grande acordo’- com o Congresso, entre democratas e republicanos, e é isso que estão a atamancar porque têm um prazo de três meses para alcançar esse acordo. Aí o que está em jogo é que os representantes republicanos vão atacar os programas sociais de forma agressiva e radical, ao mesmo tempo que não querem aumentar nenhum imposto para nenhum sector da classe capitalista. Obama está de acordo nos cortes sociais, mas como tem uma base popular não pode vender os cortes se eles incidem todos sobre as classes populares. Ele necessita de uma justificação, por isso quer duas coisas: cortes sociais mas por outro lado aumento de impostos sobre os ricos. Desta forma ele quer vender às pessoas aquela coisa de que todos temos que fazer sacrifícios, ricos e pobres. É essa a mensagem que estão a cozinhar.

Mas se não consegue esta última questão, a cedência em relação aos impostos, não pode vender a encomenda ao seu público e é por isso que se verifica o actual empate. Procura pressionar os republicanos a que aceitem algum imposto sobre os ricos, não demasiado, mas algo que sirva para publicitar o acordo como equitativo. É isso o que estão negociando e por isso também utilizam a crise que superámos conjunturalmente para denunciar os republicanos e para os amaciar para as próximas negociações.

EChI: Bem Petras, para o final deixamos o seu comentário sobre os temas em que trabalha nesta altura.

JP: Temos vários temas.

Tocámos o problema da espionagem que tinha agendado, mas também temos o facto de que há uma conferência sobre a Síria, que se realizará em Genebra, Suíça, nos dias 23 e 24 de Novembro. O governo sírio está de acordo, os promotores são os que se autodenominam ‘comunidade internacional’ que inclui a Europa e os Estados Unidos. Mas a oposição não o apoia porque, em primeiro lugar, sabem que em qualquer negociação são quem fica a perder. Em segundo lugar, porque na oposição os fundamentalistas são dominantes. Têm o poder militar, o melhor financiamento que vem do Golfo e eles não querem nenhuma negociação, nenhum arranjo. Querem tomar o poder pela violência e limpar toda a população que não está de acordo com os fundamentalistas.

Agora o problema de rejeitar a conferência significa que a guerra continua. Os países ocidentais não controlam os fundamentalistas, porque eles têm os seus apoios nos países do golfo, como a Arabia Saudita, e têm suficiente financiamento para prosseguir matando e destruindo com as bombas terroristas. Agora, a Arabia Saudita não tem interesse em tomar o controlo da Síria. Lo que querem é destruí-la o más possível para que não funcione como um adversário secular e nacional. É isso o que está em jogo.

Em relação com isto, também, há uma organização que se chama Observatório dos Direitos Humanos que se supõe ser a fonte de informação do que os meios de comunicação ocidentais publicam. E descobrimos que há um senhor que constitui o “observatório”. Não é uma organização, é um senhor que vive em Londres e supostamente recolhe todos os dados sobre qualquer morte, assassínio, e quem são os responsáveis. É absolutamente absurdo. Uma organização de uma pessoa, uma fachada, simplesmente transmitindo as mensagens de Washington e Londres, e dando como fonte por exemplo: “segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos o governo matou 300 civis”. Isso significa que uma pessoa em Londres, cozinha los dados e depois todos os meios de comunicação publicam os “dados” como algo verificado e confirmado por observadores. Nada mais.

É como se o Chury, que vive em Montevideo, recebesse ordens da Embaixada norte-americana e difundisse notícias sobre o que está a passar-se na Síria. É algo absolutamente incrível.

Por último, tenho que sublinhar que temos dito que Dilma Rousseff representa um nacionalismo burguês, mas que devemos rectificar essa apreciação. No dia de hoje há um leilão sobre os campos de exploração de petróleo, um dos más lucrativos, ‘Campo Libra’, e nesse leilão as grandes empresas multinacionais vão assumir o controlo de uma área de exploração de petróleo, desalojando a Petrobras como explorador principal.
Por outras palavras, Rousseff está lançando uma campanha de privatização e desnacionalização de uma das áreas mais lucrativas na área do petróleo.
Devemos dizer que isto é a continuação da política entreguista dos neoliberais do Brasil.

EChI: Muito obrigado, Petras, reencontramo-nos segunda-feira.

JP: Uma saudação aos ouvintes e até segunda-feira.

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sábado, 23 de novembro de 2013

Pai registra o cotidiano dos seus 6 filhos criados próximos à natureza

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Mulher encontra pedido de socorro de escravo chinês dentro de um brinquedo

Julie Keith, natural de Oregon, Estados Unidos, mal podia imaginar a tragédia que estava por trás do brinquedo que comprou em outubro de 2012. O pretexto era a festa de aniversário da filha, perto do Halloween, mas o que parecia uma compra comum acabou virando algo muito maior. Meticulosamente escondido dentro do produto com a inscrição “made in China” estava uma carta, escrita em inglês, denunciando o trabalho escravo por que passam os funcionários daquela fábrica/prisão.

A letra era trêmula e o cenário descrito de verdadeiro atentado aos mais básicos direitos humanos. O homem, que se identificou apenas como Zhang, de 47 anos, descrevia como eram passadas as 15 horas de trabalho diárias, sem qualquer pausa em qualquer dia da semana, em troca de um salário de miséria. Além disso, os espancamentos, torturas de sono ou outras práticas semelhantes eram comuns na fábrica

Não admira por isso que também fossem comuns as mortes por doença ou suicídio de muitos dos trabalhadores. Por isso, Zhang pedia na carta: “se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos. Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, vão ser  gratas para sempre”.
(Tradução livre feita pelo Hypeness – alguns trechos da carta estão ilegíveis, o que dificultou a tradução. Em resumo, eis o que diz a carta:

Senhor

Se você por acaso comprou esse produto, por favor faça a gentileza de encaminhar essa carta para a Organização Mundinal dos Direitos Humanos. Milhares de pessoas que estão sendo sendo reféns do Partido Comunista Chinês vão agradecer e lembrar de você para sempre. Esse produto foi produzido pela Unidade 8, Departamento 2, Masanjia Labor Camp, Shenyang, Liaoning, China.

Pessoas que trabalham aqui tem que trabalhar 15 horas por dia, sem pausa nos fins de semana ou feriados. Se se recusarem, eles sofrem torturas, apanham, e recebem praticamente nenhum pagamento (10 yuan por mês – aproximadamente 2 dólares). 

Pessoas que trabalham aqui sofrem punições ilegais, sendo condenados a trabalhar nessas condicões de 1 até 3 anos em média, sem nenhum tipo de sentença judicial. Muitos deles são totalmente inocentes e estão sendo punidos somente porque acreditam em coisas diferentes do que o CCPG, e nesses casos sofrem punições mais severas do que os outros.”)

Zhang entretanto conseguiu sair da fábrica e continua sendo um testemunho vivo do horror que se passa no campo de trabalho forçado de Masanjia. Outros como ele têm dado voz e rosto à causa, como Chen Shenchun, de 55 anos que passou dois num lugar desses e diz: “às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”.

A carta foi encontrada num brinquedo comprado na loja Kmart, que até ao momento não prestou esclarecimentos sobre o caso, que (graças à Internet) começa a correr o mundo.
Na foto acima, à direita, o autor da carta, Zhang, em sua primeira entrevista, ao canal CNN.

Encontramos também um vídeo feito pela NTDTV, que mostra as condições precárias de trabalho escravo no Masanjia Labor Camp, que é onde o autor da carta estava confinado:

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Boias que monitoram tsunamis no mundo foram desligadas, por que?

Por que  boias que monitoram tsunamis  em torno de todo o mundo foram desligadas?  Como mostrado neste screenshot do National Bouy Data Center e como solicitado por aqueles que prestam atenção a essas coisas, de acordo com a "vigias", isto nunca aconteceu antes. Este é apenas algum tipo de "falha" com nossos centros de relatórios governamentais ou há mais do que isso?  O vídeo abaixo a partir de David Vose avisa que agora é a hora de "fugir" de Nova York, Flórida, Louisiana e Califórnia. Por quê?


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sábado, 16 de novembro de 2013

O Homem Mais Perigoso do Ciberespaço - Jacob Appelbaum

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Vale a pena!

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Suspeita de comprar estanho que é extraído por crianças e arrasa um paraíso ambiental, Apple reage tratando usuários como otários

Toda vez que um novo iPhone está para ser lançado, produz-se um frisson mundial. No caso do novo Iphone 5S, não foi diferente. Pessoas acamparam por semanas em frente à loja da Apple em Nova York, esperando que suas portas se abrissem. Quando isso finalmente ocorreu, foram saudadas pelos funcionários como se tivessem acabado de conquistar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. Mas por trás de toda a fanfarra de marketing, existe uma realidade que quase nunca é acompanhada pela mídia com tanta empolgação como as filas em frente das lojas.
O jornalista britânico George Monbiot começou a revelá-la esta semana, em seu blog. A Apple, demonstrou ele, participa de um dos crimes ambientais que melhor expõem a desigualdade das relações Norte-Sul e a irracionalidade contemporânea. Ela provavelmente compra estanho produzido, na Indonésia, em relações sociais e de desprezo pela natureza que lembram as do século 19. Pior: convidada por ativistas a corrigir esta prática, a empresa esquiva-se – destoando inclusive de suas concorrentes. E, ao fazê-lo, usa argumentos que sugerem: trata o público s seus consumidores como se fossem incapazes de outra atitude mental além do ímpeto de consumo.
Monbiot refere-se ao uso, pelos fabricantes de celulares, do estanho extraído da ilha de Bangka, na Indonésia. O metal é indispensável para a soldagem interna dos smartphones. Cerca de 30% da produção global concentra-se na Indonésia – mais precisamente, em Bangka. O problema são as condições de extração.
O jornalista as descreve: “Uma orgia de mineração sem regras está reduzindo um sistema complexo de florestas tropicais e campos a uma paisagem pós-holocausto de areia e subsolo ácido. Dragas de estanho, nas águas costeiras, também estão varrendo os corais, os manguezais, os mariscos gigantes, a pesca e as praias usadas como ninhos pelas tartarugas”.
A cobiça pelo estanho barato não poupa nem a natureza, nem o ser humano. Monbiot prossegue: “Crianças são empregadas, em condições chocantes. Em média, um mineiro morre, em acidente de trabalho, a cada semana. A água limpa está desaparacendo. A malária espalha-se e os mosquitos proliferam nas minas abandonadas. Pequenos agricultores são removidos de suas terras”
Estas condições desesperadoras desencadearam reação de ativistas. A organização internacional Amigos da Terra articulou o movimento. Não se trata de algo conduzido por rebeldes sem causa. A campanha reconhece que eliminar a mineração seria uma proposta inviável, por desempregar milhares de pessoas. Propõe, ao contrário, um pacto. Todo o estanho produzido em Bangka é adquirido pelas corporações que fabricam celulares. Se elas concordarem em respeitar condições sociais e ambientais decentes, a exploração de gente e da natureza não poderá prosseguir.
Sete fabricantes transnacionais abriram diálogo com a campanha: Samsung, Philips, Nokia, Sony, Blackberry, Motorola e LG. A única das grandes fabricantes a se recusar foi a Apple – também conhecida por encomendar a fabricação de seus aparelhos às indústrias de ultra-exploração do trabalho humano da Foxconn.
O mais bizarro, conta Monbiot, são os estratagemas primitivos usados pela Apple para evitar um compromisso de respeito aos direitos e à natureza. O jornalista procurou por duas vezes, nos últimos dias, o diretor de Relações Públicas da empresa. Propôs, em nome da transparência, um diálogo gravado. Sugestão negada. Na conversa reservada, relata, não obteve informação alguma, exceto uma sugestão: dirija-se a nosso site.
Mas é lá, diverte-se Monbiot, que a Apple mais zomba da inteligência dos consumidores. A corporação informa, placidamente, que “a Ilha de Bangka, na Indonésia, é uma das principais regiões produtoras de estanho no mundo. Preocupações recentes sobre a mineração ilegal de estanho na região levaram a Apple a uma visitas de inspeção, para saber mais”. Mas a Apple não reconhece que compra o metal produzido em Bangka – provavelmente para não se comprometer com a campanha contra a exploração devastadora. O jornalista, então, pergunta: “Por que dar-se ao trabalho de uma visita de inspeção, se você não usa o estanho da ilha? E se você usa, por que não admiti-lo?”
Tudo isso sugeriria renunciar a um celular? Claro que não, diz Monbiot. Trata-se de exigir das empresas respeito a normas sociais e ambientais. Pressionadas, sete corporações transnacionais ao menos admitiram debater o tema. A Apple destoou. Quem tem respeito pelos direitos sociais e pela natureza deveria evitar os aparelhos da empresa, recomenda o jornalista.
Quem quer ir além pode, por exemplo, optar pelo Fairphone, celular produzido por empreendedores expressamente interessados em proteger direitos e ambiente. Estará disponível a partir de dezembro. Porém, mais de 15 mil unidades já foram vendidas, nos últimos meses a consumidores conscientes.

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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Píton de 3 metros vomita 2 gatos ao ser capturada por policiais nos EUA

A cobra com mais de 3 metros comeu os gatinhos ao ser abandonada.

Um morador da Flórida notou a cobra em frente à sua casa. Imediatamente a polícia foi chamada para capturar o réptil.

Quando os policiais chegaram, ficaram assustados ao verem a cena: a cobra havia engolido dois gatos e estava regurgitando-os.

“Eu acho que ela entrou em modo de defesa”, comentou Martin County, policial responsável pela missão. “Ela regurgitou um gato de tamanho médio e um pequeno”, disse.

Segundo os biólogos, o comportamento de vomitar uma refeição é realizado para que ela possa fugir com mais rapidez.

“Inicialmente estava um pouco agressiva, mas reconheceu que estava sendo manipulada por humanos e se tornou dócil”, disse Willie Weiss em entrevista à WPBF.

As autoridades acreditavam que a cobra trata-se de um animal de estimação que foi abandonada por seu dono que desistiu de criá-la.

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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sírios estão matando sírios! Então temos que matar sírios para mostrar que é errado matar sírios!

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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Criança é salva pela maconha aos cinco anos EUA

Uma criança, dos EUA, com menos de três anos tinha cerca de 300 convulsões por semana. O seu desenvolvimento já estava a ficar atrasado, não andava nem falava. Até que, aos cinco anos, os pais resolveram arriscar num último recurso: Marijuana.
Tinha três meses quando teve a sua primeira convulsão, nos anos seguintes o número aumentou e Charlotte Figi chegava a ter 300 ataques por semana.

Aos dois anos já tomava sete comprimidos por dia e aos dois anos e meio chegou o diagnóstico: Síndrome de Dravet, também conhecida como epilepsia mioclónica juvenil. Mais tarde, já Charlotte tinha cinco anos, os seus pais decidiram experimentar um tratamento com marijuana.

Ao pesquisar a doença da filha na Internet, o pai descobriu um caso de um rapaz com o mesmo diagnóstico que estava a melhorar graças ao uso de marijuana. E, ainda que os médicos tenham desaconselhado o tratamento, os pais conseguiram as duas autorizações necessárias para poderem administrar a substância à filha.

Neste caso, optou-se por usar a marijuana em óleo. Após a primeira utilização, a criança não teve convulsões durante uma semana.

Actualmente, com seis anos, Charlotte ingere, misturado com a comida, o óleo de marijuana duas vezes por dia, o que lhe reduziu os ataques a duas ou três vezes por semana. Agora, até já anda de bicicleta.

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