terça-feira, 18 de setembro de 2012

Há Dez Mil Anos, Nelson Moraes (Por Raul Seixas) 2001

Recomendo. Livro espírita do Raul Seixas.

Hoje me sinto muito feliz quando encontro alguém lendo os meus depoimentos, mais do que quando executam as minhas músicas. Aos poucos estou alcançando o sucesso, não mais o sucesso do mito, mas sim, do ser humano que sou. Espero que aqueles que hoje são fã do mito, ao ler meus depoimentos, venham se tornar fãs de verdade e daquele que realmente merece nossa gratidão e reconhecimento. Um dia, Ele será seguido como o grande ídolo da humanidade.

Os acontecimentos aqui narrados tiveram como palco um lugar distante nos séculos que, absorvido pelas transformações físicas de nosso planeta, há muito deixou de fazer parte da paisagem terrestre. Não é uma revelação histórica sobre o tempo ou lugares. Descrevo alguns dos momentos vividos por mim e pelos espíritos envolvidos, focalizando apenas os principais acontecimentos que culminaram com os grandes equívocos que cometemos quando dominados pela impiedade, os quais acabaram gerando marcas profundas em meu subconsciente, dificultando minha ascensão espiritual.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Raul Seixas, Um Roqueiro no Além 2002

Os depoimentos do espírito Zílio (Raul Seixas), psicografados pelo médium Nelson Moraes e que constam no livro, UM ROQUEIRO NO ALÉM, vem causando uma profunda transformação nos jovens que leram tais depoimentos.

São milhares de jovens entre treze e vinte e um anos que através da leitura desse livro, acabaram se conscientizando do perigo que representa para o espírito o vício das drogas e do álcool.

Segundo os amigos e a própria mãe de Raul Seixas, quando encarnada, afirmaram reconhecer no espírito Zílio, o roqueiro famoso desencarnado...

Dr. Carlos de Brito Imbashay, do Rio de Janeiro, deu um depoimento muito interessante sobre o livro: "É incrível o poder de influenciação desses depoimentos contidos no livro, UM ROQUEIRO NO ALÉM, afirmo isso em função de ter constatado pessoalmente dois casos de transformações profundas influenciadas por essa obra".

Para informação dos leitores que ainda não conhecem a obra, transcrevemos alguns trechos dos depoimentos do Roqueiro:

"A minha morte foi como um pesadelo; senti um profundo torpor e perdi os sentidos. Depois de algum tempo recobrei a consciência; parecia estar bem, até que percebi que algumas pessoas estavam colocando-me dentro de um caixão.
Tentei reagir, mas não consegui mexer-me; gritei dizendo estar vivo, mas ninguém me ouviu.
Quando fecharam o caixão, dei murros na tampa tentando abrí-la, mas meu esforço era em vão; perdi os sentidos.
Não sei quanto tempo fiquei desacordado; quando dei por mim novamente, senti que me colocaram em um veículo e viajamos por algum tempo. Os solavancos do carro enjoaram-me; comecei a passar mal; não tinha espaço para vomitar e nem para me mexer; sentia-me sufocado.
Quando o carro parou escutei gritarem o meu nome seguido de muito pranto. Pelo movimento, percebi que alí deveria ser o local do velório. Tiraram o caixão do carro e, quando eu menos esperava, abriram a tampa.
Senti um grande alívio! Tentei levantar-me, mas não consegui. Muita gente debruçou sobre mim para chorar.
O que eu poderia fazer? Já havia tentado de tudo para sair dalí. A única explicação que eu encontrava para aquele fato é que eu estava realmente morto e o meu espírito preso ao corpo que já começava a cheirar mal.
Diante da minha impotência, tive que aceitar aquela situação. Observei cada pessoa que passava por mim. Olheavam-me piedosamente e lamentavam a minha morte. Quase todos que passaram por aquele desfile de lágrimas e de hipocrisia diziam a mesma coisa: Que pena, tão jovem! Outros cochichavam: Foram as drogas que o destruíram!
Depois de algum tempo, fecharam o caixão e puseram-me novamente em um carro; fiquei tonto. comecei a passar mal;por alguns momentos tive a esperança de que tudo aquilo poderia ser um sonho e que, naquele momento, eu iria morrer de verdade.
Mas acabei apenas desmaiando. Quando voltei a mim, não sei quanto tempo depois, escutei algumas pessoas conversando. Pelo que elas falavam, deduzi que estavam levando-me para o cemitério; quase me desesperei.
Senti um medo terrível, principalmente quando percebi que estavam sepultando-me. Não cheguei a entrar em pânico, mas rezei todas as orações que eu havia aprendido e isso de certa forma me acalmou.
Lembrei-me da minha vida desde quando era criança. Revi todo o meu passado, era como se eu estivesse assistindo a projeção de um filme na minha mente. A partir daí, naquela solidão profunda, comecei a julgar minhas atitudes.
Fui um combatente! Lutei contra um sistema que eu não aceitava e que me causava revolta. Entretanto, acabei vítima de mim mesmo e não do sistema que eu condenava.
Sem perceber, havia optado pela fuga, a mesma fuga que me havia fascinado em outros momentos de minha vida.  
O sofrimento por que eu estava passando era característico dos suicídas. Era assim que eu me sentia, um suicída. Levado pela revolta, percorri o caminho das drogas até encontrar a morte. Embora o mundo me aborrecesse, eu deveria ter continuado no bom combate.
Na verdade, fui um equivocado, apontei tudo o que eu achava que estava errado, mas não soube indicar o certo. Minhas intenções eram boas, mas minhas atitudes eram contraditórias. Em vez de atacar e ferir o sistema, eu deveria ter contribuído para transformá-lo.
Não corri atrás do ouro dos tolos, mas, na cama do meu apartamento, fiquei deitado com a boca aberta, esperando a morte chegar. Ela chegou antecipada! Veio convidada pela minha insensatez.
Em vez de repousar em seus braços, ela agora fazia arder minha consciência. No auge da minha angústia, eu questionava: Quanto tempo eu terei que ficar nesta situação? Ficarei aqui até o dito trem passar? Será que vou? Ou será que fico? Eu consolava a mim mesmo: Não importa! Se vou, livro-me deste mundo equivocado. Se fico, tento outra vez.
Diante das dúvidas que povoavam a minha mente, eu afiirmava: Tenho certeza de que a vida é eterna! Este é apenas um momento como outro qualquer. Vai passar, como tudo passou.
Essas auto-afirmações reconfortavam-me. Constantemente eu buscava encontrar as vantagens que aquela situação me proporcionava. Então eu dizia: Pelo menos aqui não ouço os noticiários infames! Não posso beber e nem me drogar...


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Raul Seixas e o espiritismo

Leia abaixo mensagem de Raul Seixas psicografada por Nelson Moraes no dia 23 de março de 2002! A mensagem foi reconhecida e atestada pela mãe de Raul, D. Maria Eugênia. Preste atenção no que diz Raul depois de desencarnado:

“Frente à realidade que me surpreendeu a metamorfose agora é outra”! 

A Sociedade Alternativa não acontece no embalo dos sonhos mal sonhados, nasce na individualidade daqueles que vivem na real. 
Vivi como um cometa que passa e causa espanto, não consegui ajustar-me na órbita que poderia sustentar-me na trajetória rumo à felicidade que sonhei para mim e para os outros. 
Porém, ainda não apaguei, vou continuar entre a luz e a sombra, procurando minha própria luz em constante metamorfose. 
Voltei sem alarde, faço da mente do médium o meu telégrafo para revelar ao mundo das ilusões a verdadeira Sociedade Alternativa, que nos aguarda no universo infinito e que deve ser construída no universo íntimo de cada um, aí e agora. 
Depois de atravessar os vales escuros da dor e do sofrimento, minha visão ampliou-se e pude compreender que aqueles que buscam afogar suas ansiedades e frustrações nas drogas químicas e alcoólicas são como epiléticos criados artificialmente, os quais sofrem e fazem sofrer. Por isso, vejo-me na obrigação consciencial de informar aos companheiros que estão a caminho que o sofrimento não pára aí, ele se estende pelos vales espirituais, onde a epilepsia se torna real, processando a duras penas os elementos venenosos inseridos no corpo perispiritual. 
Muitas vezes, embalados pelo sonho e pelo lirismo dos poetas e pelo modismo estimulado pela sociedade de consumo, deixamos de enxergar a realidade à nossa volta e buscamos distrair a nossa consciência das responsabilidades inerentes à verdadeira finalidade da vida. Conseqüentemente, alteramos o valor das coisas e os conceitos sobre juventude, lar, família e objetivos, deixando cair vertiginosamente o nosso amor próprio e o amor por aqueles que nos são caros. Nesse conceito equivocado, tudo se torna lícito, até mesmo o que não convém. Os que viveram esse tipo de liberdade na Terra, como eu, hoje superloto os vales das sombras à semelhança de larvas, arrastando-se entre o limo e as Escarpas dos abismos espirituais, situação que, em alguns casos, pode se prolongar por longos séculos. 
Antes de questionar a vida, questione a si mesmo, analise seus conceitos, seus sentimentos, suas gratidões por aqueles que o ajudaram a renascer na Terra e, com certeza, você encontrará uma grande razão para viver e lutar contra o único inimigo que pode derrotá-lo: você mesmo!

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