sábado, 7 de outubro de 2017

Consumo excessivo de carne está devastando o planeta, diz relatório

[...] De acordo com o documento intitulado “Apetite por destruição”, a agricultura intensa e industrial também resulta em comida menos nutritiva: para conseguir o mesmo percentual de ômega 3 encontrado em um frango criado para consumo humano na década de 1970, são necessários, hoje, seis frangos. [...]

Um levantamento encomendado pela ONU em janeiro já alertava que, devido à agricultura, a Humanidade já ultrapassou quatro dos nove limites definidos como fundamentais para manter o desenvolvimento sustentável. [...]

— Os cientistas alertam que estamos enfrentando um evento de extinção em massa não visto desde os dinossauros. Grande parte da atual perda de biodiversidade é impulsionada pela forma como produzimos alimentos.

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sábado, 5 de agosto de 2017

Mistificação da genética...

Descobriram agora que com zinco podem-se recuperar crianças que se consideravam como: “deficientes mentais” incapazes de aprender, como foi feito agora na China. E com selênio recuperam-se músculos fracos mesmo se estes eram “genéticos” na família. Também um cachorrinho “pequinês” com seus ossos fracos e tortos, um bichinho de quem se tem dó e que se gosta de pegar no colo, desenvolve-se normalmente dando um cachorro bem maior e forte, se lhe for administrado mais manganês do que aquele que se encontra normalmente na alimentação dele.
Cordeiros nascem paraplégicos ou como se diz “com trem traseiro” paralítico se a ovelha mãe não recebeu o suficiente em cobre ou se a mãe necessitava mais cobre do que as outras ovelhas, como ocorre facilmente na Nova Zelândia.
Ou, uma planta torna-se mais resistente ao frio quando receber implantado um gene de um peixe do ártico. Este gene induz a maior absorção de ferro, que dá à planta sua maior resistência. Portanto, não é o gene que faz resistente ao frio, mas o ferro.
Diz-se que é genético quando crianças nascem com um arco dentário muito estreito, tão estreito que às vezes nem cabem todos os dentes. Na África isso é comum em regiões com solos muito decaídos ou em populações muito famintas. É certo que está na família, é genético é somente o fato de que estas famílias não estão ainda adaptadas aos solos e seu gasto em minerais é maior. É como existem automóveis que necessitam mais óleos lubrificante que outros, para fazer o mesmo serviço. Hereditário é somente a pré-disposição de uma pessoa, animal ou variedade vegetal precisar de mais ou menos de algum mineral do que outros e quem induz esta necessidade é o gene.
Usa-se a mistificação da genética para não precisar dizer que tudo, em última análise, depende do solo.
Ana Primavesi

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domingo, 30 de julho de 2017

Plantas indicadoras e sanadoras (Ana Primavesi)

Para saber o que acontece com um solo parece que a única maneira é de amostrá-lo e fazer análises. Isso demora às vezes três meses e o agricultor não sabe o que fazer para salvar sua cultura. 

Por outro lado, todos sabem interpretar o grau de seca pelas plantas. Assim, onde aparece o facheiro (Pilosocereus pachycladus Rit.) e o mandacaru (Cereus jamacuru P.DC.) são regiões semiáridas com pouca chuva e longos períodos de seca e o mandacaru muitas vezes cresce em lugares quase sem solos, muito ressequidos, que também o xique-xique (PilocereusGounelli,K.Schum.) prefere. Onde cresce o algarobeiro (Prosopis juliflora), o solo normalmente é arenoso, mas com um nível freático não muito fundo ou até bastante superficial.

Em solos arenosos, em pastos decaídos pela renovação frequente, aparece o rabo-de-burro (Adropogon bicornis,L.) que indica a formação de uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade que estagna água da chuva. Rompendo esta camada o rabo-de-burro desaparece como por milagre.

Sabe-se até da Bíblia que na Babilônia plantava-se primeiro o trigo. Mas como os solos salinizavam pela irrigação mal feita, mais tarde somente conseguiram plantar cevada e quando o pH subiu mais, as colheitas baixaram mais e a Babilônia mal nutrida foi vencida pelos assírios.

Mas existem exemplos mais recentes. Assim, meu pai vivia e trabalhava, no início do século passado, numa região onde o povo se nutria de pão de centeio e aveia, que também servia para os cavalos. Mas os campos eram cada vez mais tomados pela papoula e as colheitas eram a cada ano, menores. Muitas propriedades já não conseguiram mais nutrir as famílias que ali viviam. Por quê? Levei amostras de solos para a Universidade onde estudei e fiz análises. O pH e o cálcio eram altos. Aconselhei meu pai a plantar trigo e cevada. Ele não gostou. “Sempre, por mais de mil anos, a população daqui comeu pão de centeio. Pensa que dezenas de gerações de pessoas eram todos burros, e somente você é inteligente?”- ele falou. Disse para ele que acreditei somente que o pH mudou e ele deveria tentar plantar trigo e cevada uma vez que centeio e aveia gostam de pH baixo. Ele tentou e o resultado foi mais do que surpreendente. As colheitas foram elevadas, maiores do que as melhores de centeio de que se tinha lembrança.

Atualmente, graças à genética, as culturas foram adaptadas a todos os países, solos, latitudes e altitudes. Assim, na Europa Central se planta milho em lugar de centeio, as batatinhas desceram dos Andes e se espalharam pelo hemisfério Norte, a soja saiu da china e se espalhou pelo mundo. Mas as plantas nativas ainda crescem conforme o solo e suas condições e ao clima.

Nos solos tropicais, sabe-se que a enorme biodiversidade é a base de sua produtividade. Cada modificação pequena do solo dá origem a outras plantas, outras associações vegetais, e conforme o solo melhora ou piora, há outras sucessões vegetais. A natureza lança mão das plantas nativas para corrigir deficiências ou excessos minerais, compactações, capas endurecidas, água estagnada, enfim tenta restabelecer sua condição ótima de maior produtividade. E todos sabem que um solo, abandonado sob vegetação nativa, a capoeira, se refaz completamente, tanto física como quimicamente. De onde vêm os nutrientes? Qual o segredo? O que fazem as plantas nativas que chamamos de invasoras? Sabe-se que são INDICADORAS, específicas para a situação que devem corrigir. E portanto, são também SANADORAS.

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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Agroecologia Primavesi: grupo no whatsapp

Update 03/02/2020:

Olá, infelizmente o grupo de agroecologia foi interrompido.

Porém criei outro grupo, com o intuito de divulgar sobre eventos, vivências, cursos, lugares que oferecem voluntariado com temas afins: bioconstrução, agrofloresta, biodinâmica etc... Também compartilhamos cursos pagos, vivências, eventos, congressos, enfim...

*Lugares que oferecem hospedagem e alimentação em troca de trabalho. Dessa forma, quem vai só tem basicamente o custo com transporte, e pode aprender gratuitamente!

Clique aqui para acessar a postagem referente ao grupo!

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Regras básicas da ação dos minerais na nutrição das plantas

Nitrogênio  N
É este o único e verdadeiro alimento da planta, que é diretamente transformado em proteínas, substâncias vivas dos vegetais. É o nitrogênio o direto antagonista do fósforo, formando com ele o chamado “N-P compound”. Se um elemento se encontra com outro num “compound”, isso quer dizer que eles se acham em estreitas relações mútuas, e a falta de um desses elementos provoca infalivelmente a ação anormal do outro. O nitrogênio é geralmente deficiente em nossos solos, pobre em matéria orgânica.

Fósforo – P
O fósforo pode ser considerado como o “fator de crescimento”. É o principal agente da divisão das células, da qual depende o crescimento. Os fios dos núcleos celulares são excepcionalmente ricos em fósforo. Se for deficiente o fosfato, a divisão ou multiplicação das células se torna muito restrita e por isso o crescimento quase se paralisa e as plantas ficam pequenas e fracas.

Potássio – K
O potássio não pode ser considerado como alimento no sentido próprio, mas constitui o transportador e catalisador de outros minerais na planta. Sendo indispensável na produção do açúcar vegetal (a glicose, produto da fotossíntese nas plantas), pode ser considerado o mais poderoso catalisador. Além disso, atua como transportador, e com isso, regulador do equilíbrio mineral na planta, contribuindo muito para a saúde vegetal.
O potássio forma o “compound” de P-K, bem como, de outro lado, o “compound” K-Mg-Ca-B. Isso significa que na atuação do potássio tem de se considerar sempre os outros elementos dos seus “compounds” para compreender perfeitamente as razões de muitas “moléstias” misteriosas.
O “compound” P-K controla a produção do açúcar. Havendo falta de fosfato, o potássio exagera tanto a produção de açúcar queaparecem anormalidades no crescimento da planta, as quais lhe dão a aparência dum excesso considerável de potássio, como indica, por exemplo, a descoloração purpúrea das folhas.
O “compound” K-Mg-Ca-B controla o próprio crescimento e a vida vegetal. Sem este complexo de minerais, não há vida vegetal, nem animal, nem humana. Poderíamos denominá-lo o “compound da vida”. A falta de um desses elementos provoca a realização anormal das funções da planta. O que, por exemplo, parece um excesso de cálcio é de fato a falta de outros elementos, geralmente do potássio. O antagonismo dos minerais deste “compound” é muito pronunciado, tendo predominância o potássio, depois o magnésio e por último o cálcio e o boro.

Magnésio – Mg
O verde das plantas é devido ao magnésio. Ele não somente regula o balanço do ferro de diferentes valências, mas também (e isto é de magna importância) é essencial para a clorofila.
A deficiência de magnésio sempre pode ser observada quando o tempo está quente e seco, ao contrário do potássio, que especialmente demonstra a sua deficiência em tempos chuvosos e frios. O frio pode restringir tanto a assimilação do potássio que sua deficiência é denunciada pela planta. Os sintomas da carência de potássio e magnésio são tão estreitamente ligadas que muitas vezes aparecem misturados. Se encontramos folhas encrespadas e com mosaico podemos dizer, com certeza, que a deficiência de magnésio é tão pronunciada que perturba o equilíbrio do “compound”.

Cálcio – Ca
É um elemento quase sempre deficiente em nossos solos porque o carbodióxido dissolve com facilidade as ligações de cálcio no solo, expondo-o à lavagem pelas águas pluviais.
O cálcio faz parte das paredes celulares onde atua, em parte, como cimento, e em parte, como peneira, filtrando os outros elementos quando passam para o interior das células.
O cálcio é o mais sensível elemento do “compound”. K-Mg-Ca-B e a maioria dos distúrbios resultam do seu desequilíbrio. Por outro lado, a sobrecalagem dum solo é muito facilmente feita, especialmente nos solos arenosos, o que provoca um sério desequilíbrio no domínio do potássio e do magnésio, surgindo muitas vezes uma clorose pronunciada. Ao contrário, uma adubação forte com potássio logo provoca uma deficiência tão pronunciada em cálcio, que a cultura inteira pode apresentar um crescimento anormal dos pontos vegetativos a até a morte das partes. A chamada “queima das folhas” é provocada pelo excesso em K e carência de Ca. A deficiência em cálcio se torna muito acentuada depois de chuvas prolongadas em solos ácidos. Às vezes, em solos menos ácidos, a deficiência de cálcio pode desaparecer depois de um tempo chuvoso, o que indica encontrarem as raízes da planta bastante cálcio ainda no subsolo.

Enxofre – S
O enxofre, apesar de muitas vezes se ignorar o fato, é um dos elementos que a planta consome em grande quantidade. Não é raro que as plantas tenham maior necessidade de sulfatos do que de magnésio, cálcio ou fosfato. O enxofre está quase sempre presente em forma de óxidos, como óxido de cálcio (gesso), óxido de potássio ou óxido de amônio; e sob a forma de ácido amínico, a “cistina”, ele faz parte das proteínas.
A razão porque uma deficiência em enxofre é muito raramente verificada está em que a maioria dos adubos o contém em abundância e que as águas pluviais e o próprio ar também o contém. Apesar disso, a carência de enxofre quase sempre se apresenta confundida com a de ferro ou magnésio e muito poucos têm conhecimento suficiente para distinguir as diversas carências apresentadas pela planta.
Muitas plantas, especialmente aquelas pertencentes às famílias das brassicáceras como a couve, o repolho, etc., têm um alto teor de enxofre que, quando em decomposição, o cheio de sulfato de hidrogênio que exalam é quase insuportável. Nesse caso, o teor de enxofre é bem mais elevado do que o do cálcio, do magnésio ou mesmo do fosfato.

Ferro – Fe
O ferro bivalente (+2) é um elemento do qual muito pouco necessita o vegetal. Geralmente em solos ácidos não há falta de ferro. Somente uma adubação forte com fosfato pode fixar o ferro tão completamente a ponto de determinar a sua deficiência.
Em solos neutros ou alcalinos a falta de ferro é bem mais comum e provoca o que geralmente se conhece como clorose. Até hoje ninguém sabe perfeitamente qual é o papel do ferro no metabolismo da planta: sabe-se apenas que, na sua ausência, a formação da clorofila é muito deficiente, podendo até faltar completamente.

Elementos raros
Apesar de constituírem somente pequeníssima parcela no teor das substâncias minerais de uma planta, têm os elementos raros importância igual à dos elementos principais.
Os mesmos apresentam-se geralmente no “compound” Zn-Mn e às vezes também no “compound” Zn-Mn-Cu, mas geralmente o cobre fica fora do “compound”, produzindo ação à parte.
Do boro já sabemos que faz parte do mais importante “compound” na nutrição vegetal. O molibdênio e o vanádio formam um “compound” à parte com o ferro.

Boro – B
A falta de boro, como também a dos outros elementos raros, verifica-se com maior frequência nos solos neutros e alcalinos porque são ligados em conjuntos insolúveis.
Em solos ácidos, esses conjuntos se desfazem, libertando os elementos. Mas sendo o boro especialmente sujeito a fácil lavagem, também falta frequentemente nos solos ácidos, decaídos. Principalmente quando o tempo está seco e quente a deficiência de boro se mostra mais acentuada causando muitos danos. Em anos mais chuvosos, o mesmo solo – onde, num ano seco e quente, a cultura ficou perdida por falta de boro – apresenta aspecto duma cultura bem sã e normal.
O boro é estreitamente ligado à função do cálcio e o balanço B-Ca, muito frágil, foi reconhecido como excitante dos pontos de crescimento.

Zinco, Manganês – Zn, Mn
São catalisadores, atuando no crescimento das plantas. O manganês influi visivelmente na distribuição direta dos outros minerais na planta e atua na oxigenação enzinal.
São bem conhecidas as “doenças” causadas pela falta desses elementos raros, mas por enquanto o papel por eles desempenhado não foi ainda exatamente definido. Eles quase sempre aparecem em conjunto e raramente se pode encontrar uma ou outra deficiência independente. O característico comum a todos elementos raros é que, quando em maior quantidade, atuam como fortes tóxicos vegetais.

Cobre – Cu
Torna-se sempre deficiente quando aplicamos um excesso de húmus ao solo e pode-se ter como regra que “quanto mais húmus existir, tanto mais cobre será necessário à planta.” Isto é facilmente explicável porque o nitrogênio-cobre é um “compound” em que esses dois elementos atuam como antípodas (opostos). O cobre é o componente que dá firmeza à planta. Sabendo-se que o nitrogênio provoca um aumento considerável no tamanho das células forçando o crescimento da planta, o cobre parece tanto mais valioso porque a planta não poderia permanecer ereta e vigorosa sem este elemento. Apesar disso, a solução de cobre para curar as consequências de sua carência não precisa superar mais ou menos 10g de cobre para 600 litros de água.

Molibdênio – Mo
É o estimulador dos nódulos-bactérias, especialmente do azotobacter, e desempenha, por isso, papel importante na assimilação do nitrogênio atmosférico, sendo empenhado também na absorção do amônio.

Vanadium – V
Muito pouco se conhece até hoje sobre este elemento. Por enquanto sabe-se apenas que a vida microbiana necessita dele em certo grau. Por isso, o vanádio só atua indiretamente na vida vegetal. Mas sabendo-se que um bom número de manifestações patológicas das plantas ainda não foram apuradas, pode acontecer de o vanádio venha a ser reconhecido como elemento responsável por uma delas. 
Finalmente temos ainda de observar que a deficiência dos elementos para os vegetais não depende diretamente da carência absoluta. Assim, por exemplo, pode haver deficiência em nitrogênio em tempos úmidos e frios. Do mesmo modo, a insolação e a quantidade de carbodióxido são fatores que limitam a assimilação de nutrientes. É fato que as manifestações da deficiência numa planta só aparecem muito mais tarde que a deficiência propriamente dita.

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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Conheça as funções e os sintomas de carência de nutrientes nas plantas.

Links:
Sintomas de carência dos nutrientes

Funções dos nutrientes

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