sábado, 5 de agosto de 2017

Mistificação da genética...

Descobriram agora que com zinco podem-se recuperar crianças que se consideravam como: “deficientes mentais” incapazes de aprender, como foi feito agora na China. E com selênio recuperam-se músculos fracos mesmo se estes eram “genéticos” na família. Também um cachorrinho “pequinês” com seus ossos fracos e tortos, um bichinho de quem se tem dó e que se gosta de pegar no colo, desenvolve-se normalmente dando um cachorro bem maior e forte, se lhe for administrado mais manganês do que aquele que se encontra normalmente na alimentação dele.
Cordeiros nascem paraplégicos ou como se diz “com trem traseiro” paralítico se a ovelha mãe não recebeu o suficiente em cobre ou se a mãe necessitava mais cobre do que as outras ovelhas, como ocorre facilmente na Nova Zelândia.
Ou, uma planta torna-se mais resistente ao frio quando receber implantado um gene de um peixe do ártico. Este gene induz a maior absorção de ferro, que dá à planta sua maior resistência. Portanto, não é o gene que faz resistente ao frio, mas o ferro.
Diz-se que é genético quando crianças nascem com um arco dentário muito estreito, tão estreito que às vezes nem cabem todos os dentes. Na África isso é comum em regiões com solos muito decaídos ou em populações muito famintas. É certo que está na família, é genético é somente o fato de que estas famílias não estão ainda adaptadas aos solos e seu gasto em minerais é maior. É como existem automóveis que necessitam mais óleos lubrificante que outros, para fazer o mesmo serviço. Hereditário é somente a pré-disposição de uma pessoa, animal ou variedade vegetal precisar de mais ou menos de algum mineral do que outros e quem induz esta necessidade é o gene.
Usa-se a mistificação da genética para não precisar dizer que tudo, em última análise, depende do solo.
Ana Primavesi

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