sexta-feira, 31 de maio de 2013

MAYSA - Chega De Saudade 1963

Vai minha tristeza
E diz à ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso
Mais sofrer...

Chega de saudade
A realidade
É que sem ela
Não há paz
Não há beleza
É só tristeza
E a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai...

Mas se ela voltar
Se ela voltar
Que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos
A nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca...

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser
Milhões de abraços
Apertado assim
Colado assim
Calado assim
Abraços e beijinhos
E carinhos sem ter fim
Que é prá acabar
Com esse negócio
De viver longe de mim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negocio
De você longe de mim...

Mas se ela voltar
Se ela voltar
Que coisa linda
Que coisa louca
Pois há menos peixinhos
A nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca...

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser
Milhões de abraços
Apertado assim
Colado assim
Calado assim
Abraços e beijinhos
E carinhos sem ter fim
Que é prá acabar
Com esse negócio
De viver longe de mim
Vamos deixar desse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negocio
De você longe de mim...

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Maysa - Raízes 1961

Você pode arranjar outro amor
E dizer que você me esqueceu
Você pode cair noutros braços
E dizer que este amor já morreu
Você pode dizer por aí
Que tem mágoa, tem ódio enfim,
Mas à noite com seu travessiro
Você lembra somente de mim
Mas à noite com seu travessiro
Você lembra somente de mim

Você pode provar outro beijo
E dizer nunca houve outro igual
Você pode dizer que entre nós
O amor que existiu foi banal
Você pode dizer tanta coisa
Mas niguém acredita em você
Nosso amor tem raízes profundas
Quem olhar em seus olhos me vê

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Maysa - Cala Meu Amor 1961

Entra meu amor, bom você voltar
De onde vem você cansado assim?
Leio tanta dor no seu triste olhar
Nesse olhar que outrora se acendia só pra mim

Fala meu amor, cala meu amor
É melhor você nada falar
Vem aos braços meus que os abraços meus
Vão finalmente lhe fazer chorar

Fala meu amor, cala meu amor
É melhor você nada falar
Vem aos braços meus que os abraços meus
Vão finalmente lhe fazer chorar

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Maysa - Eu E O Meu Coração 1961

O meu coração apaixonado
De sofrer vive abafado
Sem saber porquê
Reclama, coitadinho,
Tão baixinho
Que às vezes penso até
Que ele vai parar

Tudo foi por causa de você
Que sem ter razão
Me fez chorar que dor

Não chora coração amargurado
Esquece seu passado
E arranje outro amor

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Adoniran Barbosa - Abrigo de Vagabundos

Eu arranjei o meu dinheiro
Trabalhando o ano inteiro
Numa cerâmica
Fabricando potes
e lá no alto da Moóca
Eu comprei um lindo lote dez de frente e dez de fundos
Construí minha maloca
Me disseram que sem planta
Não se pode construir
Mas quem trabalha tudo pode conseguir

João Saracura que é fiscal da Prefeitura
Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim
Por onde andará Joca e Matogrosso
Aqueles dois amigos
Que não quis me acompanhar
Andarão jogados na avenida São João
Ou vendo o sol quadrado na detenção

Minha maloca, a mais linda que eu já vi
Hoje está legalizada ninguém pode demolir
Minha maloca a mais deste mundo
Ofereço aos vagabundos
Que não têm onde dormir

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Chico Buarque - A Banda 1966

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
A moça feia debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
A lua cheia que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a banda passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

The Doors - People Are Strange 1967

People Are Strange 1967

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
When you're strange, faces come out of the rain
When you're strange, no one remembers your name
When you're strange, when you're strange, when you're strange

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