segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Terceira Safra & Projota - Assim Segue 2011


Lá se vão um, dois, tres, quatro, mil
Num mar de gente sem futuro aqui é brasil
Todo dia uma batalha nessa guerra sem ter fim
Amo minha pátria mas minha pátria já não vê assim
Não tem parquinho só criança no farol
No fim do dia a calçada vira lençol
Onde sonhava em ser criança, acabou a esperança,
Roubaram a sua infância e hoje só quer vingança
Prisao sem cela, prisioneiro sem corrente
Pura sequela, máquina de delinquente
Povo resistente, força de capoeira
Te faz formar no morro as black panther brasileira
Aqui barraco é luxo, sociedade em declínio
Pra morador de rua viaduto é condomínio
To cansado de promessas, provaram quem são fraude
Pra quem mora em brasilia o planalto virou playground
Não quero chuva de bala pra ver as mae sofrer
Mas nasci soldado então é matar ou morrer
Entre as presa do mundão, a maior foi a paz
E hoje a favela sabe a falta que ela faz
Com voces planeta ódio salve, mundo cruel
Nao vou seguir, sem terminar o meu papel (ooohh)
Pai do céu por favor me dê coragem
Pra vagar nesse inferno que eles chamam de cidade
Só fita os muleque sem pai, sentindo ódio
Em vez de pular muro querendo subir nos pódio
Dá revolta né? mas tem culpa em parcela
Tem nego que vira liga e esquece da favela
E assim desde o inicio não dá pra escapar
A vida corre perigo tio tá longe de acabar
Isso é só um resumo que me faz pensar
Que só com outro big bang que o mundo vai mudar

E um momento de conflito sempre penso em vários,
Será que o amor nasce da alma de onde temos plantado,
É claro, se eu fizer isso, pensando em retorno
A ingratidão é bem maior pra me matar de desgosto
O mundo, onde a guerra se disfarça de paz,
Onde a unica esperança do homem não existe mais
Sou capaz de correr pelos que não pode
E acreditar que é nois memo porque aqui ninguém socorre
Seria bom se fosse só uma mão lava a outra
E nunca usada pra tomar atitude tola
Um sorriso é sempre bom pra mostrar que vencemos
A mão-de-obra barata que nos submetemos
Todo dia, pra viver de uma forma
Quantos morreram trampando e não tao nos livro de história
É foda, trabalhar e saber oque eu ganho
Não me dexa morrer mas não compra meu sonho
Se os neguin sem pai que sao esquecido no tempo
Amanhã nao é o congresso que será o bom exemplo
As favelas, são locais de sentimentos destruídos
Que a cada segundo choram no seu ombro amigo
Só quem chora sabe, cada peso de uma lágrima
Queria os neguin de trófeu na foto com as medalha
Se pudesse eu programava o amor no ser humano
E o ódio eu deletava, ao decorrer dos anos
No passado chicotada era pra negro revoltado
Hoje o chicote é cromado e atribuído no enquadro
E é o medo dos muleque na abordagem violenta
Alimenta nosso ódio que por eles só aumenta
Sonhos mudam a vida, faço minha trajetória
O sistema opressor não impede minha vitória
Quero subir no pódio e gritar que eu venci
Porque na guerra eu já to desde o dia que eu nasci.

E foi aí que eu decidi escrever rap, e fui
Encontrar o caminho onde um homem evolui
Tava cansado do que o mundo oferecia de bandeja e fui atrás,
Sabia que existiria mais
Por tras das leis, por tras da verdade forjada
Encontrei amigos e um sonho nessa caminhada
Se deus me deu caneta, eu devolvi poesia
Passei a decorar todos rap que eu ouvia
E um dia comprei uma corrente, que tinha cor de prata
Mas não era de prata (não), reciclagem de lata
Comprei duas camiseta bem larga junto
Um mes depis comprei uma calça pra fechar o conjunto
E me senti mais vivo, funcionava como incentivo
Mais um motivo, pra eu acalmar meu lado agressivo
Depois joguei tudo isso fora, enfim
Tava maduro pra enchergar que o rap já tava dentro de mim
Tipo daniel san, mestre miyagi,
O karate que vem de dentro da alma, não há quem pague
Pupílo consciente, mostrei dedicação
Meu corração é uma junção de brown, mv e helião
Sou os tiozin nos bares, fujo da solidão
Sou família nos lares, fujo da multidão
Sou zumbi dos palmares, fujo da escravidão
Mas meu quilombo é fone nos ouvido e rap pesadão
Somos notorious big, também somos tupac
Irmão que sai do crime, pivete que larga o crack
O rap é piripaque no seu sistema nervoso
Do caminho que escolhi hoje sou orgulhoso
Muita treta chegar, mais ainda manter
Se a caneta estourar, vou sangrar pra escrever
A dedo pra que a nossa honra seja mantida
Pois quem tem medo de sofrer não merece o melhor da vida (não)

E assim segue
E assim segue
Terceira safra (ahãm)
É nois

Marcadores: , , , , , , , , ,

Terceira Safra - Proclamo 2011

[phill]

Deus num me quis morando em triplex
Com pai milhonário, colecionando rolex
Compras em paris, nova york, roma
Viagens de negocio com minha mãe a ocla roma
Não me deu kart nem pista de autorama
Com amigos ricos pra brinca de fliperama
Sem dramas, gasta tudo que o dinheiro pude a compra
Aos 18 milhonário no jato particular
Mas não, deus me quis na favela
Com esgoto a céu aberto e risco de rubeola
Febre amarela, sem comida na panela
Ódio como hezbollah e histórias de mandela
Eu nasci pra ser soldado, tipo iraquiano
Herói do povo, robbin hood suburbano
Canos, balas sem causa, motivos pra te balas
Corpos nas valas, casas cheia de balas
Não tempo chinga prata no mole mole
Bole bole, a vida cobra se come o que colhe
Escolhe irmão o caminho que ti chama
Escolhi narrar a dor e a verdade sub-humana
Se engana quem acha que tem o controle de noiz
30 anos tentando ainda não calar essa voz
500 anos matando, massacrando em escala
Mais de 500 meus manos o grande plano não para
E esses plano é por noiz, pelo povo e os manos
Olha da onde viemos, olha pra onde chegamos
Se entregamos (não), fraquejamos (não), jão
É só começo, pensa nisso irmão, vão
Em frente, olhar frio sem medo
Obrigatório a vence pelo povo do gueto, rapaz
É pela vida e ela vale mais hoje
Eles vão ve do que a favela é capaz

[maltrapilho]


Não tem problema eu luta pra ser feliz
Já sou parte de uma história onde o sistema não me quis
Sem arma nuclear, não sou governo iraniano
Minha arma é informação, sou zumbi contemporâneo
O que destrói mais é a revolta do oprimido
Sou a favela organizada se desviando do abismo
Onde o sonho mesmo é te um salário digno
O mínimo não existe de domingo à domingo
De onde eu venho a chuva trás toda sua irá
Escola é dormitório, se é defesa interdita
Não é igual o empresário dono de uma cobertura
Se o projeto é regular ele corrompe a prefeitura
Até queria janta em restaurante fino
Só que lá o preço é a janta pra mais de 100 neguinho
Sou a revolta do estudante nos protestos em brasília
Desacredita, minha canela ainda é cinza
O meu tom de pele não representa coisa ruim
Preto pobre é ser humano, foda-se que ele evolui
Não nasci pra tá em mansão, viaja em carro de luxo
Enquanto o invisível abre o lixo pra consumo
Gringo vem faz sua festa no país do carnaval
Leva o tema violência pro jornal internacional
Playboy teme o mundão mas na real nem se comove
Faz o filme de favela pra depois ganha o ibope
Somos revolução, as ferida tá sangrando
Isso não é ilusão, isso é o rap mano
Os livro causam mais efeito do que as arma em punho
Vira as página sem trauma, isso sim qué orguio
Cada olhar que tenho vejo a vitória no brilho
De quem tá pronto pra guerra são os que tão junto comigo
Vão fica pra história sem teme julgamento
Na vida um homem só deixa de valor seu exemplo

Marcadores: , , , , , , , ,