domingo, 20 de novembro de 2016

O que acontece após a morte? Por Caciano Camilo Compostela

- Construindo agora o Porvir .:.
❝O mundo espiritual assemelha-se a um quadro em branco, inteiramente sujeito aos desenhos (pensamentos) e tintas (emoções) da psicosfera particular. Pouco importa o modo como o laço biológico tenha se desfeito, o quão caridoso tenha sido ou o tanto de conhecimento que tenha acumulado: o futuro Post Mortem é perfeitamente previsível em se observando o padrão pensênico vigente enquanto encarnado!
Exatamente. O que vai determinar a decoração de sua moradia além-túmulo não é o sistema dogmático d'alguma moral religiosa, e sim suas escolhas atuais.
Se você considera a vida um inferno agora, não adianta fugir nem simular bondade, é para o 'inferno' que vais após o óbito!
Neste sentido não é raro, em contatos astrais, conhecer espíritos inteiramente perdidos e sofredores mesmo tendo bagagem (teoria) espiritual; enquanto outros transitam com considerável leveza e liberdade.
A promulgada tese do 'merecimento', 'benemerência' e de que existe um 'Conselho Cármico' organizando tudo e todos como se a vida fosse uma escola militar, é tão real 'lá' quanto 'aqui'... ou seja, na prática, pouco útil.
Sim, claro, o indivíduo focado em melhorar-se, ajudar os outros e evoluir, ilumina-se de tal forma que é capaz de atrair, associar-se e fixar-se nos melhores círculos sutis. Entretanto isto não é garantia: se a postura caritativa externa não acompanha um amadurecimento interno, o indivíduo 'muito bonzinho' pode sim ver-se perdido nos inúmeros vales de sofrência astral.
Em suma, depois da transição, é de pouca valia o que você adquiriu, perdeu, fez ou deixou de fazer. O que determinará seu grau de luminosidade ou trevosidade é o que essencialmente és.
Eis a razão de termos encontrado alguns clérigos que foram arrastados para os 'infernos', enquanto homens de negócios, ateus convictos (e até um suicida) que se viram imediatamente chamados para 'céus' de relativa radiância.
O que lhe acontecerá após a morte? Pergunte ao seu coração, veja se nele transbordam sentimentos, imagens e padrões de ódio, tristeza, vingança, ou de perdão, alegria, amor e terás, clara e límpida, a mais pura resposta!❞

Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz.©

Um comentário:

  1. "...Entretanto isto não é garantia: se a postura caritativa externa não acompanha um amadurecimento interno, o indivíduo 'muito bonzinho' pode sim ver-se perdido nos inúmeros vales de sofrência astral...."

    Ola! Daniel,
    Eu penso em meu ponto de vista, que o ilustre Monge nos elucidou de forma muito a propósito esta construção do nosso futuro pós-mortem; até por quê, há de se ressaltar que este dito "amadurecimento interno" não será tão somente em uma vida, mas em várias experiências de vidas como encarnado e desencarnado. Neste sentido, além do magnetismo agregado no indivíduo, por causa mesmo deste amadurecimento interior, há uma justiça na espiritualidade, muito bem elucidada também no livro "Evolução em Dois Mundos" do médium Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz, onde o mesmo esclarece quê: – Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?
    – No mundo espiritual, decerto, a autoridade da Justiça funciona
    com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo
    da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio
    indivíduo.
    Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais,
    em que magistrados dignos e imparciais examinam as
    responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos.
    A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada,
    necessariamente, porém, constituída de Espíritos integrados no
    conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate,
    erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim
    de que as sentenças ou informações proferidas se atenham à precisa
    harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no
    amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.
    Há delinqüentes tanto no plano terrestre quanto no plano espiritual
    e, em razão disso, não apenas os homens recentemente
    desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que
    necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no
    cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes,
    arrastar a paixões e caprichos inconfessáveis.
    É importante anotar, contudo, que quanto mais baixo é o grau
    evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades
    cabíveis e, quanto mais avançados os valores culturais e
    morais do indivíduo, mais complexo é o exame dos processos de
    criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com
    que atuam nos destinos alheios, como também porque o Espírito,
    quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de
    reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que mais ama, suplica
    por si mesmo a sentença punitiva que reconhece indispensável
    à própria restauração.
    Pedro Leopoldo, 11/5/58.



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