segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Impermanência - Chagdud Rinpoche

IMPERMANÊNCIA
[...] “Então”, você poderia pensar, “o universo muda continuamente, e da mesma forma os relacionamentos; no entanto, ‘eu’ sou sempre o mesmo.” Mas quem sou “eu”? Sou o corpo? No momento da concepção, o corpo humano começa como uma única célula, então se multiplica em uma massa de células que se diferenciam para formar vários sistemas orgânicos. Depois de virmos ao mundo como um bebê plenamente formado, começamos a crescer a cada momento, para nos tornamos adultos. Esse processo físico ocorre semana a semana, mês a mês, até que chega um tempo em que percebemos que as coisas estão ficando um pouco piores, e não um pouco melhores. Não estamos mais crescendo; estamos envelhecendo. Inexoravelmente, perdemos certas capacidades: nossa vista se enfraquece, nossa audição falha, nosso raciocínio se embaralha. É a impermanência cobrando seu preço.
Se vivermos a duração normal de uma vida e tivermos uma morte natural, ficaremos mais e mais enfraquecidos, até que, um dia, não conseguiremos mais sair da cama. Talvez não seremos capazes de nos alimentar, de evacuar ou de reconhecer as pessoas à nossa volta. Em um dado momento, morreremos, nosso corpo uma casca vazia, nossa mente vagando pela experiência do pós-morte. Este corpo, que foi tão importante por tanto tempo, será queimado ou enterrado. Pode mesmo vir a ser devorado por animais selvagens ou pássaros. Em um dado momento, nada restará para fazer lembrar aos outros que um dia estivemos aqui. Nós nos tornaremos nada mais do que uma lembrança. “Bem”, você poderia pensar, “o corpo é impermanente, mas o ‘meu eu real’, a minha mente, não é.” No entanto, se você olhar para sua mente, verá que não é a mesma de quando você era um bebê. Naquele tempo, tudo o que você queria era o leite da sua mãe e um lugar aquecido para dormir. Um pouco mais tarde, alguns brinquedos deixavam você contente. Mais tarde, foi um namorado ou uma namorada, e depois um certo emprego ou casamento ou casa. Suas necessidades, desejos e valores mudaram; não todos de uma só vez, mas segundo a segundo. Mesmo ao longo de um único dia a mente experimenta felicidade e tristeza, pensamentos virtuosos e não-virtuosos, repetidas vezes. Se tentamos segurar um determinado momento, mesmo enquanto pensamos em fazê-lo ele já desapareceu. Como o corpo e a mente, nossa fala está constantemente mudando: cada palavra que enunciamos se perde; uma outra se apressa para substituí-la. Não há nada que possamos apontar que seja imutável, estável, permanente. [...]

Existe ou não existe Deus? - Krishnamurti

EXISTE OU NÃO EXISTE DEUS?
Pergunta: Podeis responder-nos claramente existe ou não existe Deus?

KRISHNAMURTI: Senhor, porque o quereis saber? Que diferença faz, se eu o disser com clareza ou sem clareza? Ou confirmarei a vossa crença, ou abalarei a vossa crença. Se confirmo a vossa crença, ficareis satisfeito, e continuareis com as práticas absurdas, que tanto vos agradam. Se vos perturbo direis: "Ora, isso não tem importância" e infelizmente continuareis como sois. Mas, porque desejais saber? Francamente, isso é mais importante do que descobrir se não há Deus ou não há. Para conhecerdes a Deus, para conhecerdes a verdade, vós não o deveis buscar. Se o buscais, estais fugindo do que é, e esta é a razão por que perguntais se há ou não há Deus. Quereis escapar do vosso sofrimento, refugiar-vos numa ilusão. Vossos livros estão cheios de Deus, vosso templo está cheio de imagens feitas pela mão; mas Deus não está nessas coisas, porque todas elas são fugas do vosso sofrimento real. Para encontrarmos a realidade, ou, melhor, para que a realidade se nos manifeste, deve cessar o sofrimento; e a mera busca de Deus, da imortalidade, é uma fuga do sofrimento. Mas, é mais agradável discutir se há Deus ou não, do que dissolver as causas do sofrimento, e é por isso que tendes inúmeros livros que tratam da natureza de Deus. O homem que discute sobre a natureza de Deus, não conhece Deus; porque aquela realidade não é mensurável, não pode ser colhida numa rede de belas palavras. Não podeis prender o vento na mão; não podeis capturar a realidade num templo, nem no "puja", nem em vossas inumeráveis cerimônias. São tudo maneiras de fugir, - a mesma coisa que beber. Um homem bebe e se embriaga, porque deseja fugir; do mesmo modo, vós entrais no templo, praticais o puja, celebrais ritos, ou fazeis o que quer que seja - e tudo isso são fugas ao que é. E o que é - é sofrimento, é batalha constante com nós mesmos e portanto com outros; e enquanto não compreenderdes e transcenderdes esse sofrimento, não poderá manifestar-se a realidade. Assim, vossa pergunta sobre se há ou não Deus, é uma pergunta vã, sem significação e que só pode conduzir a ilusão. Como pode uma mente, presa do tumulto da aflição e do sofrimento de cada dia, presa da ignorância e da limitação, como pode conhecer o que é ilimitado, inefável? Como pode o que é produto do tempo, conhecer o atemporal? Não pode. Por conseguinte, não pode sequer pensar a seu respeito. Pensar na verdade, pensar em Deus, é outra maneira de fugir; porque Deus, a verdade, não pode ser apanhado pelo pensamento. O pensamento é resultado do tempo, de ontem, do passado, e, sendo resultado do tempo, do passado, sendo produto da memória, como pode o pensamento encontrar o que é eterno, atemporal, imensurável? Como não o pode, o mais que podemos fazer é libertar a mente do processo do pensamento; e para libertar a mente do processo do pensamento, precisamos compreender o sofrimento, e não fugir dele - sofrimento não apenas no nível físico, mas em todos os diferentes níveis da consciência. Significa isso estar aberto, ser vulnerável ao sofrimento, não se defender do sofrimento, mas viver com ele, abraçando-o, olhando-o bem. Porque, vós sofreis agora. Sofreis da manhã à noite, e só ocasionalmente vos vem um raio de sol ou surge uma claridade no céu nublado. Uma vêz que sofreis, porque não considerais o vosso sofrimento, porque não o examinais em toda a sua plenitude, de maneira profunda, completa, dissolvendo-o assim? Isso não é difícil. A busca de Deus é muito mais difícil, porque ele é o desconhecido, e não se pode procurar o desconhecido. Podemos, no entanto, indagar as causas do sofrimento, e desarraigá-las pela compreensão do mesmo, pelo percebimento do mesmo, sem fugir a ele. Uma vez que costumais fugir do sofrimento por todos os meios, considerai bem essas fugas, abandonai-as e ponde-vos em face do sofrimento. Na compreensão do sofrimento há libertação. A mente se torna então livre de todo pensamento, não é mais o produto do passado. Está então tranqüila, sem problema algum; não foi posta tranqüila, mas está tranqüila, porque não tem problemas, porque já não está criando pensamentos. O pensamento cessou - o pensamento que é memória, acumulação de experiências, de cicatrizes do passado; e quando a mente está de todo em todo tranqüila - sem ter sido posta tranqüila - a realidade se manifesta. Essa experiência é a experiência da realidade, e não da ilusão, e tais experiências proporcionam bênçãos ao homem. A verdade, o amor, é o desconhecido, e o desconhecido não pode ser capturado pelo conhecido. O conhecido precisa cessar, para o desconhecido ser; e quando o desconhecido surge na existência, derrama-se uma benção.

Krishnamurti - 28 de março de 1948
Do livro: Da Insatisfação à Felicidade

Fonte

sábado, 26 de dezembro de 2015

A Farsa do Flúor - Documentário

A Farsa do Flúor, uma entrevista com o autor, Christopher Bryson, do livro com o mesmo nome do filme, demonstra que o fluoreto usado em nossa água é uma substância altamente tóxica e que até nas concentrações usadas na água, produz doenças físicas, limita nossa inteligência e reduz nosso nível de energia. Por isso, o uso de água fluoretada está proibido em todos os países da Europa com exceção da Irlanda e existe um forte movimento Internacional para educar a população e eliminar o fluoreto das nossas torneiras.

O autor resume a história do uso da água fluoretada e como isso foi o projeto da indústria norte-americana junto com o governo dos EUA para evitar ou ganhar processos na justiça das pessoas ou das famílias das pessoas que trabalhavam em ou moravam ao redor das suas fábricas. A ideia era, desde o inicio, enganar o público norte-americano, através de pesquisas com resultados distorcidos e propaganda manipuladora, para fazê-lo pensar que o fluoreto é uma espécie de nutriente essencial a prevenir caries e que conseqüentemente o uso do flúor e seus compostos é seguro na indústria e nas fábricas que produzem armas nucleares.

O filme ilustra os casos de alguns cientistas cujas carreiras foram estragadas por ousar apresentar pesquisas sérias questionando o uso de água fluoretada. É um chamado, não somente para mobilizarmos para tirar o fluoreto da nossa água, mas para entender a estrutura da dominação da ciência e da mídia típica, que não permitem a disseminação dessa informação sobre o uso de flúor.



26 Lugares de tirar o fôlego para visitar na América Latina

Lei do Retorno





Fonte

Veja fotos incríveis do universo parecendo joias preciosas

Terapia da Rejeição

O medo é uma das emoções humanas mais fortes e básicas. Porém, um homem decidiu conquistar seu medo de rejeição sendo rejeitado todos os dias – de propósito.
A evolução de Jason Comely, um freelance de TI de Cambridge, Canadá, teve a ideia em uma noite triste há vários anos. “Naquela sexta-feira, eu estava no meu apartamento tentando me manter ocupado”, disse Comely. “Mas, na verdade, eu sabia que eu estava evitando as coisas”. Nove meses antes, a esposa de Jason o havia deixado. “Ela encontrou alguém que era mais alto do que eu era – tinha mais dinheiro do que eu tinha”.
Desde então, Jason se afastou da vida. Ele não saía e evitava falar com as pessoas, especialmente mulheres. Mas, naquela sexta-feira, percebeu que esta abordagem estava custando caro. “Eu não tinha para onde ir e ninguém com quem sair”, admitiu. Ele começou a chorar e percebeu que estava com medo. “Eu me perguntei, ‘Com medo de quê?’. E pensei, ‘Eu tenho medo de rejeição'”.
Isso o levou a pensar sobre a Spetsnaz, uma unidade militar de elite russa com um regime de treinamento muito intenso. “Eu ouvi falar de uma situação em que eles estavam trancados em uma sala sem janelas, com um cão muito bravo, armados com uma pá, e apenas um deles sairia dali – o cão ou o Spetsnaz”. E isso lhe deu uma ideia: talvez ele pudesse de alguma forma usar a abordagem rigorosa da Spetsnaz contra o seu medo.
“Eu tinha que ser rejeitado pelo menos uma vez a cada dia por alguém”. Ele começou no estacionamento de sua mercearia local. Foi até um total estranho e o convidou para um passeio pela cidade. “E ele olhou para mim e apenas disse, ‘Eu não estou indo para este lado, amigo'”. Ao agradecer pela gentileza do estranho, pensou: “Eu consegui! Fui rejeitado!”.
Jason tinha invertido totalmente as regras da vida. Ele se apropriou da rejeição e a tornou algo que desejava, para que ele pudesse se sentir bem quando passasse por esta situação. “Era como viver debaixo d’água ou algo assim. Era uma realidade diferente. As regras da vida tinham mudado”.
Sem saber, Jason tinha usado uma ferramenta padrão da psicoterapia chamada terapia de exposição. Você se força a ser exposto a exatamente a coisa que você teme e, eventualmente, reconhece que a coisa que você teme não está te machucando. Você se torna insensível. Esta técnica é usada no tratamento de fobias, como medo de voar.
Jason continuou à procura de rejeição. E, à medida que continuava com seu experimento, descobriu que as pessoas eram mais receptivas a ele, e ele também ficava mais receptivo às pessoas. “Eu era capaz de abordar as pessoas, porque o que elas poderiam fazer, me rejeitar? Ótimo!”.
Foi aí que Jason teve outra ideia. Ele anotou todas as suas tentativas de rejeição, coisas como: “Convide um estranho para um passeio, mesmo se você não precise de um”. “Antes de comprar alguma coisa, peça um desconto”. “Peça uma bala de menta para um estranho”. Ele imprimiu as frases em um baralho de cartas e começou a vendê-las online.
Lentamente, o jogo Rejection Therapy virou um pequeno fenômeno cult, com pessoas jogando por todo o mundo. Entre os jogadores, Jason foi contatado por um professor do Colorado, um massagista de Budapeste, um programador de computador do Japão e até mesmo uma viúva russa. Ela está usando a terapia da rejeição para conseguir encontros.
Cartas de baralho do jogo. Elas pedem que os jogadores sentem ao lado de um estranho e puxem conversa; desafiem um estranho para um “pedra, papel, tesoura, lagarto e Spock” e liguem para seu cartão de crédito e peça por uma taxa menor de juros

Cartas de baralho do jogo. Elas pedem que os jogadores enviem uma ideia de produto para o reality show Dragons’ Den; convençam um estranho de que o conhecem e peçam por um desconto antes de comprar algo

“Isso é muito legal. Há uma babushka de 80 anos jogando Rejection Therapy”, diz o criador da brincadeira.
Então, o que Jason aprendeu com tudo isso?
Que a maioria dos medos não são reais na maneira que achamos que eles são. Eles são apenas uma história que você conta a si mesmo, e à qual você pode optar por parar de repetir.
“Não se preocupe em tentar ser legal”, diz Jason. “Basta chegar lá e ser rejeitado, e às vezes a coisa vai ficar feia. Mas tudo bem, porque você vai se sentir bem depois”, garante. “Vai ser: ‘Uau. Eu desobedeci o medo!'”. 

A Meditação do Amor Universal

A democracia é possível com a mídia?

O que é a Ayahuasca?

Histórias inexplicáveis de clarividência em animais

Link

Imperialismo dos Estados Unidos: o maior problema do mundo

"Da forma que as coisas estão caminhando, não dá mais para esconder que o maior problema do planeta chama-se imperialismo dos Estados Unidos com seus sócios menores europeus e Israel.

No Oriente Médio já destruíram o Iraque, o Líbano, estão destruindo a Síria e o pouco que restou da Palestina. Na África, destruíram a Líbia, a Tunísia, a Somália, a Costa do Marfim, Serra Leoa, Mali e ainda estão tentando destruir o Egito. Na Europa destruíram a Iugoslávia e suas ex-repúblicas e operam para fazer o mesmo com países vizinhos à Rússia, como fizeram com a Geórgia e agora fazem com a Ucrânia. Vale ainda mencionar que na América Latina trabalham pela destruição da Colômbia e da Venezuela, e operam golpes de Estado no Brasil e na Argentina. Ou seja, fazem de tudo para impor regimes fantoches que obedeçam às ordens imperiais e aqueles que resistem são chamados de "terroristas", "ditadores", "eixo do mal" e tantos outros termos fantasiosos para justificar mais uma nova agressão.

Vejam o exemplo da Rússia: bastou Putin ajudar a Síria a lutar contra mercenários estrangeiros que já foi elevado à categoria de pior demônio do mundo (título que outrora foi emprestado a Assad, Kaddaffi, Saddam e por aí vai). O fato é que hoje, o conglomerado EUA-União Europeia-Israel trabalha por uma Segunda Guerra Fria ou Terceira Guerra Mundial e por isto atacam a Rússia e a China e financiam movimentos direitistas no Brasil.

Fazem isto por uma coisa muito simples: o BRICS propõe uma nova arquitetura financeira global na qual se substitua o artificial dólar como reserva de valor. Mas se alguém ainda acha que essa guerra não há lado bom, lembrem-se de uma coisa muito simples: os Estados Unidos defendem uma ordem mundial unipolar na qual eles mandam e outros obedecem.

O BRICS defende uma ordem multipolar na qual haja diversos polos de poder e as decisões internacionais sejam tomadas de acordo com os príncipios da Carta da ONU. Na prática, quem muito fala em democracia defende na verdade uma ditadura militar planetária. E quem é acusado de "apoiar ditaduras" é quem luta por um mundo mais democrático nas relações internacionais, respeitando a soberania e autodeterminação dos povos".

Quem defende o Socialismo...

"Quem defende o socialismo sonha ver um mundo no qual não exista pobreza, miséria, fome e guerra. O socialismo é, portanto, um ideal de solidariedade, de igualdade e de justiça. Sem, é claro, negar a liberdade individual e as escolhas pessoais de cada um.
Desde que o socialismo foi proposto, antes mesmo de Marx, o objetivo sempre foi garantir com que todos tenham acesso à modernidade, à tecnologia e aos avanços que o capitalismo cria mas que sempre são restritos à classe dos endinheirados. Pobreza é o capitalismo que alimenta por que ela é lucrativa e funcional ao sistema. O socialismo, ao contrário, é um regime de riqueza, mas não para poucos à custa do trabalho de muitos. O socialismo é a riqueza para muitos sem que ninguém seja explorado e no qual todos usufruam.
Infelizmente as primeiras experiências socialistas erraram e por isto foram derrotadas. Mas não tem como negarmos que o sufrágio universal, o voto feminino, a igualdade racial, o direito à paz e à cultura foram conquistas socialistas. Se estamos usando Internet e telefone celular, isto se deve à invenção dos foguetes, satélites e da exploração do espaço sideral que foram obras socialistas.
Citar alguns líderes socialistas e chamá-los de assassinos é assumir um lado da história que foi contado pelos vencedores da Guerra Fria. Uma história contada pelos mesmos que jogaram bombas atômicas no Japão e invadiram a Coreia, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Síria, etc para lucrar com guerras. Portanto, se pedem que deixemos de acreditar no socialismo pelo erro de nossos antecessores, devemos lembrar que muitos cristãos sabem o que foi a inquisição e nem por isto deixaram de seguir sua fé.
Sem dúvidas que os donos das grandes multinacionais que controlam os meios de comunicação, a indústria do cinema, da informação e da educação não querem que saibamos o que de fato é o socialismo. Fazem isto por que eles são os únicos que se beneficiam do sistema capitalista tal como está estabelecido.
O fato é que quando deixamos de acreditar ser possível construir uma sociedade que supere as contradições do capitalismo, absorvendo suas qualidades (tecnologia, dinamismo, etc) mas vencendo seus defeitos (fome, miséria, guerra e pobreza), caíremos em uma zona de conforto que jamais ajudará o mundo a se transformar.
Se antes de nós a geração anterior ousou, tentou e não conseguiu, teremos que seguir nesta luta para no futuro sermos lembrados como aqueles que venceram e triunfaram. O socialismo virá, mais cedo ou mais tarde. E virá para beneficiar a todos. Que brilhe no céu a Estrela Vermelha".

Capitalismo, um sistema que precisa ser superado

"Muitos defendem o capitalismo sem conhecer a dinâmica do sistema e são capazes de até matar ou morrer por ele. Na verdade, o capitalismo é mais simples do que parece, apesar da verborragia economicista que propositamente afasta as pessoas de seu entendimento. A compreensão sobre seu funcionamente possibilita o surgimento de novas ideias para construir um novo sistema mais justo e que tenha o ser humano e não o capital como centro.
Existe uma oligarquia financeira que controla os grandes bancos e os Bancos Centrais. O FED, Banco Central dos Estados Unidos, emite dólares de acordo com os interesses privados dos banqueiros que o controlam e o colocam em circulação. Mas para esse dinheiro se "legitimar" na economia, é preciso existir a produção de modo que o dinheiro se transforme em capital. A produção é social, pois muitos produzem, mas a acumulação é privada, o que quer dizer que poucos ficam com a riqueza gerada. Isto ocorre por que pela cobrança de juros, spreads e serviços vinculados ao crédito, o dinheiro que o FED emitiu retorna aos bancos valorizado, de modo que a oligarquia financeira contabilize lucros excepcionais a partir de cada centavo emitido.
Hoje, 85 famílias possuem a mesma riqueza que 3,5 bilhões de pessoas, metade da população mundial. Desde a crise de 2008/2009, com as falências de empresas e despejo de pessoas de seus imóveis, os mais ricos ficaram ainda mais ricos. A pobreza, a fome, a miséria se tornam não problemas ao capitalismo, mas uma necessidade do próprio sistema para se manter e se reproduzir. Além disso, o desemprego é algo positivo para a acumulação capitalista, pois ele força para baixo os salários dos que estão empregados, que acabam por aceitar piores condições de trabalho para não correrem o risco de demissão.
O capitalismo costuma criar vitrines como Nova York e Dubai, mas esconde o outro lado que é a miséria na África, América Latina e Ásia, que são regiões continuamente saqueadas pelas potências ocidentais, Estados e Europa. A I e a II Guerra Mundial foram consequência exatamente do colonialismo moderno, uma invenção da fase imperialista do capitalismo na qual as grandes potências partilharam o mundo para saquear matérias-primas e obter novos mercados para produtos industrializados. O colonialismo é uma das maiores perversões humanas, na qual se destroi povos e culturas para sugar e expoliar seus recursos.
Mas por mais contraditório que seja o sistema, o capitalismo consegue cooptar pessoas para apoiá-lo por que lhe oferece migalhas. A pessoa acredita que enriquece pelo valor de seu trabalho, o que não passa de uma ilusão. O enriquecimento está vinculado a quem os bancos escolhem para fornecer crédito. São os banqueiros que definem aqueles que querem que pertença ao clubinho dos ricos e é a oligarquia financeira que escolhe quem pode ser banqueiro. Alguns podem até progredir até certo ponto de forma autônoma, mas no capitalismo a concorrência não passa de uma ilusão pois as grandes corporações são controladas por monopólios, oligopólios, cartéis, trustes e holdings. Basta tais empresas "independentes" ganharem peso que são logo compradas ou cooptadas pelos poderosos que controlam de fato o capital.
Outra ilusão recorrente ao capitalismo é a crença na liberdade de escolha do consumidor. Ora, hoje temos o mundo controlado pelos cartéis do petróleo, da indústria farmacêutica, bélica e tantos outros. São eles que decidem quantas marcas de pastas de dente haverá numa prateleira, eles que escolhem qual tipo de comida devemos consumir e eles que escolhem se vacinas serão lançadas no mercado ou se devemos permanecer doentes para vivermos a base coquetéis produzidos por eles. Além disto, os produtos atuais são feitos para terem uma duração curta, o que obriga as pessoas a todo ano terem que comprar o mesmo produto novamente parcelado, o que mais uma vez mobiliza o crédito bancário.
O que o capitalismo faz na verdade é escravizar o planeta todo em um amplo sistema de dominação sobre o trabalho. Enquanto os cidadãos se enganam pensando estarem trabalhando para pagar impostos ao governo, na verdade elas trabalham para enriquecer banqueiros. No Brasil, por exemplo, o país paga por ano mais de R$ 1 trilhão ao sistema financeiro, o que equivale a metade do Orçamento Federal. Este dinheiro não se transforma em obras nem em serviços públicos. Apenas faz com que os bancos fiquem cada vez mais ricos. E para manter isto em operação a mídia privada costuma fazer terrorismo econômico e até ameaças golpistas, pois ela também usufrui deste modelo.
E ainda assim acreditamos em algo chamado democracia. As eleições não passam de um grande teatro no qual as empresas financiam os candidatos que irão vencer para que eles atendam aos interesses delas. Uma empresa não apoia um candidato por ideologia, mas por interesses que, depois de eleito serão cobrados. Isto não significa que se deva ignorar as eleições, muito pelo contrário. O ambiente eleitoral é um importante espaço para se denunciar o sistema e eleger, mesmo que poucos, aqueles que o criticam e propõem mudanças estruturais.
Deve-se ressaltar que o capitalismo tem pouco mais de 250 anos. Antes disto, a humanidade já experimentou outros sistemas econômicos como o escravismo, o feudalismo e mesmo o socialismo recentemente. O fato é que a história não começou e nem terminará com o capitalismo. Para o bem da humanidade, este sistema precisa ser superado.
Em suma, este é apenas mais um de milhões de outros artigos que mostram o lado perverso de um sistema que foi todo montado para enriquecer poucos e escravizar todos os outros pelo trabalho. A maior de todas as emancipações humanas é a emancipação do trabalho. O sistema econômico que conseguir superar esta contradição, seja ele chamado de socialismo, comunismo, anarquismo, Nova Era ou qualquer outro nome, entrará para a história como a libertação definitiva da humanidade. Os índios sempre viveram coletivamente e usufruíram juntos da riqueza por gerada pela tribo. O desafio é fazer isto em um mundo moderno que absorva os avanços do progresso técnico, científico e tecnólogico não para enriquecer poucos, mas para o uso geral de todos os cidadãos do mundo".

A tentativa do imperialismo de "mudar o regime" no Brasil

"Vocês se lembram do Anonymous que em junho de 2013 apresentou as 5 causas (da Rede Globo)? Se lembram dos Black Bloc anti-Copa? Pois bem. Esses já sumiram e no lugar deles apareceram "revoltados", banda de pop anti-Dilma, Vemprarua financiado pela Ambev e tantos outros "movimentos" sem lastro social algum, inventados para dar um golpe no Brasil no estilo do "Cansei" ou "marcha da família com deus".
Para quem não acompanha a realidade internacional, esses "movimentos" bizarros podem parecer algo local, mas não são. Esse tipo de "movimento" foi criado pelos Estados Unidos no Leste Europeu nas "revoluções coloridas", no Oriente Médio na "primavera árabe" e agora na América Latina em Brasil, Argentina e Venezuela.

Todos eles seguem as cartilhas de "mudança de regime" do professor Gene Sharp. Esses grupos são treinados pelos Estados Unidos, financiados pelo National Endowment for Democracy (NED), são mantidos pelas embaixadas e consulados estadunidenses mundo afora, pelo serviço da CIA e pela rede de ONGs e institutos que distribuem dólares para arregimentar os "quintas-colunas" em cada país. A mídia privada de cada país tem um papel chave nessa manipulação, usando sempre o discurso da corrupção.
Em TODOS os países do mundo há corrupção, mas eles usam-na como pretexto para sabotar o desenvolvimento dos países, forçar um clima de guerra civil que muitas vezes pode levar à divisão do território.

Aqui no Brasil, as táticas empregadas são exatamente essas. Amanhã, muitas pessoas marcharão como inocentes úteis. Acreditarão que estão fazendo um bem para seu país por que sofreram uma lavagem cerebral sem precedentes:

"Está claro que, por trás da Operação Lava-Jato, o objetivo é desmoralizar a Petrobras e as empresas estatais, de modo a criar as condições para privatizá-las. Porém, estou certo de que as Forças Armadas não permitirão, não intervirão no processo político nem há fundamentos para golpe de Estado, mediante impeachment da presidenta Dilma Rousseff, contra a qual não há qualquer prova de corrupção, fraude eleitoral etc., elemento sempre usado na liturgia subversiva das entidades e líderes políticos que a USAID, NED e outras entidades dos EUA patrocinam". Prof. Moniz Bandeira.

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2015/03/moniz-bandeira-eua-promovem.html

No dia 13 de março de 1964, o povo foi às ruas para assistir ao Comício da Central do Brasil. Alguns dias depois, ocorreu uma marcha da direita para pedir um golpe que aconteceu em 1 de abril de 1964. Em 2015 tentam repetir a história, mas temos uma vantagem: a internet. Assim podemos relembrar como foram os eventos naquele fatídico 1964. Recomendo que todos ocupem seu domingo estudando o Brasil. Indico o filme "O dia que durou 21 anos" (link acima) que mostra que o golpe foi FINANCIADO e EXECUTADO pelos ESTADOS UNIDOS. Quando denunciamos que em 2015 o imperialismo está tentando golpear o Brasil novamente, dizem que isto é conspiração.

Portanto, assistam o vídeo e tirem a própria conclusão. Conhecendo o passado, evitamos que ele se repita no futuro.

Os Estados Unidos financiam nazistas na Ucrânia. Financiam a Al-Qaeda e o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Financiam a gangue de gusanos que atua em Miami para derrubar o governo de Cuba. Financiam a oposição golpista e assassina da Venezuela. E no Brasil financiam o Instituto Millenium, Instituto FHC, Vem Pra Rua e não me assusto se eles também financiam esse tal de partido "Novo" (que já nasce com velhas ideias). Sem contar os deputados e senadores que recebem financiamento de empresas estrangeiras, como José Serra, eleito para entregar a Petrobrás às petrolíferas dos Estados Unidos. 

Precisamos disputar a consciência dessas pessoas, mostrando que estão sendo massa de manobra ao participarem de uma marcha como esta. A única coisa que pode evitar o golpe é uma ampla conscientização e este debate tem que ser feito na sociedade. Ontem demonstramos que somos muitos. Agora precisamos ampliar. Somente a mobilização social barrará o golpe.

Quanto ao ato do dia 15, amanhã, temos que debater a diferença de seu significado. Acordar os zumbis que estão sendo usados e devolvê-los à condição de ser humano pensante. No dia 13 de março de 2015, saímos na frente lembrando que os vitoriosos de 2014, 2010, 2006 e 2002 fomos nós. Agora temos que garantir não apenas a legalidade democrática, mas um avanço de esquerda do governo Dilma.

Sinto dizer, mas a luta está apenas começando!"


Os institutos golpistas do imperalismo e a resistência do Foro de São Paulo

"Os Estados Unidos criaram em 1967 um órgão chamado NED (National Endowment for Democracy) com o objetivo de operar "mudanças de regime", nome eufemista para golpe de Estado a fim de instalar regimes submissos ao imperialismo. O NED opera em todo o mundo, mas nos anos Bush/Obama ele tem priorizado a área de influência do BRICS.

Financiam assim os movimentos fascistas, nazistas, anticomunistas, antirrussos na fronteira da Rússia. Na China financiam separatistas. No Oriente Médio patrocinam gangues armadas de mercenários de fundamentalistas muçulmanos. Por fim, na América Latina agem escancaradamente na Venezuela, Bolívia, Equador, Cuba, Argentina e Brasil.

Por aqui, associam-se ao Instituto Milênio, Instituto FHC e outras fundações e núcleos do pensamento reacionário. O crescimento do golpismo, do fascismo e do fundamentalismo religioso é uma consequência direta da ação do NED, USAID, CIA, NSA, embaixadas e forças armadas estadunidenses.

Acho engraçado criticarem o Foro de São Paulo que é apenas uma reunião de partidos de esquerda latino-americanos e nunca mencionarem o NED dos Estados Unidos que fornece milhões de dólares anuais aos partidos de direita para derrubarem governos democraticamente eleitos.

Enquanto o Foro de São Paulo é uma estrutura horizontal e democrática, composta pelos povos latino-americanos, o NED é vertical e autoritário e financia a elite dos países.

O Foro de São Paulo procura dar voz aos que nunca foram ouvidos e o NED procura impor a vontade dos capitalistas dos EUA e silenciar a resistência. Que o NED seja denunciado como instrumento de ingerência estrangeira nos países e seja desmantelado. Que o Foro de São Paulo tenha vida longa como contraponto ao imperialismo e seja vitorioso em promover a integração solidária da América Latina.

Segue abaixo um link para compreender o caso da Venezuela onde os EUA pretendem levar o golpe às últimas consequências.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=668f514678c7e7f5e71a07044935d94c&cod=15065


A alquimia revolucionária do amor

"Nos manuais para derrubar governos que não atendem aos interesses dos Estados Unidos, eles ensinam que para criar uma insatisfação generalizada é preciso difundir o ódio através da mídia. Quanto mais ódio for espalhado, mais esse sentimento corrosivo criará uma situação de caos e desordem. No meio dessa instabilidade, os Estados Unidos escolhem um futuro líder que, no poder, justificará seu mandato com mais ódio. No século XIX, os Estados Unidos ensinaram que se devia odiar os índios e mexicanos; no século XX mostraram que se deve odiar negros e comunistas; no século XXI pedem que odeiem muçulmanos e imigrantes. Assim foi formado o império do ódio que diz que na Ucrânia deve-se odiar os russos; em Israel, que odeiem os palestinos; na Coreia do Sul, que se odeie o Norte; na Síria, pede que se odeie Assad; na Venezuela, que odeiem Chavez e Maduro; e no Brasil, mandam odiar o PT. Ou seja, a tática do imperialismo dos Estados Unidos é sempre a mesma: dividir para conquistar, usando o ódio como sentimento de oposição e separação social. O ódio tem efeitos tóxicos no organismo, pois ele libera hormônios extremamente danosos que podem gerar doenças e mesmo propagar câncer. Se ele tem esse efeito no corpo de um indivíduo, imaginem o que ele é capaz de fazer no tecido social de um país? Alguém acha que um governo golpista que ascendeu ao poder pelo ódio fará algo de bom pelo país? Como então reagir ao ódio? Simples: o sentimento oposto ao ódio é o amor. Mas ele não pode ser um amor cego por que ele se torna tão manipulativo quanto o ódio. O amor precisa vir acompanhado de pensamento crítico e consciência. A soma do amor com a consciência eleva a inteligência emocional e cria um senso crítico que transforma a revolta em uma força construtora. Para quem ainda não entendeu à qual ciência estou referindo-me, seu nome é Alquimia e por ela ser tão verdadeira e poderosa, foi proibida por milênios pela igreja que usava o ódio para expandir seus domínios. Ser revolucionário é, portanto, ser um alquimista. Converter o chumbo pesado e denso do capitalismo no leve e sutil ouro puro do socialismo, quando mulheres e homens poderão usufruir coletivamente das riquezas que são de todos. Assim derrota-se o império do ódio e instala-se a sociedade do amor e da consciência".

A Mídia dos EUA e do Brasil é vendida.

"A mídia dos EUA e do Brasil é vendida. A diferença é que primeira mente para seu país fazer a guerra para roubar petróleo estrangeiro, enquanto a segunda mente para seu país entregar o petróleo aos estrangeiros. Da mesma forma que os estadunidenses foram enganados pela mídia que o Iraque possuía armas perigosas, os brasileiros são iludidos que a Petrobras está quebrada. Assim, os EUA que roubaram o petróleo iraquiano, estão conseguindo agora roubar o petróleo brasileiro a preço de banana com a queda das ações da Petrobrás. Saddam foi o bode expiatório no Iraque e Dilma é o bode expiatório no Brasil. E nesse jogo, Globo, Veja, Folha e Estadão decidem jogar do lado que sempre jogaram: contra o Brasil e o povo brasileiro e a favor do imperialismo e dos bancos. Eu estou do lado do Brasil e você?"

A Degradação da Humanidade e as Eleições de 2014

"Jamais imaginei que fosse necessário escrever um artigo com este teor, mas as consequências das últimas eleições de 2014 no Brasil me obrigam a lançar um alerta vermelho à nossa doente sociedade. Os protestos de junho de 2013, ao invés de abrirem o caminho a uma ampliação da consciência das massas e de ascensão das lutas sociais por maiores conquistas, abriu a caixa de pandora do ódio, do preconceito e da intolerância. Mesmo com a vitória de Dilma Rousseff nas últimas eleições, os ânimos não se aquietam e velhos fantasmas do passado voltam a assolar o país: uns pedem a volta da sanguinária ditadura militar, outros se mobilizam pelo separatismo e fragmentação do território nacional e outros clamam pelo fundamentalismo religioso. Mas todos parecem rezar para o mesmo “deus”, o assim chamado mercado, que na verdade é velho capital.

A última etapa do capitalismo e a degradação da humanidade
Talvez se as pessoas soubessem qual é a origem do dinheiro, quem o controla e a que fins ele serve, não se mobilizariam de forma insana em nome de um sistema que escraviza o ser humano. Com o fim da II Guerra Mundial, o dólar passou a ser a moeda internacionalmente aceita no capitalismo. Ocorre que em 1971, ela deixou de ter lastro em ouro e a partir da década de 1990, com a globalização dos mercados, o dólar parou de ter existência real para ser simplesmente números digitados na tela de um computador, imediatamente transferidos a algum banco e de lá para algum cliente. A fim de salvar os bancos da crise de 2008/2009, foram criados virtualmente (com simples digitações), US$ 17 trilhões (17.000.000.000.000,00). Quem emite o dólar é o Federal Reserve (FED), o Banco Central dos Estados Unidos, que é uma entidade privada controlada por poucas famílias de banqueiros. O objetivo desta oligarquia financeira é controlar toda a economia mundial, todos os seus recursos, toda a mão de obra e todo mercado consumidor do planeta e para isto, eles instrumentalizam os Estados Unidos, a União Europeia, o Japão e sua mais nova criação: Israel.
O nome desta etapa do capitalismo é imperialismo, na qual as oligarquias financeiras instrumentalizam Estados nacionais para executarem seus projetos de dominação. Não se deve confundir os Estados imperialistas, instrumentalizados pela oligarquia financeira, com o povo desses países, que são tão explorados e vitimado pelo sistema quando aqueles que vivem na periferia do mundo. Hoje, a maior potência imperialista do mundo chama-se Estados Unidos. Para consolidar sua dominação, os EUA não se furtam de realizar guerras por petróleo, gás, minérios radioativos e promover golpes, ditaduras militares ou impor bloqueios e embargos a países que não se submetem ao seu autoritarismo nas relações internacionais.
A vitória dos Estados Unidos na Guerra Fria e da ideologia liberal capitalista impuseram à humanidade o dogma do “Fim da História”, no qual a sociedade ocidental capitalista cristã e individualista seria o modelo último de humanidade. Este é o padrão do “homem ideal”, difundido como exemplo a ser seguido em um projeto que visa a uniformização e a padronização do mundo. Ou seja, qualquer identidade coletiva ou social deve ser destruída em nome do individualismo. A memória histórica dos povos, seus costumes, arte, culinária e língua seriam assim substituídas pela ideia de que o capitalismo sempre existiu, de que a exploração seria inerente a qualquer sociedade, que o “american way of life” seria o tipo ideal de vida, que o cinema hollywoodiano seria o expoente máximo da arte e que a língua inglesa seria aquela que substituiria todas as linguagem nativas que supostamente impedem as pessoas de se comunicarem num mundo globalizado.
Tudo isto é feito em nome de uma suposta liberdade que só existe na esfera dos pretextos que justifiquem a imposição deste projeto totalitário, chamado de “New World Order” ou “Full Aspect Dominance”. Ou seja, o indivíduo é iludido pela ideia de que ele é livre para escolher sua profissão e com seu salário comprar aquilo que bem entender. O que ele não entende é que a “livre escolha” de seu trabalho está relacionada à oferta de empregos na área em que o “mercado” impõe, da mesma forma que a “livre escolha” por seus produtos está associada exclusivamente aos padrões de consumo impostos pelas grandes companhias, todas elas sob controle do capital financeiro.
A produção capitalista alcançou grande produtividade não por ser melhor, mas por conseguir desenvolver um sistema que prende, escraviza e aprisiona os consumidores a um ciclo infinito de produção. Os produtos são feitos para não durarem. Ou seja, carros, computadores, eletroeletrônicos e toda a espécie de bens de consumo têm durações limitadas, o que obriga o consumidor a sempre ter que trocá-los. O mesmo ocorre com relação a roupas e utensílios que são impostos em propagandas explícitas ou subliminares e que fazem com que as pessoas aceitem passivamente padrões de vestimenta e de comportamento em nome da moda, da modernidade ou mesmo de uma suposta higiene. Mas para entrar na roda do consumismo, é preciso endividar-se, recorrer ao banco, submeter-se aos juros abusivos, comprometer a maior parte do orçamento familiar com o pagamento de dívidas e passar a vida negociando e renegociando novos créditos de um dinheiro fictício, emitido por uma meia-dúzia de magnatas que no fundo só deseja explorar o trabalho daqueles que se submetem à violenta padronização do sistema capitalista.
Para iludir, o entretenimento distrai e promove identidades fragmentadas. As pessoas escolhem time de futebol, religião, partido, orientação sexual ou qualquer tipo de sub-identidade que pode variar em diferentes fases da vida, mas sempre executam o que o sistema pede: a fragmentação, a individualização e a funcionalidade ao sistema. Enquanto isto, câmeras de vigilância se espalham por todo o mundo, redes sociais fornecem informações minuciosas sobre o perfil e comportamento individual das pessoas aos serviços de espionagem dos Estados Unidos, que geram bancos de dados minuciosos sobre como dominar, controlar e submeter cada vez mais. Todos recebem um número de identidade, um código de barras, que os classifica como máquinas que acreditam ser livres, mas estão em fato aprisionadas por onde quer quer tentem escapar. A sociedade orweliana está em fase final de implantação, o Big Brother está muito próximo de controlar cada aspecto da vida humana e muitos aderem voluntariamente a isto em nome do que acreditam ser uma escolha livre.
Na verdade, a liberdade morre com o ataque degradante da mídia à política e às poucas instituições democráticas, a duras penas conquistadas. Enquanto os meios de comunicação demonizam o político de modo geral, estão na verdade cegando as pessoas sobre a possibilidade de escolherem coletivamente seus destinos. Afinal, não dizem que o que corrompe o político e o torna corrupto é o próprio sistema econômico que compra, perverte e destrói. Enquanto carimbam o rótulo de corrupção apenas àqueles que atuam nos mecanismos democráticos, fingem não existir corruptos nas empresas privadas, na mídia, na burocracia estatal e no judiciário. A negação da política enquanto instrumento de transformação da sociedade é o mais inteligente mecanismo para fazer com que as pessoas chutem a própria escada e aceitem o destino que lhes imposto para deixarem de ser cidadãos e se tornarem consumidores. Assim, os rumos que os Estados tomam deixam de ser decisões políticas, estratégicas e coletivas e passam a ser decisões friamente técnicas, racionais e tomadas por uma minoria que em nome da “meritocracia” se impõe sobre todos os demais. Assistimos a uma robotização da sociedade e a destruição do pouco que sobrou de humanidade.
Assim se difunde o ódio às lutas sociais, pois o socialismo, se fosse realmente implantado, levaria ao fim de qualquer tipo de exploração do trabalho. Seria a emancipação do ser humano e a garantia dos direitos coletivos e individuais. Mas com a criminalização da política, a imposição de regimes ditatoriais baseados na racionalidade do mercado, numa tecnocracia sustentada pela meritocracia, praticamente barra-se qualquer caminho possível para a emancipação última do ser humano. Para isto, os meios de comunicação difundem a ideia de que não é possível superar o sistema e que todos devemos não apenas nos submetermos a ele, mas adorá-lo, tratá-lo como um “deus”, o famigerado “deus-mercado”, que deve receber oferendas chamadas de “superávit primário”, “aumento de juros”, “pagamento da dívida pública” e tantos outros nomes supostamente técnicos para esconder sua verdadeira natureza que é tirar dinheiro do trabalhador para enriquecer ainda mais os banqueiros e acionistas que tratam pessoas como números em planilhas contábeis.
Não só o ser humano que é vítima deste sistema, mas toda a natureza. A água, a terra, o solo, o subsolo e até o ar hoje são convertidos em mercadorias. Privatiza-se o que é de todos, desnacionaliza-se o que pertence a um povo e desregulamenta-se quaisquer regras a fim de que o capital possa agir sem barreiras. Ao mesmo tempo, retira-se as populações do campo e da floresta, enlatando-as nas megacidades sujas, poluídas e insanas. Ecossistemas inteiros são devorados, espécies entram na lista de extinções e a paisagem verde e azul é substituída pelo cinza e pelo negro. Mas ao invés de emergir uma consciência ambiental, o capital promove o discurso ecocapitalista que na verdade objetiva controlar reservas de recursos sob o pretexto da conservação para poderem explorar no futuro, a preços muito mais elevados como resultantes da escassez. E este discurso pobre, infelizmente seduz muitos jovens que realmente defendem o meio-ambiente, mas que se vêm perdidos frente às possibilidade reais que se mostram presentes.
A disputa pelo Brasil e por tudo o que ele representa
O Brasil não é qualquer país. Tem dimensões territoriais, grande população, enormes reservas de recursos naturais e está entre as maiores economias do mundo. Além disto, exerce uma respeitável liderança entre os países em desenvolvimento que propõem a construção de um mundo alternativo, baseado na multipolaridade e no respeito mútuo.
A aliança do Brasil com os países latino-americanos em busca da integração, a aproximação com os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), as relações com a África e o Oriente Médio, fizeram com que o país fosse reconhecido cada vez mais como importante ator internacional. Ao mesmo tempo, o questionamento que o Brasil faz à imposição de uma ordem unipolar, se soma a todos aqueles que de da sua maneira resistem à padronização e à uniformização do mundo imposta pelo “Ocidente” (EUA, Europa e Israel). A criação de um Banco e de um Fundo do BRICS que realiza operações sem o dólar e para as quais não se exige políticas de “austeridade”, explica por que a todo custo há o interesse em derrubar o atual governo brasileiro.
Além de sua atuação externa, o Brasil de Lula e Dilma segue na contramão do mundo em crise: gera empregos, diminui a pobreza e eleva a renda da população, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa onde o desemprego cresce, mais pessoas empobrecem e a riqueza da população é corroída ao mesmo tempo em que se concentra renda nas mãos de poucos bilionários.
Por tudo isto, o Brasil despertou a ira daqueles que promovem o projeto imperialista estadunidense, que possui a mídia oligopolista brasileira, parte do empresariado nacional e partidos políticos conservadores como seus principais aliados. Estes, portanto, trabalharam e continuam trabalhando para uma “mudança de regime” no Brasil, a fim de torná-lo o que o país sempre fora no passado: pobre, dependente e sob o controle da elite. Esta é a fonte de tanto ódio destilado pela mídia e promovido por aqueles que muitas vezes não têm a dimensão do que significa apoiar Aécio Neves.
O projeto neoliberal, que foi derrotado nas urnas em 2014, defende as privatizações, um avanço autoritário em nome da segurança, redução às liberdades individuais sob o pretexto da defesa de um padrão de família e o fim do atual ciclo de distribuição de renda no país. Trata-se exatamente de retomar no Brasil o rumo que está levando a humanidade a uma decadência moral e espiritual. Significa mergulhar o país no rumo que tem levado o planeta à sua degradação.
Para isto, aparecem personagens como o fascista Jair Bolsonaro, o fundamentalista Marco Feliciano, o preconceituoso Silas Malafaia, a ecocapitalista Marina Silva, o privatista Geraldo Alckmin, o autoritário José Serra, o oligarca Bornhausen, o ruralista Ronaldo Caiado, o violento Coronel Telhada e tantos outros personsagens nefastos tanto por suas histórias política quanto pelas forças obscuras que representam. Todos eles se uniram no segundo turno em torno de Aécio Neves, baseando-se no mesmo discurso de ódio de que o maior inimigo seria o PT. Mas a demonização do PT não é a um partido, a uma agremiação ou a um grupo de pessoas, mas sim a um projeto de libertação e de sociedade que infelizmente esta agremiação tem dificuldade de compreender o tamanho e a grandeza que o destino lhe reservou. Por isto tanta paranoia e medo de que o Brasil se torne “bolivariano”, “comunista” e que o Fórum de São Paulo triunfe.
Conclusão: rumo a uma alternativa
Não há outro caminho para salvar o Brasil e o mundo que não seja a conscientização das pessoas sobre o que este sistema realmente representa e quais seus objetivos finais. Mas a conscientização por si só não é capaz de transformar e para isto se soma a mobilização para barrar o projeto neoliberal, a luta por mais espaços políticos (e não por menos) e a afirmação das causas justas e em favor do povo. É preciso ter clareza de onde se quer chegar: numa sociedade justa, democrática, que garanta as liberdade individuais e coletivas e que resisita à padronização, uniformização e escravidão pelo capital. Esta nova sociedade já foi chamada de anarquista, comunista, socialista, mas o nome pouco importa. O que importa é não deixarmos de ser “utópicos” e darmos novos passos rumo a um projeto harmônico de humanidade, que elimine qualquer tipo de exploração e que seja capaz de trazer a tão sonhada paz ao planeta, convivendo naturalmente com outras espécies e preservando a natureza que nossos ancestrais nos legaram".

TAO - A Sabedoria do Silêncio Interno

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia). Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada. Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia. O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso. Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões. Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente invisível, misteriosa, indefinivel, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades, a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros. Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão. Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato. Não saber é muito incómodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade. Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo. Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda. Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de os convencer para ser feliz. O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo.

Pratique a arte de não falar. Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO. Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação. Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser. Por outras palavras, viva seguindo a via sagrada do TAO.

(Texto Taoísta)

A caminho de uma conferência pela paz e desarmamento

De qual país estamos falando?
"[...] um país totalitário onde não existe liberdade de expressão, todas as pessoas são espionadas pela internet e o direito à manifestação é cerceado quando ele ameaça minimamente os interesses dos poderosos. Este país não respeita o direito internacional, prende pessoas sem julgamento, tortura e mata aqueles que de alguma forma contestam seu poder e tem em sua ficha corrida os maiores crimes contra a humanidade. Neste país, desde a crise de 2008, milhões de pessoas se tornaram desempregadas, há fome, miséria e pobreza crescente enquanto seu governo trabalha como serviçal para atender aos interesses dos bancos. [...]"

"Hoje cheguei em Moscou..."

"Hoje cheguei em Moscou a convite do governo russo para debater o que considero o melhor para o meu país e para a humanidade: o BRICS. Esta aliança representa a diversidade, na qual estão contemplados os negros sul-africanos e os loiros russos, os indianos e chineses com suas civilizações milenares e a jovem e colorida nação brasileira. O BRICS é a esperança de um mundo multipolar, democrático, pacífico e respeitoso. Quanto à Moscou, que cidade incrível! Por onde se anda há três períodos lado a lado: o czarista, o soviético e o pós-soviético. Enquanto passávamos pelas monumentais obras arquitetônicas, um dos visitantes perguntou a um russo o que mais ele sente saudade do período soviético e ele respondeu: "naquele tempo tínhamos as melhores universidades e uma saúde pública perfeita sem precisarmos pagar por isto; mesmo sendo um jovem estudante, era possível almoçar nos melhores restaurantes, assistir ao balé Bolshoi e nas férias curtir a praia na Crimeia; o financiamento da casa própria era muito barato e sempre sobrava dinheiro; hoje tudo é muito caro e temos que trabalhar muito mais para receber menos". Quando perguntei sobre o conflito com a Ucrânia, ele se emocionou e disse que nos tempos soviéticos pouco importava ser russo ou ucraniano, pois todos se viam como iguais, haviam casamentos, migrações, mas de repente este governo ucraniano passou a pregar o ódio contra os russos, e é muito difícil de entender como se chegou a isto. Assim passamos ao longo do dia pela praça Maiakovsky, pelo parque Gorki, pela biblioteca Lênin onde em frente há uma estátua de Dostoiévski e pela casa onde morou o cosmonauta Yuri Gagarin. Amanhã nos reuniremos com o Ministro das Relações Exteriores Serguei Lavrov e com os embaixadores dos outros 4 países dos BRICS. Espero que no futuro muitos brasileiros façam o mesmo: que tenham a oportunidade de conhecer a Rússia, a Índia, a China e África do Sul, sem jamais deixar de visitar as regiões do nosso Brasil e os países de nossos vizinhos hermanos latino-americanos. Que os BRICS venham para ficar!"

Socialismo: uma causa de grandes cientistas

"O casal Juliot-Curie descobriu a existência da radiação e desenvolveu o uso pacífico da energia nuclear. Iréne e Frédéric Juliot-Curie eram socialistas. Albert Einstein descobriu que a força gravitacional distorce o espaço-tempo e que energia está relacionada à massa multiplicada pela velocidade da luz. Albert Einstein era socialista. Stephen Hawking analisou os buracos negros e concluiu que a origem do universo deve-se uma explosão que resultou na formação das galáxias em um movimento de expansão. Stephen Hawking é socialista. Mas tem gente que diz por aí que socialistas são burros porque leu na Veja".

Jovem lê livros em locais inusitados para apoiar hábito de leitura

Rei da Grande Luz

Houve, certa vez, um rei que governou seu reino com notável êxito. Por causa de sua sabedoria ele era chamado Rei da Grande Luz. A todos explicava os princípios de sua bem sucedida administração. Ei-los:
A melhor maneira para um governante administrar o seu país é, antes de tudo, governar-se a si próprio. Um governante deve apresentar-se perante o seu povo, com o coração compassivo, deve ensinar e conduzi-lo a remover todas as impurezas de suas mentes. A felicidade que advém dos bons ensinamentos em muito excede a alegria que as coisas materiais do mundo podem oferecer. Portanto, ele deveria dar a seu povo um bom ensinamento e manter suas mentes e corpos tranqüilos. [...]
Cada um tem diferente visão das coisas, de acordo com o estado de sua mente. Alguns consideram a cidade em que moram como boa e bonita, outros a consideram como suja e arruinada. Tudo depende do estado de suas mentes.
Aqueles que respeitam os bons ensinamentos podem ver, nas vulgares árvores e pedras, todas as belas luzes e cores da lazulita, enquanto os gananciosos, que não sabem como controlar sua próprias mentes, são cegos mesmo aos esplendores de um palácio de ouro.
Assim se passa com tudo, na vida cotidiana de uma nação. A mente é a fonte de tudo, e, consequentemente, o governante deve primeiro levar o povo a disciplinar as suas próprias mentes.
3. O princípio fundamental para uma sábia administração é como aquele do Rei da Grande Luz: levar o povo a disciplinar suas mentes.
Treinar a mente significa buscar a Iluminação e, assim, o sábio governante deve, primeiro, dirigir sua atenção ao ensinamento de Buda.
Se um governante tiver fé em Buda, for devotado a Seus ensinamentos, apreciar e respeitar os homens virtuosos e compassivos, então, não haverá favoritismo ou parcialidade para com amigos ou inimigos, e seu país continuará sempre próspero.
Se um país for próspero, não lhe será necessário atacar outro país e não precisará de armas de ataque.
Quando o povo está feliz e satisfeito, as diferenças de classe desaparecem, as boas ações são promovidas, as virtudes aumentadas, e os homens passam a se respeitar uns aos outros. Nesse clima, todos prosperarão; o tempo e a temperatura se tronarão normais; o sol, a lua e as estrelas brilharão naturalmente; a chuvas e os ventos virão regularmente; e as calamidades da natureza desaparecerão.

Fonte: livro "A Doutrina de Buda".

Os pré-socráticos e seus elementos favoritos & Pitágoras...

O primeiro filósofo, Tales de Mileto, procurou na água a origem de tudo o que existe. Outros filósofos jônicos deram respostas semelhantes, mas privilegiando outros elementos: Anaximandro de Mileto, discípulo de Tales, substituiu a água pelo ápeiron (que pode ser traduzido como ilimitado, indefinido). Anaxímenes de Mileto, discípulo de Anaximandro, optou pelo ar. Heráclito de Éfeso, que viveu depois destes (cerca de 500 a.C.), preferiu o fogo. [...]
Numa forma não tão diferente, essa discussão ainda continua entre os filósofos que dizem que o principal fundamento do universo é a matéria (materialistas) e os que dizem que é a idéia (idealistas), Deus (panteístas), o Eu (empiristas), que há um único fundamento (monistas), dois (dualistas), muitos ou infinitos (pluralistas). [...]
Porém, no mesmo ano em que Heráclito nascia, Pitágoras estava abandonando a cidade de Samos na Jônia (onde fracassou em impor suas idéias) e fundando em Crótona, na Magna Grécia (ocidente do mundo grego, no atual Sul da Itália ) uma escola de pensamento muito diferente: não materialista e monista, como as jônicas, mas idealista e dualista: o fundamento da natureza era, para ele, não uma substância física, mas o número, as relações matemáticas (diríamos, hoje, as "leis" da natureza), que existiriam independentemente da natureza propriamente dita, num mundo das idéias. [...]
A Escola Pitagórica tinha uma predileção pela investigação do caráter dos números, uma vez que para seus adeptos eles constituíam a essência de tudo. Do estudo desta área surgiu a teoria da harmonia das esferas, segundo a qual todo o Universo é governado por interações matemáticas. [...]
No final, porém, toda multiplicidade se funde na harmonia matemática, que tudo rege. [...]
Esta disciplina que vigora no Universo foi uma idéia inspirada em Pitágoras pelo exame minucioso dos astros. Tudo, desde a alternância entre noite e dia, até o ciclo das estações, passando pelo movimento circular e aparentemente perfeito das estrelas, indicam a existência de uma ordem, uma perfeição cósmica. Neste sentido os pitagóricos também concluíram que a Terra é uma esfera que gira em torno do sol. Eles chegaram a prever a rotação do Planeta, o que explica a existência do dia e da noite.

Venda de Livros

Olá pessoal, caso estejam a procura de algum livro (seja os anunciados neste blog ou não), contatem-me pelo e-mail: valedodaniel@live.com. Posso conseguir o que você procura! Abraços. :)

Daniel

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

10 gênios clássicos extremamente excêntricos

Glândula Pineal: O maior Encobrimento da História da Humanidade

A glândula pineal (também chamada de corpo pineal, epífise cerebral, epífise ou o “terceiro olho”) é uma pequena glândula endócrina no cérebro dos vertebrados. Ela produz a melatonina derivado da serotonina, um hormónio que afecta a modulação do padrão vigília / sono e funções sazonais. A sua forma assemelha-se a uma pequena pinha (daí o seu nome), e está localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios, escondida num sulco onde os dois corpos talâmicos arredondados se juntam. [...]

Medo - Como Vencer Os Seus

Médico fala a verdade sobre o flúor na água e no creme dental

Fluoride (Flúor): Classificado Como Uma Neurotoxina Perigosa

Estudo de Harvard Confirma que o Flúor (fluoride) Reduz o QI das Crianças

Coca Cola está envolvida em suicídios de indígenas em tribo brasileira

Jorge Ben - Taj Mahal 1972



Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jahan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...

Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)

Foi a mais linda
História de amor
Que me contaram
E agora eu vou contar
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal
Do amor do príncipe
Shah-Jehan pela princesa
Mumtaz Mahal...

Tê Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(2x)

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

Uhou! Uhou!
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...(3x)

Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê, Têtêretê
Tê Tê...

10 obsessões bizarras de filósofos famosos

O "Monge Fantasma" do Palácio Laranjeiras - Juscelino Kubitschek

Top 10 maiores cientistas de todos os tempos

Deus - Dicionário de Filosofia (Gérard Legrand)

"DEUS: em grego, the-os, palavra de origem desconhecida; em latim, deus, aparentado com um grupo indo-europeu que designa um "dia luminoso". Objeto supremo e sobrenatural dos pensamentos, crenças e práticas que constituem a religião. A formação da "ideia" de Deus foi atribuída por certas religiões à revelação primitiva de sua existência e, pela crítica científica, ao medo do homem diante da natureza, à aparição noturna ou em sonhos das almas dos mortos, à adoração dos astros, principalmente o Sol, ou ao conjunto dos fenômenos naturais.
Para os gregos, fundadores da filosofia, os deuses ou demônios estavam por toda parte. A locução "o theós" designa correntemente "um deus" sem outro nome, uma espécie de individualidade ao mesmo tempo natural e sobrenatural. Essa noção não se integra especialmente na filosofia, mas ela abrange as noções de uma "aparição súbita", como a auréola de uma luz, e de uma evidência que impele à contemplação. Alguns gregos professaram o ateísmo; outros, mais numerosos, zombaram das crenças populares e anunciaram o monoteísmo. Mas a piedade antiga nunca foi uma fé no sentido moderno da palavra. A incorporação da filosofia pelo cristianismo desloca a noção de Deus. É sobre um Deus ao mesmo tempo onipotente e dotado de uma dogmática complexa que é preciso se pronunciar. De maneira abstrata, atribui-se à filosofia helenística e romana (Cícero) as provas de sua existência.
Ele é criador (Descartes), Providência (Leibniz), de maneira mais ou menos em conformidade com os ensinamentos extrafilosóficos. A validade desses raciocínios inspira a Pascal um célebre protesto: "Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó, não dos filósofos ou dos sábios".
Contra as provas tradicionais, Kant levanta uma série de objeções que só permitem a subsistência do apelo ao sentimento e ao sublime, já esboçado por Rousseau. Mas é um Deus desencarnado e isento de toda sublimidade que o Kantismo legará ao pragmatismo, enquanto Hegel dissimula sob a máscara de Deus o "pensamento do Absoluto". Feuerbach tenta conduzir a teologia a uma antropologia e o marxismo renova o ateísmo materialista. Nietzsche anuncia que "Deus está morto", mas acrescenta que "sua sombra continua a dominar a cultura ocidental". Outros pensadores (Auguste Comte, Durkheim) só vêem em Deus a "sublimação" da sociedade. A psicanálise nele reconhece uma projeção de pressões parentais, e talvez a sexualidade em sua essência.
Esta revisão histórica permite esta pergunta: como se apresenta hoje o conceito propriamente filosófico e correspondente à noção de Deus? Sempre se pode defini-lo como o princípio único e supremo de toda existência, de toda causalidade, de toda finalidade. Mas esta definição só propõe a posição do princípio, não a das associações de ideias que lhe são comumente atribuídas. Para o cristianismo, Deus tornou-se um objeto de fé ao qual se atribuem qualidades de uma pessoa moral e não uma articulação pura do pensamento. É legítimo anexar a uma abstração sociológica o Deus da religião. Mas é ilegítimo aplicar o nome de Deus ao Ser em si, ao Absoluto dos metafísicos que não o reivindicam nem o descartam expressamente. Mesmo transcendente, o Absoluto não tem necessidade de ser uma pessoa. Para um filósofo crente, Deus faz parte da religião primeiro, de sua filosofia em seguida: ele não se comprova".
Gérard Legrand (Dicionário de Filosofia)

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Mate o Buda

"-Se você encontrar o buda, mate o buda. Se você encontrar um 
patriarca, mate o patriarca. Se você encontrar um arhat, mate o arhat. se 
você encontrar seus pais, mate seus pais. Se você encontrar seus 
parentes, mate seus parentes. Então você vai alcançar a libertação."

Linji Yixua

Antonio Vivaldi - "Summer" from Four Seasons ("Verão" de Quatro Estações)

"...religiões, filosofias..."


Seria esse reflexo O verdadeiro Eu ?


Coldplay - Yellow 2000



Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do
Yeah, they were all yellow.

I came along,
I wrote a song for you,
And all the things you do
And it was called "Yellow."

So then I took my turn,
Oh what a thing to've done,
And it was all yellow.

Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so.

I swam across,
I jumped across for you,
Oh what a thing to do.
'Cause you were all yellow,

I drew a line,
I drew a line for you,
Oh what a thing to do,
And it was all yellow.

Your skin,
Oh yeah your skin and bones,
Turn into something beautiful,
You know,
For you I'd bleed myself dry,
For you I'd bleed myself dry.

It's true, look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine for...
Look how they shine for you,
Look how they shine for you,
Look how they shine...

Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things that you do.

Você vive ou acumula?

Um jovem advogado foi indicado para inventariar os pertences de um senhor recém falecido. Segundo o relatório do seguro social, o idoso não tinha herdeiros ou parentes vivos. Suas posses eram muito simples. O apartamento alugado, um carro velho, móveis baratos e roupas puídas. “Como alguém passa toda a vida e termina só com isso?”, pensou o advogado. Anotou todos os dados e ia deixando a residência quando notou um porta-retratos sobre um criado mudo.

Na foto estava o velho morto. Ainda era jovem, sorridente, ao fundo um mar muito verde e uma praia repleta de coqueiros. À caneta escrito bem de leve no canto superior da imagem lia-se “sul da Tailândia”. Surpreso, o advogado abriu a gaveta do criado e encontrou um álbum repleto de fotografias. Lá estava o senhor, em diversos momentos da vida, em fotos em todo canto do mundo.

Em um tango na Argentina, na frente do Muro de Berlim, em um tuk tuk no Vietnã, sobre um camelo com as pirâmides ao fundo, tomando vinho em frente ao Coliseu, entre muitas outras. Na última página do álbum um mapa, quase todos os países do planeta marcados com um asterisco vermelho, indicando por onde o velho tinha passado. Escrito à mão no meio do Oceano Pacífico uma pequena poesia:

Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa trocar,
Nada que se possa vender.

Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver.

Em 2016, riqueza de 1% da população mundial será igual à dos outros 99%, diz ONG


Quando digo que o capitalismo não serve à humanidade, as pessoas pensam no pequeno mundinho, no salário, na renda ou na irrisória propriedade. Jamais entendem o sistema mundialmente, de modo que o que é feito no micro serve apenas para enriquecer poucos no macro. Após a crise de 2008, os lucros dos bancos jamais foram tão altos e a concentração de capital em poucas corporações atingiu um nível jamais visto. À medida que aumenta a pobreza, os poucos ricos ficam ainda mais ricos. Os trabalhadores lutararam por direitos trabalhistas, sociais e previdenciários, mas agora perdem tudo com o desmonte do Estado de bem-estar social. Resultado: 1% da população mundial controla metade da riqueza do planeta e o que sobra é dividido entre os 7 bilhões restantes. Portanto, quem vive a vida trabalhando para comprar casa, carro e sustentar a família honestamente, está apenas sendo explorado por um sistema criado para sugar riquezas.

Thomas de Toledo